Como podemos nos proteger do mau olhado

A verdade é que nenhuma pessoa pode fazer algo para prejudicar outra pessoa, a menos que D’us concorde com isso, ou deseje que aconteça, por alguma razão somente d’Ele conhecida. Portanto, o que é mau olhado e como funciona?

Quando outra pessoa olha para você e diz ou pensa “Oh, por que ele tem isso e aquilo, ou por que sua casa ou roupas, ou jóias, ou seja lá o que for é tão bonita?”, esta pessoa está dando um “mau olhado” a você. E nós mencionamos em nossas preces para sermos salvos de um mau olhado – portanto, isso deve existir.

O que acontece depois? A única coisa que um mau olhado pode fazer é fazer que eles (no Céu) abram seus registros naquele momento. Se não há problemas anotados, você está a salvo do mau olhado; por isso devemos cumprir mitsvot, porque elas nos protegem de todo tipo de dano, físico ou espiritual. Se você “está no vermelho”, então será julgado naquele momento, como resultado do mau olhado. Do contrário o julgamento será adiado para uma outra ocasião, o que dará a você tempo para “desfazer” o negativo através de teshuvá (arrependimento).

Portanto, o que um mau olhado faz é colocar seu registro por cima, para ser o próximo na fila. E apenas D’us decidirá como lidar com seu caso. Você pode ter muitos méritos e mitsvot que o protegem, e neste caso um mau olhado não terá efeito. Ou você pode estar sem estas proteções, e se as coisas negativas tiverem que cruzar seu caminho, isso acontecerá.

A razão de alguém ter lhe falado que um mau olhado apenas surte efeito se você pensar sobre isso, é que caso você pense a respeito o tempo todo, você mesmo estará trazendo este assunto à baila, e assim seus registros estão abertos, como foi explicado acima.

Fonte : Beit Chabad

Tenha um sábado de paz.
Fernando Rizzolo

Charge do Alecrim para o Charge Online

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Indignação sem Multidão

Ainda me lembro da primeira manifestação pública a favor de eleições diretas. Ocorreu no recém-emancipado município de Abreu e Lima, em Pernambuco, no dia 31 de março de 1983. Organizada por membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no município, foi noticiada pelos jornais do estado. Foi seguida por mais duas: uma em Goiânia, em 15 de junho de 1983 e outra em Curitiba, em novembro do mesmo ano.

Posteriormente, ocorreu também uma manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, no dia 27 de novembro de 1983 na cidade de São Paulo. A idéia de criar um movimento a favor de eleições diretas foi lançada, em 1983. Era a democracia querendo nascer, a oportunidade do povo brasileiro de ser realmente o senhor de seu destino, elegendo representantes que, em seu nome, lutariam por um Brasil melhor. Para isso, contava o povo na época com o apoio incondicional da esquerda brasileira, que, com sua habilidade, arregimentava multidões oriundas de vários segmentos da sociedade como de sindicatos, movimentos estudantis, Igreja, e imprensa.

Tudo em nome da nobre causa: a democracia. Sem a liberdade que esta empresta ao povo, a tirania e os regimes de exceção acabam sempre por instalarem-se, solapando os direitos individuais, desconsiderando o Estado de Direito e subtraindo o dever ético da publicidade dos atos públicos que costumam valer-se do silêncio de uma imprensa amordaçada, controlada, visando apenas aos interesses de uma minoria no poder.

Hoje, por bem, superamos a fase democrática; vencemos a luta e vivemos num Estado de Direito. Porém, nos últimos anos, a corrupção e a falta de ética pública – promovida pelos maus parlamentares, no nepotismo, no clientelismo, práticas estas nefastas, entranhadas na vida política do país, como edições de mais de 600 atos secretos- fazem com que agora o Senado Federal torne-se uma Casa desmoralizada.

Tais práticas amorais e nada éticas, certamente, jamais se coadunarão com os ideais que inspiraram na época, os ventos da democracia brasileira e eram expressados nos olhares das multidões que se aglomeravam nas densas praças, exigindo e gritando em coro “Diretas já!”

Infelizmente, o que vemos hoje é apenas a indignação. As praças estão vazias, os gritos se tornaram apenas lamentos pessoais e a esquerda passou a ser leniente e omissa. Já o comandante da nação, por questões políticas, se posta sempre na defesa dos maus parlamentares, que, infelizmente, se encontram em suspeição. A descrença do povo brasileiro na representatividade política é realmente desoladora, a corrupção ganha corpo, e as instituições se corroem.

Os gritos e as praças movimentadas pelas multidões já não existem mais, foram, sim, timidamente substituídos pelos indignados na Internet, pelos jornais, pela imprensa, pela conversa nos bares, porque desta feita, muitos dos que se dizem defensores dos pobres se calam, são cúmplices no silêncio; compactuam com os interesses políticos nada nobres e ao que parece, têm sim a missão de manter as praças vazias, os arranjos bem-feitos, para que a indignação de hoje, jamais atinja um grito de outrora.

Embora a multidão calada assista a tudo de forma passiva, o grito de ordem moral a cada dia é mais alto na sociedade. Talvez agora, a tarefa de moralizar o Congresso Nacional não exija mais uma praça tão cheia, apenas a indignação sem multidão poderá surtir efeito caso use como instrumento a conquista da eleição e do voto consciente, rechaçando assim, a corrupção da vida pública brasileira.

Fernando Rizzolo

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Homens perdem mais empregos que mulheres em meio à crise

BRASÍLIA – O mercado de trabalho brasileiro vem sentindo os efeitos da crise financeira internacional desde outubro de 2008. A trajetória anterior, de crescimento do emprego, se reverteu em aumento das taxas de desemprego. Os homens perderam mais emprego do que as mulheres no setor formal. Mais mulheres, no entanto, se retiraram do mercado de trabalho. Na prática, a população economicamente ativa se masculinizou, revertendo uma tendência de feminização do mercado de trabalho.

As constatações estão no estudo A Crise Econômica Internacional e os (Possíveis) Impactos sobre a Vida das Mulheres, lançado nesta quinta-feira, 2, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo federal. O estudo foi feito em parceria com o IBGE, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O trabalho, desenvolvido pelo Grupo de Trabalho da Crise e criado no âmbito do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, se baseia em indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho (Caged), da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE) e da Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (PED/Dieese-Seade).

As taxas de desemprego femininas são normalmente mais elevadas que as masculinas. No contexto de crise, porém, o estudo mostra que as taxas de desemprego masculinas tendem a crescer mais.

De setembro de 2008 a abril de 2009, o crescimento do desemprego foi de 24% entre os homens e de 11,2% entre as mulheres (21,3% brancas e 4,1% negras). A razão é simples: os setores mais atingidos pela crise foram a indústria da transformação e a construção civil, que tradicionalmente empregam mais homens.

Outra justificativa para a menor elevação na taxa de desemprego entre as mulheres é o fato de elas terem se retirado do mercado de trabalho – muitas trabalhadoras perderam seus postos de trabalho e desistiram de procurar emprego, ficando de fora das estatísticas.

“Em situações de perda de emprego ou ocupação no núcleo familiar, há maior probabilidade de que mulheres retornem às suas casas e se responsabilizem pelas atividades domésticas do que homens, seja pelo fato de que trabalhavam em pequenos empreendimentos familiares que não sobreviveram à crise, seja porque a perda de rendimento familiar impossibilitou a manutenção de uma trabalhadora doméstica”, analisa o estudo.
agencia estado

Rizzolo: Bem isso já vem acontecendo há muito tempo. Não resta a menor dúvida que a profissional mulher é mais bem aceita em determinados segmentos do que os homens, haja vista sua influência no segmento bancário. Na advocacia por exemplo, segundo a OAB, as mulheres já representam metade do contingente dos advogados. Isso é ótimo. As mulheres possuem mais inteligência emocional, são mais determinadas, e muitas vezes mais profissionais. Os homens que se cuidem, hein !

Permanência de Sarney no Senado já é dada como certa

BRASÍLIA – O encontro do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não aconteceu, mas no Congresso Nacional já dão como certa a permanência do peemedebista no cargo. A avaliação é de que Sarney está praticamente consolidado na presidência da Casa com o apoio político de Lula e do PT e, ao mesmo tempo, para dar uma satisfação à opinião pública, o peemedebista adotará medidas administrativas moralizadoras em resposta às denúncias de irregularidades.

A bancada do PT vai se reunir com Lula em um jantar no Palácio da Alvorada hoje à noite, quando acertará a relação do partido com o PMDB e com o presidente do Senado. O encontro de Lula com Sarney ficou para amanhã, depois que Lula tiver deixado claro a necessidade de a bancada petista apoiar Sarney em nome de um projeto maior para o governo e para o partido. “Nossa bancada considerava que um afastamento (de Sarney do cargo) temporário por 30 dias poderia contribuir para que o Senado reencontrasse o ambiente político para as mudanças”, afirmou o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Sarney não aceitou a sugestão.

Com o interesse do governo na aliança eleitoral para 2010 e com a necessidade de ter o PMDB como parceiro na condução dos trabalhos no Senado, o PT considera a posição da bancada pelo afastamento de Sarney apenas uma recomendação não atendida e insiste em propostas para mudanças administrativas no Senado.

A disposição de Sarney em fazer essas mudanças atende à segunda parte da proposta petista e serve como discurso para um recuo do PT. O senador Tião Viana (PT-AC) está responsável, em nome do partido, pela elaboração de um projeto de “Lei de Responsabilidade Administrativa e Fiscal” a ser apresentado na próxima semana.

O calendário no Congresso ainda será um fator que beneficiará esse quadro para Sarney. A partir do dia 18 haverá recesso no Legislativo, esvaziando o Congresso e a temperatura política. Até lá, aliados de Sarney esperam que não seja publicada nenhuma nova denúncia de irregularidade no Senado envolvendo o nome do presidente da Casa.
agencia estado

Rizzolo: Ou seja, como o senador Sarney não aceitou o afastamento, o PT, os partidos, e o povo brasileiro, devem abaixar a cabeça resignado. Ah! Mas esse país vive mesmo uma inversão de valores. É impressionante o fato de um país inteiro se curvar aos desígnios e caprichos de um senador.

A questão principal do afastamento, era de ordem moral, apenas foi sugerido o desligamento temporário, para que, de forma limpa, organizada, urbana e ética, fosse feita uma reorganização do Senado, do ponto de vista de amenizar o âmbiente político. Mas não, o senhor Sarney não aceitou, vai cosultar o presidente Lula, já sabendo que presidente vai protegê-lo, e o povo brasileiro resignado, olhando para o chão cabisbaixo, sob os interesses políticos de Lula, será obrigado a aceitar os caprichos e determinações vindas do Maranhão.

É a democracia de mentira num país onde poucos mandam em muitos, e estes fazem e obedecem o que estes poucos determinam. Trocando em miúdos, “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Uma vergonha política que desnuda o verdadeiro tipo de democracia que vivemos neste país.

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Charge do Sponholz para o Charge Online

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PT decide pedir o afastamento de José Sarney

Reunidos na tarde desta quarta-feira (1), os integrantes da bancada do PT decidiram apelar ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que se afastasse do comando da Casa por 30 dias. Segundo o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), Sarney não aceitou a proposta, mas disse que vai discutir o seu futuro político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a assessoria do senador, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu ao presidente do Senado que aguardasse o presidente Lula voltar de viagem da Líbia, na noite desta quarta-feira (1), antes de tomar alguma medida sobre o licenciamento. Não está definido se Sarney conversará com Lula ainda nesta quarta ou se o encontro vai ocorrer na quinta-feira (2).

A decisão foi tomada após um encontro de senadores do partido com Sarney, na manhã desta quarta-feira.

Mercadante disse que o PT também irá solicitar uma reunião com o presidente Lula para debater os rumos do Senado em meio à crise. O líder petista afirmou que, com a negativa de Sarney em se licenciar, o partido vai aguardar a conversa do peemedebista com Lula, e não deve adotar medidas formais pelo afastamento de Sarney, como fizeram os demais partidos.

Mesmo com as medidas adotadas pelo PT, Mercadante defendeu o colega. “Não achamos que a responsabilidade pela crise do Senado é de Sarney”, disse o petista.

Na noite desta terça-feira (30), a bancada do partido havia decidido propor a Sarney a criação de uma comissão composta por integrantes dos partidos e funcionários do Senado para promover um ampla reforma administrativa.

Nesta terça-feira (30), DEM, PSDB, PDT e PSOL pediram o afastamento do presidente do comando da Casa. Seguindo postura semelhante à adotada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, que protocolou uma representação por quebra de decoro contra Sarney na segunda-feira (29), o PSOL apresentou duas representações pelo mesmo motivo contra o presidente do Senado e contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Suspensão

Por causa do falecimento do deputado José Aristodemo Pinotti (DEM-SP), o presidente do Senado suspendeu por volta das 15h40 uma sessão que comandaria. Logo depois, ele deixou o Senado protegido por seguranças e reclamou do assédio dos jornalistas. “Vocês não podem me obrigar a falar”, disse.

Médico, Pinotti morreu às 3h45 desta quarta-feira (1) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, acometido de um câncer no pulmão. O falecimento do deputado, que estava licenciado para atuar como secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo, mudou o tom dos discursos do Senado, então polarizados na possível renúncia de Sarney do cargo.

O líder do PSOL, José Nery (PA), tentou falar da crise do Senado, mas foi advertido pelo primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), para que não falasse de tal assunto em meio às homenagens a Pinotti. Sarney também se pronunciou. “Não vamos contaminar essa sessão de homenagem com essas questões do Senado”, disse Sarney.

José Nery rebateu as críticas de Heráclito. “O que deve envergonhar o doutor Pinotti não é tratar dessas questões nessa sessão, mas sim o lamaçal que nós nos recusamos a apurar aqui no Senado”, afirmou Nery.
Globo

Rizzolo: O melhor que Sarney tem a fazer para o restabelecimento da crise no Senado é se afastar dele. Não é possível que Lula continue a defender o Sr. Sarney. A situação está insustentável. Como brasileiro, Advogado, e defensor da democracia, fico indignado com os caminhos que a nossa democracia esta tomando. Escândalos, corrupção, mau uso do dinheiro público, atos secretos, mordomias, enfim pergunto. Que tipo de democracia é esta a brasileira ? Podre na sua essência moral, pobre nos conceitos éticos, e deslavada na corrupção parlamentar. O país vive um clima tenso por capricho do Sr. Sarney, que ao que parece está acima das instituições.

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Charge do Pelicano para o Bom Dia São Paulo

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PT vai conversar com Sarney antes de decidir sobre licenciamento

Parlamentares decidiram marcar audiência com o presidente nesta quarta.
Só depois é que o partido deve resolver posição sobre afastamento.

Depois de passar o dia em silêncio sobre o licenciamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, a bancada do PT decidiu anunciar apenas nesta quarta-feira (1) se vai apoiar o afastamento do presidente ou se vai defender a sua manutenção no comando da Casa.

Depois de duas horas de reunião, já no final da noite desta terça, o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), disse que os integrantes da bancada preferiram marcar uma audiência com Sarney nesta quarta, para apresentar um conjunto de propostas de reforma administrativa ao presidente. Dependendo do que for tratado nesse encontro, o PT irá anunciar a sua posição sobre o licenciamento de Sarney.

“Adotamos uma decisão coletiva de procurar o presidente Sarney para fazer recomendações e expor as angústias do partido. Só depois vamos nos pronunciar sobre a condição do presidente na Casa”, afirmou Mercadante.

Mercandante informou que o partido vai propor a Sarney a criação de uma comissão com representantes dos partidos e funcionários da Casa para coordenar uma ampla reforma administrativa. “Queremos promover uma Lei de Responsabilidade Fiscal no Senado para fazer uma reforma profunda da instituição”, disse o líder petista.

A posição de Sarney em relação a essa comissão poderá ser condicionante para a adesão petista à manutenção do presidente no cargo.

Na tarde desta terça-feira, pouco depois de a bancada do DEM confirmar o apoio ao licenciamento do presidente do Senado, a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), foi a primeira petista a sair em defesa do colega.

Discursando no plenário da Casa, a senadora condenou a personalização da crise do Senado. “O que está vindo a público é coisa que tem muito tempo, não é nada recente, é muito antigo. E tudo tem muitas mãos, tem a participação de muitos”, argumentou Ideli.

Ela defendeu Sarney alegando que o colega adotou todas as providências que foram propostas pelos outros parlamentares. “Eu vou defender na bancada que nenhuma medida pode ser adotada contra qualquer um dos senadores”, afirmou, referindo-se à reunião da bancada do PT que deve ocorrer por volta das 19h desta terça.

Ideli ainda criticou o que chamou de “tendência de se personalizar ou partidarizar” a crise no Senado. Para a senadora, uma abordagem que “personalize a crise, forçando-se para que determinada pessoa se afaste”, não resolverá o problema, além de ser “injusta”.

“Ninguém pode ser acusado, afastado, antes que as investigações sejam concluídas. Senão não vamos resolver nada. Continuaremos lendo essas matérias [de denúncias] até que o Senado se inviabilize”, declarou a petista.

Adotando o discurso utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora disse que as denúncias têm impedido que se debatam assuntos mais importantes para o país.

globo

Rizzolo: É vergonhosa a atitude do PT frente à crise do Senado onde o centro das denúncias envolve Sarney. Sair em defesa de Sarney por questões políticas visando o apoio do PMDB em 2010 denota a pouca vocação petista às causas que vã ao encontro à moralidade do Congresso, além disso essa turma petista que árduamente defende Sarney, não quer que em seu lugar assuma a oposição, e com isso fortaleça a instalação da CPI da Petrobrás. Quando próprios integrantes do partido já pedem seu afastamento, ainda alguns insistem em mante-lo e defende-lo sob a indignação do povo brasileiro, que já não suporta mais tanta corrupção. Pautados pela popularidade de Lula, infelizmente os petistas se acham acima dos desígnios morais do povo, e por interesses eleitoreiros defendem o indefensável. Politicamente esse país vai realmente mal, falta vergonha mesmo.

Publicado em 'A crise não é minha, Aécio Neves 2010, Blog do Rizzolo, Brasil, CPI da Petrobras, Crise do Senado e Sarney, General Augusto Heleno, Jarbas Vasconcelos, Jarbas Vasconcelos (PE), Lula defende Sarney, News, PT defende Sarney, Petrobras em crise ?, Petrobras recua no blog, Política, Principal, atos secretos, blog da Petrobras, cotidiano, crise moral atinge o Senado, crise moral no Congresso, economia, eleições 2010, geral, licenciamento de Sarney, notícias, últimas notícias. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »

Velhos senhores cansados de guerra – Coluna Carlos Brickmann

As sombras que guerreiam no Senado, denunciando umas às outras, finalmente ganham imagem real: a decisão do DEM de pedir o afastamento do presidente da Casa, José Sarney, mostra que a luta é aquela de sempre, entre oposição e Governo. De um lado, dando apoio a Sarney, o PT, boa parte do PMDB, quase toda a base aliada; e, buscando depô-lo, PSDB, DEM, parte do PMDB e aliados.

Uma das coisas que estão em jogo é o controle da Casa. Se Sarney deixar o posto, assume um tucano, Marconi Perillo, de Goiás, que se destacou nas denúncias do Mensalão e que o presidente Lula considera inimigo, não adversário; e a primeira-secretaria se mantém com Heráclito Fortes, DEM do Piauí, um dos grandes articuladores das denúncias contra Sarney, Agaciel, Zoghbi e respectivos parentes. Com a Oposição no comando do Senado, e Sarney afastado do cargo, quem impedirá, por exemplo, que a CPI da Petrobras seja finalmente instalada?

A outra coisa em jogo é a eleição presidencial. Sarney é Dilma; e comanda uma parcela do PMDB que está aliada ao presidente Lula. Mas boa parte do PMDB é Serra, especialmente no Sul do país (um dos principais líderes desta corrente é o ex-governador paulista Orestes Quércia). Cada ala tem seu candidato e o resultado da disputa não vai mudá-lo; quem ganhar, porém, ficará com o enorme tempo de TV do PMDB, que tem valor não apenas na disputa, mas principalmente na negociação das parcelas de poder (ou, em português claro, dos cargos) que caberão ao partido e a seus líderes. Esta guerra vai durar até 2010.

A CPI e o Senado

A CPI da Petrobras foi criada, mas ainda não vai funcionar. Os partidos governistas não indicaram seus representantes. O presidente do Senado pode, num caso como este, indicar os parlamentares que preencherão as vagas. Sarney, que tem jogado limpo com o presidente Lula, preferiu não fazer indicações. Já Marconi Perillo pode perfeitamente indicar os nomes – e sem esperar muito tempo.

Quem é quem

Já houve duas representações ao Conselho de Ética do Senado contra José Sarney. É estranho: como o Conselho de Ética não foi eleito, não existe. Mais estranho é ver que o PSOL fez uma das representações. A líder máxima do PSOL, Heloísa Helena, foi condenada em última instância a pagar ao Fisco cerca de R$ 1 milhão, por sonegação de impostos. E denuncia os outros por falta de decoro?

Deixa o homem

A declaração do presidente Lula, de que o Brasil tem fiscalização demais e isso atrapalha, é fantástica: num país onde os Jogos Pan-Americanos custaram o quíntuplo do previsto, onde se construiu um túnel sem a costumeira montanha em cima, onde foram construídos açudes sem saída d’água para que as terras vizinhas fossem vendidas a preços de ocasião, é difícil acreditar que o excesso de fiscalização seja um problema. Lembra o lamento de alguns antigos comerciantes: “Ah, se me deixassem trabalhar!” Queixavam-se dos fiscais de impostos.

Chifre livre

Enquanto o Senado lambe as feridas, a Câmara trabalha. Nada que tenha algo a ver com o país: são coisas que interessam apenas aos políticos. A principal medida em estudos, que deve ser votada nos próximos dias, é a instituição de uma “janela de infidelidade”: por 30 dias, um ano antes da eleição seguinte, os políticos poderão trocar de partido sem risco de perder o mandato. Será aprovada.

Castelão sossegado

A Câmara deve votar hoje o caso do deputado mineiro Edmar Moreira, aquele do castelo, acusado de usar indevidamente a verba indenizatória. O relatório recomenda a cassação de mandato. Mas tudo indica que ele será apenas suspenso.

Reforço no Governo

O presidente Lula é um homem de sorte: o ministro do Futuro, Mangabeira Unger (assim chamado porque, no longínquo futuro, alguém talvez descobrisse qual sua função no Governo), deixa o cargo para reassumir o lugar de professor na Universidade Harvard, nos EUA. A explicação oficial é de que a universidade se negou a prolongar sua licença e, se continuasse no Brasil, ele perderia o direito à aposentadoria e outros benefícios. É incomum: em geral, as universidades consideram a presença de seus professores em Governos um sinal de prestígio.

Festa da moeda

Vale a pena festejar: há 15 anos, a moeda brasileira finalmente se estabilizou, com o Plano Real, e a inflação, que já havia atingido números estratosféricos, voltou a patamares civilizados. Como o Plano Real deu certo, as festas se dividem entre seus vários pais (se desse errado, o pai seria um só – e escolhido entre os funcionários, não entre as autoridades): o então presidente da República, Itamar Franco; o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso; e Ciro Gomes, que viria a ser ministro da Fazenda. Os três não se toleram (embora Fernando Henrique e Itamar, socialmente, troquem cumprimentos). O único que não disputa nada é o também ex-ministro da Fazenda Rubens Ricúpero, cujo trabalho foi fundamental na implantação do Real. Ele atribui a paternidade a Itamar, Fernando Henrique e a toda a equipe que participou da elaboração do projeto.

Rizzolo
: Muito boa colocação do Brickmann quando desnuda a condição do PMDB e os interesses do PT no jogo eleitoral de 2010. Agora essa história do Mangabeira Unger voltar à Universidade de Harvard caso contrário perderia o direito à aposentadoria e outros benefícios, é bem estranha e não convence ninguém, viu. Como diz o caipira, ” tem coisa aí “. Leia artigo meu no site do jornalista Carlos Brickmann sobre Jornalismo e a Liberdade de Expressâo

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