Petrobras investe no setor de álcool em parceria com Japão e grupos nacionais

A Petrobrás irá fechar os cinco primeiros contratos com parcerias privadas para a construção de complexos de produção de álcool nos próximos três meses. Até o início da produção, previsto para 2009, o montante investido será de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões em cada usina.

Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobrás, explica que a estatal entrará nos negócios como investidora ao lado do grupo japonês Mitsui que, juntos, terão de 20% a 30% em cada um dos projetos, além de contrato de exclusividade na compra do combustível. “As cinco unidades são privadas. São empreendedores brasileiros que estão apresentando esses projetos”, disse Costa.

A Petrobrás e a Mitsui vão ancorar os recursos para fomentar os empreendimentos. Em troca, terão o direito de compra do álcool produzido por 15 anos. Ficará a cargo de ambas empresas a logística e a venda do produto. O álcool inicialmente será destinado ao Japão.

Segundo Costa, o período de 15 anos de contrato tem como objetivo “garantir a estabilidade de fornecimento por longo prazo – condição prévia imposta pelos asiáticos”.

Empresários que apresentaram os projetos e serão controladores das usinas, ficarão responsáveis por obter o financiamento, que terá como garantia o contrato de fornecimento à Petrobras e à Mitsui. Os empreendedores poderão contar com empréstimos do BNDES e do JBIC (Banco de Cooperação Internacional do Japão, na sigla em inglês).

NAYARA DE DEUS
Hora do Povo
Rizzolo: Quando se fala em empreendedores brasileiros privados, precisamos especificar se realmente são brasileiros, existe uma verdadeira corrida nesse setor, e não existe ainda um órgão regulador específico, que não seja a Petrobrás, vez que as caracteristicas do alcool são diversas das do petróleo envonveldo plantio, usinas, etc.; o ideal é termos um tipo de uma Alcoolbras, que analise essa corrida ao ouro e privilegie inclusive em termos de financiamento empresas genuinamente brasileiras, sem isso, iremos contar semanalmente, com ” especuladores profissionais ” como George Soros que nem sabia que especular em país alheio é feio. A produção e a distribuição do Alcool deve estar prioritariamente nas mãos de capitais essencialmente nacionais, a reboque temos que ter uma política em relação aos trabalhadores rurais dessa área e insistir em melhores condições de trabalho e profissionalização principalmente na mecanização, não podemos deixar de prestigiar o capital nacional, e fazer com que a massa trabalhadora rural participe dessa fatia do desenvolvimento nacional, como bem fez Zé Dirceu num comentário “Faz-se necessária, de imediato, uma política nacional de zoneamento agrícola para a cana-de-açúcar e as oleaginosas, para evitarmos a monocultura, a expulsão da produção de alimentos e a degradação de terras. Além do zoneamento, é necessário exigir, dos plantadores de cana e de oleaginosas, a proteção das matas ciliares e um percentual de reflorestamento. A política reguladora deve, ainda, impedir o controle por estrangeiros de terras não apenas nas zonas de fronteira, como já proíbe a Constituição, mas em todo território nacional. Não devemos vacilar em impor limites a essas compras, e proteger a empresa nacional. Trata-se de uma questão de segurança energética nacional que exige uma política nacional e um órgão ou empresa que regule o setor.”

Agora chega de entregar tudo para os interesses internacionais, não podemos deixar que elite de usineiros vendam todas as Usinas ao capital internacional e fiquem como administradores dos interesses estrangeiros, deixando o povo brasileiro a ver navios. Mas infelizmente já está acontecendo isso, uma tremenda falta de patriotismo !

MP e polícia investigam desvios milionários na Nossa Caixa do governo de José Serra

O Ministério Público e a polícia civil do Distrito Federal denunciaram ao Gaeco, órgão do MP do Estado de São Paulo responsável pelo combate ao crime organizado, que existem “fortes indícios” de que está ocorrendo um esquema milionário de desvio de dinheiro público no banco paulista Nossa Caixa nos moldes do que foi descoberto no banco de Brasília (BRB), que deixou um rombo de R$ 50 milhões. Segundo os investigadores, o esquema na Nossa Caixa envolveria as mesmas empresas, por meio de contratos idênticos, só que com valores imensamente superiores do que no BRB.

De acordo com as investigações das autoridades do DF, o esquema funcionava por meio da contratação pelo BRB, sem licitação, da Asbace (Associação Nacional de Bancos), que subcontratava outras empresas como a ONG Caminhar, a ATP Tecnologia e Produtos e a FLS Tecnologia para prestar serviços aos bancos. Estas empresas realizavam trabalhos fictícios para receber o dinheiro do banco, que depois era distribuído entre os integrantes da quadrilha através de saques bancários com cartões corporativos emitidos pela ONG Caminhar.

A operação desencadeada em Brasília levou 20 pessoas à cadeia, entre elas o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, e o então secretário-geral da Asbace, Juarez Lopes Cançado. O atual presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, foi indicado pelo governador José Serra em janeiro. Santos também assumiu, há um mês, a presidência da Asbace. Os investigadores da Polícia Civil de Brasília afirmam que enquanto os contratos irregulares do BRB com a Asbace giravam em torno de R$ 3 milhões mensais. Já os firmados entre a Asbace e a Nossa Caixa somam cerca de R$ 15 milhões.

Hora do Povo

Rizzolo: Observe que a imprensa pouca relevância dá a esse prenúncio de escândalo, é claro, envolve diretamente o PSDB, e mais, o ” modos operandi” é o mesmo, ou seja a cartilha da corrupção obedece aos esquemas que já foram desmantelados em Brasilia que funcionava por meio da contratação pelo BRB, sem licitação, da Asbace (Associação Nacional de Bancos), e ONGs. Uma vergonha, duvido que tudo seja divulgado na proporção das leviandades acusatórias costumeiras da imprensa golpista.

Corte Suprema abole limites a anúncio eleitoral pago nos EUA

A Suprema Corte dos EUA tomou, na segunda-feira, 25, decisão que deixa sem freios algum a interferência do poder econômico no processo eleitoral norte-americano ao permitir que empresas financiem propaganda eleitoral em rádio e TV, inclusive negativas contra adversários políticos. A decisão é ainda mais grave, num país em que não há horário eleitoral gratuito.

A sentença, aprovada por 5 votos a 4, anulou uma decisão do eleitoral de 2004. Naquele ano, um grupo de Wisconsin pagou por um anúncio que exortava os eleitores a não votar em senadores favoráveis ao aborto. O anúncio mencionava os nomes de políticos, incluindo o democrata Russel Feingold, que estava em plena campanha pela reeleição. O tribunal eleitoral proibiu o anúncio e o grupo recorreu e o caso chegou à Suprema Corte, que decidiu que a propaganda deveria ter sido permitida. A composição da Suprema Corte norte-americana foi bastante alterada depois que Bush fez seguidas indicações de conservadores.

O senador Feingold criticou a decisão: “A Comissão Eleitoral Federal não pode permitir que voltem os dias de anúncios falsos de questões políticas e gasto ilimitado em campanhas. Se esse for o resultado da decisão, a Corte terá restado um grande desserviço ao país”, disse antes de saber do resultado.

MANIPULAÇÃO

Também na segunda-feira, a Corte Suprema dos EUA decidiu que os contribuintes norte-americanos não podem reclamar na Justiça contra a destinação de recursos públicos pelo governo Bush para financiamento de grupos religiosos. A votação, que também foi por 5 votos a 4, apoiou Bush ao determinar que a organização Fundação Liberdade Religiosa não tinha o direito de entrar com processo contra o governo por violar a Constituição ao organizar conferências, nas quais, grupos religiosos foram favorecidos em detrimento de organizações seculares.
Hora do Povo

Rizzolo: Eu tenho dito que os EUA está muito longe de ser considerado uma democracia justa, participativa, o que podemos inferir nessas notícias é que o poder econômico é quem determina o desenrolar da política americana, onde a grande massa populacional, além de alienada pela mídia, fica do lado de fora da participação política, o maciço financiamento do processo eleitoral pelas empresas, a mídia sendo favorecida por grandes grupos que a seu bel prazer que com a chancela da Suprema Corte americana faz e dirige a opinião pública aos seus interesses e dos grupos privados a que financiam; observe que a manipulação é tamanha que os contribuintes norte-americanos não podem reclamar na Justiça contra a destinação de recursos públicos pelo governo Bush para financiamento de grupos religiosos reacionários, é claro, fica patente que democracia manipulativa é o que impera nos EUA, ” o padrão democrata e de liberdade do ocidente ” , Bela democracia !

Chico Buarque -Meu caro amigo

Final de Semana, Relaxar , Se lembra dessa ? “Que a coisa aqui tá preta”.., a única coisa é que se fosse hoje as “notícias frescas” não poderiam ser as da da mídia golpista ( risos… ). Fico por aqui hoje com a presença da Famíla Gordon´s um London Dry Gin presente dado pelo meu grande amigo o Sindicalista Ricardo Patah, futuro Presidente da Central Sindical UGT, sem deixar de dar atenção ao colaboradores de sempre do Blog, Jhonny Walker, e Jack Daniel, quem disse que não tem americano que colabora aqui , hein !

Lula orienta PT a não trepidar com arenga golpista contra Renan

p3-lula1.jpg

É “coisa de fascismo” a ação de parte da mídia, aponta Renan

Presidente do Senado reuniu-se com Lula e afirmou que não vai “permitir calúnias, maledicências”. “Isso não pode continuar”

Na quarta-feira, o presidente Lula, mobilizado pelos acontecimentos no Senado, onde alguns senadores da oposição – mais precisamente, a bancada do ex-PFL – resolveram despir-se da dignidade senatorial para rebaixar-se a cortesãos da mídia golpista, pedindo o afastamento do presidente da Casa, solicitou ao senador Renan Calheiros que fosse ao Planalto.

Horas depois de conversar com o presidente do Senado, Lula convocou a liderança do PT naquela instituição – a senadora Ideli Salvati e o senador Tião Viana. O presidente discutiu a questão, perfilando sua posição de que o PT não deve se intimidar diante da campanha contra Renan. Segundo uma fonte citada pelo jornalista Tales Farias, referindo-se aos problemas no Conselho de Ética, Lula teria comentado: “vocês foram loucos de colocar o Suplicy no Conselho!”. Não sabemos se ele disse exatamente isso. Mas, se disse, estamos mais uma vez pasmados com a clarividência do nosso presidente…

GUARDIÃO

Como guardião constitucional das instituições republicanas, Lula, provavelmente, percebeu que nada há de mais desmoralizante para uma câmara legislativa – e, no caso, trata-se daquela que alguns chamam de “Câmara Alta” – do que afastar seu presidente meramente porque há uma campanha orquestrada contra ele. Quando a verdade não importa mais, a própria instituição passa a ser inútil para a Nação, pois deixa de ser um órgão do país para transformar-se em instrumento subserviente de uma oligarquia, de uma plutocracia, ou de um bando – o que é mais ou menos a mesma coisa.

Não é esse o caso do Senado brasileiro. Ele tem dado, nos últimos dias, apesar de alguns percalços no seu Conselho de Ética, demonstrações de que não aceita esse papel. O apoio da maioria dos senadores ao seu presidente, contra uma cruzada das mais barulhentas, deverá ficar na História como um momento de brilho e independência.

Mas que haja dentro do Senado, ainda que seja uma pequena minoria, quem se proponha a compor o coro de uma infâmia, é algo bastante grave. Pois, até agora, embora pareça incrível a alguns, nada há contra o senador Calheiros. É risível que haja quem repita como se fosse verdade o que a mídia diz – e apresente como prova da verdade o fato de que é a mídia que o diz.

Não estamos nos referindo ao povo. Este, depois da campanha presidencial passada, está, na maior parte, se lixando para o que a mídia golpista fala e berra. Prefere formar sua opinião tomando como referência o presidente Lula, o que, sem dúvida, é mil vezes mais confiável. Há dias, tentaram crucificar o irmão mais velho de Lula. Mas quando este garantiu que se tratava de um bom sujeito, acabou o charivari – e o presidente, como mostrou o Ministério Público ao excluir Vavá do processo judicial em que queriam envolvê-lo, estava com a razão. O que foi mais um motivo para reforçar a confiança do povo em seu presidente.

Como disse, também na quarta-feira, o senador Calheiros, “estamos vivendo no Brasil uma coisa de fascismo, que acredita que quanto maior a mentira maior a capacidade das pessoas de acreditarem nela. Isso não pode continuar”.

Um desavisado perguntou a Renan sobre quem estava agindo de forma fascista. A resposta: “não é o Conselho de Ética, não é o Senado, não é a imprensa, é parte da imprensa”.

Realmente, é a parte golpista da mídia. Porém, é a própria atitude de Renan que está fazendo fracassar o golpismo. Na sua avaliação, “as injustiças vão parar porque essas coisas estão cansando e não há nenhuma prova contra mim. Fizemos a prova contrária. O que for necessário fazer eu faço para que a verdade prepondere, o meu limite é esse. Não vou permitir ser assassinado moralmente sem provas. Não vou permitir calúnias, maledicências, vou mostrar ao Brasil que não tenho nada a ver com isso”.

São tristes os tempos onde se acusa sem provas e o acusado é obrigado a mostrar provas de que é inocente. Mas isso está no fim. A vitória de Lula contra essa canalha golpista foi, provavelmente, o marco da virada nesse sentido. O caso do senador Renan Calheiros está se tornando a consolidação dessa virada. Naturalmente, já apareceram os juristas do “julgamento político”, que entendem essa expressão como igual à condenação sem provas. Porém, o próprio Renan expôs essa indigência, ao citar Ruy Barbosa, repelindo um julgamento em que se emite a sentença e depois vai-se arrolar supostas provas que a justifiquem.

Segundo informou Renan, em sua conversa de 40 minutos com Lula, expôs a situação, o fato de que os documentos já entregues mostrarem sua inocência, manifestando ao presidente da República que “a verdade prevalecerá”. Algumas fontes relataram que o presidente teria dito: “se querem transformar isso numa guerra entre governo e oposição, pior para eles”. Ao presidente do Senado, Lula frisou que entendia os ataques ao aliado como uma tentativa de desestabilizar o governo: “os radicais deles ficam sempre muito irritados quando saem pesquisas colocando a minha popularidade em alta”.

CONFUSÃO

Lula considerou que “o pessoal do nosso lado bobeou na escalação dos membros do Conselho de Ética”, o que é a mais pura verdade. Se dependesse da maioria esmagadora dos senadores, essa confusão já teria acabado. A acusação era, e é, absurda. Os acusadores nada provaram – tanto assim que passaram a levantar uma carrada de ilações e suspeitas que nada têm a ver com o que se está julgando, na tentativa de mascarar a falta de provas.

Não é possível a quem pretende alguma justiça para o mundo – ou, se não para o mundo, para si próprio, que seja, conviver com uma injustiça tão clamorosa. Mas é evidente que não é apenas Renan que querem atingir com essa campanha, mas o próprio governo Lula. Não há outra explicação para a reincidência diária num caso tão escasso de substância.

C.L.

Hora do Povo
Rizzolo: Concordo com o senador Calheiros, “estamos vivendo no Brasil uma coisa de fascismo, que acredita que quanto maior a mentira maior a capacidade das pessoas de acreditarem nela. Isso não pode continuar”. Essa mídia golpista não descansa enquanto não conseguir desqualificar o governo Lula, e aqueles que com ele fizeram a coalizão, é impressionante, nada comprovaram, tudo no campo das ilações desviadoras, sem provas , do falar por falar, apenas para desqualificar, uma vergonha, mas tanto no campo aéreo como no caso desses amotinados controladores, quanto no caso da mídia golpista sobre Renan, Lula foi rápido , e agiu bem, na velocidade do golpe.

Escroque da mídia, Murdoch se lança sobre Wall Street Journal

p8-murdoch.jpg

Com uma carreira de serviços que inclui a fraude que elegeu Bush, o monopolista se lança à tomada do principal porta-voz do capital financeiro dos EUA, o “The Wall Street Journal” e da empresa que detém seu controle acionário, a Dow Jones, que publica os índices da bolsa

Após erguer, à base de escroqueria e serviços ao que há de mais sórdido no Império, um monopólio da mídia em três continentes, o magnata Rupert Murdoch lançou-se à tomada do principal porta-voz do capital financeiro dos EUA, o “The Wall Street Journal”, e da empresa que detém seu controle acionário, a Dow Jones, que comanda ainda a manipulação na maior Bolsa de Valores do mundo, a de Nova Iorque, por meio da publicação dos seus índices.

Às vésperas da agressão ao Iraque, Murdoch afirmou em entrevista publicada por um dos seus jornais: “Nós não podemos retroceder agora ou entregamos o Oriente Médio nas mãos de Sadam… Penso que Bush está agindo de forma muito moral e muito correta e ele vai em frente com isso”.

“Acho que Tony”, acrescentou, “está sendo extraordinariamente corajoso e forte. Mas ele está tendo muita coragem como fez em Kosovo e em vários problemas na velha Iugoslávia”.

Seus jornais não ficavam atrás. O New York Post publica, entre suas matérias e editoriais a favor da guerra, artigo de um ex-agente do serviço secreto do exército dos EUA, Ralph Peters, afirmando que o “impecável” Collin Powell estava fazendo um “trabalho soberbo” e “revelando fortes evidências” que justificavam a guerra contra o Iraque.

Aliás, para fazer passar esse projeto de agressão e pirataria, Murdoch já contri- buira quando participou da fraude na Flórida que levou Bush a usurpar a Casa Branca. Sua rede, a Fox News, anunciou que Bush “ganhou” na Flórida quando a contagem ainda estava no meio e a margem de Bush caía vertiginosamente. Foi a chamada para criar o clima e fazer passar a fraude e evitar a finalização da recontagem dos votos exigida por Al Gore.

OLIGARCAS

Quando o esganado novo-magnata, já com o pé na cova, Rupert Murdoch, fez a proposta e avançou para comprar o The Wall Street Journal, tradicionais oligarcas da mídia se ouriçaram.

“A briga pela propriedade de suas emissoras de TV mostra a confluência de forças de mídia, negócios e interesses políticos que é central na forma como Murdoch construiu o seu conglomerado global de informação”, diz a matéria de 25 de junho do New York Times.

“Em 2003 o Congresso estava no limiar de limitar qualquer companhia de possuir estações locais de TV que chegassem a mais de 35% das residências norte-americanas. As estações da Fox de Murdoch atingiam perto de 39%, significando que ele poderia vir a ter que vender algumas”, relata o NYT. “Uma força de ataque de lobistas de Murdoch se juntou a outras companhias de mídia para trabalhar na questão. A Casa Branca deu apoio ao conglomerado e líderes do Congresso concordaram em aumentar o limite até 39%”.

O presidente da Federal Communications Comminssion (FCC), na época, Michael Powell, propôs uma ampla flexibilização das regras de propriedade de mídia incluindo o aumento do limite de 35 para 45%. Agora os principais assessores de Powell, Susan Eid e Paul Jackson, trabalham para Murdoch.

“Um dos líderes do movimento no Congresso para limitar a propriedade era o senador Trent Lott, do Partido Republicano do Mississipi. Mas, ao final, ele também concordou com a ampliação que interessava a Murdoch. Antes da votação, a HarperCollins, editora de Murdoch, assinou um contrato de 250.000 dólares para a publicar as memórias de Lott”.

O senador Arlen Specter, republicano da Pensilvânia, recebeu US$ 24.506 pelo seu livro “Paixão pela verdade”. A senadora Kay Bailey, republicana do Texas, recebeu US$ 141.666 por seu livro “Heroínas Americanas”. Specter, Bayley e Lott tinham o assento nos comitês Judiciário e de Comércio, onde a questão do monopólio de mídia era debatida.

Mostrando seu incômodo com Murdoch, que começou com um jornal na Austrália, enriqueceu montando ta- blóides marrons na Inglaterra, e pelo mesmo caminho marginal adquiriu sua rede nos EUA, o NYT – que na hora de apoiar a invasão do Iraque colocou colunistas como Judith Miller para apoiar a agressão baseada em mentiras propaladas por Bush – segue: “Trinta anos depois que o australiano Murdoch chegou e transformou o New York Post num tablóide inflamado e direitista, sua holding, a News Corporation, ofereceu US$ 5 bilhões para comprar um pilar do establishment dos negócios, a Dow Jones, que detém o The Wall Street Journal”.

“Ele deu garantias de manter a linha editorial do jornal aos membros da família Bancroft (os oligarcas que hoje são os donos do WSJ). Ao adquirir o The Times of London em 1981 deu garantias similares, mas os ex-editores denunciaram que ele envolveu o Times em suas operações de mídia de qualquer forma”, diz o jornal de Nova Iorque.

Para passar por cima das leis que limitam a posse por estrangeiros ele se tornou cidadão americano e das leis que impedem a propriedade de estações de TV e jornais nas mesmas regiões, ele se comprometeu a vender alguns jornais, mas imediatamente começou a procurar formas de superar essa lei.

Em 1985, Murdoch pagou US$ 2 bilhões para comprar estações de televisão com as maiores audiências. Então, Ted Kennedy, cuja linha política tinha feito dele um dos principais alvos da de Murdoch, particularmente o The Boston Herald, que sempre se referia ao senador como “Fat Boy” (“Rapaz Gordo”), com sua atuação legislativa contra a expansão dos monopólios de mídia quase forçou Murdoch a vender o New York Post.

Já na Inglaterra, Blair garantiu que seu governo permitiria a ele manter intacto suas holdings inglesas, muitos no Partido Trabalhista eram favoráveis a limites para propriedade de mídia. Mas como disse o seu porta-voz de 1998-2001, Lance Price, Blair “silenciosamente saiu fora dessa política”. O ex-editor dos The Sunday Times (o mais conhecido dos tablóides ingleses de Murdoch), Andrew Neil, declarou: “A atitude de Blair foi muito clara. Desde que a imprensa de Murdoch fosse benévola ao governo Blair ela seria deixada intacta”.

Para mudar leis a seu favor teve apoio de Bush e do presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Newt Gingrich. A HarperCollins deu também a Gingrich um contrato para publicação de seu livro no valor de US$ 4,5 milhões quando o congresso se preparava para mudar as leis de mídia.

Antes disso, quando o presidente da Federal Communications Comission (FCC) do governo Clinton, Read E. Hundt, abriu investigação para verificar se sua holding, a News Corporation, havia violado regras da comissão ao formar a Fox Network, foi entre os republicanos que encontrou apoio. “De acordo com 2 ex-funcionários da FCC, o principal lobista de Murdoch na época, Preston Padden, se encontrou com o chefe de equipe de Hundt numa cafeteria e disse a ele que ele não conseguiria ‘emprego nem para cuidar de cachorro’, se a FCC fizesse a News Corporation perder uma única licença de TV”, informa o NYT.

No final, a FCC concluiu que o negócio havia violado regras, porém Hundt negou-se a tirar licenças de Murdoch dizendo que essa quebra não tinha efeito retroativo.

NATHANIEL BRAIA

Hora do Povo
Rizzolo: A tajetória desse escroque é impressionante, com essa última investida na compra do principal porta-voz do capital financeiro dos EUA, o “The Wall Street Journal”, e da empresa que detém seu controle acionário, a Dow Jones, que comanda ainda a manipulação na maior Bolsa de Valores do mundo, a de Nova Iorque, completa-se o que podemos chamar de ” império da manipulação” , nada o detem, conflitos mundiais, religião, cidadania, país, governos, nada, tudo pela manipulação sem contar seus tentáculos por aí. Mais uma vez, bela democracia americana !! Discipúlo de Rockfeller..

Vargas denuncia ação de suíço contra controle do espaço aéreo

p2-vargas.jpg

Deputado André Vargas entrega à CPI cópias de e-mails enviados pelo suíço Christoph Gilsen aos cabeças da insubordinação dos controladores

O deputado André Vargas (PT-PR) denunciou a ingerência do suíço Christoph Gilsen, presidente da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifataca), que através de e-mails insuflava o motim dos controladores de vôos, “atacando a imagem do Brasil, interferindo em assuntos internos do país, a partir de uma ação planejada com o objetivo deliberado de criar um ambiente de pânico e insegurança na opinião pública e desmoralizar o sistema de tráfego aéreo e a segurança de tráfego aéreo no Brasil”. “É inadmissível e tem que ser apurado”, afirmou Vargas.

Descrevendo as cópias de e-mails, recebidas em seu gabinete, de forma anônima, enviadas pelo suíço Gilgen e um controlador lusitano a um grupo de controladores brasileiros, o deputado André Vargas relata, em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que “eles dizem coisas como elogiando a luta dos colegas, dizendo que eles estão lamentando a falta de ‘retorno e de garra de vocês’, dos controladores do Brasil, ‘mas, mesmo assim, eu preciso pedir para vocês’, diz o suíço, ‘façam mais, mais, sobretudo mantenham a pressão, mantenham a proa e não deixem mais sair o peixe da rede, seria bem lamentável, após ter lutado tanto e ter feito 80% do trabalho, então, mantenham a proa e forneçam as coisas que pedimos aqui’, ou seja, informações, ‘para falar com a imprensa brasileira’, ou seja, eles falam assim aquilo que eles combinaram por e-mail, falam aqui no Brasil que está articulado o conteúdo que os controladores militares, hoje presos, estão combinando com eles”.

Já o controlador português diz em um dos e-mails: “tenham certeza de que tanto Chris, à maneira dele, e eu, à minha maneira, temos feito lobby onde é necessário. E tenho a certeza que está a dar os resultados que esperávamos…”.

As cópias dos e-mails foram apresentadas na CPI que trata da questão, e serão submetidas a análise. “Nós recebemos de forma anônima, no nosso gabinete, vários e-mails que foram trocados pelos controladores presos Moisés Almeida, Wellington Rodrigues e Carlos Trifilio com este controlador, com esse suíço, combinando estratégias de pressão sobre o sistema de tráfego aéreo, combinando estratégias de pressão de atuação em relação à mídia, conteúdos de entrevista e usando terminologias absolutamente inaceitáveis. Quer dizer, um suíço vem, ataca o nosso sistema, quer dizer, ataca o Brasil, a soberania nacional, a imagem do Brasil”, denunciou o deputado André Vargas.

FANTÁSTICO

Para Vargas, a imprensa deve ter cuidado “com aqueles que eles trazem como verdadeiras autoridades”. “Eles não são autoridades”, disse. “Um grande meio de comunicação, uma grande veículo de comunicação dá essa projeção é insegurança para os brasileiros, muito mais insegurança para aqueles que querem vir para o Brasil, quer dizer, de outros países, isso me parece que é inaceitável, é preciso chamar atenção para isso, que temos responsabilidade, centralidade para que resolvamos o problema e não criemos mais problemas, como tem acontecido”.

No domingo passado, o suíço Chistoph Gilsen teve espaço privilegiado no Fantástico, da TV Globo, para atacar o Brasil. No mesmo dia, foi entrevistado pela “Folha de São Paulo” para falar sobre a segurança do espaço aéreo brasileiro.

A Aeronáutica repudiou as declarações do sujeito (v.matéria ao lado) e afirmou: “causa estranheza que, no momento em que o Comando da Aeronáutica afasta controladores que buscavam desacreditar o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, surja um representante da IFATCA para questionar a eficiência do software utilizado no Brasil”.

LUIZ ROCHA
Hora do Povo

Rizzolo: Mas eu já tinha dito no primeiro dia no meu humilde blogzinho que esse camarada o suíço Christoph Gilsen, presidente da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifataca) é um grande conspirador a serviço da direita internacional em parceria com esse português que é meio atrapalhado, dizer que a mídia precisa tomar cuidado é uma certa inocência de Vargas, ora, está claro que eles forma buscar esse camarada lá fora porque a coisa aqui estava fervendo e não queriam comprometer ninguem dos amotinados, então, muito sabiamente, a mídia foi até lá fora e trouxe essa dupla ” maravilhosa ” dessa Federação , para ” darem uma força” no amotinamento e ” balançar ” a opiniaõ pública, agora a mídia ” tomar cuidado ” e dizer que não sabia é uma inocência hein Vargas!

Venezuela avisa que não se submeterá ao Brasil pelo Mercosul

O vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Rodolfo Sanz, disse nesta quinta-feira (28) que seu país não vai se submeter às condições do Senado brasileiro para que seja aceito no Mercosul. Para ingressar no bloco como membro permanente, a Venezuela depende de autorização dos Congressos dos países membros. Uruguai e Argentina já aprovaram a adesão, porém faltam os parlamentos brasileiro e paraguaio.

A aprovação de um documento no Senado do Brasil pedindo que o líder venezuelano renovasse a concessão da RCTV, emissora de televisão privada mais antiga da Venezuela, não agradou ao presidente Hugo Chávez, que chegou a afirmar que os senadores eram “papagaios” dos Estados Unidos.

Para Sanz, parte do Congresso brasileiro é de direita e “inimiga da integração”. Após encontro de chanceleres e ministros de Economia, preliminar à Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, ele afirmou: “A vontade de integração não está sujeita, não está condicionada a ter uma atitude que nos obrigue responder aquilo que consideramos agressões ao governo venezuelano. Não aceitamos nenhum tipo de condicionamento de nenhum país e de nenhuma potência”.

E completou: “O presidente Chávez caracteriza-se por responder sempre às declarações que considera agressivas à soberania do país e que considera, de alguma maneira, espécie de intromissão nos assuntos internos do país”.

Já o chanceler brasileiro Celso Amorim disse acreditar que o presidente venezuelano deveria dar “uma palavra simpática” aos parlamentares. “Eu já mencionei que uma palavra simpática em relação ao Congresso brasileiro que, afinal de contas, foi eleito legitimamente como Chávez foi eleito legitimamente, ajudaria [na aprovação do protocolo]. A boa vontade é sempre positiva de lado a lado”, afirmou.

Empresários brasileiros e acordos comerciais

Sanz criticou também setores empresariais brasileiros, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que seriam contrários à adesão da Venezuela ao Mercosul. “É encobrir interesses de setores econômicos que não apostam em uma integração verdadeira”, afirmou, acrescentando que o empresariado diz que o ingresso da Venezuela pode prejudicar a relação do Mercosul com outros blocos econômicos.

Sobre os acordos comerciais com Brasil e Argentina, uma das exigências para ingressar no Mercosul, o vice-chanceler venezuelano respondeu que “nenhum país abre suas fronteiras para liquidar sua indústria nacional”.

A Venezuela deveria ter fechado no início do ano a programação comercial com Brasil e Argentina, sócios com as maiores economias do bloco, mas o prazo foi prorrogado até setembro. “Isso não é processo de integração”, acrescentou Sanz. Os venezuelanos já acertaram as questões comerciais com Uruguai e Paraguai.

Agência Brasil
Site do PC do B

Rizzolo: O que existe por trás disso é um vontade da mídia golpista brasileira e de parte do empresariado reacionário de provocar o Chavez, eles apostam numa não aproximação da Venezuela com o Mercosul, beneficiando o império de quem são reprsentantes; essa conversa de que Chavez deveria dar “uma palavra simpática” aos parlamentares, é uma brincadeira, não é, ou uma humilhação, em primeiro apenas lugar alguns Senadores fomentaram essa agressão, e Chavez ao que me consta, é Presidente da República de um país vizinho, pela ordem natural,, um Presidente que também foi eleito democraticamente merece mais deferência que Senadores que de forma provocadora difamaram um Presidente da República de país soberano, agora depois de tudo, pedir uma ” palavra doce ” , não concordo, acho que deveriam invés esperar a “palavra doce de Chavez ” se retratarem e se desculparem , afinal perderam uma grande oportunidade de ficarem calados em relação a essa questão , assim como fez o Presidente Lula.

Secretário nega excessos da polícia no Complexo do Alemão

Por Maurício Thuswohl, na Carta Maior

0629alemao1.jpg

A invasão das favelas do Rio de Janeiro, que deixou 19 mortos reúne 1.400 policiais e é considerada a maior do gênero no Brasil. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, comemora resultados e diz que outros pontos da cidade poderão ser ocupados.

Pela primeira vez, depois de pelo menos uma década, as forças de segurança pública do Rio de Janeiro colocaram em xeque os traficantes que controlam o Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na Zona Norte da capital. A poucos dias da operação de cerco e ocupação de parte da região completar dois meses, um efetivo de cerca de 1.400 policiais invadiu simultaneamente diversas favelas do complexo nesta quarta-feira (27), numa ofensiva que resultou em 19 mortos (número que ainda pode aumentar) e é apontada pelas autoridades como a maior ação policial conjunta já realizada no Brasil.

A invasão do Complexo do Alemão mobilizou 700 homens da Polícia Civil, 550 da Polícia Militar e 150 da Força Nacional de Segurança (FNS). Além da grande quantidade de policiais, e também de mortos, outros números resultantes da operação são elevados. Foram apreendidos 113 quilos de maconha, 30 quilos de cocaína, três quilos de crack (dois em pedra e um em pasta) e cem frascos de lança-perfume, além de mais de dois mil projéteis de calibres variados e de grande quantidade de pólvora e espoleta para fabricar munição.

A apreensão de armas foi ainda mais significativa: cinco pistolas, um revólver calibre 38, quatro morteiros, um lança-rojão, duas submetralhadoras e, para especial alegria dos policiais, duas metralhadoras antiaéreas calibre .30 de uso (que deveria ser) exclusivo das Forças Armadas. Segundo informes da Secretaria de Segurança Pública, essas metralhadoras já haviam sido usadas pelos traficantes para tentar abater helicópteros da polícia em incursões anteriores ao complexo.

O fato mais comemorado pelas autoridades, entretanto, foi a chegada da polícia a determinados pontos do Complexo do Alemão considerados inacessíveis há quase dez anos, como as localidades conhecidas como Areal, Matinha e Chuveirinho. Localizados nas proximidades da favela da Fazendinha, numa das áreas mais altas do complexo e onde os barracos se juntam ao que ainda resta de vegetação nativa na Serra da Misericórdia, esses trechos eram usados como quartéis-generais do tráfico e serviam para o armazenamento de armas e drogas.

Esses pontos concentraram o maior número dos mortos em confronto. Escoltados na subida pelos carros blindados da PM (os Caveirões) ao mesmo tempo em que cercavam as saídas pela parte alta do complexo, os policiais surpreenderam os traficantes, que não tiveram muitas oportunidades de fuga: “Foi igual a dar tiro em pato no parque de diversões”, resumiu um policial civil após a operação.

Os corpos de treze mortos foram recolhidos pela própria polícia, e seis outros foram levados em uma Kombi até a porta da 22ª DP (Penha). Um outro corpo, que pode ser o da vigésima vítima da invasão do Alemão, foi abandonado na manhã desta quinta-feira (28) em frente à outra delegacia próxima ao complexo, no bairro de Bonsucesso. Além dos mortos, todos apontados como traficantes, um policial levou um tiro e seis moradores ficaram feridos por balas perdidas. O comando da polícia admite a possibilidade de que outros corpos ainda estejam no alto dos morros.

“Polícia deve agir”

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, todas as 19 pessoas mortas entraram em confronto direto com a polícia e, por isso, eram presumíveis traficantes. Até a tarde desta quinta, apenas sete das 19 vítimas haviam sido identificadas por parentes, fato que, por enquanto, reforça a tese da polícia de que os mortos eram “soldados” do tráfico sem vínculos diretos com a comunidade.

Em entrevista ao RJ-TV da Rede Globo, Beltrame negou que a polícia tivesse entrado para matar no Complexo do Alemão. “A polícia não vai a essas localidades para levar a violência. Ela vai para cumprir sua determinação constitucional e garantir os direitos, inclusive o direito de ir e vir, dos habitantes. O problema é que em alguns pontos do Rio de Janeiro a polícia é rechaçada com tiros quando tenta se aproximar. Nesse caso, a polícia não tem que reagir, ela tem que agir para acabar com o problema”, disse.

O secretário comemorou a falta de baixas no lado da polícia: “Quando a polícia atua com inteligência, de maneira planejada e organizada, é possível organizar operações bem-sucedidas como essa”. Beltrame também ressaltou à chegada dos policiais às “fortalezas” de Areal, Matinha e Chuveirinho: “Atingimos locais que não eram acessíveis para a polícia há bastante tempo. Agora, vamos intensificar nossa presença. O Estado tem que se fazer presente e libertar os moradores que vivem sob as leis do tráfico, num estado informal”.

Ainda falta muito

Apesar de impressionante, a quantidade de armas e drogas apreendida pelos policiais é pequena se comparada ao efetivo poder do tráfico no Complexo do Alemão: “O material apreendido é grande, mas sabemos que ainda tem coisa no local”, admitiu Beltrame. Para se ter uma idéia, o comando da PM acredita que os traficantes do complexo possuam um arsenal de 150 fuzis AR-15 e, entre outras coisas, mais seis metralhadoras antiaéreas calibre .30 iguais às apreendidas.

A principal preocupação da polícia nos próximos dias, segundo o secretário, é evitar que os bandidos tentem deixar o Complexo do Alemão para se abrigar em outros pontos da cidade: “Eles estão cercados e acuados. A presença policial vai continuar, para impedir a entrada e a saída de traficantes no complexo”, disse o secretário, que continuará a contar com a ajuda da FNS na ocupação.

Os possíveis esconderijos para os traficantes do Alemão em fuga seriam as favelas da Mangueira e do Jacarezinho, duas outras “centrais” do tráfico de drogas carioca também localizadas na Zona Norte da cidade. Empolgado com o resultado da operação em curso, Beltrame já admite, sem citar nomes, que essas comunidades também possam ser ocupadas no futuro próximo: “Nós planejamos executar operações semelhantes em outras áreas do Rio de Janeiro”, disse.

Agência Carta Maior
Site do PC do B

Rizzolo: Acho que a polícia agiu muito bem, na pessoa do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Fica patente a ousadia de um grupo que pretende desafiar o Estado, é claro, que se existe narcotráfico , é porque não existe a presença do Estado sendo produto da miséria e da falta de oportunidade, contudo o Poder Público não pode ficar sendo disputado por grupos armados comandados por marginais, que podem muito bem amanhã ter conteúdo ideológico estranhos à democracia.

É impossível imaginar, que existam áreas consideradas inacessíveis há quase dez anos, como as localidades conhecidas como Areal, Matinha e Chuveirinho, trechos esses que eram usados como quartéis-generais do tráfico e serviam para o armazenamento de armas e drogas. Isso me lembra a China antes de Mao Tse Tung; é claro que depois dessa fase, é preciso levar depois recursos econômicos suficientes pra não deixar voltar o que era antes, senão esse sacrifício de agora não terá valido nada, terá sido absolutamente em vão

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, João Tancredo, baseado em relatos de moradores, disse que a polícia cometeu “um massacre de civis” durante a operação, precisamos ser cautelosos nessa questão, sou membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP , e pessoalmente parece que a polícia agiu com cuidado de praxe e costume, de qualquer forma tudo tem que ser apurado nas formas da Lei e com rigor, a população pobre não pode ser vitima da violência policial, o que me preocupa, é que a operação está sendo realizada bem às vésperas da abertura dos Jogos Panamericanos, o que pode dar a impressão de estar fazendo uma “higienização” no município em função do grande evento esportivo. Isto pode ser o ponto de partida para uma militarização conjuntural da cidade nos mesmos moldes instituídos durante a Rio-92. Truculência policial é uma coisa inadmissível, é só acontece aos pobres vítimas da ganância da elite.

Entidades protestam pela vinda de concessionário da RCTV ao Brasil

Em oposição ao ato em ”defesa da liberdade de imprensa”, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e outras entidades patronais do setor de comunicação, organizações e movimentos sociais realizaram hoje (28) um ato de repúdio ao concessionário da RCTV, Marcel Granier, em frente ao Meliá Mafarrej, em São Paulo, mesmo local onde aconteceu o ato organizado pelas patronais.

O ato de repúdio reuniu movimentos sociais, organizações da sociedade civil e entidades que lutam pela garantia de liberdade e o direito à comunicação de todos os cidadãos. Segundo Carolina Ribeiro, representante Coletivo Brasil de Comunicação (Intervozes), um dos organizadores do ato de repúdio, juntamente com a Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), os manifestantes foram impedidos de participar do ato organizado pelas patronais, anteriormente divulgado como público. Cerca de 40 participantes permaneceram em frente ao hotel com faixas de protesto e nariz de palhaço, enquanto o ato pela liberdade de imprensa ocorria dentro do auditório com a presença da imprensa e convidados.

Rádios comunitárias

Segundo o Intervozes, a manifestação foi realizada em ”defesa da pluralidade, da diversidade, das rádios comunitárias, do acesso aos meios de comunicação e ao conhecimento por toda a população, do fim das oligarquias na mídia”, além de lutar pela ”defesa de tantas outras bandeiras históricas construídas com o objetivo de democratizar a comunicação, assim como a sociedade brasileira como um todo”.

As rádios comunitárias legalmente autorizadas, exploradas por associações e fundações, aparecem como um dos mais importantes instrumentos para a efetiva democratização da comunicação no Brasil. Estas, no entanto, se transformaram em instrumento de barganha política, configurando uma prática conhecida como ”coronelismo eletrônico de novo tipo”. É o que afirma uma pesquisa realizada pelo Instituto Para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), com apoio da Fundação Ford, que durante mais de 18 meses reuniu um banco de dados com informações sobre 2.205 rádios autorizadas a funcionar pelo Ministério das Comunicações. O número representa 80,44% das rádios que já haviam sido autorizadas até janeiro de 2007.

Segundo a pesquisa, os principais resultados obtidos confirmam que, entre as 2.205 rádios pesquisadas, foi possível identificar vínculos políticos em 1.106 ou 50,2% delas. Outro dado alarmante no setor é que a maioria das rádios comunitárias funciona no país de forma ”irregular” porque não conseguiu ser devidamente autorizada e, entre a minoria autorizada, mais da metade opera de forma ilegal.

Ligações perigosas

Para o Intervozes, as rádios deveriam ser um meio de exercício de direito à comunicação, mas não é o que acontece. ”Primeiro, porque a lei que regularizou as rádios comunitárias é excludente. Ela mais dificulta do que facilita o exercício do direito à comunicação. E, segundo, porque o processo de outorga para funcionamento de uma rádio comunitária é um interminável e tortuoso caminho que poucos conseguem percorrer. Existem milhares de pedidos de outorga aguardando autorização para funcionamento no Ministério das Comunicações”, disse a organização.

A pesquisa comprovou também a existência de duplicidade de outorga em 26 emissoras (1,2% das associações ou fundações comunitárias), ou seja, ao menos um integrante da diretoria da rádio comunitária pertence à diretoria de uma outra concessionária de radiodifusão educativa, comercial ou comunitária, procedimento proibido por lei.

Ainda de acordo com a pesquisa, dos 1.106 casos detectados em que havia vínculo político, 1.095 (99%) eram relativos a um ou mais políticos que atuam em nível municipal. Além disso, todos os outros 11 casos restantes são referentes a vínculos com algum político que atua em nível estadual ou candidatos derrotados a cargos de nível federal.
Site do PC do B

Rizzolo: Esse “convescote” já tinha sido anunciado por mim, vez que havia sido publicado uma matéria na Venezuela sobre esse encontro. Essa questão das rádios comunitárias da forma que está, é uma ilusão ” pra inglês ver”, fazem de tudo pra complicar a outorga do funcionamento, complicam muito, exatamente para a coisa ficar só para meia dúzia que ” sabem os caminhos burocráticos”,não é possível que 50,2% dessas emissoras comunitárias, outorgadas entre 1999 e 2004 e que são administradas por instituições e fundações, têm uma profunda vinculação política e religiosa, isso é uma vergonha, porque isso vem de encontro a exclusão da comunição às camadas mais pobres , e beneficia os ” barões” da mídia que não querem ser importunados , depois vem com aquela conversa imbecíl de que as ” rádios comunitárias atrapalham os vôos comerciais na interferência ” , ora, só um oligofrêgico acredita nisso. É a elite sempre conspirando contra a maioria do povo braisliero.