Médicos formados em Cuba lutam para poder atuar no Brasil

Os jovens brasileiros que se formam na Escola Latino Americana de Medicina de Cuba (Elam) não conseguem atuar no Brasil. O problema está na revalidação de seu diploma por parte das universidades brasileiras. Para tentar reverter essa situação, eles realizaram na semana passada seu 3º Encontro Nacional e iniciaram uma ofensiva de articulações dentro e fora do Congresso Nacional para buscar saídas ao impasse. O Objetivo é garantir que as comissões de Relação Exterior, Educação, Saúde e Justiça aprovem um ajuste complementar – que institui uma prova para revalidação do diploma cubano – e pelo empenho do governo federal na ampliação de convêncios das universidades brasileiras com a Elam.

Por Caral Santos

O Encontro do jovens médicos teve a participação de 120 pessoas em Brasília na última segunda (20). A atividade foi prestigiada pelo secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, por representantes das embaixadas da venezuela e de Cuba, e por parlamentares do Congresso Nacional.

A principal resolução foi a constituição de uma comissão responsável por acompanhar pari passo as iniciativas que existem para possibilitar que uma das melhores escolas de medicina do mundo, a cubana, chegue aos brasileiros.

Logo após o encerramento do encontro a comissão de médicos iniciou uma jornada pela Esplanada dos Ministérios. Eles conversaram com os ministérios da Saúde, Educação, Relações Exteriores e parlamentares.

A jornada reavivou os ânimos dos médicos brasileiros. Em menos de uma semana, eles venceram a morosidade burocrática de Brasília e colocaram novamente em pauta o ajuste complementar, do deputado federal Nilson Mourão (PT-Acre), que garantirá aos médicos já graduados a chamada prova única e justa e aos que estão em processo de graduação a complementação curricular por meio de algumas faculdades.

Além disso, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, se comprometeu pessoalmente em firmar junto às universidades brasileiras convênios com a Elam.

”Está demostrado que se nos unirmos, podemos alcançar o sol. A revalidação é só um passo que estamos dando, pois nossa luta transcede este ato. Organizados podemos lutar por um País onde crianças, mulheres e idosos não morram por falta de atendimento médico. Onde os pobres de mais de mil municípios de nosso País, que não tem acesso a um médico, possam conhecer a ação humana dos médicos formados pela Revolução Cubana, dos médicos formados pelo espírito da humildade e humanidade, dos médicos sonhado por nossa comandante Fidel Castro”, diz o boletim informativo dos jovens.

Morosidade

O documento de acordo bilateral, de autoria do deputado Morão, estava parado no Congresso Nacional devido à comissão de Relação Exterior, que verificou inconstitucionalidade no Artigo 2º do texto. Para a comissão o texto retirava das universidades uma resposabildiade a elas inerente: a analise de compatibilidade curricular.

A partir de então, cabia ao MEC fazer a correção, e ao Itamaraty fazer a troca de nota diplomática com o governo Cubano e mandar novamente o documento para comissão.

Depois de verificar que o MEC já havia feito a correção, os estudantes seguiram a sua saga até o Itamaraty, onde foram recebidos pelo Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. ”Me interei a meia hora que esse documento estava parado aqui, o que posso dizer a vocês é que dia 22 ele está pronto e devolvido a comissão de Relação Exterior na câmara para ser votado”, falou aos médicos o embaixador.

Conforme a promessa, o ajuste complementar foi devolvido e será votado, nesta quarta-feira (29) na comissão de Relação Exterior. Para se tornar realidade o texto ainda terá que ser apreciado pelas comissões de Educação, Saúde e Justiça, além do plenário da Câmara e do Congresso.

A redação do ajuste complementar que voltou a tramitar no Congresso a partir da semana passada diz: ”O Minstério de Educação do Brasil, em conjunto com o Ministério de Saúde, coordenará, por intermédio de Comissão Nacional, a ser constituída por portaria interministerial, em que terão assento outras entidades de representatividade nacional e especialistas de notório saber, a elaboração do exame nacional, teórico e pratico, para reconhecimento de diplomas de medicina, obtidos por brasileiros em Cuba, sempre que a comissão nacional comprove a inexistência de compatibilidade curricular”.

Congresso Nacional

Os médicos acreditam que se o texto passar nas comissões, aprová-lo no plenário da Câmara e do Senado não será obstácu-lo. Eles já conquistaram o compromisso – com o apoio dos deputados Nilson Mourão, Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e Jakson Mourão (PMDB-SE) – do vice-presidente da Casa, o senador e médico Tião Viana (PT-AC), para que a votação do texto seja agilizada no Senado.

O senador também propôs, como mecanismo rápido para o reconhecimento do diploma, que o presidente Lula, através do Ministério de Saúde, fizesse um Decreto Lei reconhecendo a validade dos títulos a partir da aprovação em uma prova de residência em alguma das universidades brasileiras. Tião Viana também sugeriu que fosse ampliada para os médicos formados em Cuba as vagas na área de medicina geral integrada.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi outro colaborador na busca de saídas para agilizar a validação do diploma cubano. ”Existem algumas universidades, como a do Acre, Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Banhia, Santa Catariana, entre outras, que já manifestarm ao ministério vontade política de fazer convênio com a Elam, vou repassar o recurso que for necessário para fazer tais convênios, nesta semana mesmo, se for o caso”, disse o ministro.

Apoio

Os jovens médicos brasileiros agora buscam apoio de organizações e entidades brasileiras para presionar o Congresso a aprovar o ajuste complementar o quanto antes possível.

”Nosso primeiro desafio será nesta quarta (29), quando o ajuste será votado na primeira comissão, a de Relação Exterior. Esperamos contar com uma grande presença de todos aqueles interessados na validação de nossos diplomas para fazer pressão pela aprovação do ajuste”, diz o boletim do médicos.

Site do PC do B

Rizzolo: Já disse várias vezes em outras oportunidades, que o Brasil e a América Latina precisam de muitos, mas muitos médicos, face à quantidade de pacientes existentes em função do legado da miséria; contudo o corporativismo elitista no Brasil, cria entraves com a velha “conversa pra boi dormir que tenta desqualificar os cursos de Medicina de Cuba e de outros países da América Latina” com um simples intuito: egoísmo, corporativismo, falta de solidariedade, e principalmente fazer da medicina um “meio de lucro”. Isso é inadmissível num país pobre carente de serviços de saúde e médicos como o Brasil. O jornal Estado de São Paulo, trouxe uma matéria sobre essa questão, onde narra o drama de um médico, o Dr. Josiano Macedo já formado em Cuba impedido de exercer a medicina no Brasil, alegando que existe “ jogada corporativista do Conselho Federal de Medicina que articula com os Conselhos Regionais e reitores das Universidades para criar dificuldades” “.

A “MAFIA” MÉDICA brasileira com o intuito de “proteger mercado” esta mais interessado em impedir por todas as vias a entrada de médicos brasileiros formados no exterior do que com atenção da saúde da população, como vemos em varias reportagens de televisão e jornais todos os dias! Agora querer desqualificar cursos de Medicina de outros países com intuito de ter” reserva de mercado” e ganhar dinheiro com essa retórica num país pobre e miserável como o Brasil, é no mínimo ser insensível e antipatriota”.

Não há dúvida que é um avanço para a Argentina o “Reconhecimento Mútuo de Certificações, Títulos e Graduações Acadêmicos de Educação Superior”. Precisamos resolver de uma vez por todas essa questão no Brasil, e o MEC tem que agir com firmeza. Pensarmos sim no Brasil e não em corporativismo! Existe mercado para todos.

47 Respostas to “Médicos formados em Cuba lutam para poder atuar no Brasil”

  1. Daniel Says:

    Saudações, também sou médico brasileiro formado em Cuba. Acho que o CFM representado pelo CANALHA da pessoa do Edson de Oliveira Andrade, não vai ceder tão fácil. Temos que tomar cuidado.
    Um grande abraço!

  2. Renato Mendes Says:

    Eles já sabiam previamente dessa condição quando decidiram ir estudar lá em Cuba. Não passaram nos vestibulares e quiseram dar de espertos e agora vêm reclamar, exigir do governo uma solução para o problema deles.
    Não há, de maneira alguma, razão para que se abra esse precedente jurídico e dar o “previlégio” da revalidação automática do diploma ao pessoal da ELAM. E os que foram estudar na Bolivia, Chile, Argentina! Como ficam? Só porque não foram apadrinhados de instituições ligadas a partidos como o PT e afins que davam bolsa junto a embaixada e governo cubano.
    Já tive acesso a duas provas de revalidação e pelo que vi elas não eram feitas de propósito para reprovar, ao contrário do que choramingam os reprovados. No entanto, se os formandos das faculdades brasileiras também as fissessem é bem provavel, ainda mais com a proliferação exagerada de faculdades de medicina Brasil à fora, que eles também não atingissem a nota minima para poder exercer a profissão, algo semelhante ao que ocorre com o exame de ordem da OAB.

  3. Gianna Lea Says:

    Esses “médicos socialistas” e seus discursos com frases e palavras de efeito, muitas delas ainda no contexto da década de 80 com o mundo bipolarizado entre EUA e URSS, não têm nada a acrescentar ao debate do sistema de saúde brasileiro.
    Se eles querem “fazer a diferença” na saúde, que vão para a Africa, Venezuela, Colombia ou outros lugares para poderem pregar a medicina fidelista patrocinada com o dinheiro do caudilho Hugo Chaves.
    Eles reclamam das injustiças e de outras coisas daqui como cooporativismo médico, que somos reacionarios, mercenarios e tudo o mais de ruim. Eles são os virtuosos.
    É preciso acabar de uma vez por todas com esse mito de que no Brasil há falta de médicos. O que há é uma concentração exagerada de médicos e outros profissionais de saúde nas grandes capitais. A falta de uma politica eficiente de fixação de equipes nos interiores aliada às péssimas condicoes de se oferecer um serviço de saúde descente em muitos interiores é que leva muitos médicos recem-formados ou não a permanecerem nas capitais, mesmo com carga de trabalho exaustiva e salário baixo.
    Voces da ELAM: 1)passem na prova de validação, 2)entrem na justiça com suas liminares, 3)exerçam clandestinamente. Simples assim.

    • che Says:

      outro que pensa ser um gênio e tá falando merda…o vestibular no brasil kkk esse hoje deveria se chamado pago passo…e meu amigo o IDH de cuba na educação e na saúde não se pode comparar com o brasil e sim com frança e outros…mas com certeza você não sabe desse conteúdo que se aprende em escolas boas e se cobra em vestibulares decentes…qual a faculdade que vc entrou hen!?ta mau hen!!!.

      SOU ELAM ! QUEM É USP ?

      • michelle Says:

        sou mais Elam é uma das melhores faculdades do mundo, nem se compara Elam com Usp

  4. Alexadre Says:

    Não sei a ligação que os missivistas acima têm com a medicina, me parece que são coniventes com o mercantilismo realizado pelos médicos no Brasil. Devem estar ganhando com isso também. Tem que defender seu ganha pão. Não fugimos do vestibular, ganhamos bolsas de um país que está mais preocupado com nosso povo que os seus médicos aqui formados. Vocês devem dizer “Esse povo que se lasque”. Conheço gente como vocês. Se nosso país não nos da a oportunidade de estudar a medicina, pois vamos sim para outros países que nos oferecem tal possibilidade, sem custo algum, mas nunca deixamos de ser brasilieiros. Não queremos ir para a África, Venezuela, Colombia ou seja qual for. Nosso país precisa de nós, nosso povo precisa de nós. Não precisa de vocês. Queremos cuidar do nosso povo, coisa que vocês daqui não querem; queremos ir para o interior deste imenso país, coisa que vocês não querem; clinicamos com poucas condições, pois estamos acostumados a fazê-lo, coisa que vocês não aceitam; Não precisamos de ar-condicionado nem de modernos computadores no consultório para poder diagnosticar e medicar um paciente. não preciamos de consultório para medicar. Não esperamos que o paciente fique doente e venha procurar atenção, como vocês preferem. Vamos até ele e trabalhamos para evitar que ele adoeça, pensando no seu bem-estar e não no nosso bolso, como vocês fazem, negando atenção quando este não pode pagar. O problema é que todo burguês pensa como vocês, que o governo deve ajudar vocês a administrar suas fortunas e a ganhar cada vez mais, e que o povo deve contiuar pobre, ignorante e morrendo daquilo que talvez nunca os afetará: a miséria. Mas quem sabe…

  5. Luiz Otavio Guimaraes Says:

    Desculpe os meus amigos medicos formados em cuba, mas eu tenho que concordar que :
    1 – Fugiram da “paneira” que e o vestibular
    2 – Se ganharam bolsa de um pais como cuba ou venezuela, que tem IDH muito menor que o Brasil, que tem o PIB muito menor que o Brasil, entao no minimo os senhores estao “sacaneando” o Pais que financiou os seus estudos. Pois nesses paises com a pobreza chegando ao extremo, eles realmente precisam de medicos, mas os srs. vao para esses paises como sangue-suga, se formam e voltam ao pais de origem tentando ganhar mais dinheiro, pois a vontade nao e ajudar o mundo ou quem e pobre, pois pra isso vc nao precisa do CRM, precisa do CRM pra fazer grana.
    3 – O MEC e o CRM tem mais e que reprimir e pressiona-los para que vc comprovem que realmente estao capacitados e prontos para exercerem a profissao.

  6. Mãe de 02 Médicas formadas em CUBA Says:

    Gostaria de falar a TODAS as pessoas que desenvolvem algum tipo de preconceito aos Médicos formados em Cuba.
    Tenho certeza que nenhum desses jovens que optaram por fazer Medicina em Cuba ou em outros países, não fugiram do vestibular do Brasil. Fugiram sim, das patifarias que fizeram com os Vestibulares de Medicina do Brasil inteiro, por exemplo: Nossos jovens brasileiros, fugiram das vendas das vagas; das faltas de vagas para quem não podia pagar por elas; das falsificações de documentos para entrar na faculdade; dos falsos vestibulandos fazendo provas por quem podia pagar dez mil Reais e muitas outras falcatruas!… Deve ser por isso, que muitos Médicos formados no Brasil teem medo da concorrência dos Médicos brasileiros formados no exterior!… Esses jovens brasileiros formados no exterior, são competentes, capacitados e guerreiros!… Enfrentam qualquer trabalho longe dos seus familiares, nos lugares mais longe dos Centros urbanos e são muito dígnos! Trabalham dentro das piores condições que o SUS oferece e dão conta de salvar vidas e vidas a cada instante. Sabem porque?… Porque ESTUDARAM de verdade. Se prepararam para exercer a profissão com garra.
    CADA ESTADO, DEVERIA DAR UM CRM PROVISÓRIO PARA CADA MÉDICO FORMADO NO EXTERIOR, ATÉ QUE ELES CONSEGUISSEM SUAS REVALIDAÇÕES/COMPLEMENTAÇÕES. Seria o mínimo que cada Governo deveria fazer pelos seus jovens. NÃO deixá-los numa situação de constrangimento. Sem poder exercer a profissão como os “Médicos” formados no Brasil.
    Minha mensagem aos Médicos brasileiros formados no exterior é que: NÃO PERCAM A ESPERANÇA! ACREDITEM NA CAPACIDADE DE CADA UM !!! CONTINUEM NA BATALHA PELO CRM! QUE DEUS LHES PROTEJAM !

  7. Antonio Says:

    Quem é que disse que a ELAM é a melhor do mundo? Ah,para com isso. O ditador Fidel em seu discurso de inauguração dessa Escola afirmou poder receber até 3.000 alunos. Mas não disse com que qualidade de ensino. O curso de medicina de Cuba tem basicamente quatro anos e o currículo da ELAM é bem diferente do que o praticado pelas escolas médicas brasileiras.Porisso, não conseguem revalidar seus diplomas no Brasil, o que o CFM está absolutamente certo em não revalidar. Além do mais, os que lá estão nem tentaram vestibular aqui. O PT fornece desde 2003, 50 vagas/bolsas anuais para esse curso. Assim já estão lá cerca de 250 brasileiros militantes do partido. O MST, recentemente, ganhou ou mantém 100 vagas/bolsas anuais. Assim, já estão lá cerca de 300 brasileiros. Nenhum deles tentou, nem foi preciso, passar no vestibular das 172 escolas médicas do Brasil- muitas delas com a maiór facilidade possível.(cerca de 17.350 vagas anuais) – Até 2004 o Brasil tinha 292.934 médicos numa proporção de 1.55 medicos/1.000 habitantes (índice da OMS); já em Cuba de Fidel a proporção era de 5.91 médicos/1.000 habitantes. Hoje, essa proporção deve ter aumentado. Por essa razão, e em busca de dolares, precisa exportar esses profissionais para outros países. Os que vieram para cá foram através convênios com Prefeituras do Interior do País, na base de 2.000 dolares por médico + casa + comida. Só que esses dolares são pagos ao governo de Cuba que reserva “uns trocados” para os que estão aqui trabalhando. Mas os que lá estão podem ficar tranqüilos. Recentemente, o governo brasileiro encontrou um “jeito” de acertar a complementação das matérias que faltam para a revalidação dos diplomas: a) vai mandar professores brasileiros para Cuba ministrarem as matérias que não são dadas e que faltam para completar o currículo. b) caso o aluno queira voltar ao Brasil antes, algumas escolas estão sendo “intimadas” a ministrar tais matérias para a mesma finalidade. Isto só para os que estão em Cuba. Os que fazem o curso de medicina na Bolívia, na Argentina ou em outros países “que se lasquem”. Esta é a verdade dos fatos.

  8. joyce Says:

    ESTIVE LENDO ESTA PAGINA ,E CONSTATEI UM PROBLEMA Q PASSA COMIGO,ACHO ERRADO Ñ PODER VALIDAR O CRM DE PROFISSIONAIS Q POR FALTA DE OPORTUNIDADES SAEM DO BRASIL E VÃO ESTUDAR EM OUTROS PAÍSES,SE EXISTISSE OPORTUNIDADE PARA SE ESTUDAR MEDICINA NO BRASIL COM CERTEZA OS JOVENS E INTERESSADOS Ñ SE SUJEITARIAM A SAIR DE NOSSO PAÍS,MAS COM OS VALORES DA MENSALIDADE DO CURSO DE MEDICINA FICA DIFICIL ESTUDAR AQUI.É SÓ MESMO PARA OS FILHINHOS DE PAPAI Q VÃO TER CONDIÇÕES DE BANCAR MAS DE R$3.3000,00 MENSAL,FORA TRANSPORTE,COMIDA,LIVROS ,ETC.
    DIGO PQ SAI DO BRASIL E FUE A BOLIVIA ESTUDAR,MAS DE TANTO OUVIR Q Ñ VOU PODER EXERCER A PROFISSÃO ,VOLTEI COM UM SONHO Ñ REALIZADO.
    ENTÃO PQ Ñ NOS AJUDA AO MENOS COM ALGUM FINANCIAMENTO MENOS BUROCRÁTICO.

  9. Marcos Says:

    SO VOU FALAR UMA COISA PARA O PESSOAL QUE ESTUDOU MEDICINA EM CUBA, NAO VALE A PENA FICAR DISCUTINDO COM ESSES “BOYZINHOS” QUE VIVEM CRITICANDO NOSSA CAPACIDADE QUEM SAO ELES, PROBES INFELIZES QUE TEM UM VISAO SUPERFICIAL DA REALIDADE DO MUNDO E GARANTO A ESSES QI BAIXOS QUE AQUI NA ELAM TEM MUITOS MEDICOS COM DINHEIRO E CAPACIDADE O SUFICIENTE PRA ESTUDAR NO BRASIL, MAS O PROBLEMA É QUE TODO MUNDO JÁ TÁ SABENDO QUE ATÉ S.DE DOWN TÁ ESTUNDANDO MEDICINA NO BRASIL, BASTA PAGAR PRA PASAR NO VESTIBULAR “TAO DIFICIL”.E OUTRA NOSSA BRIGA NAO SAO COM ESSES “MEDICOS” QUE TANTO TEM MEDO DE PERDEREM O EMPREGO PRA NÓS, NOSSA BRIGA É COM ESSA POLITICA SUJA DO BRASIL.
    FALO PRA ESSES “MEDICOS” QUE TANTO CRITICAM OS MEDICOS GRADUADOS EM CUBA QUE ELES VAO ATÉ SAIR GANHANDO, PORQUE SE APROVAM A REVALIDAÇAO ELES TRABALHARAO COM OS MEDICOS CUBANOS ( MEDICOS DE VERDADE) E QUEM SABE ASSIM VAO APRENDER UM POUCO OQUE É MEDICINA DE VERDADE, TANTO NO LADO HUMANO QUANTO NO CIENTIFICO.
    NAO TEMOS MEDO, SÓ QUEREMOS JUSTIÇA.

  10. DONES DA SILVA BRAGA Says:

    aos mercenarios que não aceitam os medicis formados em Cuba estao com medo de perderem seus empregos pois sabem da falta de competencia desses boizinhos que compraram suas provas dos vestibulares fraldulentos do brasil os medicos formados em Cuba tem solidariedade humanidade não amam só o dinheiro,.

  11. RICARIO Says:

    E AI BANDO DE ANTI ESQUERDISTAS FICARAO SABENDO QUE LULA FOI A CUBA EN JANEIRO DESSE ANO. COM CERTEZA NAO MAS EU VOU FALAR PRA ESSE BANDO DE DESINFORMADOS UMA COISA, ELE VEIO AQUI E ASSINOU VARIOS ACORDOS E PELO QUE ESTOU VENDO ESSE
    ” MEDICOS” AI DO BRASIL QUE TINHAM TANTO MEDO DO MEDICOS GRADUADOS EM CUBA VAO GANHAR COMPANHEIROS DE TRABALHO MAS VEJA O LADO BOM A GENTE VAI COMPETIR COM VOCES( COITADOS DOS MEDICOS BOYZINHOS VAO PASAR TANTA VERGONHA) E QUEM SABE VOCEIS VAO TRABALHAR COM A GENTE O LADO POSITIVO É QUE VOCEIS VAO APRENDER MUITO MEDICINA (BOM ISSO E ACHO APESAR DAS DIFICULDADES QUE SEI QUE OS BOY TEM AI)

    PARA OS BOYZINHOS E PARA OS QUE QUEREM CAGAR QUADRADO: DEIXEM DE FALAR DE MARCA DE TENIS E OUTROS ASUNTOS DE BURRO E VAO ESTUDAR

  12. Evaldo Says:

    Sou medico formado em cuba e quero deichar bem claro que os medicos formados em Cuba esta disposto a fazer a prova de revalidação desde que seja para abas as partes ou seja aos formados em Cuba e aos formados no brasil e que se faça a mesma prova e que seja aplicada pelo ministerio de saude acompanhada pelo presidente da republica , que é para evitar que os medicos formados no Brasil compre o gabarito, assim como faz nos vestibular.Se este o unico argumento e se o CFM alega que sabemos menos que os mauricinhos formados aqui no Brasil então que aceite o desafio.

  13. luis moreira Says:

    Olá por favor mesmo sabendo que estão proibidos de exercer no brasil tenho trabalho para voces como conselheiros médicos por favor me contactem
    08596626116
    muito obrigado

  14. Alissa Paula Says:

    oi…
    estou cursando ainda o ensino medio..este ano termino ..
    meu sonho é fazer medina ..olhar para o mundo e dizer sou formada..tenho o diploma de medico e posso “ajudar” vidas!
    hj,nao me preocupo com a faculdade onde vou estudar..alias,preocupo sim ..essa semana me envolvi neste assunto:medicina em cuba!..elam ..
    apac..
    enfim …tenho muita vontade de realizar esse meu sonho…tenho força de vontade ..
    estudei sempre em escola estadual..morro em mg..
    digo pra vocês..acabem com essa rivalidade ..juntem-se uns aos outros..o mundo precisa de todos nós!
    Obs:quero saber realmente como é esta historia..é verdade q aqui no Brasil não aceitam o diploma de Cuba?
    se tiver como alguém que já formou lá em Cuba me tirar essas dúvidas..ficaria muito grata..por favor ..alguém responde ai ..
    desde já estou grata!
    abraços!

  15. Priscila Says:

    Bom.. há algum tempo sonho em fazer medicina, mais como esta sendo muito dificil passar no vestibular aq no brasil, devido as falcatrua, e compras de gabarito, etc, opitei tentar em Cuba, apesar desses problemas e tudo mais, pois acredito q ainda nesse pais há “jeito”.
    de uma forma ou de outra eles vão ter q aprovar o CRM, e ate la estaremos na luta, com fé em Deus.
    ainda estou no inicio de tudo, mais acredito bastante q esse sonho meu se realizará.
    aqui na minha cidade, interior da BAHIA, isso Bahia, temos ja 6 pessoas integradas em Cuba. E isso tem me encorajado bastante.
    A realidade é q os medicos graduados em Cuba dão mais valor a vida, pois nao é facil o que eles passam la.
    E claro a maioria dos medicos formados aqui no Brasil se revoltam, pois temem perder para eles, na verdade eu nao concordo com isso, pois todos tem o direito de exercer sua profissao honestamente. Pois nao é facil o curso de medicina, nem pros estudante de Cuba e os daqui do Brasil, essa é a realidade!

  16. Adimilson Pacheco Duarte Says:

    Senhores,
    Há dois fatos nesse debate: O primeiro é a falta de democratização de acesso dos mais humildes, em cursos como Medicina, se duvidam, façam uma breve pesquisa, quantos são oriundos de colégios particulares? O Segundo, havendo o exame de validação com a particpação do MEC,CFM, que mal tem? Quem tem medo? Sujiro aos senhores assistirem o novo Documentário de Michael Moore, chamado Sicko $O$ SAúde. E tirem suas conclusões. E mais o médico deve ser bem remunerado sim! Mas por salvar vidas! Não somente para ostentar titulos.
    Elevem o dialogo, mas certo que a Elite desse país, prefere o modos vivendi americano-protestante.
    Isso é fato!
    Há mais de 500 anos, de subserviência ao estrangeiro, Portugal, Inglaterra e agora o Tio Sam.
    O Brasil e sua população não pode se dar ao luxo, do médico ser brasileiro ou não, se comprou diploma ou se estudou fora do país.
    Lembram-se das parteiras? Elas também não possuem diploma!

  17. Luciano Says:

    Gostaria de falar a todos os que se chaman de Médicos porque se formaram aqui no brasil que vão então para o acre, ou para os locais de carência trabalhar, ja que se incomodam com a vinda dos brasileiros formados em cuba.
    Minha noiva Daniela esta se formando la, esta no ultimo ano, e o que ela passou lá, é de mérito e capacidade atender os pacientes com humanidade e competencia.
    De a eles uma oportunidade para expressar a capacidade e ai sim podem publicar se são capacitados ou não.
    Se o que oferecem a eles é os locais mais precários, então de a oportunidade porque podem ter certeza que ja sofreram tanto sofrer mais um pouco para ter seus diplomas dignamente não será dificil, pois ja que os doutores brasileiros são tão profissionais e mercenários não vão.

  18. Josiano Macêdo Says:

    Caros internautas;
    Escrevo-lhes com intuito de tentar esclarecer algumas questões quando se fala da medicina cubana e da revalidação de nosso diploma.
    primeiro quero dizer-lhes que para entender o por que dessa dificuldade imposta pelo CFM, devido a influências dentro do Estado brasileiro, tem que saber que Cuba é Socialista e O Brasil é Capitalista (Neoliberal), ou seja Tudo passa por uma discussão política e ideológica, tendo em vista que Cuba forma médicos com total compromisso Social, no entanto o Brasil segue as escolas dos Estados Unidos de medicina de Mercado, na qual é enimigo número um de Cuba.
    Segundo o corporativismo do CFM é grande quando se fala de mIcrofísica do poder como dizia Focault, e por tanto jamais deixará filhos de trabalhadores pobres entrar em seu poder, como irão pressionar e usar a medicina para lucrar.
    o povo precisa saber disso urgente, pois defendemo o sus e acreditamos que é a saída para uma vida com qualidade.

  19. Nilce Nascimento Says:

    Gostaria de aclarar aos desentendidos no assunto que os médicos formados em Cuba não fugiram do vestibular, são jovens de familias humildes onde este sistema opressor lhes “ensinam” que filho de peixe peixinho é, ditado popular que na verdade quer impedir filhos de trabalhadores rurais, filhos de professores (magistério), filhos de empregadas domésticas não terem o direito de ser um médico, ser um advogado ou qualquer outra profissão que exija um curso na universidade. estão literalmente enganados!A maioria dos médicos formados em Cuba não tiveram a oportunidade de estudar em escolas particulares em seu ensino médio, sabemos que hoje nas universidades federais sua maioria de universitários são pessoas que fizeram cursinhos, estudaram em escolas particulares, possuem recursos financeiros elevados. Fatores estes desiguais para os que são filhos de trabalhadores rurais, empregada doméstica e etc.
    A inteligência e capacidade são igual, porém a oportunidade de desenvolvê-la é literalmente deseigual. Prova disso, os alunos da ELAM mostram que filho de peixe pode ser um grande tubarão capaz de quebrar este mito opressor, desumano criado pela burguesia.
    Nossa diferença de origem (pobre)não nos limita a sonhar e realizar nossos sonhos, somos capazes de dar ao Brasil um atendimento de dignidade e humanismo que toda população brasileira merece na área de medicina e eles sabem disso. Não se trata de uma capacidade ou ensino e sim por questões de interesses de classe e política que eles recusam nos incluir legalmente no Brasil para atuarmos como médicos que somos.

  20. Marcos Says:

    O Brasil não pode aceitar diploma de outro país sem realização de prova. Isso é fato. E é assim no mundo inteiro. É fato, também, que o Brasil não precisa de mais faculdades de medicina, pois já esta em segundo colocado no mundo em número, a frente de paises como EUA e China que possuem uma população muito maior que a do Brasil. Agredir o presidente do CFM desta forma é no mínimo derespeitoso. Muitos ,realmente, vão estudar no exterior fugindo mesmo do vestibular ( antes da abertura sem critério das faculdades privadas). Não façam discurso hipócrita, dizendo que fazem medicina em paises sem concorrência para ajudar o social. Vocês, na verdade, estão (Cuba, Bolívia, Argentina…) brigando é por mercado de trabalho. E os médicos do Brasil estão certos em impedir a entrada de médicos estrangeiros indiscriminadamente. Nenhum país aceita isso. O governo quer é massacrar a classe médica. Pagando cada vez menos. Se querem estudar no exterior. Por que não vão para paises de primeiro mundo onde as regras são bem mais rígidas?. Vão para Bolívia E OUTROS onde não tem seleção de alunos. Assim é bom.

    Peço a justiça brasileira que não deixem médicos estrangeiros atuarem no Brasil sem validação de diploma pelo conselho. Para o bem da população e da medicina. O CFM ESTA MUITO CERTA EM DEFENDER A CLASSE MEDICA NO BRASIL. QUE DEUS NOS AJUDE TAMBÉM. Estamos em guerra econômica e política, e não social. Peço a classe médica que lutem em defesa de melhor remuneração e condições de trabalho. Unidos somos mais fortes.

    Quero deixar claro que não sou contra os médicos estrangeiros, mas eles têm que respeitar as leis do país. E a justiça tem que prender aqueles que queiram desrespeitá-las, trabalhando sem autorização do CFM. Se algum médico brasileiro for trabalhar em outro país ( que respeite à meritocracia) vai ser assim também.

    • Fabio Says:

      Concordo em partes com vc Marcos. Estou me formando em fisioterapia e também não aceito que outras áreas tentem tomar meu campo de trabalho, como vem acontecendo. Aceitaria menos ainda se profissionais formados em outros paises, desembarcassem no Brasil e começassem a exercer a profissão descriminadamente. Só espero que essa forma de revalidação seja justa. Que seja elaborada uma prova dentro da realidade enquanto aluno. Pois, segundo pessoas que já fizeram a prova, tem algumas questões que nem médicos, com experiência, conseguiriam responder. Se isso for verdade, é uma sacanagem. Abraço.

      • tres marias Says:

        O que estamos avaliando aqui? Tenho duas graduações no Brasil, nunca pensei em sair daqui mas, conheço gente que saiu. Sinceramente, não são menos capacitados dos que os médicos que se formam no Brasil. Ao contrário. A única diferença que noto é (e digo com conhecimento – falando da argentina) que o exame para entrar é feito simplesmente de matérias como física, química e biologia. Não vejo em que isso os diferencia. Alguém por favor me esclareça o que um vestibular com história, geografia, matemática e português, podem aumentar em capacidade… sinceramente não vejo nenhum médico utilizando nenhuma dessas disciplinas no exercícios de sua função… Estou errada? O vestibular é simplesmente uma forma de exluir as pessoas que não puderam ter uma educação melhorada… que passaram sua vida no ensino público e que sabemos, que muitas vezes deixa a desejar.

  21. Luiz Otavio Guimaraes Says:

    As “Vitimas” da situacao economica do Brasil.

    Por que os Srs e as Sras que alegam que no pais nao tem oportunidade de estudar medicina, pois o curso e muito caro e so foi feito pra “filinhos de papai”, segundo vossos comentarios. Por que nao estudam de verdade pra passar no vestibular de uma universidade Federal ? A questao e que se vc foi estudar medicina em cuba, EUA, Europa, Asia ou em qualquer outro lugar, tem que aceitar a regra do pais onde vai exercer sua profissao. Por que nao vai pra africa ser medico ? la eles aceitam tudo! ou vc acha que um americano que estuda medicina no Brasil, pode exercer medicina nos EUA sem um reconhecimento legal ?

    A Mae dos 2 medicos(as) formados em cuba, Nao tenho preconceito nenhum com medicos estrangeiros, e tao pouco acho que eles sao superiores em formacao dos que existem no pais ou que foram formados pelas nossas universidades, com certeza suas filhas ou filhos foram consultados por esses medicos formados nas falcatruas que a Sra alega. Eu sei que e dificil para uma mae aceitar a incapacidade do filho de nao ter sido aprovado no vestibular.

    Por favor !!

  22. helio Pereira Says:

    Enquanto isso, o povo mais pobre morre nas macas hospitalares. ETA ÉTICA MÉDICA HEINS DOUTORES !!!!!!!!!!!!!!

  23. Marcos Says:

    Helio,

    O povo morre nas macas hospitalares não por culpa dos médicos, mas por baixo investimento na saúde. Para você que não entende, vou colocar valores. Afinal para que o Brasil tenha um bom sistema de saúde é necessário competência dos profissionais, investimento e seriedade: Vamos lá.

    Gasto com saúde no Brasil estimado para 2006 166,45 bilhões. Aproximadamente 300 dólares per capita ao ano.

    Outros paises: Per capita ao ano.

    USA: 4450
    NORUEGA: 2800
    CANADA: 2000
    Você vai argumentar!. AH! MAS são Paises de primeiro mundo.
    PORTUGAL: 1000. O Brasil investe menos em saúde do que Chile, Argentina, Uruguai. Entendeu. Cuba e Bolívia, paises procurados pelos Brasileiros para fugir do vestibular não são exemplos de nada. Se cuba fosse exemplo de alguma coisa, seu povo não seria obrigado a viver forçado em seu próprio pais. Não fugiria para USA. Não vou comentar sobre a Bolívia. Caso leia jornal, provavelmente já sabe.

    Trabalho para você:
    Pesquise quanto dinheiro o poder legislativo, executivo e judiciário gasto nos paises acima. Só para treinar! A França gasta menos que o Brasil. Muito menos. Um deputado Federal Brasileiro custa 150 mil reais. Desta forma, não tem dinheiro para educação e saúde, é claro.

    .

  24. Carlos César Says:

    Olá!
    Não sou médico e acho ridículo essa rivalidade, expressada por alguns; contudo, admirei neste blog, as opiniões proveitosas prestadas por pessoas sérias e inteligentes, que nos enriquece e nos ajuda.
    No entanto, fiquei muito intrigado com um comentário…
    “EVALDO”, datado de 08 de fevereiro. Amigo, fala sério… Vc é médico mesmo!? Com esse português horrível que Vc Tém!? Sinceramente, acho q vc não precisa de prova de revalidação nenhuma e Pobre de quem tomar uma injeção com VC. Não quero tomar partido. Estou expressando o que qualquer estudante de ensino íntermediário pode ver…

    • almeida Says:

      Algumas opinoes apontadas neste site, suscitam uma certa descriminacao e, por sua vez, tendem rebaixar a ciencia medica cubana, atribuindo a culpa ao sitema politico seguido por aquele pais, ha muitos equivocos quando ao conceito medicina, no mundo nao existe doente capitalista ou socialista, os sintomas de x e y doencas sao os mesmos, por isso, o lugar de formacao nao pode contribuir para recusar ou reconhecer os profissionais formados em cuba, sem pretender quantas doencas endemicas ainda existem em brasil, e quantas ja foram eliminadas em cuba. o grande pecado de cuba, e o facto de seguir o regime socialistata, inimigo numero 1 do capitalismo yaqui, que ditam as regras de todos os pais do mundo, menos aquele, o odio a cuba e de seculos , por isso, nao pode ser uma novidade para os brasileiros que entendem da politica. imaginemos, se a superpontencia mundial fosse alimentada pelas ideias socialista, acredito que todos nos dariamos valor aos diplomas daquele sistema, mas como cuba petence ao bloco desfavorecido, tudo o que faz e nulo. sabeis vos que, nao existe medicina capitalista nem socialista, tudo e igual, dependendo de cada profissional aplicar o que aprendeu, em cuba nao ha dengue, nao ha doencas provocadas pelos ratos, a mortalidade infantil e nula, o que nao se entende a contadicao daqueles que desprezam os diplomas cubanos, sabendo que nos seus pais existe ainda doencas que em cuba ja foram esquecidas. amigos vamos dar ao cesar o que e de cesar. ( mocambique)

  25. Adriano Says:

    Essa richazinha aí é bem proveitosa, hein?!
    É fato que o sistema educacional brasileiro é falido, excludente e discriminador.
    É fato que tem gente que sai do Brasil pra cursar Medicina buscando ascensão econômica e encampa discurso social-cumunista pra cobrir seus anseios consumistas e acumuladores.
    Os que lá se formam e logo voltam querendo ter direito a revalidação automática(que na maioria são esses encampadores de ideologia), esqueçam, isso não existe e não deve existir nunca!
    Saibam que é vergonhoso pensar vocês utilizando Cuba, Che, Fidel, a Revolução e o Socialismo como simples desculpinhas pra estudar Medicina com fins que nada têm a ver com essas pessoas e ideologias. Pensem bem, ou melhor, leiam bastante e estudem para concluir que Cuba e seu povo não passaram por tudo o que passaram e passam até hoje, para receber pessoas que se dizem excluídas em seu país e que no fundo têm o objetivo de voltar e “se dar bem”, enquanto 90% da população é excluída de fato, sem comida, sem educação, e sim, SEM SAÚDE.
    Agora, há os que têm sinceros e verdadeiros objetivos, não tenho dúvida. Esses vão se esforçar onde estiverem, Cuba, Bolívia, Argentina e até na China, e quando, se forem JUSTAMENTE avaliados em seu país, não terão muitos problemas. E eu desejo toda a sorte do mundo a vocês.
    Porém, é outro fato que há sim lobby médico em várias instâncias competentes. Há sim preconceito por parte da elitista classe médica brasileira por meio dos CRMs e CFM e isso se reflete na BURROcracia posta em prática quando se trata do assunto.
    Ao Marcos-mal-informado aí pra cima, que se diz muito bem informado sobre Cuba, vá ler notícia de verdade, rapaz! O “JORNAL” que você lê ou assiste é tão elitista quanto a classe médica brasileira! Coitado de você, influenciado pela porca grande mídia brasileira da qual você extrai suas informações. Cuba é exemplo, meu caro, e como. Seu povo é exemplo, meu caro, e como. Procure fontes(ótimas)alternativas de notícia do Brasil. Desligue-se dessa lacaia que anda passo-a-passo com os americanos.
    Há estudantes americanos que estudam em Cuba, NEGROS E BRANCOS, que detém em certo período, estudos voltados para as peculiaridades do seu país e quando querem voltar, não encontram empecilho algum por que seus currículos estão convalidados devdo a esses estudos “extras”. Essa é uma das várias outras possíveis soluções quanto aos brasileiros. Mas o lobby médico e a burocracia suja, barram essas idéias tão lógicas de serem postas em prática.
    Então, vamo parar de choramingar aqui! Você que estuda ou estudou em Cuba e você que estuda ou estudou no Brasil. Parem de choramingar coisas que demandam empenho de vocês. Parem de choramingar facilidades pra exercer a medicina e parem de choramingar melhores salários como desculpa para nao exercerem uma medicina mais humana no interior. Deixem de ser hipócritas e trabalhem, façam algo pra mudar a situação!
    Todos podem aprender uns com os outros, e quem ganhará com isso é a saúde pública, são os mais necessitado. Deixem essa rivalidade inútil de lado.
    Somos todos a América Latina e temos que trabalhar pra nos tornarmos independentes da exploração e do imperialismo e assim vivermos num mundo mais digno pra TODOS.

  26. Marcos Says:

    Adriano,

    Respeito sua opinião, porém não retiro uma palavra do que disse nos comentários acima. Não sou elitista, entretanto penso que a saúde publica necessita de projetos e dinheiro para sua melhoria e não de picaretas (esquerdistas e de direita) tentando aproveitar-se das brechas da lei. Estudei medicina no Brasil e na Europa (França) com bolsa do governo através da meritocracia. O que você chama de burrocracia é o procedimento padrão no mundo inteiro. Aceito trabalhar com profissionais do mundo todo, certamente será bastante proveitoso. Não estou choramingando quando prezo pelos direitos dos médicos. Os médicos precisam de condições de trabalho e salários adequados para profissão que exercem. O Brasil dos meus sonhos se parece mais com a França e muito, muito distante de Cuba. A culpa do subdesenvolvimento é nossa. É a do nosso péssimo habito de tentar chegar ao topo através da malandragem. Não ficarei surpreso se conseguirem mudar a lei. Este será meu ultimo e-mail, mas lembre-se: os EUA e outros paises conseguiram transformar riqueza do seu solo em bem estar para sua população através do trabalho serio. Hoje estava lendo em um jornal da elite que o Estado de São Paulo possui mais faculdades de direito do que todo o território norte americano. Muitas não são faculdades, são fabricas de diplomas. Algo estar muito errado ou comigo ou com esta situação. Ah! caminhos tortuosos. Deus salve o Brasil do seu povo.

    Adriano,

    A MALANDRAGEM É INIMIGA DA COMPETENCIA.

  27. Adriano Says:

    Marcos, também respeito sua opinião. Estou surpreso por que nao esperava nenhuma manisfestação por aqui tão cedo.
    Não te chamei de elitista.Infelizmente, o acesso à informação no Brasil não é nem um pouco democrático e me referi ao elitismo nesse sentido. Digo isso por você ter dito que Cuba não é exemplo nenhum e essa “comprovação” é o objetivo principal buscado pelas fontes de informação de massa. Sinceramente, não sei se você conhece a história da Ilha, se não, espero que você se interesse e em poucas leituras comprovará como Cuba é exemplo.
    Concordo quanto aos picaretas, aos aproveitadores de brechas nas leis, isso me revolta muito!Nesse sentido, me revolto também quanto aos estudantes que se encampam de ideologias e etc para justificarem a ida à Cuba.
    Quanto à burocracia, acho que você não entendeu o contexto. Dei o exemplo dos estudantes americanos que têm seus currículos adapatados. Americanos, nao precisa nem comentar a contradição. Não vejo, sinceramente, tanta dificuldade para encontrar formas de receber CAPAZES estudantes formados em Cuba. Muitas alternativas estão aí na cara de todos e o que me intriga é a falta de iniciativa a qual é jsutificada pelo presente preconceito e elitismo da classe médica brasileira a nível de direção, além da burocracia.
    É óbvio que o Brasil não oferece condições para o desenvolvimento de programas de saúde, e claro, pra isso necessita-se de dinheiro. O que eu prego é ação por parte dos médicos, não vejo organização nenhuma para protestar. Será que eles realmente querem protestar?
    Digo “eles” como maioria. Por isso acho interessantíssimo a inclusão dos médicos formados em Cuba que, juntos com os brasileiros interessados, poderiam buscar tais condições de forma mais proveitosa.
    Concordo completamente quanto às faculdades “caça-níquel”. Isso ocorre cada vez mais com o curso de Medicina. A solução pra isso também tá na cara de todo mundo né?!
    Me entristesse bastante você tratar o povo brasileiro como o problema do Brasil. Fomos e somos ao longo do tempo, explorados, sugados e reféns de países como os EUA que você cita como exemplo.
    Vê-se hoje como esse país se enriquesse!E sua população vive em bem-estar ? Siceramente !
    Indico-te um vídeo dividido em algumas partes, chama-se “Como ángeles”.Mostra consequências da inclusão de médicos formados em Cuba em seus países, que por sinal são muito mais pobres e explorados.
    Espero que não tenha sido sua última participação. Trato essas discussões como forma de aprendizado para os que participam.
    Quanto à última frase, certíssimo. Mas mais uma vez você trata todo o povo brasileiro como malandro. Há brasileiros que vão à Cuba com sinceros objetivos e não apenas de “chegarem ao topo”.

  28. Maysa Says:

    Independente de estar ou não no país, de conseguir ou não o CRM, de estudar ou não na ELAM.
    Acredito que o principal objetivo da medicina seja a preocupação com o próximo. Dou total apoio aos estudantes de Cuba ou de qualquer outra faculdade fora do Brasil, pois tenho certeza que o prazer deles não é a sala extremamente bem equipada e o dinheiro que vai receber após cada consulta.
    O que vejo em grande parte dos médicos que atuam no Brasil é apenas a fome pelo dinheiro, os benefícios da profissão, as viagens que ganham para ir a congressos etc.
    É hipocrisia dizer que os estudantes da ELAM estão “fugindo”. Não estão fugindo e nunca estiveram eles apenas sentem prazer em salvar vidas em se preocupar com o próximo; e é isso que falta em grande parte dos médicos brasileiros. E se o nosso país não proporciona as pessoas que desejam estudar medicina recursos que facilitem a entrada na faculdade, eles estão mais do que certo ao saírem daqui. E correrem atrás de seus verdadeiros objetivos.
    É muito fácil dizer que eles estão errados, criticar e blá, blá, blá. Encher a boca para dizer que EU SOU UM MÉDICO FORMADO NO BRASIL, não fugi do vestibular e passei; PAGUEI caro e me formei. Mas tenho certeza que mais fácil que isso é viver sendo sustentado pelos pais, que COM CERTEZA pagaram à faculdade.
    Aos médicos que se formaram em Cuba ou em qualquer outro lugar fora do Brasil, vocês são exemplos de FORÇA.

  29. Felipe Says:

    Maysa,
    Eu também acho que o principal objetivo da medicina seja a preocupação com o próximo, desta forma os médicos formados na ELAM deveriam esta lutando para revalidar seus diplomas na África. Tenho amigos que foram para La e existe uma carência total de médicos. Tenho certeza de que o governo brasileiro poderia cedê-los. Estes médicos formados no Brasil só pensam em dinheiro, porém os médicos formados em cubas são idealistas e a África é o local ideal para eles. Não sei por que perdem tanto tempo para revalidar um diploma no Brasil. Na África não precisara disso.
    Abraço,

  30. PAULO ROBERTO Says:

    NÃO SOU MÉDICO,MAS ESTOU MUITO CHOCADO PELOS OS OBSTACULOS Q OS MÉDICOS FORMADOS EM CUBA ESTÃO PASSANDO. CUBA PARA MIM É O MODELO DE SAÚDE DO MUNDO ONDE QUE ATÉ OS MÉDICOS BRASILEIROS VAO Á CUBA PARA COPIAR O PROGRAMA MÉDICO DE FAMILIA.PENSO Q OS MÉDICOS BRASILEIROS TEM MEDO MESMO DE PERDER O POSTO PARA OS MÉDICO CUBANOS. CUBA A MÉDICINA É MAIS HUMANISTA DIFERENTE DESSA MEDICINA CAPITALISTA QUE CHAMAM PESSOAS DE CLIENTE E NÃO PACIENTE.

  31. Leonardo Says:

    Com tantos países na África para ajudar não sei por que os médicos cubanos e brasileiros formados em cubas fazem tanta questão de ajudar o Brasil. E a Bolívia, Paraguai, America Central, ninguém faz questão de ir para La. Essa conversa de capitalista é papo furado. Vocês querem é dinheiro, e fácil se possível. Votei na esquerda brasileira e vi do são capaz. Corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrinha ( igualzinho a direita). Conversa para boi dormir. Vai estudar para passar no vestibular em universidade pública, rapaz.

    • Manuela Araujo Says:

      Conversa pra boi dormir? que patético Leonardo…
      Fazer vestibular num país onde os ”riquinhos incapacitados” compram as vagas é meio que perca de tempo.
      Não sou médica, não faço medicina, mas tenho um grande sonho de estudar na ELAM.
      Rídicula essa rivalidade com os medicos cubanos!
      Na verdade os medicos brasileiros tem medo de perderem o posto para esses profissionais que conhecem não só o que é medicina, mas o que é SOCIEDADE.

  32. aneliza Says:

    se forão estudar em cuba é poque ñ tem condições financeiras de estudar no brasil.
    e médico é medico em qualquer lugar

  33. DR MOISES Says:

    EU FALO POR MUITO DE MEUS AMIGOS FORMADOS NA BOLIVIA QUE AQUI NADA QUER DEIXAR DE DAR O EXAME PARA QUE CONVALIDEM NOSSO DIPLOMA NO BRASIL SO QUEREMOS , QUE O EXAME SEJA APLICADO DE FORMA TRANSPARENTE E SEM BUROCRACIA DESDE O MOMENTO QUE SE CONFIRME QUE O MEDICO A REALIZADO SEUS ESTUDOS NO EXTERIOR ATRAVES DE DOC E TRADUCAO JURAMENTADA E AS DEVIDAS ACREDITACOES DAS EMBAIXADAS DEVERIAM MAIS ELEGIR UMA COMISAO PARA VERIFICAR AS UNIVERSIDADES DE MEDICINA DA BOLIVA ,DE CUBA DA ARGENTINA E PODERAM CONSTATAR QUE SAO MUITO MAIS SUPRIDAS DE RECURSOS QUE MUITAS UNIVERSIDADES PRIVADAS NO BRASIL .DEIXEM A GENTE DAR EXAME DE QUE TEM MEDO ,DE DEMOSTRARMOS QUE SOMOS BONS MEDICOS

  34. Dr.Marcos Says:

    Meu Filho (Moises),
    Você não tem condição alguma de exercer medicina no Brasil. Não estudou a língua portuguesa, imagine medicina. Aconselho você a retornar ao curso secundário, fazer vestibular e estudar medicina. Se você é médico, muito cuidado com a vida dos outros.

    Atenciosamente,

    Dr.Marcos

  35. Marcos Says:

    Estes são os motivos pelos quais o governo brasileira esta tentando contratar médicos sem revalidação de diploma e abrindo faculdades de medicina sem critério (“temos que fazer exército de reserva para forçá-lo a trabalhar nestas condições”). Com péssimos salários e trabalhando nestas condições, os médicos brasileiros estão em maus lençóis. A solução para o governo é improvisar, afinal de contas, o alto escalão do governo não freqüenta hospitais assim.

    Leiam o texto com muita atenção do jornal correio:
    Atenciosamente:
    Dr. Marcos

    Superlotação faz com que médicos decidam quem continua a viver

    Jorge Gauthier | Redação CORREIO
    “A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.
    A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.
    A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos e tomar essa decisão é muito complicado. A família do paciente não quer saber que apenas um poderá ser salvo”, contou, escondida, em entrevista ao CORREIO numa sala no hospital onde trabalha.
    As noites de sono de um médico de 59 anos que há 25 trabalha nas emergências do Hospital Geral do Estado e Roberto Santos deixaram de ser tranquilas há anos. Semana passada, quando estava de plantão no Roberto Santos, o médico tinha apenas uma vaga na UTI e dois pacientes com problemas renais: um idoso de 80 anos e um rapaz de 34.
    “Avaga foi para o mais jovem, pois tem mais expectativa de vida. O idoso acabou morrendo na espera. Quando eu perco um paciente, fico muito mal, mesmo sabendo que fiz o meu melhor”.
    O profissional faz acompanhamento com psicólogo para tentar diminuir os traumas das perdas de pacientes. “Já perdimuito paciente na maca, na cadeira ou até dentro da ambulância. Isso me revolta muito. Parece que meus anos de estudo não valeram de nada. Quando estou de folga, sonho com pacientes gritando por ajuda. Tomo calmante para dormir”. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, diz que a maior dificuldade é ter que esquecer o lado humano na hora de decisão.
    Emergências lotadas e doutores nervosos
    “Calem a boca. Eu não aguento mais. Se não tiver silêncio, eu vou ficar maluca, saio por aquela porta e não atendo mais ninguém”. Essas palavras foram ditas por uma pediatra no Hospital São Rafael.
    A médica, de 32 anos, conta que vive angustiada. “Fico nervosa em ver tanta gente sofrendo e a emergência transbordando. Mal consigo dormir e voltei a beber e fumar”.
    O presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, Antônio Carlos Lopes, alerta que 100% dos médicos que trabalham nesses setores desenvolvem problemas psicológicos. “O profissional tem que decidir pela vida de alguém e acaba levando as mazelas dessa decisão para sua vida particular”.
    Profissionais são agredidos nos hospitais
    Plantão de 24 horas com luvas rasgadas, equipamentos obsoletos e sala de descanso com sofá furado. De acordo com José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, essa é a situação que os médicos do Hospital Roberto Santos precisam encarar diariamente.
    “Nessas circunstâncias, não tem médico que fique motivado. Trabalhamos no nosso limite”, reclama. Outra médica do mesmo hospital, que prefere não se identificar, está indignada com a estrutura da unidade. “A sala de descanso dos médicos parece um muquifo. Não temos nem água para beber e o sofá da nossa sala de repouso está furado. É difícil trabalhar assim”.
    O represente do sindicato reclama que, além dos problemas estruturais, ainda é preciso conviver com o excesso de pacientes. “É humanamente impossível para o médico dar conta de tantos pacientes de uma vez só. Quem está com um parente precisando ser atendido não quer saber se o médico está sobrecarregado. Eles gritam, reclamam e nós ficamos cada dia mais nervosos”.
    Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, indica que há uma indiferença dos médicos que trabalham em emergências no tratamento aos pacientes.
    “Os profissionais são obrigados a deixar a humanização do lado de fora da emergência superlotada. Os familiares dos pacientes transferem a responsabilidade pelo caos, que é do Estado, para o médico. Em função disso, há casos de médicos que chegam a ser agredidos nos hospitais”. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia foi procurada pelo CORREIO, mas até o fechamento da edição não se pronunciou.
    Carga de trabalho é até quatro vezes maior
    A Comissão Nacional de Urgência Médica estabelece que o profissional da área médica deve trabalhar no máximo 60 horas por semana. Na prática, esse fluxo é bem maior.
    Um médico plantonista do Hospital Roberto Santos chega a atender 100 pessoas por plantão de 12 horas. É menos de dez minutos para cada paciente. A realidade não é diferente na clínica médica. Um oftalmologista do mesmo hospital, por exemplo, atende 80 pacientes por turno, sem o apoio de auxiliares. O ideal é que fossem atendidos apenas 20.
    O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Meira, que atua como clínico no Roberto Santos, afirma que as condições de trabalho dos médicos são as piores possíveis.
    Qualificação médica é deficiente, diz especialista
    O médico Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, aponta que a formação dos médicos que trabalham em plantões hospitalares é inadequada.
    Lopes, que também preside a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e é professor titular de clínica médica e medicina de urgência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acredita na realização de psicoteste como um dos critérios de seleção dos novos profissionais.
    Ele defende os médicos mais experientes, que fogem dos hospitais deixando as emergências nas mãos de recém- formados, que, segundo ele, não teriam pulso firme na condução de uma unidade.
    Lopes possui graduação em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (1970) e doutorado em medicina (cardiologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1978). Foi secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica e diretor do Departamento de Residência e Projetos Especiais na Saúde da Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação (2004/2007). Tem experiência em clínica médica, medicina de urgência, cardiologia e medicina intensiva.
    Psicotestes já!
    Em que a formação inadequada dos médicos interfere no sistema de saúde?
    A primeira coisa que acontece é o grande índice de retorno de pacientes que não têm os seus problemas resolvidos. Além disso, há uma série de diagnósticos errados que geram complicações no estado do paciente. Tem médico que trata uma simples gripe como se fosse uma pneumonia, por exemplo.
    Qual a principal falha da preparação dos médicos que se reflete nas emergências?
    Muitas escolas de medicina deveriam ser fechadas no Brasil, pois elas apenas fazem a transferência de conhecimento. O médico deve receber formação humanística para entender que está lidando com pessoas. As faculdades criam técnicos de aparelhos e não médicos.
    O processo seletivo das universidades avalia as habilidades necessárias para selecionar o futuro médico?
    Não. Atualmente os vestibulares permitem que qualquer pessoa ingresse no curso de medicina. A primeira coisa que deveria voltar eram os psicotestes, como acontecia na década de 70.
    Qual seria o benefício de uma avaliação mais criteriosa? Livrarapopulaçãodemédicos despreparados. Já tivemos casos de candidatos que eram esquizofrênicos e conseguiram aprovação no vestibular.
    Os médicos recém-formados têm a capacidade de assumir um plantão de emergência?
    As emergências estão lotadas de médicos recém-formados que ainda não têm nenhuma estrutura profissional para encarar um plantão de 24 horas. As residências, obrigatórias para a conclusão do curso, não são efetivas na capacitação dos médicos.
    (notícia publicada na edição impressa do dia 05/07/2009 do CORREIO)

  36. Dr. Roberto Says:

    Amigos brasileños e latinoamericanos, infelizmente vemos como de una forma camuflada el gobierno dictatorial de los hermanos Castro, interviene en los asuntos internos de latinoamérica, si el dictador Fidel y Raúl, realmente estuvieran sensibilisados con la falta de salud de la población carente de Brasil, primero deberian haber creado los mecanismos necesasrios y correspondientes , con los organismos correspondientes de Brasil, de forma que los médicos egresados de la ELAN, al regrasar a Brasil, ya tengan las vias legales para realmente comensar a trabajar, lo que no sucede en la practica y tienen un grupo de medicos sin ejercer, creando problemas aca, ahora deberian ir a la embajada de Cuba en Brasilia y reclamarles por que los formaron, si despues no podian trabajar, la mayoria de los egrados de la ELAM,estan viajando para España, donde estan trabajando, donde está el proposito inicial de regresar a sus paises de origen a trabajar en areas carentes y de baja renta? TODO ES MANIPULACÓN POLITICA, ahora el gobierno de Acre está aceptando los medicos brasileños formados en Cuba, para trabajar en el plan de medicina de la familia, por R$ 2.500,00, por mes durante dos años y despues le revalidan automaticamente el diploma. Que dira el CFM?

  37. thayrony Says:

    [DO PONTO DE VISTA LÓGICO]
    Acho que o MEC e o CFM está certo de não dar de “mão beijada” a revalidação do diploma do médico brasileiro que se formou no exterior.porém se faz necessário que ambos assumam o compromisso de testar o nivel técnico de cada um deles,que por sua vez já o fasem de uma maneira errada,egoista e preconceituosa lhes oferecendo uma única prova.
    Só que o problema não é bem esse!As pessoas que passaram 6(séis)anos de suas vidas se dedicando a medicína e ignorando o sentimento de saudáde de suas famílias,seus amigos e até mesmo do conforto de suas casas acreditando em um futuro nem tão promissor,pois nessa prova de revalidação temos que contar que o candidato pode não está bem psicologicamente,fisicamente no dia da prova,e ai como fica?Ele perde e ai joga os seis anos de faculdade pelo ralo?ou será que devemos dar outras oportunidades a pessoas que sonham em um dia ser médicos nem que seja em cidades menos desenvolvidas,interior que por sua vez a uma grande carência em médicos,não por falta deles,mais sim pelo fato do desconforto de tais localidades? e ai? O que dizer?
    atualmente no Brasil está muito dificil de entrar nas universidades federais para cursar medicina por conta do número de vagas serem poucos o que provaca o almento da concorrência que não é nada facil,menti que disser que é.È muito simplis falar que é so estudar…aquele velho papo.O fato é se todo mundo estudar até mesmo os que estudam vão sobrar e ai todos os anos fazem novamente até que se chegue no objetivo esperado.
    Já nas universidades brasileiras particulares não da nem pra falar é um absurdo as mensalidades que pedem.Entretanto as pessoas vão sempre procurem estudar fora por tais motivo.
    Em fim muita coisa tem que mudar até por que desta forma não iria regredir a medicina brasileira e também não entrariam medicos incompetentes pois teriam que passar pelo exame de revalidação para exercer a profisão.

  38. che Says:

    ja que esse boyzinho que compram vaga no vestibular estao garganteando muito. faço um desafio a nivel nacional que quiser encarar entre en contato. dou um ano do meu salaio 10 mil reais para o que me ganhar desfio em todas as materia ate SUS pratica e teorica… se tiver o bom como dizem os boyzinho aqui esta uma chance pra provar…e ai USP vai peitar sou ELAM de cuba pode vir.

  39. Alain Says:

    Boa Tarde a todos!
    Essa rivalidade não levará ambas as partes a lado algum! O curso de MEDICINA é uma inspiração BIOPSICOSSOCIAL, qlgo que tem de ser tratado com muito respeito,estudo e dedicação desde o Primeiro ano de curso. Rojo que sejam deliberadas vias legais e coerentes para revalidação! Não importando o país de origem e sim argumentos acadêmicos, tais como: Qualidade de currículo, Carga horária e nível de aprendizagem!
    Boa sorte a todos!

  40. Alain Says:

    OBS: onde há ROJO; favor leiam ROGO!


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