Lula é bom no nordeste, quero saber no Brasil

Pesquisa Datafolha mostra que Lula ajuda a prefeitos a se elegerem no nordeste, já no sul e no sudeste acaba atrapalhando mais que ajudando. Não há dúvida que existe uma rejeição ao governo operário nas regiões acima mencionadas, mas também, por outro lado não é tão difícil compreender. Lula possui um ” dialeto próprio” de cunho nordestino, o que no Sul já não é tão aceito.

Ademais, o nível de escolaridade das pesoas nas regiões Sul e Sudeste é mais elevado, o que de certa maneira ” filtra” algumas colocações superficiais do presidente. Sempre dei meu apoio à Lula, contudo, como tenho dito, estou um tanto decepcionado face à sua postura com os pobres, com os desvalidos; hoje a política ” justiceira” de Lula é baseada na priorização da condição econômica brasileira na financeirização dos meios de produção, esse não é o Lula que deveria estar preocupado e priorizando os pobres.

Contudo, vamos ver como se portará em 2008, o governo petista, um ano difícil ao meu ver, e que será pontuado por um crescimento não tão acentuado como em 2007. Resta saber, se o ” justiceiro” continuará beneficiando os Bancos e as grandes empreiteiras em detrimento do coitado do trabalhador brasileiro. Vamos ver , e torcer para um Brasil mais inclusivo. Lula é bom no nordeste, mas quero um Lula bom para o Brasil. E tem mais, podem me chamar de ” judeu esquerdista ” à vontade ! Sou patriota, e penso no povo pobre brasileiro. Não recebo salário de ninguem para escrever no meu Blog, alem disso, nunca me candidatei a nada. Não aceito injustiça social , nem traição ao povo brasileiro, muito menos vindo daqueles que se “alçam da esquerda “, mas que na verdade, fazem o jogo torpe da direita brasileira. Quero ficar longe deles, viu !

Feliz 2008 !

Fernando Rizzolo

Criar um Anjo bom ?

Certa vez, há muito tempo, na Hebraica de São Paulo, asssiti uma palestra de um rabino de Israel cujo nome não me lembro. Estava como assim dizer, perambulando pelo clube, quando soube que um rabino especialista no assunto, iria falar sobre anjos. Anjos ? Sim anjos, ou melhor Arcanjos, que seriam teoricamente o ” chefe dos Anjos”. Anjos existem e são emissários de D´eus. Mas porque acordei com vontade de falar em anjos hoje? Pensei comigo, logo ao me levantar; logo descobri: dormi com o doce barulho do mar.

Mas você poderia pensar. O que tem a ver o mar com Anjos? No meu entender tudo, pois não há nada que mais leve à Deus do que a demonstrção de força da natureza, da tempestade, do mar, do vento, e da bondade divina. Os arcanjos como dizia o rabino, sempre nos visitam, e uma das informções mais intrigante nas afirmações do rabino, foi a de que: nós podemos criar anjos bons, ou ruins. Quando falamos mal de alguém, que em hebraico significa Lashon Hará, criamos uma anjo ruim, que se materializa como uma energia ruim, falar mal conduz a uma conexão espirital na qual uma energia ruim ” cria” uma entidade ” ruim que seria , em tese um anjo ruim.

Dos Arcanjos, existem alguns mais importantes como o Arcanjo Michael, Gabriel , Uriel e Raphael. Podemos imaginar que entre alguns blogueiros a prática de Lashon Hará , corre à solta ( risos..), mas de tudo isso , o importante é tentar descobrir mais a fundo, o porque eu acordei pensando em anjos e arcanjos. Talvez fosse o barulho do mar, ou talvez, quem saiba, algum Arcanjo me deu essa dica.

PRECE EM HEBRAICO PARA INVOCAÇÃO DOS ARCANJOS

Bom para Ano Novo, hein !

Obs. Já deu para perceber que Socialismo Judaico não exlui anjos ( risos..)

Fernando Rizzolo

Operação Condor e a punição, uma ficção jurídica

O governo italiano requer atávés de carta rogatória, a citação dos brasileiros envolvidos na Operação Condor. Com efeito, existe legitimidade no pedido, vez que os cidadão vítimas eram italianos. Até aí, a legitimidade do pedido é válida, contudo, existe um problemo jurídico- político interno que afeta parte da demanda, que é a Lei de Anistia. O governo alegará a requerida Lei, para embasar o não consentimento da extradição.

Muito embora, como já afirmei , o pedido é legítimo, não é salutar rever e novamente levar essa questão adiante. As indenizações em relação aos danos causados às vítimas, estão sendo pagas, o dano moral e material está sendo compensado, de forma que no meu entender, o governo constrangido não acatará o pedido. A democracia demonstrou que o povo sabe conduzir os desígnios de prosperidade da nação de forma pacífica, temos que nos preocupar em aprofundar a democracia participativa e deixar o passado para que a história julgue.

Obs. O calor do Guarujá, a praia, e os colaboradores do Blog, como o inglês Chivas Regal, tem me deixado sonolento, mas continuo escrevendo.

Fernando Rizzolo

A construção de um líder

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A filha do Faraó encontra Moisés no Nilo

Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat, e com o estudo da Tora. Sem ter a intenção de dar uma conotação pessoal religiosa ao que escrevo, me permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e de uma forma humilde, compartilhar com o amigo(a) esses momentos de introspecção dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam todas às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir no céu, numa Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as crenças, religiões, e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá (Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento (Torah ) os comentários aqui expostos, para que possamos ter uma semana de paz, e que através dos estudos judaicos, possamos compreender nossas vidas e encontrar formas de superar as adversidades na visão de Hashem (Deus), para que possamos construir um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo, do Cristianismo e de todas as religiões.

A Parashat desta semana que inicia o segundo livro da Torá, começa citando os nomes dos filhos de Yaacov enfatizando suas gerações por terem se conservado fiéis aos ensinamentos dos Patriarcas, apesar de habitarem no Egito, uma nação idólatra.

O faraó governa o Egito, esquecendo os benefícios que trouxe Yossef para o país, que o tornou rico e próspero. Leis cruéis que visavam o enfraquecimento do Povo de Israel através da aflição e sofrimento foram decretadas pelo seu impiedoso poder.

Duas parteiras judias, Shifrá e Puá negam-se a cumprir o plano do faraó de matar todo menino judeu recém-nascido, dispostas a sacrificar a própria vida. Foram recompensadas em sua descendência formada por cohanim, leviim e reis.

Nasce Moshê que é lançado por sua mãe nas águas do Rio Nilo para que sua vida fosse poupada. A filha do faraó, Batia, estende seu braço que alonga-se milagrosamente e salva o menino. Moshê sofre com o trabalho escravo do povo judeu e acaba matando um egípcio em um episódio onde este golpeava covardemente um judeu. Moshê foge para Midian e acaba conhecendo Yitrô e casa-se com sua filha, Tsipora.

D’us se revela para Moshê através do fogo na sarça ardente e lhe incumbe a missão de libertar o povo judeu do Egito. D’us promete a Moshê que estenderá Sua mão e ferirá o Egito e por haver ainda temor por parte de Moshê, D’us lhe mostra Seu poder através de milagres; transforma um bastão em cobra e novamente em bastão; a mão de Moshê fica com a doença de tsahará e torna a ficar sã, novamente.

Moshê, acompanhado de sua família, segue para o Egito a fim de salvar seu povo. Mas ao ver que tornou-se ainda maior a ira do faraó impondo mais intensamente sua crueldade sobre os judeus, Moshê clama a D’us que lhe responde que com mão forte ferirá todo o Egito.

Um dos fatos mais marcantes nessa Parashat é o papel das mulheres parteiras cujo nome era Shifrá e a outra Puá, elas resistiram e não obedereceram as ordens dos Faraó. Não há dúvida que num povo ou numa nação, as mulheres tem um papel essencial na formação ética. A pergunta que poderíamos fazer seria: Estaríamos nós, no Brasil, reconhecendo o papel da mulher na sociedade ? A fugura da mulher nessa Parashá é de suma importância, pois foi através delas que surgiu Moisés, que foi resgatado por uma outra mulher, a filha do Faraó, e que procurou quem o amamentasse, e o criou. Moisés é fruto do amor das mulheres pelos seus filhos, sejam eles de que etnia forem.

Outra questão desta Parashat, é a formação de um líder; Moises sempre foi uma pessoa indignada com as injustiças sofridas pelo povo judeu, muito embora criado com o Faraó , desde pequeno tinha em sua personalidade algo de libertador. Um líder geralmente vem do povo, e via de regra alguem pobre, que por indiganção, se lança em defesa dos oprimidos por amor ao seu povo. Temos um exemplo nos grandes líderes que do seio do povo vieram, como Gandhi, e até certo ponto o nosso presidente que foi pobre , veio do sertão e procura, à sua moda, é claro fazer justiça, como já disse mais um justiceiro que um socialista.

Moisés era uma figura cativante, tinha problemas com a dicção, mas falava com o coração, sua vida é marcada no ideal de libertação do povo judeu, libertação da escravidão decretada pelo Faraó. Quando pensamos em escravidão no Egito, temos que ter em mente quantos verdeiros Egitos existem dentro de nós mesmos. Temos que libertar os Egitos que habitam nossas vidas, e quantos os são, não é ? No Brasil temos que libertar o povo brasileiro da escravidão do servilismo, da subserviência, da exploração, e até agora os esboços de Moisés que surgiram, acabaram sempre sevindo mais aos Faraós do Brasil do que ao verdadeiro povo brasileiro.

Deus orientou Moisés na libertação do povo judeu, nos deu uma lição de que apenas com determinação e sofrimento é que vem a verdadeira libertação, e o lider, geralmente, vem do povo, do igual, não dos poderosos, não dos Faraós que impõe decretos injustos aos corações calejados de sofrimento. Eu diria que nessa Parashá existem duas figuras tem seu devido destaque: as mulheres, e o nosso líder maior , Moisés, aquele que conduziu o povo a se libertar. Agora precisamos nos nos inspiraramos em Moisés e de coração amar o povo brasileiro e libertá-lo, de plano dos falsos Moisés, e em seguida dos tiranos da exploração humana, ao mesmo tempo temos que nos preocupar com as condições das mulheres brasileiras, pobres, que na sua maioria criam de forma solitária seus filhos, e numa demonstração de amor vão em frente mesmo tendo um Estado mínimo muito aquem de sua dignidade.

Reflexão Judaica

Por que Moshê merecia converter-se no líder de Bnei Israel ?

Apesar de ter-se criado no Egito, Moshê se aproximou de seus irmãos e compartilhou de sua dor.
Quando viu que um escravo judeu era golpeado, quase assassinado pelo capataz egípcio, matou o egípcio para salvar seu irmão judeu, pois amava a todos de seu povo.

Mais tarde, Moshê viu um judeu a ponto de golpear outro; repreendeu o rashá (malvado), dizendo-lhe: “Como se atreve a golpear seu irmão?” Salvou-o, pois realmente se importava com cada um deles.

Ao chegar ao poço de Midian, Moshê viu que as filhas de Yitrô eram empurradas na água pelos pastores malvados. Essas moças foram resgatadas por Moshê que realmente se preocupava com todas as pessoas criadas por D’us.

E quando cuidou das ovelhas de Yitrô, um cordeiro sedento se aproximou em busca de água. Ao vê-lo, Moshê disse: “Sem dúvida, deves estar cansado”. Levou-o até o rebanho para pô-lo a salvo, pois realmente se preocupava com todas as criaturas de D’us.

D’us disse: “Moshê, porque te preocupas com todas as criaturas que fiz e tratas a todas tão bem, quero que sejas o pastor de meu povo, o líder do Povo de Israel.”

Fonte Beit Chabad

Shabbat Shalom

Fernando Rizzolo

O discurso de Lula e o ano de 2007

Foi difícil, mas depois de muito trânsito chego ao Guarujá, litoral de São Paulo; estarei por aqui alguns dias, do alto do prédio, ligo meu computador e como num filme de muitas cenas me passa o Brasil que vivemos no ano de 2007. Nos jornais, o discurso de Lula, leio a íntegra e concordo com muita coisa, o Brasil cresceu, um crescimento estima-se, quase 5% maior em relação à 2006, a esquerda já não pode mais falar sobre o FMI, o Brasil nada deve, nem tampouco ao Clube de Paris. Desde a posse de Lula em 2003, 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E da população para a C. É muita gente. Continuam pobres, mas já não são miseráveis. O brasileiro compra, nunca se vendeu tanto a chamada linha branca.

O discurso da direita, se desmoraliza, a argumentação de que o crescimento se deve a fatores externos, perde o fôlego com a crise do ” subprime” nos EUA. Não, o Brasil cresce independentemente de crises externas, e isso é muito salutar. Ainda diziam que Lula era um homem de sorte face à economia mundial, pura falácia, procurem outro argumento. Contudo, uma coisa não me agrada, aliás nada me agrada, nem o bem estar dos petistas vendidos, nem a incompetência da direita nas suas pueris argumentações vazias, e sem compromisso, o que me incomoda, é o fato de que Lula esta mais para um justiceiro do que para um socialista.

As alianças com o poder econômico, o colúio com o grande capital que ” sacou” através de Lula que a manipulação do pobre é valida quando se oferece uma Bolsa Família e consente-se os lucros abusivos dos bancos e do capital internacional. Descobriram que atraves do indispensável e urgencial, como o Bolsa Família, pode-se cooptar eleitores, para que se perpetue a miséria. O programa Bolsa Família é essencial, porem a segunada fase não virá, ou seja, o desenvolvimento da economia gerando 4 milhões de empregos por ano, isso esta nas mãos do Banco Central que é por aberração no Brasil ” autônomo e manipulado pelos banqueiros.

Temos que fazer uma reflexão, crescer assim em parceria com o capital é bom ? Estamos em direção à inclusão social de fato ? Nâo será tudo isso uma manobra eleitoreira, esvaziando a esquerda ? Tenho para mim, que estamos observando um crescimento artificial. A coluna vertebral do Estado continua enfraquecida, as privatizações tão combatidas estão em pauta no jogo de interesses com as grandes empreiteiras. A direita perde tempo com bobagens e não propõe nada, a ao ser a cartilha rasgada do neoliberalismo falido, e o governo Lula, tem por esteio os bancos, as empreiteiras e as multinacionais.

O empresário brasileiro acompanha o crescimento mas não ” abocanha” o principal, paga proporcionalmente mais tributto, sente mais a carga tributária, e é um tímido na sua própria casa, um mercado de 190 milhões de consumidores. As Forças Armadas sucateadas e esquecidas, o que se ve são apenas conjucturas, intenções, mas política pública de soberania , nada. É lógico, não interessa um Brasil soberano. Dom Cappio disse que Lula sobrevive sua popularidade com esmola. Não chegaria a tanto, mas que a Bolsa Família tornou-se instrumento de domínio dos banqueiros e dos poderosos, não resta a menor dúvida.

Para finalizar diria que a única certeza para o Brasil é um Estado forte, uma coluna vertebral de um Estado provedor aos pobres , inclusivo, e que pouca relação tenha com o capital e os interesses internacionais. E cuidado, não é um discurso antigo, retrógado, como dizem aqueles que querem perpetuar a miséria do povo brasileiro, é um discurso atualizadíssimo, vejamos a Europa, em que todos os países tem sim um Estado muito forte atendendo e suprindo as necessidades da população, basta ir lá e conferir. Mas como aqui é o quintal dos EUA, falar em Estado forte é feio né ? Falar em hospital Público é atraso, né ? Lula falou do Brasil, e disse que está tudo bem, e eu liguei o computador direto das Pitangueiras e disse que não está nada bom, até porque os pobres continuam desamparados, e mais uma vez, como disse Dom Cappio, Lula morreu, quem está no poder é Luis Inácio.

Fernando Rizzolo

O pobre vendedor e a Saúde Pública no Brasil

Não faz muito tempo que num jantar junto ao empresariado paulista, o Dr. Jatene colocou seu dedo em riste, e fazia ali uma manifestação pessoal contra o fim da CPMF, dizia ele em bom-tom, que os ricos precisavam aprender a pagar impostos; com muita propriedade sustentou a contribuição, como essencial à saúde pública no Brasil. Foi derrotado.

Pouco mais de um mês, somos surpreendidos com um incêndio num dos maiores hospitais públicos do Brasil, o Hospital das Clínicas em São Paulo. Vítima do incêndio, falece um pobre vendedor que estava internado com câncer, desde novembro; segundo informações, o vendedor foi submetido a uma cirurgia para a extração de um tumor no esôfago, e desde então estava em estado grave no pós-operatório do centro cirúrgico.

Esse incêndio, uma fatalidade, desnuda a condição da nossa saúde pública, dos nossos hospitais, da falta de estrutura, da falta de manutenção, do desrespeito ao cidadão simples que não tem a quem recorrer, a não ser ao Estado raquítico brasileiro, como diz o economista Pochmann da Unicamp. O HC é uma autarquia, portanto autônoma para gerir os recursos. Dirigida por ” Catedráticos” que se posicionam em ” departamentos ducados “, fazem o que bem entendem na gestão pública do orçamento, lá impera a política, e não a excelência na gestão. Dos R$ 16,9 milhões orçados pelo governo do Estado para obras de adequação, ampliação e aparelhamento do Hospital das Clínicas neste ano, 17,83% – R$ 3.013.281,00 – foram empenhados, de 1º de janeiro até 18 de dezembro. E R$ 2.667.806,00 (15,79%) foram realmente pagos aos prestadores de serviços ou em compra de materiais e equipamentos. Todo o circo político que envolve a administração do HC já fora denunciado pelo médico Waldemir Rezende em seu livro Estação Clinicas.

Quanto ao problema principal, que é a saúde pública brasileira, o fim da CPMF nada significa, para o nosso presidente. Promete ele, ” dar uma volta por cima ” e ainda afagando os poderosos, menti ao dizer que não aumentará impostos, nem tampouco criará novos tributos. Nos resta uma perguntar: Porque Lula não diz a verdade? Repor R$ 40 bilhões que seriam destinados à saúde, apenas cortando gastos? Isso não é verdade, a reforma tributária prevê minimizar a quantidade de impostos, mas não a arrecadação. Não podemos apenas contar com a calmaria do mercado, na evolução das condições econômicas que por si só aumentam a arrecadação, precisamos de um Estado forte, que disponibilize infra estrutura para o desenvolvimento de uma política digna de saúde pública no Brasil.

O Senado rejeitando a prorrogação da CPMF, barganhou o que pode, e não outorgou aquilo que o pobre mais precisa, recursos. Precisamos ir além das mesquinharias políticas de ocasião, e enfrentarmos o problema da saúde pública de frente. O governo repete qual mantra os mesmos sofismas, fazendo acreditar que apenas com ” ajustes e cortes” resolverá o problema causado pelo rombo da CPMF.

Lula não quer um enfrentamento com as elites, e dessa forma, faz uso de todas as milongas para devagar desmentir o que jamais deveria ter dito, que está tudo bem, e que tudo se resolverá, num afago àqueles que por interesses políticos nunca consternaram com as crueldades infligidas ao povo pobre, que só ao Estado pode se socorrer. O vendedor morreu, no dia de Natal, e muitos nessa noite, no Hospital das Clínicas, se desesperavam ao som das sirenes das ambulâncias, enquanto a elite e os Senadores, brindavam de forma emblemática a essência do cristianismo, numa Noite Feliz.

Conheça os bastidores do HC – Estação Clínicas

Fernando Rizzolo

Coréia Democrática denuncia planos militares dos Estados Unidos

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Pyongyang, 25 dez (PL) A Coréia Democrática denunciou hoje os planos agressivos dos Estados Unidos para lançar um ataque preventivo contra seu território, depois da aparência de dialogar com as autoridades do norte da península.

Um comentário do jornal Rodong Sinmún, órgão do Partido do Trabalho da Coréia (PTC), diz que esse diálogo, ao mesmo tempo que prepara o confronto, não é mais que uma opção militar para desarmar mentalmente à República Popular.

O rotativo recorda que recentemente a força aérea norte-americana realizou manobras na península numa operação coordenada, durante as quais despregaram aviões F A-18 e KC-130 com base no estrangeiro.

O propósito desses exercícios foi atacar objetivos terrestres, brindar apoio aéreo, travar combates aéreos e realizar ataques intensivos com o deslocamento de formações de aparelhos.

Rodong Sinmún opina que estes ensaios para lançar um ataque contra a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) lançam a dúvida sobre se Washington realmente deseja o diálogo ou não.

Os dois países participam desde 2003 em Beijing nas conversas a seis bandas sobre a desnuclearização da península coreana, e servidores públicos de alto escalão de ambos governos sustentaram vários encontros bilaterais nos recentes meses.

É a intenção dos conservadores de linha dura dos Estados Unidos de pressionar à atual administração para suspender o diálogo com a RPDC e tensionar a situação para deixá-la mais complicada, estima o jornal.

O comentário adverte que Pyongyang está disposta a responder ao diálogo com o diálogo, mas também a contra arrestar a força com a força.

Prensa Latina

Rizzolo: Bom, isso é bem provável, toda esse cortejamento americano, tem em sua raízes, lançar bases à uma oposição republicana sedenta de sangue. Contudo, a Coréia do Norte não é o Iraque, a China continental não admitirá qualquer agressão a Pyongyang , e aí a coisa ficará preta. Segundo o presidente norte-americano George W. Bush, a Coréia do Norte faz parte de um “eixo do mal”. Para Bush, os três países que constituem esse eixo -Coréia do Norte, Irã e Iraque possuem armas de destruição em massa e patrocinam o terrorismo regional e mundial.

Quando Papai Noel chora…

Hoje, enquanto a maioria dos lares cristãos do Brasil reúnem seus familiares num almoço já tradicional, vasculhei os jornais para saber e avaliar o que é um Natal no Brasil na era Lula. Com todo o avanço, que sem dúvida houve, em relação à população pobre, uma notícia salta aos olhos de quem de forma desprevenida como eu, no meu Natal solitário, se depara com a triste constatação: Papai Noel chora.

Uma reportagem do jornal francês Le Fígaro, afirma que comida – e não os tradicionais brinquedos – ocupam o topo da lista de desejos das crianças brasileiras neste Natal. O artigo, publicado nesta terça-feira, relata a experiência da chamada Operação Papai Noel, em que os Correios expuseram em suas agências uma parte das dezenas de milhares de cartas enviadas todos os anos por crianças e endereçadas ao ‘bom velhinho’.

“A abertura das cartas revelou uma realidade bem mais triste: a maioria (das crianças) não pede brinquedos ao Papai Noel, mas alimentos. No Estado de Pernambuco, este é o caso de 60% das 11 mil cartas recebidas. As crianças desejam receber bolos, queijo, peru. Geralmente, querem apenas uma cesta básica.”

Num Brasil em que a elite política de forma egoísta, vira as costas e nega R$ 40 bilhões de reais à saúde, educação, e dignidade, existem crianças com fome, e que pedem não brinquedos, mas imaginem vocês, querem comida. Num Brasil injusto, onde a financeirização da economia é coroada com os lucros amorais dos bancos, banqueiros contam ainda com o apoio integral de um presidente eleito com os 58 milhões de votos, na sua maioria de excluídos, que nele acreditaram e depositaram suas esperanças. O mesmo presidente, que afirma também, estar ” pouco preocupado com a perda dos R$ 40 bilhões”, evitando confronto com os donos do capital.

De que adianta a explosão do consumo, de que serve um crescimento que deverá superar 5% neste ano, se ainda o sonho das crianças pobres é se alimentar ? Isso é justo? Enquanto Lula alerta D. Cappio a ter juízo, e insiste em beneficiar grandes empreiteiras, o sonho de um Brasil melhor se foi. Hoje Lula e o PT vergonhosamente contam com o apoio da esquerda brasileira, essa esquerda que eu abandonei, e que muitos abandonarão, a preferirem nada ser do que estar do lado daqueles que desprezam os pobres a custa de seus interesses. Não é ético um alinhamento nem com direita nem com essa esquerda, que infelizmente é oportunista.

Os poderosos contam com Lula e o PT e a esquerda brsaileira, que disputam o filão da elite dos banqueiros e das empreiteiras com o PSDB e o DEM. Não se fazem mais pessoas da estirpe de Dom Aluísio, hoje o grito de D. Cappio é calado por Lula, o dedo em riste do Dr. Jateno é vencido pela Fiesp, vivemos um momento ambíguo, de desenvolvimento e miséria, de disputa política e ética, de oportunistas e aproveitadores. Sabatella chora, e o Papai Noel não se conforma com os pedidos nas cartinhas. Tomo mais um gole de vinho no meu Natal solitário, olho o texto mais uma vez, e penso: Lula não acredita em Papai Noel.

Fernando Rizzolo

Natal, manual de sobrevivência

Como já desejei Feliz Natal a todos os amigos e aos inimigos, me dou o direito de como judeu, e assíduo “freqüentador convidado” das mais inúmeras ceias na casa de amigos, esposa, famílias de ex.- esposas, namoradas, vizinhos, porteiros, zeladores, a dar algumas dicas aos que como eu, vagam do dia 24 a 25 de dezembro no espectro familiar ” do outro “, ou na doce companhia da solidão. Na maioria das vezes, como no Natal estou na qualidade de um observador, visitante e convidado, sempe, em toda minha vida, observei à distância as brigas familiares, as ” trocas de gentilezas ” entre os mesmos, e o que ocorre na maioria das vezes no dia 26 de dezembro, é eu acabar me tornando um tipo de “ouvido amigo”, um apaziguador, aos que não saíram imunes às brigas, aos mal olhares dos parentes que não viam há tempo, às alfinetadas dos cunhados e cunhadas, enfim tudo aquilo que acontece nos Natais, de gente normal, e que não pertence ao seu universo familiar próprio, mas sim, de quem está com você, dos seus amigos, dos meus, ou dos leitores em geral.

Observo que existe uma ” síndrome pre´- natalina “, uma mistura de angústia, ansiedade e depressão nas pessoas, mas a pergunta é : Por que? Muito dizem que os problemas familiares nesse dia se exacerbam, o ter que ficar ao lado dos familiares por certo tempo, por obrigação, leva sempre as pessoas, a uma reflexão, que pode ser boa ou ruim. Mas como eu de Natal nada entendo, e a referência que tenho é a que me contam, posso agora elencar alguns programas para você amigo solitário, budista, judeu, brigado com a família, malcriado, desaforento, ou sem família, para que, enfim, possa preencher seu tempo da melhor forma.

O manual de sobrevivência também chamado ” Um judeu perdido no Natal ” (risos.), por mim escrito, é claro, é um pequeno elenco de ” dicas” para os acima qualificados. Então vamos lá.

Primeira lição:

Ao contrário daqueles que odeiam o Natal, entenda como uma ” balada familiar”, de uma família que não é a sua, curta, beba, e com certeza você será o mais alegre da festa.

Se você for de origem judaica, convidado, tenho certeza que será a pessoa mais tranquila da festa, beberá, conversará com todos, será abordado por alguns, mal olhado por outros, e provavelmente poderá ser visto como um ” ET”( risos..), estranharão sua paz e felicidade, até porque não tem ninguém da sua família participando. Assistiram aquele filme ” Parente é Serpente “? Vai que é bom .

Procure no dia 25 ir a um restaurante chinês, os chineses não são cristãos e os restaurantes estão abertos e o melhor, vazios. Quem iria no Natal em restaurante Chinês? Pode ir que está vazio.

Vá ao cinema, pois os cinemas não fecham estão passando filmes ótimos.

No dia 24 à noite, se não foi convidado a passar na casa de ninguém, vá a um Pub; com certeza você encontrará um enorme contingente dos acima qualificados, e o melhor: ficar só de vez enquanto faz bem. Existe uma diferença muito grande entre estar fisicamente só, e o sentimento de solidão. Muitas vezes na vida não precisamos justificar a nós mesmos porque estamos só, não precisamos nos sentir abandonados ou não amados porque estamos em determinados momentos sós. Isso é quase, na nossa sociedade um Tabu, a sociedade ocidental cobra sempre o ” estar a dois “, o que é uma simples convenção. Ficar só sem culpa é um treino. Vai por mim.

Correr ou caminhar, é uma boa opção para dia 25, ou devorar livros, se você tem o meu problema, olhos que ardem ao ler; dica: tenha um colírio ” Lacrima Plus ” ao lado, consolando os olhos, vai te dar conforto, e a leitura irá render mais.

Se você for sócio da Hebraica de São Paulo, vá ao Japonês, mas chegue cedo, porque a população é grande, e a fome é muita. Ou se quiser radicalizar, vá ao lado do Japonês e coma Casher ( risos..)

Enfim, quando você se ter der conta, o dia 25 acabou, você preencheu seu tempo, pode ter até conhecido gente nova, pode ter lido quase um livro interio, pode ter se ” entrolhado de sushi “, e com uma ” baita azia “; poderá também, ter corrido 8 km no Ibirapuera, ou no Parcão na minha querida POÁ, agora, não se esqueça ao chegar em casa, de entrar no Blog do Rizzolo, porque com certeza, eu percorri todos esses programas típicos de ” Um judeu perdido no Natal “, e as nossa experências terão valido à pena.

Feliz Natal a todos vocês!

Natal é uma festa alegre e de reflexão , muita paz para vocês !

Fernando Rizzolo

O Bispo, Dom Aluísio, e a esquerda

Quem acompanha o meu Blog, os meus artigos em jornais, sabe que sempre defendi o governo Lula nas suas ações de inclusão aos pobres, e ao Bolsa Família, que ao meu entender, é essencial à população que vive abaixo da linha de pobreza, entendendo-o como um programa emergencial. É claro, que numa segunda fase, é necessário a implementação de políticas geradoras de emprego, e o abandono paulatino das práticas assistencialistas. O Brasil é um país pobre, vivemos a financeirização da economia, as políticas macroeconômicas visam prestigiar o capital, o lucro, e a especulação financeira face à independência do Banco Central, orgão capitaneado pelos banqueiros, e Lula, demonstra cada vez mais, sua incapacidade nos enfrentamentos com as elites e os donos do capital.

Do outro lado, os defensores de uma política produtiva, inclusiva, e que atenda o interesse da imensa população pobre, que hoje esta por volta de 45 milhões de pessoas. A Igreja Católica, parte dela, é claro, luta pelo direito à inclusão social, por programas pontuados pelo bem-estar daqueles que durante muitos anos foram esquecidos pelo Estado. O Bispo contra a transposição, relembrou a luta de Dom Aluísio Lorscheider no regime militar. Com a morte do arcebispo emérito de Aparecida, um dos maiores expoentes na luta a favor humildes, a sociedade e a Igreja Católica perdem um de seus maiores expoentes na luta contra a injustiça social, sem dúvida, Dom Aluísio deixa um legado de luta que deve servir de paradígma ao clero católico no Brasil.

Na luta em defesa aos excluídos, Lula surgiu como uma esperança nesse cenário político ao ser reeleito, mas sem nos que apercerbermos, surgiram as estranhas alianças com a burguesia, com os detentores do capital, passando o governo a compor, de forma velada, o alvo de sua política, trocando os pobres e desvalidos pelos interesses do agro negócios, dos grandes capitais, das grandes empreiteiras e, principalmente, o servilismo aos bancos, aliás, Brecht dizia não ver muita diferença entre fundar um banco e assaltar um.

Quando o bispo afirmou que o STF foi “subserviente” ao Executivo, ao liberar as obras, não disse nada de novo, houve por parte de Lula um desrespeito em não negociar a transposição do Rio São Francisco com os movimentos, com a Igreja, impondo seu desiderato em afagar o agro negócio e as empreiteiras de forma autoritária. Como é sabido por todos, maior parte da água (bem comum do povo brasileiro) servirá para a produção agrícola e industrial de exportação e apenas 4% dessa água serão destinados ao consumo humano. Não compactuo com a direita brasileira egoísta, e entendo que Lula não pode ser prestigiado pela esquerda, vez que age através dos mecanismos de subordinação ( patrimonialismo, clientelismo, manipulação dos poderes), traindo os 58 milhões de votos. Prestigia-lo pra que ?

A esquerda brasileira esta cada mais difusa, e sem direção, outro dia recebi um email de um leitor me perguntando qual era afinal minha posição política, se era comunista, socialista, social democrata ou anarquista, respondi a ele que não era nada daquilo, era sim ” Rizzolista” ( risos..). Sempre tive um posicionamento político de esquerda, já fui trotskista um dia (corrente morenista), vaguei pelo stalinismo, hoje compactuo com uma esquerda racional, de vanguarda, não barganhada, não vendida, não cooptada; uma esquerda moderna, com a vertente da democracia participativa, com uma visão realista dos atuais meios de produção, dos limites do Estado, e contra a perversidade privatista descontrolada, e acima de tudo sem ser raivosa. Nada disso existe. Enfim, estou sozinho, conto comigo mesmo, não é ?

Da forma em que Lula atua, desagrada parte da direita e da esquerda, que sem opção, propõe alta indulgência a seu governo, entendendo-o como de ” avanço”, o que é uma piada. Na melhor das hipóteses, seu governo é social desenvolvimentista, que também não quer dizer absolutamente nada. Não abro mão em defender os pobres, mas por inteiro, e no caso do Bispo, Lula portou-se mal, como disse o jurista Fábio Konder Comparato. “Qualquer modificação no escoamento dessas águas (do São Francisco) não pode ser decidida pelo presidente da República, mas sim pelo Congresso Nacional, com a sanção do presidente. Isso está escrito no artigo 48, inciso 5º da Constituição sobre a disposição de bens do domínio da União”. Como disse, acreditei no governo Lula; é claro que, no início do governo houve grandes avanços sociais, mas estão sendo corroídos pela dissipação ideológica,pelos interesses não do povo brasileiro, estou simplesmente me decepcionando. Como disse o bispo d. Cappio “Lula morreu. Estamos no governo Inácio da Silva”. Acho que ele tem razão.

Fernando Rizzolo