Governo elabora pacote para deter alta de alimentos

Por ordem de Lula, reuniram-se nesta quarta-feira (30), em Brasília, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário). Discutiram a crise de alimentos que se espraia pelo mundo. Acertou-se que, nas próximas semanas, o governo anunciará um pacote de providências para aumentar a produção brasileira.

Entre as providências em cogitação estão: 1) Aumento do crédito; 2) Aperfeiçoamento do sistema de garantia de preços à produção agrícola; 3) Ampliação dos seguros concedidos aos agricultores; e 4) Medidas de estímulo à modernização das lavouras.

A discussão ocorre no instante em que as pastas da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário definem os seus respectivos planos de safra. No pacote que começa a ser esboçado, o governo planeja dar atenção especial a oito tipos de produtos: arroz, feijão, milho, mandioca, trigo, leite e carne (bovina e de aves).

Na avaliação do governo, expressa em declarações de Guilherme Cassel, a crise, além de séria, tem tudo para ser longeva. Coisa para cinco a dez anos. Diz o ministro do Desenvolvimento Agrário:

“Uma análise geral aponta que esta crise é real e tem muitas razões, entre elas o fator especulativo, questões climáticas no mundo e o aumento da demanda dos países em desenvolvimento. Esses fatores jogam os preços para cima. Por isto, sabemos que esta crise pode ser de longa duração. Os fundos de ações, especialmente depois da crise norte-americana, migraram para as commodities, comprando até três safras antecipadas. Isto nos aponta que a crise pode ser de cinco a 10 anos”.

Embora menos sujeito aos efeitos da crise, o Brasil não está imune a ela. Longe disso. Citando dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Cassel diz que, nos últimos 36 meses, o preço dos alimentos subiu, no mundo, uma média de 83%. No Brasil, a alta foi de 25%. Há impacto direto no comportamento da inflação, que aponta para cima. Daí a decisão do governo de agir.
Blog do Josias

Rizzolo: Essa crise tem um componente especulativo grande. O fato da Ásia estar consumindo mais alimento, levou especuladores a prever num tempo curto um problema em relação ao custo dos alimentos no mundo. Muitas foram as acusações e atribuições a esse aumento, contudo, a nós resta reagirmos e produzirmos mais, de forma a obter créditos do governo para principalmente mecanizar e modernizar a agricultura. O Brasil é um país geograficamente privilegiado para enfrentar essa crise e se, conseguirmos aumentar a produção com os novos incentivos, poderemos deter a alta dos preços no mercado interno e por conseguinte aumentarmos nossas exportações no mercado de commodities. Como o momento da definição se dá nos planos de safra, e isso é extremamente salutar e pontual. Vamos reagir!

Charge do Henrique para A Tribuna da Imprensa

FHC atribui alta dos alimentos ao aumento da demanda

RIO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) atribuiu o aumento da inflação mundial dos alimentos principalmente ao aumento da demanda. “E, na verdade, há um pouco de especulação também”, disse. O ex-presidente considera “um exagero” afirmar que o aumento da inflação seja por conta dos biocombustíveis. “Há um certo efeito. Não da cana-de-açúcar, que não compete com a alimentação, pelo menos até agora. Mas há a questão dos Estados Unidos, do milho”, afirmou.

Segundo o ex-presidente, o aumento da demanda por alimentos é positivo, mas “até que se ajuste a oferta, leva tempo”. Por isso, considera que “algumas ações têm de ser tomadas para evitar que os preços disparem e que a fome maltrate ainda mais as populações pobres”.

Fernando Henrique deu as declarações ao chegar para a reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, fundada por ele e pelos ex-presidentes da Colômbia, Cesar Gaviria, e do México, Ernesto Zedillo.
Agência Estado

Rizzolo: Bom, mas isso é o óbvio, a Ásia principalmente a China está consumindo mais alimentos, e quando me refiro a alimentos considero vegetais e animais. Como a maior parte da população consome carne animal, os animais também consomem mais alimentos até o abate, portanto a cadeia aumenta. Um dos maiores argumentos dos segmentos vegetarianos da atualidade, é que se os seres humanos não consumissem carne animal sobraria mais alimento para a humanidade, vez que os animais estariam fora da cadeia de consumo.

Quanto a afirmativa de FHC, é claro que o aumento dos alimentos não se dá única e exclusivamente face aos biocombustíveis, mas como se diz em inglês ” it helps”. A utilização do milho como matéria-prima para os combustíveis é condenável, contudo a cana-de-açúcar é a grande opção. Não podemos esquecer que precisamos regulamentar com urgência o plantio dessa cultura, medida que já está sendo implementada pelo governo federal. Vamos ver se isso é sério..

Alckmin reage à ala serrista e confirma candidatura em SP

Horas depois de um ato de tucanos serristas em favor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou-se ontem (28), pela primeira vez, candidato à Prefeitura de São Paulo. Alckmin discursou para simpatizantes após a Executiva Municipal do PSDB decidir que no dia 5 de maio a pré-candidatura será lançada oficialmente. “O PSDB sempre teve candidato em São Paulo. Aprendi que, na política, a gente deve seguir os ideais de uma vida, não as conveniências de momento”, afirmou o ex-governador.

Alckmin disse também estar “certo” de que receberá o apoio do governador José Serra assim que o PSDB oficializar sua pré-candidatura. Declarando-se ?muito zen e tranqüilo?, Alckmin, depois de discursar, partiu para o primeiro corpo-a-corpo em uma padaria no centro da cidade. “É a primeira (ação) de muitas que faremos com essa campanha que começa agora”, afirmou o deputado Edson Aparecido.

Enquanto isso, na zona leste da cidade, tucanos favoráveis à entrada do PSDB na coligação pró-Kassab, que ganhou o reforço do PMDB na semana passada, organizaram um ato para rechaçar a candidatura própria. O movimento contou com políticos ligados diretamente a Serra, como o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman. Reunidos na sede da Associação de Amigos do Bairro de Ermelino Matarazzo, eles lançaram um documento intitulado Juntos pela aliança até a vitória.

Antes de saber que Alckmin havia se lançado candidato, Feldman afirmou que o documento poderia ser sintetizado em cinco tópicos: 1) defesa da candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010; 2) defesa da manutenção da aliança PSDB-DEM na cidade de São Paulo; 3) apoio a Kassab prefeito em 2008; 4) direito a indicação de um vice do PSDB na chapa do prefeito, e 5) apoio a Serra candidato à Presidência da República em 2010.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rizzolo: Vejo isso com muita tristeza, não sou do PSDB, não gosto da ideologia do partido, mas não admitido falta de lealdade. Ora, como podemos entender que grupos dentro de um mesmo partido passe a apregoar alianças externas ao mesmo tempo em que se propõem a preterir um candidato próprio de peso e densidade eleitoral como Alckmin. Conheço pessoalmente Alckmin e imagino como deve ser complicado para uma pessoa com o seu caráter constatar esse tipo de deslealdade partidária como se natural fosse. O PSDB que tanto apregoa a ética, há de se levar em consideração uma coisa chamada ética partidária. O bom comportamento começa na própria casa, realmente muito feio esse papel.

Lula:um cantor pronto para cantar o bis

O teatro tinha acabado de ser reformado, o cantor pouco conhecido em Buenos Aires, estava na época , galgando sucesso. Como havia ganho os ingressos, e como bom judeu, não poderia perder a oportunidade de aproveitar a gentileza, fui assisti-lo. O diretor artístico do músico, um senhor gordo de origem ítalo-argentina, recomendava ao artista nos bastidores, num tom de voz suficiente para eu ouvir seus conselhos, dizia: “mira, cuando acabaste, fique pronto pra “el bis”. Achei interessante a observação, ou seja, ele já contava com o bis, estava pronto para realiza-lo porque a popularidade do artista era boa.

Como o combinado, mal acabou o show, mal as cortinas de fecharam, as palmas começaram e alguem gritou, “bis”. A reação do artista foi tão rápida, tão mal ensaiada que ele mesmo abriu a cortina e começou novamente a cantar. Essa cena marcante me marcou durante anos e comecei a observar que o bis muitas vezes já faz parte do show. O fato de 50,4% dos entrevistados na última pesquisa CNT/Sensus aprovarem alterações na Constituição para permitir que o presidente Lula concorra a um terceiro mandato é conseqüência natural do aumento da popularidade do presidente. E não é por menos, o País cresce, o número de mepregos formais aumenta, e o Bolsa -Família atinge 25% das famílias brasileiras.

Ao saber explorar seu marketing pessoal promovendo através do PAC sua superexposição, Lula sabiamente conquista a adesão dos eleitores e se torna uma referência de governo que promove o desenvolvimento. Muitas vezes, quando ainda era pecado falar em reeleição, de forma poderada fiz algumas abordagens sobre essa questão que é polêmica, mas que está inserida no exercício democrático, uma vez que haja uma emenda constitucional aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, por um quórum de três quintos, ou seja, 308 deputados e 49 senadores em cada um dos turnos.

Os números da pesquisa pertencem ao presidente Lula, e ao meu ver são números pessoais e intransferíveis, portanto, se for a vontade do povo, deverá prevalecer. Menos ruim seria se Lula não estivesse preparado para um terceiro mandato, até porque as outras opções não existem no PT, e dificilmente com esta popularidade, Lula não sairá do show sem cantar um belo bis. Como dizia o velho ítalo argentino produtor do cantor em Buenos Aires, ” Mira, hay que estar pronto para cantar otra vez, el bis”. Não sei se é bom ou ruim para País, mas o povo parece que quer bis; da forma que as coisas andam, logo Lula dirá ” Está bom, vai, eu canto !. Ou você não gosta de bis ?

Charge do Simanca para o A Tarde

Rizzolo convida para um bate papo aos sábados

Financial Times: Brasil é solução óbvia para crise alimentar

O Brasil é uma “óbvia solução” para a situação de crise em que se encontra a segurança alimentar mundial, ameaçada pela alta dos preços, mas vem sendo “em grande parte ignorado”, segundo reportagem do diário financeiro britânico Financial Times (“FT”).

“O país tem reservas enormes de terra arável não utilizadas, a maioria utilizadas atualmente para pastagem, que poderiam com facilidade e a baixo custo serem revertidas para a produção de grãos e outros alimentos. O problema é que muito do que as fazendas do Brasil produzem continua a encarar tarifas proibitivas e outras barreiras para entrar nos mercados dos países da Europa e nos EUA”, diz a reportagem.

O jornal destaca, no entanto, que o Brasil tem sua parcela de culpa. “O país tem sido notavelmente lento em fazer campanha junto aos países desenvolvidos e em divulgar sua enorme capacidade produtiva”, diz o texto. “O país fez pouco para conter a histeria sobre a suposta ameaça do álcool para a floresta amazônica, por exemplo: uma ameaça que, se existe, se deve mais à falta de legislação na região do que aos imperativos econômicos da produção de álcool.”

O “FT” diz que os países desenvolvidos têm sido “propositalmente míopes” para as oportunidades apresentadas pelo Brasil e diz que a intensificação da produção de gado no país a fim de liberar terra para a agricultura “irritaria os agricultores ricos dos EUA e da Europa – um preço que aparentemente não vale a pena pagar”.

Em entrevista ao “FT”, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse na semana passada que a “resposta correta” para a crise é dar prioridade em países mais pobres à produção de alimentos. “E dar prioridade ao combate à raiz do problema: os enormes subsídios nos países ricos que minam a produção dos países em desenvolvimento”, disse. “A fome no mundo não é resultado de falta de oferta, mas principalmente dos baixos salários nos países pobres.”

Rizzolo: O reconhecimento de que os países ricos impõem barreiras aos produtos agrícolas brasileiros é claro. Contudo, mais do que divulgar o potencial brasileiro é nós aqui determinarmos uma política de desenvolvimento agrícola que se coaduna com o desenvolvimento das diversas culturas como a cana-de-açúcar Há de haver uma regulamentação do plantio da cana-de-açúcar, mesmo porque esse cultivo envolve problemas sociais já conhecidos por nós todos. Temos na realidade um enorme potencial para produção de alimentos, basta uma abertura dos países ricos, e menos protecionismo, menos subsídios agrícolas aos produtores dos países ricos que vivem à custa dos enormes lobbies, desestimulando a produção dos demais países.

Lula: ‘Ninguém faz tudo em oito anos de mandato’

Por encomenda da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), os pesquisadores do instituto Sensus foram, de novo, às ruas. Descobriram o seguinte: 1) entre fevereiro e abril, a aprovação ao governo subiu de 52,7% para 57,5%; 2) a aprovação à atuação de Lula, que já roçava as nuvens (66,8%), escala a estratosfera: 69,3%.
Descobriu-se mais: a maioria dos eleitores brasileiros apóia a permanência de Lula num terceiro mandato. Entre os 2.000 entrevistados, 50,4% declararam ser a favor do terceiro reinado. Uma minoria situada no patamar de 45,4% mostrou-se avessa à tese do poder longevo.

No mesmo dia em que os números voltaram a lhe sorrir, Lula disse, em Guarulhos (SP), do alto de mais um pa©mício: “Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos.” Para evitar desvirtuamentos interpretativos, o presidente clarificou: “É preciso que a gente tenha um grupo de pessoas que assuma compromissos e que cada um faça mais do que o outro.”

Lula começou falando da gestão de Elói Pietá, o prefeito petista de Guarulhos. Elói Pietá (PT), que se desempenha o seu último mandato: “Nós agora temos que trabalhar para que quem vier no lugar do Elói faça mais que o Elói. Não pode fazer igual ou menos.”

Depois, o presidente inseriu a si mesmo no discurso: “Quem vier depois de mim… Só tenho que pedir a Deus para que seja uma pessoa mais abençoada que eu e faça mais que eu. Que olhe para os pobres mais que estou olhando.”

Em entrevista publicada na véspera, Lula classificara a pregação em torno do terceiro mandato de “uma coisa obscena.” A oposição, porém, continua com o pé atrás. O deputado José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, por exemplo, afirma: “O Lula já se definiu que uma metamorfose ambulante. Quem garante que daqui a pouco não estará dizendo e fazendo coisa diferente?

Blog do Josias
Rizzolo:
Numa democracia que se preze, a opinião do povo é a de maior valia. Muitas vezes me coloquei na posição de um interpretador de quais são as aspirações do povo brasileiro, se por um lado não é nada saudável um terceiro mandato, por sua vez a voz popular deve ser levada em consideração, até porque se houvesse uma proposta, uma mudança constitucional, que levaria a uma consulta popular, constataríamos o que nos diz a pesquisa.

Agora, Lula é um grande líder, fala a língua e o dialeto do povo. Encontrar alguém melhor para representar Lula, é tarefa difícil, mormente em se tratando do que existe aí, e o pior, esses candidatos apoiados por Lula me parecem com passado radical, e perigoso. E vejam ,não adianta “maquiar”, dar uma melhorada, passado é passado, ou foi conciliatório ou radical. Como se dizia antigamente a ” raposa perde o pelo, mas não perde a mania”, o resto fica para vocês pensarem. Leia também : Terceiro mandato, Roosevelt e o PT

Cúpula do PT: ” ruim de serviço” ou “ruim de aliança” ?

Se existe uma expressão até hoje vigente no interior do Estado de São Paulo capaz de descrever a forma exata daquele que não sabe trabalhar, não tem vocação, ou é incompetente, é a expressão caipira ” ruim de serviço”. O camarada que não é bom prefeito, então ele é ” ruim de serviço”, o próprio ex-governador Orestes Quércia, que é do interior do Estado e um político sábio se refere aos políticos incompetentes como ” ruins de serviço”, pode -se também se referir a um mal profissional aí ele seria um sujeito ” ruim de serviço”, e por aí afora, atrarvés dos anos a expressão se consolidou no interior do Estado de São Paulo.

Agora para coroar a política petista de cunho “coronelista federal” onde os caciques lulistas entendem o PT como tendo prestígio de sobra para não depender de alianças, podemos confortavelmente afirmar que o PT é ” ruim de aliança”; como no caso de BH em que em Nota dura a Executiva Nacional do partido, condena veementemente a aliança na capital mineira. Além disso, condena, não só a aliança, mas também o governo Aécio Neves. Repetindo uma resolução do Diretório Regional, que dizia: “O Governo Aécio não se coaduna com o que o PT quer para Minas Gerais e muito menos para o Brasil.”

Esse gosto petista pela hegemonia pode sair caro, o conceito de alianças é essencial na política e apostar apenas no prestígio lulista que os programas do governo como o Bolsa -Família emprestam pode ser um grande erro. Não há dúvida que a ” marca registrada” dos programas saem diretamente do governo federal para os habitantes dos municípios, transformando o prefeito em personagem secundário, mero agente do governo Lula, porem, esse conceito pode ser um engano principalmente em Minas Gerais onde os mineiros sabem bem aonde querem chegar.

Do ponto de vista estratégico o PMDB age de forma distinta, é um partido federado. Em São Paulo, por exemplo, Michel Temer tem um acordo com Orestes Quércia: Temer não se mete no PMDB paulista e Quércia não se mete no PMDB nacional. Alem disso, o veto e o “bater pezinho” da direção nacional do PT à aliança com o PSDB de Aécio Neves poderia abrir janela para o ingresso do PMDB na chapa de Márcio Lacerda (PSB), o candidato patrocinado pelo governador tucano em Belo Horizonte.

Enganam-se aqueles que entendem ou emprestam aos acontecimentos da semana passada uma derrota de Aécio Neves visando 2010. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Aécio Neves representa uma volta de Minas ao cenário político federal, existe um sentimento de ” poder mal resolvido”, um vácuo com a morte de Tancredo Neves, será a oportunidade de se explorar e se apregoar a volta de um mineiro à presidência da república. Alem disso, Minas está geograficamente, entre duas bandas, os Estados do norte e do sul, bem na divisória de poder; com certeza virá com toda a força a imagem de Tancredo, de Juscelino Kubitschek de Oliveira, nascido em Diamantina – MG, e o direito e a vez de Minas Gerais no Planalto.

Ao acertar-se com com o PMDB, Aécio daria o troco no seu rival tucano José Serra, a quem atribui a costura do acordo que uniu o peemedebista Orestes Quércia ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo. Todo cuidado é pouco principalmente em se tratando de PMDB, e do rebelde diretório municipal do PT em Belo Horizonte, o qual desafiou a Executiva Nacional do partido e confirmou a aliança com o PSDB na capital mineira nas eleições municipais deste ano. Podemos assim afirmar, que se a cúpula do PT é ” ruim de serviço”, por outro lado o diretório municipal do PT mineiro e o PMDB são ” bons de aliança”!

Fernando Rizzolo