Presidente da OAB Federal, diz que ” Compreender racismo é diferente de ter que aceitá-lo”

“Compreender uma situação é completamente diferente de ter que aceitá-la. Espero que a ministra não tenha aplicado o conceito de compreensão como o de aceitação”. Esse foi o comentário feito pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, sobre declaração dada em entrevista pela ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), de que considera natural a discriminação de negros contra brancos. A ministra teria afirmado que “não é racismo quando um negro se insurge contra um branco” e que compreende a reação de um negro de não querer conviver com um branco, uma vez que “quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.

Para Cezar Britto, compreender que tenha existido o sistema “perverso” de escravidão e o preconceito dele decorrente é importante para que o Brasil tenha, de fato, uma democracia racial. “No entanto, aceitar qualquer tipo de preconceito não pode ser medida eficaz no que se refere a essa mesma democracia racial”, afirmou Cezar Britto, após ser empossado hoje, em Brasília, membro integrante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).

A declaração da ministra Matilde Ribeiro foi dada à BBC Brasil, em programa que lembrou os 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, tido como o ponto de partida para o fim da escravidão em todo o mundo.

site da OAB Federal

Festival ” É tudo verdade “

Domingo eu e a Tatá fomos assistir um documentário no Cine Sesc sobre a vida do escritor russo Anatoly Rybakov sob direção de Marina Goldovskaya, filme do festival ´” É tudo verdade ” achei pouco interessante, uma abordagem que no inicio me pareceu Trotskista, mas na verdade era anti – stalinista e anti – revolucionária. Provavelmente financiada pelo governo americano. Rybakov é contraditório às vezes enaltece a ” liberdade ” como um papagaio , sem fundamento, e ainda enumera a quantidade enorme de judeus que contribuiram para a revolução Bolchevista; só se esquece que quem ajudou a libertar o mundo do exército alemão foi o exercito vermelho, aquele, do Stalin, cuja grande parte era composta de cidadãos de origem judaica.
Está mais para ” É tudo mentira “, não recomendo.

Unificação do programas sociais para juventude

O governo retoma a agenda da unificação dos programas sociais voltados para a juventude. Em reunião na Casa Civil, os ministros ligados à área social que compõem o Conselho de Política Social – um dos conselhos criados no governo Lula, tão criticados por certa imprensa – debateram os eixos básicos dos programas sociais em geral, educação, saúde, juventude, redução das desigualdades, cidadania e cultura.

Depois de consolidar o Bolsa Família, chegou a hora de desenvolver as portas de saída do programa e de unificar os programas dirigidos à juventude. São mais de vinte programas, somente a nível federal, fora os estaduais e municipais.

O desafio do governo, além de unificar os programas para a juventude, é o de universalizar programas como o Projovem e o EJA. Ou seja, dar uma bolsa a todos jovens que estudam ou voltam às salas de aula e não tem renda e ou emprego.

É fundamental universalizar o ensino médio, como aconteceu com o fundamental, e combiná-lo ou mesmo transformá-lo em ensino técnico-profissional, inclusive com uma duração de 2 anos.

A outra prioridade é a presença das crianças das famílias beneficiadas com o Bolsa Família nas escolas e a criação de programas de geração de emprego e renda que permitam a essas famílias saírem da Bolsa.

Também foi discutido o reajuste do Bolsa Família e o aprimoramento

Alcool e o desenvolvimento sustentável

w_screen2_11.jpg
Desde os idos dos anos setenta, com a crise do Petróleo – aliás, crise para os que compravam e tiveram que pagar mais caro e bonança para os que vendiam que tiveram um preço mais justo pela sua mercadoria, isso ninguém fala – o Brasil investe, horas mais, horas menos no desenvolvimento do Álcool Combustível.

A primeira vista um projeto fadado ao fracasso, mas que hoje comprova-se muito eficiente, seja no desempenho dos motores, seja no preço e dizem que até mesmo na questão ambiental, afinal, polui menos. Será?

Obviamente que um motor movido à gasolina é muito mais poluente que um movido a Álcool, mas a questão aqui é outra. Mais de quinhentos anos depois, voltamos às nossas origens, vamos plantar cana-de-açúcar, afinal, é o produto que “eles” querem, já foi a soja, o café, o algodão, a extração de ouro, a cana-de-açúcar e o pau-brasil, e viva Caio Prado Júnior e sua excelente análise.

Mas voltemos à questão do meio-ambiente. A cana-de-açúcar é extremamente prejudicial ao solo, empobrece o terreno e destrói a fauna ao seu redor (insetos), uma área com cana-de-açúcar deve ser constantemente adubada e até mesmo aplicar-se uma alta rotatividade de culturas, caso contrário, vira tudo areia. Coincidência ou não, o nordeste já foi o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, como será o solo hoje?

Outro problema, é que muitas usinas ainda não dispõem de máquinas para a colheita da cana, assim, antes do corte é necessária uma grande queimada de toda a área plantada, para que depois os “bóia-fria” venham corta-la, ganhando uma míseria por tonelada, e isso não é nada ecologicamente correto. Mas também, caso todas as usinas possuam maquinário, muitas cidades do interior se verão diante de um grande caos social, pois boa parte dos seus moradores dependem da época do corte de cana, e vivem do mísero salário de “bóia-fria”.

Cada trabalhador ceifa 12 toneladas de cana-de-açúcar em média por dia, cumprindo uma jornada diária de 10 horas de trabalho, e recebendo em média um mísero salário mínimo de R$ 300,00, sem nenhum direito trabalhista, e com condições de trabalho totalmente sub-humanas, o que levou na região de Ribeirão Preto à morte de vários trabalhadores bóias-frias por parada cardiorespiratória.

Portanto, somos bombardeados pelas maravilhas do progresso tecnológico, mas ainda não se falou nos seus prejuízos. O Desenvolvimento Sustentável está sendo mais uma vez colocado de lado em proveito do lucro. Não me entendam mal, não sou contrário ao investimento em Álcool Combustível, muito pelo contrário, mas as questões aqui suscitadas carecem um pouco de reflexão.

Fernando Rizzolo

Roberto Jefferson indiciado !

A Polícia Federal indiciou por formação de quadrilha o deputado cassado Roberto Jefferson no inquérito que apura denúncias de irregularidades na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Ele recebeu a notificação do delegado Luiz Flávio Zampronha, após depoimento de quase duas horas na sede da PF em Brasília, na quarta-feira..

Oitavo indiciado no processo, Jefferson é acusado pela montagem de um esquema de cobrança de propinas junto a fornecedores de bens e serviços da empresa, mediante licitações dirigidas, superfaturamento de preços e outros delitos, para arrecadar recursos.

Antes mesmo de começar o depoimento, o ex-deputado ofendeu a Polícia Federal e o Ministério Público, lançando dúvidas sobre a isenção da investigação, além de chamar o procurador que acompanha o caso, Bruno Accioly, de “boboca”. Roberto Jefferson foi cassado por falta de decoro e por ter admitido que recebeu ilegalmente R$ 4 milhões do tucanoduto – esquema montado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Jornal Hora do Povo

Agência Carta Maior agoniza

A possibilidade de fechamento da Carta Maior é uma péssima notícia. Não apenas para os que a produzem e a lêem, mas para os que defendem o pluralismo e a diversidade de opiniões na imprensa e procuram meios alternativos à chamada grande imprensa.

Pluralismo significa que todas as opiniões e todos os pensamentos têm o direito de serem veiculados. Esse direito formal poucos negam. O problema é que em uma sociedade como a nossa não há como dissociar a sobrevivência da mídia ao poder econômico e às verbas publicitárias, privadas ou estatais. Criar e, principalmente, manter um jornal, uma revista, uma emissora de rádio ou televisão exige muito dinheiro – que não está ao alcance dos movimentos sociais e populares, de correntes de pensamento que questionam interesses do capital privado e não contam com receitas publicitárias.

Por isso temos de pensar seriamente na TV Pública e em medidas que assegurem o pluralismo em nossa mídia, dando condições para que publicações menores e menos viáveis economicamente sobrevivam. A mídia que ecoa as vozes dos movimentos sociais que não têm espaço e tratamento digno na grande imprensa tem de existir. Ela vocaliza a inteligência intelectual brasileira e internacional preocupada com a justiça social e a democracia.

A chamada grande imprensa recebe financiamentos e créditos oficiais, tem dívidas parceladas a longo prazo, beneficiou-se de isenções tributárias em importações, é altamente contemplada com verbas publicitárias. Quando rebate liminarmente a possibilidade de mecanismos de incentivo beneficiarem também publicações e projetos como Carta Maior, a grande mídia apenas defende seus interesses corporativos e assume postura antidemocrática, monopolista.

Um governo democrático tem a obrigação de dotar a sociedade de mecanismos públicos que permitam fortalecer a circulação da opinião crítica das mais diversas origens e
matizes.