Lula convoca reação contra o apagão legislativo da oposição

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Presidente diz que oposição quer impedir o crescimento do país. No seu programa de rádio comemorou contratos para a indústria naval

O presidente Lula afirmou a senadores do PT, em reunião na semana passada, que não permitirá que a oposição entrave a implantação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “A prioridade do governo é o PAC e a oposição quer construir uma pauta para ela, que é essa CPI, para desviar o foco do crescimento. Precisamos reagir”.

Lula chamou a atenção dos senadores para a tentativa de obstruir os trabalhos legislativos com o objetivo de impedir a aprovação dos projetos de interesse da população e do desenvolvimento do país, naquilo que a senadora Ideli Salvati (PT-SC), líder da bancada no Senado, chamou de “apagão legislativo”.

Lula lembrou a CPI dos Bingos, durante seu primeiro mandato, que foi transformada em palanque para ataques ao seu governo, sem se preocupar em esclarecer nada que dissesse respeito aos bingos. Conhecida como a “CPI do Fim do Mundo”, abordava-se qualquer coisa que seus membros achassem que podia criar problemas para o governo. E, se não houvesse algo, como em geral não havia, inventava-se.

Com vistas a garantir a prioridade nas votações dos projetos ligados ao PAC, o presidente determinou que o Conselho Político, que integra os 11 partidos da coalizão, passe a se reunir semanalmente. Já na segunda-feira, foi feita uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na pauta, os assuntos relacionados com a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a Desvinculação das Receitas da União (DRU).

Os fatos que vieram à tona nos últimos dias revelaram para o conjunto da sociedade a causa dos problemas no setor aéreo: a conduta, açulada pela mídia, dos controladores de vôo. Com isso, a CPI se esvaziou e a oposição tentou apegar-se a supostos “problemas na Infraero”.

INFRAERO

Mas, aí também eles vão ter dificuldade. Em matéria publicada nesta página, o ex-presidente da Infraero, atual deputado federal pelo PT de Pernambuco, Carlos Wilson, reafirma que não há irregularidade na sua gestão na Infraero, já fiscalizada pelo TCU.

O desfecho da crise aérea e o fortalecimento do presidente Lula dividiu a oposição. O ex-PFL ficou isolado na decisão de obstruir as votações no plenário da Câmara. O PSDB e o PPS, sentindo o desgaste, optaram por sair da obstrução à aprovação das medidas provisórias do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

NAVAL

Em seu programa de Rádio “Café com o Presidente”, na segunda-feira, Lula voltou a falar de seus projetos para o desenvolvimento. Anunciou a ida ao Rio de Janeiro para a assinatura de contratos na indústria naval. “A indústria naval brasileira poderá ser uma das mais importantes do mundo”, disse, lembrando que “o Brasil era a segunda indústria naval do mundo”. “Depois, eu não sei porque, alguém inventou que o Brasil não precisava construir navios, que era preciso desmontar nossa Marinha Mercante, e aí o Brasil passou a exportar e a importar com navios de bandeiras estrangeiras”.

“Tomamos a decisão de que não era justo e não era possível que um país da dimensão do Brasil, com a engenharia naval que tinha, com uma estrutura de construção de navios e plataformas que tinha o Brasil, ficássemos importando essas plataformas e navios estrangeiros”, disse. “Nesse aspecto, estamos fazendo, dentro do PAC, 42 navios, estamos começando com 19. Já assinamos um contrato de 10 no Porto de Suape, em Pernambuco, e nesta quarta-feira no Rio de Janeiro vamos assinar mais nove navios”, anunciou.

Lula lembrou ainda que em seu mandato foram feitas as plataformas de petróleo que ele defendeu durante a campanha eleitoral. “Terminamos a P-43, terminamos a P-48, terminamos a plataforma P-50, estamos terminando a plataforma P-51, P-52, vamos antecipar a plataforma P-56 e depois vamos fazer as plataformas P-55 e a P-57”, informou. “Tudo isso com forte conteúdo nacional. Para quê? Para gerar emprego aqui dentro, para dinamizar a indústria que fornece peças para a plataforma e transformar o Brasil em um país importante no que diz respeito à indústria naval”, frisou.

“Vamos continuar essa expansão porque eu acredito que o Brasil pode produzir não apenas os navios que precisamos e as plataformas que precisamos, mas o Brasil pode ser exportador de navios produzidos dentro do Brasil e de plataformas produzidas dentro do Brasil”, defendeu. “É isso”, disse Lula, “que dá grandeza a um país, é isso que gera emprego, é isso que distribui renda, é isso que melhora a nossa economia, e no fundo, no fundo, é isso que dá orgulho da gente ser brasileiro”.

hora do povo

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