O homem de confiança do sistema financeiro

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O prontuário de Henrique Meirelles não deixa dúvidas quanto às suas tenebrosas transações. Obviamente que seu modus operandi se dá principalmente no âmbito do sistema financeiro, iniciando sua escalada, em 1975, como superintendente da Boston Leasing, culminando com a presidência mundial do BankBoston Corporation (EUA), entre 1996 e 1999, que lhe valeu uma aposentadoria anual de US$ 750 mil, mas tendo antes chefiado o referido banco no Brasil, de 1984 a 1996.

Até 2002 , nunca havia participado de alguma reunião para discutir tal ou qual questão política – e nunca, em tempo algum, teve representatividade social -, mas naquele ano foi eleito em Goiás deputado federal pelo partido dos banqueiros, quer dizer, pelo PSDB, com mais de 130 mil votos. A jornalista Marília Rodrigues resume bem como conseguiu a proeza: “O banqueiro chega ao Brasil partindo para a carreira política e, com o apoio de Fernando Henrique, em pouco tempo de articulação se filia ao PSDB”. A campanha “foi a mais discreta que o dinheiro pôde proporcionar. Não participou de comício, teve pouco tempo de propaganda gratuita, quase nenhuma aparição pública. A articulação nas bases política, no entanto, foi a mais agressiva que o dinheiro pode comprar. Inúmeros candidatos a deputado estadual soltaram material farto, santinhos, camisetas, panfletos, trazendo a seu lado o candidato internacional”.

Em maio de 2005, a pedido do então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou abertura de processo contra o indivíduo, suspeito de prática de crime contra o sistema financeiro, evasão de divisas e crime eleitoral. Em seu despacho, o ministro Marco Aurélio de Mello determinou a quebra do sigilo fiscal de Meirelles e das empresas por ele controladas.

Ao assumir a presidência do Banco Central, preencheu os cargos da diretoria com representantes de bancos estrangeiros e implantou os juros mais altos do mundo, desviando fabulosos recursos da produção para a farra especulativa. Sob sua gestão, até o momento, nada mais nada menos que R$ 615,51 bilhões já foram para o ralo dos juros, o que levou o presidente do Citibank, William Rhodes, à seguinte afirmativa: “Ele é homem de confiança do sistema financeiro internacional e acredito que também dos banqueiros brasileiros”.

Jornal Hora do Povo

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