Ata do Copom diz que juro do BC vai continuar nas alturas

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indica que a política de juros altos de Henrique Meirelles deve continuar. Por quatro votos a três, na última reunião a taxa básica de juros (Selic) foi reduzida mais uma vez em parcos 0,25 ponto percentual, ficando em 12,50% ao ano. Conforme explicita a ata, a situação “demanda que a flexibilização monetária seja conduzida com parcimônia”, depois de citar que os membros do Copom assim entendem para a “preservação das importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico”.

A ata afirma que “pressões de preços, a princípio isoladas e transitórias, atingem a economia em um momento em que a demanda doméstica se expande a taxas robustas, sustentando a recuperação da atividade econômica, inclusive em setores pouco expostos à competição externa, quando os efeitos de importantes fatores de estímulo, como a flexibilização monetária já implementada, ainda estão por se fazer sentir em sua plenitude. Nesse ambiente, cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos”.

Conforme análise do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), “foi motivo para a preservação da redução em 0,25 p.p. o receio de que a incerteza quanto a aumentos de preços inicialmente de horizonte curto e de caráter transitório, típicos de início de ano-calendário (reajuste de mensalidades escolares, aumento de preços de material escolar e problemas de abastecimento de produtos agrícolas) se ‘propagasse para horizontes mais longos”.

Destacou o Iedi que “a inflação de abril está se comportando surpreendentemente de forma mais comedida do que era antecipado. Assim, o IPCA-15 teve variação de 0,22% em abril, segundo o IBGE, contra estimativas na casa de 0,35%. E o IGP-M do mesmo mês, divulgado hoje pela FGV acusou variação de apenas 0,04% (0,34% em março), com variação bem menor do IPC em abril (0,37%) com relação a março (0,45%)”.

“Isto quer dizer”, esclarece o Iedi, “que não prosperou o receio manifestado na ata de que as pressões inflacionárias de curto prazo, de natureza tópica e características do início do ano-calendário, se transmitissem para horizontes mais longos”.

Hora do Povo

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