“A América Latina é o continente da esperança”, afirmou o papa Bento 16

O papa Bento 16, em pronunciamento no domingo, dia 6, aos presentes na praça São Pedro, no Vaticano, afirmou que a América Latina “é o continente da esperança”.

Referindo-se a sua viagem à região, Bento 16 disse que “será minha primeira visita à América Latina e estou me preparando espiritualmente para encontrar o continente onde vive quase a metade dos católicos do mundo todo, muitos deles jovens”.

“Esse é o motivo pelo qual o continente é chamado “continente da esperança”, esperança que anima não só a igreja, mas toda a América e o mundo inteiro”, acrescentou Bento 16. De acordo com dados do Vaticano, o total de católicos nas Américas – incluindo os existentes nos EUA e Canadá – representam a metade dos católicos do mundo.

A visita do papa ao Brasil transcorre entre a quarta-feira, dia 9 até o domingo, 13. Em sua fala no Vaticano ele também pediu orações pelo sucesso de sua visita e, em especial, da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que será aberta por ele no domingo, em Aparecida. Esta será sua primeira viagem como papa a um país fora do hemisfério Norte.

“Há muitas mudanças nos dias de hoje”, afirmou ainda o papa: “Por isso é importante que os cristãos sejam educados para trabalhar para o bem e a esperança no mundo”.

Obs. Será uma insinuação à Teologia da Libertação?

Lula põe matriz nuclear em debate “porque este país não pode ficar sem energia”

“E quero dizer para vocês que não tenho nenhuma dúvida em fazer os debates que eu tiver que fazer, os enfrentamentos que tiver que fazer e, se for necessário, vamos fazer usina nuclear, porque este país não pode ficar sem energia para oferecer à Nação brasileira”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de inauguração Complexo Energético Amador Aguiar II, em Uberlândia (MG).

“Nós temos duas alternativas concretas, e eu quero dizer aqui para os empresários: ou nós fazemos as hidrelétricas que temos que fazer, vencendo todos os obstáculos, ou nós vamos entrar na Era da energia nuclear”, afirmou o presidente.

De acordo com Lula, a “energia eólica é muito importante, mas é importante as pessoas saberem que, em uma usina eólica de 100 megawatts, a gente vai utilizar apenas 30% em média”. Lula destacou ainda que “termelétrica a carvão é contraproducente, vai na contramão da história ambiental”. E continuou: “Nós não podemos ficar dependendo do gás que nós não temos. É preciso que a gente, então, pense concretamente em que tipo de energia nós iremos definir a nossa matriz definitiva”, ressaltou.

O presidente lembrou a falta de investimentos no setor ocorrida nos governos anteriores ao seu. “Nós herdamos o Brasil com uma coisa um pouco fragilizada, que tinha apenas 3 mil megawatts inventariados, e estamos preparando 36 mil megawatts”, disse, destacando “o compromisso que está sendo colocado no PAC”, em relação à questão energética brasileira.

A inauguração da Usina Amador Aguiar II contou ainda com a presença dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Secretaria-geral da Presidência, Luiz Dulci e do governador Aécio Neves.

Hora do Povo

Obs. Eu também não tenho nenhuma dúvida em fazer os debates que tiver que fazer, os enfrentamentos que tiver que fazer e cerrar fileira no apoio à construção de usinas nucleares. Vamos todos para os embates.

Acho que a Bolívia não quer a amizade do Brasil

Com a última decisão do governo boliviano, estou começando a acreditar que o governo do MAS e o presidente Evo Morales não querem a amizade do Brasil, o apoio do presidente Lula, a presença da Petrobras na Bolívia e a solidariedade do PT.

Não resta outra análise, é uma pena , acho um radicalismo, vamos torcer para que as conversações passem a evoluir.

Lula põe matriz nuclear em debate “porque este país não pode ficar sem energia”

“E quero dizer para vocês que não tenho nenhuma dúvida em fazer os debates que eu tiver que fazer, os enfrentamentos que tiver que fazer e, se for necessário, vamos fazer usina nuclear, porque este país não pode ficar sem energia para oferecer à Nação brasileira”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de inauguração Complexo Energético Amador Aguiar II, em Uberlândia (MG).

“Nós temos duas alternativas concretas, e eu quero dizer aqui para os empresários: ou nós fazemos as hidrelétricas que temos que fazer, vencendo todos os obstáculos, ou nós vamos entrar na Era da energia nuclear”, afirmou o presidente.

De acordo com Lula, a “energia eólica é muito importante, mas é importante as pessoas saberem que, em uma usina eólica de 100 megawatts, a gente vai utilizar apenas 30% em média”. Lula destacou ainda que “termelétrica a carvão é contraproducente, vai na contramão da história ambiental”. E continuou: “Nós não podemos ficar dependendo do gás que nós não temos. É preciso que a gente, então, pense concretamente em que tipo de energia nós iremos definir a nossa matriz definitiva”, ressaltou.

O presidente lembrou a falta de investimentos no setor ocorrida nos governos anteriores ao seu. “Nós herdamos o Brasil com uma coisa um pouco fragilizada, que tinha apenas 3 mil megawatts inventariados, e estamos preparando 36 mil megawatts”, disse, destacando “o compromisso que está sendo colocado no PAC”, em relação à questão energética brasileira.

A inauguração da Usina Amador Aguiar II contou ainda com a presença dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Secretaria-geral da Presidência, Luiz Dulci e do governador Aécio Neves.

Hora do Povo

Obs. Sem energia não temos desenvolvimento, vamos partir já para os enfrentamos e construir Usinas Nucleares, o interesse do Brasil acima de tudo !

Privatização da Embratel deixou a comunicação militar do país à mercê da Telmex

Governo visa romper o controle estrangeiro na transmissão de dados militares e sigilosos

O governo brasileiro estuda medidas para recuperar o controle sobre a transmissão de dados militares e sigilosos, que é feita através de satélites entregues para estrangeiros por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, através da privatização da Embratel.

Em 2004, quando o grupo mexicano Telmex (comandado por Carlos Slim) assumiu o controle da MCI e conseqüentemente da Embratel, o governo brasileiro pressionou a empresa para recuperar a participação no controle sobre a chamada “banda x”, que é utilizada para comunicações sigilosas. Em troca, a operação seria aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Anatel. Pelo acordo, a empresa Star One, da Embratel, daria ao governo uma “golden share”, ação que permite a um sócio o poder de veto sobre as decisões do conselho administrativo da empresa, caso contrariem o interesse do país. Com isso, o governo teria poder para vetar decisões que pudessem comprometer o uso da “banda x”. O representante da Telmex no Brasil se comprometeu publicamente com o acordo e disse que apenas dependia da aprovação do conselho de acionistas da Telmex. A medida não foi aprovada até hoje.

Em audiência no Senado para tratar sobre a situação do sistema aéreo brasileiro, o ministro da Defesa, Waldir Pires, se pronunciou sobre o tema e afirmou que “acho que vamos ter que recuperar imediatamente alguma coisa absolutamente inexplicável (privatização da Embratel no governo de FHC)”. Além de estar a mercê da Telmex, o governo brasileiro ainda terá que pagar, a partir de 2008, para utilizar os serviços dos satélites da Star One.

No entanto não é só esta medida que está sendo tomada pelo governo federal, que desde 2004 vem estudando o desenvolvimento de um satélite com tecnologia nacional.

Para tanto, o Ministério da Defesa coordena um projeto para a implantação de satélites geoestacionários (que são colocados em uma órbita circular em torno da terra com mesma velocidade de rotação) no país, a fim de atender às demandas do novo Sistema de Controle de Tráfego Aéreo – o CNS/ATM. A intenção é que o serviço entre em operação em 2010. Além do controle aéreo, o sistema serviria para comunicações militares em banda X e serviços de meteorologia.

De acordo com o coronel engenheiro da Aeronáutica, Paulo Mourão Pietroluongo, gerente da Divisão de Projetos Especiais do Ministério da Defesa, os satélites podem ser desenvolvidos no país por meio de mecanismos de transferência de tecnologia. “Hoje, no mundo, existem poucas empresas que fabricam satélites geoestacionários e o Brasil nunca entrou nesse mercado, que é um negócio de alta tecnologia, alto preço e de pouca demanda”, revelou. Segundo o coronel, os seis satélites geoestacionários que operam no Brasil pertencem a empresas estrangeiras e “a autonomia do Estado Brasileiro em comunicações estratégicas e o desenvolvimento tecnológico são os maiores benefícios decorrentes da implantação desse projeto”.

Para o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira, Miguel Henze, o Brasil deve dominar esta tecnologia que é estratégica para “as comunicações militares e outras, como as que podem ser feitas pela Itamaraty”.

ALESSANDRO RODRIGUES

Hora do Povo

Obs. Isso é um absurdo , não termos participação no controle sobre a chamada “banda x”, que é utilizada para comunicações militares sigilosas é muito grave,é a soberania nacional nas mãos de grupos internacionais , essa é a privatização que os entreguistas aplaudem !. Feitas no governo FHC.

Publicado em Política. 2 Comments »

Fuga de Ségolène de apontar caminhos permite vitória do demagogo Sarkozy

Sem apresentar uma alternativa, ou sequer uma perspectiva aos 55% dos franceses que rejeitaram nas urnas a constituição neoliberal ‘européia’, ou aos jovens que aos milhões barraram nas ruas a lei do subemprego, a candidata socialista Ségolène Royal sucumbiu diante da demagogia do candidato da direita, Nicolas Sarkozy, por 47% a 53%.

Diante das generalidades de Ségolène, o número dois do atual governo pôde se apresentar como o “candidato da ruptura”, enquanto culpava os franceses pelos baixos salários. “Trabalhar mais para ganhar mais (fazendo hora-extra)”, foi o seu mote de campanha. Casualmente, nos últimos dez anos os lucros cresceram 74% no país, os preços 30% e os salários só 8%. Mas façam hora-extra.

Sarkozy responsabilizou a jornada de 35 horas como a causa de todos os males franceses e conseguiu, sem ser no fundamental molestado, tecer loas ao “pleno emprego” na Inglaterra de Blair e Thatcher, e em outros bastiões desenvolvi-mentistas, como potências econômicas do porte da Irlanda.

Disse que ia restabelecer “a ordem, as normas, o trabalho e o mérito” – logo ele, que de acordo com o ex-ministro da Defesa, Jean Pierre Chevenement, conseguiu como ministro a façanha de dobrar o número de carros queimados por ano na França, de 22 mil em 2002 para 45 mil em 2007. Aliás, sua vitória foi recebida com mais quatrocentos carros ardendo em uma só noite, nos subúrbios de Paris e de mais uma dezena de cidades francesas.

A chocha defesa, por Ségolène, quanto à questão central do papel do Estado, entre outras indefinições, permitiu que Sarkozy anunciasse sandices como acabar com um posto no serviço público a cada dois funcionários que se aposentarem e o fechamento de tantos centros de atendimento à população quanto possível. Tudo em nome dos “ganhos de produtividade” e “eficiência”. Reforço do Estado, só numa questão: na repressão aos imigrantes africanos e árabes. Para isso quer todo um novo ministério, o da “Identidade Francesa”. A identidade francesa é uma questão que lhe é muito cara, tanto assim que é conhecido como “o americano”, por seus gostos quanto à economia neoliberal. Benemérito, pretende cortar os impostos dos ricos. Prometeu, ainda, uma “república de proprietários”, onde cada francês terá uma casa própria, com vista para a Champs Élyseés.

Modesto, no seu discurso de vitória Sarkozy disse que “o povo francês falou e me escolheu para a ruptura com as idéias, os costumes e o comportamento do passado”.

Há uns dez anos a direita francesa ensaia aplicar esse formidável programa. O problema, o pequeno problema, tem sido convencer as ruas. Allain Juppé, que não era presidente, mas foi primeiro-ministro, que o diga. A propósito, mesmo com todas as vacilações, foram 17 milhões de votos para Ségolène

Jornal Hora do Povo

Obs. Gostei do comentário do ex-ministro da Defesa, Jean Pierre Chevenement…

Centrais unidas pelo veto que barra o golpe contra direitos trabalhistas

Manifestações serão intensificadas em todo o Brasil. A emenda “é uma incitação à fraude trabalhista”, denuncia Antonio Neto, da CGTB

As centrais sindicais irão intensificar neste mês as mobilizações em apoio ao veto do presidente Lula à emenda que retira direitos consagrados na legislação trabalhista, como 13º salário, férias remuneradas, FGTS, aposentadoria, licenças maternidade e paternidade, vale-transporte, seguro-desemprego, vale-refeição e assistência-médica. A chamada emenda 3 voltou ao Congresso Nacional, que irá se posicionar sobre o veto.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, informou que a executiva da entidade irá se reunir esta semana para discutir as formas de lutas, calendário de mobilizações, para cobrar do Congresso Nacional a manutenção do veto à emenda 3 e a aprovação das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Será discutida a proposta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de realização de uma grande mobilização no próximo dia 23, a terceira contra a emenda 3, que irá envolver “todos os ramos, no campo e na cidade”, em todo o Brasil, de acordo com o seu presidente, Artur Henrique Santos. No mês passado, as centrais realizaram greves, passeatas, assembléias e panfletagens nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Maranhão e Mato Grosso.

Os atos de 1º de Maio promovidos pela CUT e CGTB e pela Força Sindical, além do desenvolvimento, tiveram entre as suas principais bandeiras o apoio ao veto de Lula à emenda, que, segundo Neto, “é uma incitação à fraude trabalhista. Querem substituir empregados com carteira assinada por pessoa jurídica. Já tivemos um boom de cooperativas fraudulentas, agora querem implantar as pessoas jurídicas fraudulentas. Ou seja, pessoa física travestida de pessoa jurídica, é o que a emenda 3 traz de nefasto para o trabalhador brasileiro”.

Para Artur Henrique, é necessário esclarecer os trabalhadores e toda a população sobre os riscos da retirada dos direitos trabalhistas. Para isso, a CUT irá realizar debates e assembléias nos locais de trabalho para “construir uma mobilização ainda maior”, a do dia 23. “Estamos agindo junto ao Congresso e entidades contrárias à emenda 3 para obter apoio político, necessário para enfrentarmos o poderoso lobby das empresas e meios de comunicação”, disse.

“Para o bem da verdade é preciso esclarecer: esta emenda é nefasta para os trabalhadores. Ela pretende esterilizar a capacidade dos órgãos federais de reprimir prontamente contratos que ludibriam a legislação trabalhista. Com tal mecanismo, os trabalhadores ficarão desprotegidos e passarão a emitir notas fiscais para receber salários. Em pouco tempo, a carteira de trabalho passará a ser peça de museu”, afirmou o deputado federal (PDT-SP) e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), em carta dirigida ao presidente da OAB-SP, Luiz Flávio D’Urso.
A chamada emenda 3 é um golpe que alguns setores, derrotados nas eleições, querem instituir para impedir que os fiscais exerçam sua função de fiscalizar o cumprimento da legislação. Alegam que os direitos dos trabalhadores se constituem em impedimentos aos investimentos. Trata-se, evidentemente, de uma inversão de valores. O que trava os investimentos são os juros altos, que sangram o país em benefício do capital financeiro, sobretudo estrangeiro.

A transformação de trabalhadores assalariados em pessoa jurídica, para não se pagar os diretos previstos em lei, significa um retrocesso nas relações trabalhistas. Direitos esses, aliás, conquistados, majoritariamente, através de uma Revolução, que transformou o Brasil de uma grande fazenda agroexportadora em um país industrializado. Foi a Revolução liderada por Getúlio que possibilitou que o Brasil vivenciasse, durante 50 anos, as maiores taxas de crescimento.

Esses direitos, portanto, nunca foram empecilhos para o crescimento econômico. Inversamente, na gestão tucana, quando se atentou contra esses direitos, com a tal da “flexibilização”, por exemplo, a economia foi ainda mais para o fundo do poço.

Em nota, CGTB, CUT, Força Sindical, CAT, CGT, Nova Central e SDS reafirmaram “sua posição contrária à emenda 3 e a favor do veto presidencial”. Segundo as centrais sindicais, “a retirada de poder da fiscalização vai criar um ambiente extremamente favorável a maus empregadores que preferem ter funcionários disfarçados de prestadores de serviço e, assim, eliminar direitos básicos dos trabalhadores”.

“Os verdadeiros prestadores de serviço, aqueles empreendedores que lançaram-se ao desafio de abrir uma empresa e a atender mais de um cliente, nada têm a temer”, diz a nota.

A questão a ser resolvida para colocar o país no caminho do desenvolvimento não é a eliminação de direitos trabalhistas, mas a aprovação imediata das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que Lula enviou ao Congresso Nacional.

Além de um retrocesso nas relações de trabalho, a emenda 3, inclusive, está totalmente na contramão do espírito do PAC, que tem como objetivo o desenvolvimento, investimento na produção, geração de emprego de qualidade – que implica em carteira assinada -, distribuição de renda e inclusão social.

VALDO ALBUQUERQUE

Hora do Povo
Obs. Atenção Plena hein !!