Murdoch tenta comprar “Wall Street Journal” e exacerbar o monopólio da mídia nos EUA

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Em novo lance da exacerbação da monopolização da mídia nos EUA, o magnata Rupert Murdoch lançou proposta para açambarcar a “Dow Jones”, empresa que publica o segundo maior jornal em tiragem dos EUA, o “Wall Street Journal”, e que tem o principal serviço online de cotações da bolsa de Nova Iorque e de outros índices especulativos. Murdoch já é dono da Fox News, do jornal “New York Post”, da “20th Century Fox” e da “Sky/Direct TV” nos EUA; do “The Times” e The Sun na Inglaterra; assim como de jornais da Austrália – aonde nasceu.

Não é um lance qualquer. Com a Fox News, Murdoch tornou-se o porta-voz dos setores mais reacionários do Partido Republicano, e foi esse canal que desencadeou, em 2000, o golpe midiático que usurpou o mandato de Al Gore e depois, com a ajuda da Corte Suprema dos EUA, o pôs nas mãos de W. Bush. Foi a “reportagem” da Fox, aliás comandada por um primo de W. Bush, que foi ao ar no momento chave, negando a vitória de Gore e alardeando a do candidato republicano, quando todos os canais de TV já apontavam vencedor o democrata. O resto ficou por conta do irmão-governador.

Murdoch é amplamente conhecido como um arrivista, um arrivista muito atrevido, e que fez fortuna servindo aos governos mais reacionários da Austrália, da Inglaterra e dos EUA. Já o “WSJ” é o mais influente jornal dos EUA sobre questões de economia e inclusive, em determinados momentos, tem a capacidade de questionar certos aspectos da política governamental que ponham em risco os interesses mais de fundo dos magnatas norte-americanos.

Após dominar os jornais da Austrália, Murdoch mudou-se em 1968 para Londres e se naturalizou. Era a forma de contornar os impedimentos legais à posse de jornais por estrangeiro. Após elevar para outro patamar a monopolização da mídia na Inglaterra, mudou-se para os EUA e se naturalizou norte-americano em 1985 para poder comprar jornais, redes de TV e estúdios de cinema. Atualmente, ele possui cerca de 175 jornais no mundo inteiro.

O controle do “WSJ” e da “Dow” abriria para Murdoch a possibilidade de interferir nas questões da especulação e da economia, bem como manipular os barões dos monopólios norte-americanos. Que dispensam tal regalo. O cerco ao “Wall Street Journal”/Dow Jones está orçado em US$ 5 bilhões, sendo que a família Bancroft, que possui 62,4% das ações da Dow – e, portanto, o “WSJ” – considerou a “oferta amigável” de Murdoch “uma proposta não solicitada”.

Hora do Povo

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