“Foi um negócio justo”, diz Gabrielli sobre venda das refinarias à Bolívia

“Foi um negócio justo. A Bolívia aceitou a nossa proposta de valores das refinarias e achamos que foi um bom resultado”, afirmou o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, ao falar do acordo fechado na venda das duas refinarias (localizadas em Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra) da Petrobrás à estatal boliviana YPFB, no último dia 11.

O acerto final foi de US$ 112 milhões. Como explicou Gabrielli, “a compra de empresas leva em conta quanto essa empresa vale no momento que você compra para o futuro. Então, a receita que essa empresa vai ter de hoje até um tempo que você considerar relevante para a vida da empresa, você calcula o valor dessa empresa com base no que você vai ganhar no futuro”. E continuou: “desse ponto de vista, a troca entre os US$ 112 milhões que a YPFB vai pagar à Petrobrás pela refinaria é uma troca justa. Por que? Porque a Petrobrás acha que vai gerar esse fluxo de caixa futuro e o YPFB comprou esse fluxo de caixa futuro, portanto, é uma troca justa”, disse o presidente da Petrobrás.

Gabrielli reforçou que ninguém ganhou de ninguém, e que “foram duas partes que negociaram e chegaram a um acordo”. “É importante chamar a atenção: as refinarias na nossa mão teriam um fluxo de caixa menor, provavelmente, porque a parte exportável nós não teríamos”. “Para a Bolívia tem esse valor a mais. Portanto, ela nos pagou o valor que achamos que elas têm no todo”, afirmou.

Ao falar das negociações entre as duas empresas, o presidente boliviano, Evo Morales, destacou a tentativa de alguns meios de comunicação de fazer intrigas entre os dois países. “Com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, jamais vamos nos enfrentar”. “Houve uma negociação dura, mas às vezes alguns meios quiseram que nos enfrentássemos, entre irmãos, entre países”. “Somos dois países irmãos e para mim, Lula continua sendo como meu irmão mais velho”, afirmou o presidente boliviano.

Hora do Povo
Obs. Essa análise do preço baseado na expectativa da receita projetando o futuro é interessante, na realidade a parte exportavel não nos caberia portanto o valor agregando o valor que ela tem no todo para nós foi bom. Agora os que plantam a discórdia, pregam a fragilização da America Latina com intuito de tutelar interesses internacionais, acham sempre que nada é bom.

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