Remédio contra Aids do Lafepe vai custar 40% menos que o da Merck

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Governo tinha gasto anual de US$ 580 por paciente na compra do remédio da multinacional, usado em 38% dos doentes de aids. A partir deste ano, o Lafepe, em parceria com a Fiocruz, começam a produção no Brasil

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), em parceria com o Instituto de Tecnologia de Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), irá produzir, a partir do final deste ano, 30 milhões de unidades do Efavirenz, medicamento usado no tratamento contra a Aids que teve a patente quebrada recentemente pelo governo federal.

“Temos todo o interesse em fortalecer a capacidade nacional de produzir medicamentos que consideramos estratégicos”, ressaltou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Segundo o ministro, a economia de recursos gerada com a quebra de patente do laboratório norte-americano Merck é “estratégica para que a gente melhore, qualifique e amplie o atendimento a outras doenças como hepatites B e C, que atingem os mesmos pacientes com HIV e são tratamentos caros”.

“Vamos trazer a matéria-prima de países como a Índia e a China ou até mesmo do Brasil para cá (Pernambuco) para que esse produto seja fabricado aqui”, afirmou o presidente da Fiocruz, Paulo Buss. Segundo ele, em breve o laboratório estatal irá oferecer o remédio ao Ministério da Saúde “reduzindo os preços excessivos pagos para o tratamento da Aids”.

QUEBRA DE PATENTE

A quebra de patente foi decretada porque a Merck, detentora da patente do Efavirenz, além de impor preços abusivos ao Brasil, um dos maiores compradores mundiais do medicamento, não aceitou a proposta de redução de preços feita pelo governo brasileiro, embora cobre valores inferiores pelo mesmo remédio em outros países.

“A proposta era que o laboratório praticasse o mesmo preço pago pela Tailândia que é 0,65 centavos de dólar por comprimido de 600 mg, enquanto que o Brasil paga 1,59 dólar. A diferença entre os preços praticados pelo mesmo laboratório para os dois países é de 136 por cento”, denunciou o Ministério da Saúde.

PRODUÇÃO NACIONAL

O Efavirenz compõe o coquetel anti-retroviral que o Ministério da Saúde distribui gratuitamente a 200 mil portadores do vírus HIV. Dados do Ministério indicam que desse total, 38% utilizam o medicamento importado. O governo federal tinha um gasto anual de US$ 580 por paciente com a compra do remédio. Com a parceria entre o Lafepe e a Fiocruz para produção do Efavirenz esse valor poderá cair até 40%, segundo o diretor técnico do laboratório pernambucano, David Santana.

Em março deste ano, a Fiocruz e o Lafepe estabeleceram uma parceria para produção de medicamentos de segunda geração, entre eles o Efavirenz. Além deste medicamento, as duas instituições também estudam firmar acordos para produção de outros tipos de medicamento, informou Boss. O Lafepe já produz, desde 1990, seis produtos para o Ministério da Saúde, direcionados ao tratamento contra a Aids, entre eles, o Lamivudina, Zidovudina e Estavudina. Outros laboratórios públicos do país, como Farmanguinhos (RJ), Funed (MG), Furpe (SP) e Iquego (GO), também produzem medicamentos usados para tratar pacientes soropositivos.

Enquanto os pesquisadores das duas unidades concluem o projeto de pesquisa e produção, o governo brasileiro vai importar a versão genérica do Efavirenz de laboratórios da Índia.

Hora do Povo
Obs. Governar é ter coragem de tomar decisões, firmes no interesse do povo brasileiro, e Lula esta sabendo avançar nesse aspecto.

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