Teotônio admite que esteve “várias vezes” com Zuleido

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), reconheceu em entrevista coletiva que se encontrou “várias vezes” com o dono da empresa Gautama, Zuleido Veras, mas disse que não tratou de negócios com Zuleido e que ele “não tem influência no governo do Estado”. Vilela também disse que descarta a possibilidade renunciar.

O tucano é acusado pela Polícia Federal de envolvimento com a quadrilha desbaratada na operação Navalha. Segundo o relatório da PF, “no governo do estado de Alagoas, a organização conta com a participação efetiva e intensa do secretário de Infra-Estrutura, Adeilson Teixeira Bezerra, do subsecretário, Denisson de Luna Tenório, do diretor de obras, José Crispim, além Enéas Alencastro (representante do governo de Alagoas em Brasília), o qual faz uso de sua influência junto ao governador Teotônio Vilela Filho para beneficiar a organização”.

A PF afirma que Teotônio encontrou Zuleido pelo menos três vezes. O governador tucano afirmou ainda que numa das conversas Zuleido orientou que ele “propusesse ao governo federal que colocasse a alça viária no PAC. Na ocasião, eu fiz um comentário que essa era uma obra muito cara”.

Hora do Povo
Obs. Complicada a situação do Teotônio Vilela Filho ( PSDB) , e seu secretariado, agora se encontrar várias vezes com Zuleido e não falar de negócios, o assunto preferido dele ( Zuleido ) é quase impossível.

Máfias eliminadas por Lula são restolhos do desgoverno de FHC

Privatismo de FHC instalou as máfias desmontadas por Lula

Quadrilha de Zuleido começou a receber verbas da União em 1998, sendo que até 2002 foram liberados R$ 65.463.090,28 para a Gautama

O esquema posto em evidência pela Polícia Federal, com a “Operação Navalha”, não é diferente dos anteriores: dos vampiros & sanguessugas da Saúde, dos Valérios & Vedoins, dos bingos & banestados, e devem faltar aqui alguns que a memória não nos ajudou a lembrar. Em todos, a mesma coisa: esquemas ilícitos, corruptos, bandidescos, instalados durante os oito anos de governo de Fernando Henrique.

MÉTODOS

Voltaremos a essa originalidade – a única – do governo tucano. Por agora, basta lembrar os métodos administrativos fernandistas: aprovar medicamentos mediante comissões; superfaturar hemoderivados; escolher vencedores de concorrências de acordo com o suborno; dar propinas por obras; engraxar as relações do privado com o público; retribuir favores com regalos; usar fundos de pensão das estatais para alavancar fortunas de picaretas; passar informações privilegiadas; e mais um sem número de maneiras de expressar a mesma coisa: o negócio é se locupletar, e os que não se locupletam é porque são bobos ou incapazes. A honradez, a honestidade, o respeito ao que é de todos, ao que é público, é coisa de idiota. Não era assim que eles pensavam? Que tudo se resolve pelo “mercado” e tudo, por conseqüência, é uma questão de compra e venda – assim como, por exemplo, a prostituição é a versão mercadológica do sexo?

Portanto, não é espantoso que as quadrilhas e sub-quadrilhas sequiosas para roubar o Estado tenham abundado, e que os valérios e zuleidos – e até um especialista em serra elétrica, o deputado fernandista Hidelbrando Pascoal – fossem personalidades emergentes naquele governo.

Mas, vejamos o esquema agora descoberto – que não será o último, pois o governo Lula certamente continuará com sua limpeza das estrebarias de Áugias fernandistas.

A quadrilha de Zuleido Soares Veras, da empreiteira Gautama e das empresas Mandala, Ecosama e Silte, começou a receber recursos da União em 1998. Até 2006, a empresa recebeu, efetivamente, R$ 115,7 milhões. Por ironia do destino, a maior parte dos projetos agarrados pela Gautama era para a construção de unidades da Polícia Federal em diversos estados do país. Segundo o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), R$ 65.463.090,28 foram liberados para a Gautama entre 1998 e 2002 e R$ 50.278.921,98 entre 2003 e 2006, boa parte destes últimos referentes a emendas e licitações de antes do governo Lula.

A “Operação Navalha” é decorrente da operação “Octopus”, que tinha como objetivo apurar a ligação ilícita de policiais federais com empresários na Bahia. Essa operação foi frustrada pelo vazamento de informações, mas acabou por desaguar na quadrilha chefiada por Zuleido, que teve os seus passos monitorados por mais de um ano. A partir destas investigações, descobriu-se que Zuleido embolsava recursos públicos federais e de diversos estados da federação, tais como Alagoas, Bahia, Maceió, Maranhão, Mato Grosso e Sergipe, e não fazia as obras, ou as fazia parcialmente apenas. A investigação se amparou também em dados fornecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que já havia identificado irregularidades graves nas obras sob a responsabilidade da Gautama. Um dos exemplos são as obras da Adutora do São Francisco, resultado de um convênio do governo Fernando Henrique com o de Sergipe, comandado na época pelo PSDB e, depois, pelo PFL. O custo inicial do projeto, em setembro de 2000, estava em R$ 110 milhões. Somente num dos itens analisados pelo TCU, o preço por metro do tubo de 1.000 mm, “o superfaturamento, até a data dos trabalhos de auditoria, é de R$ 6.261.707,48”.

Nas gravações feitas pela PF, Zuleido queixa-se ao deputado Paulo Magalhães de um parecer do ministro Ubiratan Aguiar. O deputado observa que o ministro combinou “fazer uma coisa” e fez outra. Zuleido relata que o ministro Augusto Nardes iria pedir vistas do processo, adiando a sentença, fato que aconteceu no mesmo dia.

A quadrilha, evidentemente, não ficou honesta com a mudança de governo. Procurou se adaptar para permanecer roubando o Estado. Como destaca a PF, quando seus cúmplices “deixam de ocupar os cargos, não apresentando mais qualidades que interessem à organização, são imediatamente descartados por ela, a qual se articula para abordar seus substitutos”. Completamente impune durante o governo de Fernando Henrique, continuaram a agir como se ainda estivessem nele, falando pelos cotovelos ao telefone e passeando sem inibição por repartições públicas de Brasília. Daí o vasto material – telefônico, informático, telegravado, ou até anotado em papel, à moda antiga – que a PF conseguiu coletar. Eles não estavam mais no governo Fernando Henrique. Por isso estão agora na cadeia.

Como essas quadrilhas surgiram? Por que proliferaram e se fixaram com tanta adstringência em estruturas do Estado? É sintomático que, antes, quem vivia jogando a pecha de corrupção sobre o Estado eram, precisamente, os que quando chegaram ao poder se mostraram os maiores corruptos e coiteiros de corruptos da História do país. Certamente, naquela época atribuíam a outros os seus próprios impulsos corruptos – o Estado brasileiro não era o que eles queriam também no que se refere à corrupção.

Os 8 anos de governo tucano instauraram a zona do meretrício como padrão de moralidade dos detentores de cargos públicos e, pior ainda, nas relações entre as instituições públicas e o setor privado. O que era a política do Estado durante o governo Fernando Henrique? Pura e simplesmente o assalto à propriedade pública, mediante obesas comissões – a isso chamou-se “privatização”. Nunca um presidente da República foi flagrado enquanto combinava com um assecla o favorecimento de um grupo, em detrimento de outro, na apropriação de bens públicos. Fernando Henrique foi o primeiro, durante a privatização do setor de telefonia.

PRIVATIZAÇÃO

A privatização tinha uma fachada legal. Não por acaso, os mesmos que ergueram essa fachada foram os primeiros a avacalhá-la, colocando-se fora da própria lei que engendraram, como se viu no caso das teles. Esse era a ideologia do governo: para ganhar dinheiro valia qualquer coisa – se apossar da propriedade pública, receber propinas, combinar negociatas, se vender em hasta pública. Se os ocupantes do Planalto assim agiam, por que outros aventureiros e negocistas iriam se conter, sobretudo quando seus apetites eram estimulados em qualquer setor da administração pública?

Em boa hora o governo Lula, e a PF, livre da manipulação fernandista, continuaram a colocar esses elementos deletérios na cadeia.

Hora do Povo

Obs . A observação que a Quadrilha de Zuleido começou a receber verbas da União em 1998, sendo que até 2002 foram liberados R$ 65.463.090,28 para a Gautama, remete-se ao nexo causal entre os deleites privatistas do governo FHC que gerou toda sorte de bandidos nacionais e internacionais. Boa matéria.

Governadores do Brasil e da Argentina se comprometem a fortalecer Mercosul

Governadores do Brasil e da Argentina se comprometeram no último sábado a fortalecer o Mercosul e avançar na cooperação acadêmica, tecnológica, financeira e agropecuária entre os dois países. “Reafirmamos a urgência de desenvolver estratégias que tendam à superação das desigualdades regionais, assim como a erradicação da pobreza e da exclusão social”, diz a “Declaração de Tucumán”, documento final do “Primeiro Encontro de Governadores do Noroeste Argentino e do Nordeste Brasileiro”, realizado na província argentina de Tucumán. O documento foi assinado por seis governadores do Brasil, quatro da Argentina e dois vice-governadores de cada país.

Eles destacaram a necessidade de “atuar de maneira conjunta para assegurar a prosperidade de seus povos a partir da paz e da execução de políticas que garantam o desenvolvimento econômico sustentado, com eqüidade social”.

A declaração foi assinada por Walfrido Mares Guia, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que chefiou a delegação, e pelos governadores da Bahia, Jacques Wagner; da Paraíba, Cássio Cunha Lima; do Maranhão, Jackson Lago; do Sergipe, Marcelo Déda; de Pernambuco, Eduardo Enrique Accioly e do Piauí, Wellington Dias. Também assinaram o documento os vice-governadores dos Estados do Ceará, Francisco José Pinheiro, e do Rio Grande do Norte, Iberé Paiva.
Hora do Povo

Obs. Essa integração é de suma importância, muito embora os que pregam a discordia não aprovam.

Corrupção também se combate com a reforma política

O jornal inglês Financial Times publicou a matéria “Brasil é o país do rouba, mas faz”, que em todos os sentidos é injusta com o Brasil e com o atual momento que o país vive. Em primeiro lugar porque não se faziam grandes obras no Brasil. Depois, porque a corrupção, como se manifesta no Brasil e no mundo, inclusive na Grã Bretanha – é só lembrar os recentes escândalos de financiamento de campanhas do partido de Tony Blair -, é produto do sistema político e da nossa estrutura administrativa envelhecida e sem controles.

A insuspeita declaração feita ontem pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, explica o que está acontecendo. “A diferença é que agora que o serviço de inteligência da PF está em ação, tudo está vindo à tona”, disse ele. Ou seja, não é a corrupção que está crescendo. Infelizmente, a corrupção está incrustada na máquina administrativa e no sistema político brasileiro. O que está crescendo é a luta contra a corrupção. Isso é público e notório, e dispensa provas. É só enumerar as operações da PF e suas conseqüências para chegarmos à mesma conclusão do Ministro do STF.

Nem se rouba impunemente, nem se faziam obras no Brasil, e não se fará com roubalheira, se fizermos a reforma política e a reforma administrativa, se aumentarmos os controles dentro dos próprios ministérios e dermos participação à sociedade no controle do Estado e de seus contratos.

O que o Brasil precisa – vou repetir pela enésima vez nesses últimos dois anos – é da reforma política, para acabar com o mandato individual sem fidelidade partidária, onde o parlamentar, e não o eleitor, é dono de seu mandato, como alguns ingenuamente crêem. Para acabar com o financiamento privado das campanhas, já que isso que está permitindo que o parlamentar negocie sua eleição com seus financiadores. Daí a necessidade do financiamento público e do voto em lista, além de acabar com as coligações proporcionais. Uma aberração que só serve para eleger deputados sem representação popular.

A reforma administrativa deve envolver o fim das emendas individuais de parlamentares, não tem outro jeito, um controle público sobre a execução do orçamento e uma ampla reforma nos ministérios, desde a elaboração de projetos e decisão de prioridades, até a execução de obras, passando pelas licitações e compras.

Já está havendo avanços com os planos de cargos e carreiras e os novos concursos, que vão restabelecendo a burocracia civil pública no Brasil, e também, com o pregões eletrônicos. Mas precisamos restabelecer os Cisets, os sistemas de controle interno em cada Ministério e – repito – abrir para a sociedade o controle sobre as licitações, obras e serviços.

Isso tudo além do controle da Controladoria Geral da União e do TCU. TCU, por sinal, que deve ser despartidarizado, fenômeno que se agravou nas últimas indicações da Câmara dos Deputados, fazendo do Tribunal de Contas da União um espaço da oposição, que capturou essa instituição do Estado Brasileiro.

O que o Brasil precisa é de mudanças e reformas urgentes no seu sistema político-administrativo e da ação dos órgãos de fiscalização, controle e combate à corrupção. E é isso o que o governo Lula vem fazendo. Está aí a ação da PF para comprovar.

Espero que o Congresso Nacional e o nosso Governo façam já a reforma política e administrativa que o Brasil precisa.
enviada por Zé Dirceu

Obs. Concordo plenamente, o que o Brasil precisa é sim a reforma política para que o mandato deixe de ser propriedade do parlamentar ,que acaba recebendo financiamento privado de campanhas ao seu bel prazer.

Quanto a questão da matéria do Financial Times, é bom lembrar que escandâlo também existe lá, agora aqui se apura como diz o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, “A diferença é que agora o serviço de inteligência da PF está em ação, tudo está vindo à tona”, disse graças ao governo Lula , como diz ” doa a quem doer ” nos governos anteriores (FHC ) costumava-se jogar isso tudo para “baixo do tapete” .

“Buscamos a democracia livre da mídia a serviço das corporações”

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A TV Telesur foi a realizadora da atividade que ocorreu em Caracas e reuniu jornalistas, atores e cineastas da América Latina, Europa, Ásia, e EUA

O canal de TV pública TeleSUR, do qual participam a Venezuela, Argentina, Bolívia, Cuba e Nicarágua, organizou as “Jornadas Internacionais sobre o Direito a Informar e estar Informado”, realizadas em Caracas, nos dias 19 e 20 de maio, com a participação de destacadas personalidades do jornalismo e da intelectualidade da América Latina, Europa, Ásia, e Estados Unidos.

“No próximo domingo à meia-noite começará a funcionar a boa televisão venezuelana de serviço social, o novo canal do povo e para o povo, da diversidade e para a diversidade”, disse Hugo Chávez em discurso transmitido por cadeia de rádio e televisão.

O presidente Chávez alertou para o fato de que “o grande poder midiático está em mãos da contra-revolução, da oligarquia apá-trida”,assinalando que “nosso dever como gover-nantes é garantir o direito do povo de se informar, de não ser enganado, de não ser ludibriado, de não ser vilipendiado”.

Ele lembrou o locaute petroleiro de dezembro de 2002 e janeiro 2003, e relatou que então teve que fazer até cinco declarações diárias em cadeia nacional de rádio e televisão para enfrentar a campanha de falsificações e invenções armada pela RCTV e outros canais antinacionais. “Chegaram a contratar atores para passar a idéia de que a paralisação que eles articulavam tinha o apóio da população”.

Para substituir a RCTV, cuja concessão encerra no dia próximo dia 27, o governo venezuelano criou esta semana a fundação Teves, que começará a operar com um capital inicial de 4 milhões de dólares aportado pelo Estado.

IMPUNIDADE

Em mesas redondas e de portas abertas ao público, nas jornadas abordaram temas como “Impunidade e poder dos grandes empórios da comunicação”, “A responsabilidade dos Estados”, “O uso do espaço radioelétrico como bem público”, “A propriedade social dos meios de comunicação” e alternativas à situação atual.

Entre os especialistas que participaram, se destacam Carmen Lira, diretora do jornal da La Jornada da Universidade do México (UNAM); diretores do canal 7 da Argentina; de Cubavisión; do canal 7 da Bolívia; especialistas internacionais e membros do Conselho da TeleSUR, entre eles, os diretores de cinema: Pino Solanas (Argentina), Jorge Sanjinés (Bolívia), Tristan Bauer (Argentina), Orlando Senna (Brasil) e o ator Danny Glover (EEUU). Também estiveram presentes o deputado e jornalista argentino, Miguel Bonasso; o jornalista belga, Michel Collon; o jornalista peruano especialista em meios comunitários, Ignacio Vigil; o editor da revista britânica New Left Review, Tariq Ali; o diretor do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet.

“O saque colossal dos recursos do chamado mundo subdesenvolvido tem seu correlato nas ditaduras da mídia. É uma ilusão pensar que vamos conseguir ir fundo nas mudanças que o nosso povo tanto precisa sem democratizar os meios de comunicação. A resolução de não renovar a concessão da Rádio Caracas Televisão não somente é um direito constitucional, mas uma festa para o povo venezuelano. A outra festa é o nascimento de um novo canal: Teves”, declarou Solanas acrescentando que “agora a prioridade é promover camadas de realizadores para que isto seja um formigueiro de produções”. O conhecido cineasta, que participa ativamente do TeleSUR, dirigiu filmes clássicos da cinematografia argentina como “A hora dos Fornos”, “O Exílio de Gardel”, “Memória de um saque”, e “Sul”, entre outros, além de diversos trabalhos como roteirista e produtor.

“Nós nos unimos aos cidadãos do mundo inteiro na busca de uma democracia na qual o povo seja realmente quem decida e onde seja o dono verdadeiro dessa democracia. Para governar de forma efetiva, o povo deve ter o poder de ver quais são seus interesses, de quais são as suas idéias. O governo norte-americano sempre tenta esmagar qualquer resistência que existe dentro e fora de seu país e essa postura tem um impacto direto nos meios de comunicação que promovem a guerra e a desinformação. Querem que os americanos acreditem que esse tipo de política é em defesa de interesses nacionais e não do lucro de poucas corporações multinacionais”, afirmou Danny Glover, que também é membro do Conselho da TeleSUR. “Máquina Mortífera”, “A cor púrpura”, “Um lugar no coração”, “Cicatrizes da Guerra”, são alguns dos filmes do ator, que realiza importantes trabalhos na Venezuela (Ver matéria nesta página).

DESINFORMAÇÃO

No encerramento do Foro, o ministro de Cultura de Cuba, Abel Prieto, advertiu que “a desinformação que emitem os meios de comunicação servis aos interesses imperialistas exclui as autênticas culturas populares dos povos. Os jornais informativos difundidos por essas estações e órgãos só têm a ver com os interesses ideológicos do aparelho hegemônico”.

Depois dos debates foi aprovada por unanimidade uma Declaração que assinala que “as freqüências de radiodifusão são patrimônio da Humanidade, administradas pelos Estados nacionais, para satisfazer o maior bem-estar de seus povos. Ninguém pode pensar que são propriedade de uma empresa ou corporação”.

“Para garantir esse patrimônio, é imprescindível uma democratização das freqüências radioelétricas na América Latina, onde a concessão das mesmas tem favorecido a concentração em grandes grupos econômicos, nacionais e transnacionais, e não a criação de redes de televisão de serviço público”, prossegue, registrando que “aplaudimos as recentes decisões da Argentina, Brasil, e Uruguai de resgatar o espaço público. Na Argentina, o canal cultural Encontro, abre uma perspectiva desde o próprio Estado. Brasil avançou em direção a conformação de uma televisão pública nacional, que envolve emissoras estatais, regionais, legislativas, educativas, universitárias e comunitárias, além de usuários e organizações sociais. O Poder legislativo uruguaio pôs em marcha uma nova Lei para a radiodifusão comunitária”.

Concluindo, a Declaração manifesta que “no caso específico da não renovação da licença da RCTV na Venezuela, a decisão está totalmente ajustada ao Direito, e não representa nenhuma arbitrariedade, nem ilegalidade. Estranha, entretanto, a ingerência de organizações internacionais e multilaterais em assuntos internos de uma nação, sobretudo quando a preocupação tem recaido sobre os interesses setoriais de uma só empresa, num país onde existem mais de 45 canais de televisão e 800 emissoras de rádio privadas”.

Hora do Povo

Obs. Como já disse anteriormente, essa questão do poder midiático estar nas mãos de empresários que não tem compromisso com o desenvolvimento das camadas mais pobres e usam a concessão estatal para exatamente boicotar governantes que não visam seus interesses muito embora foram eleitos democraticamente pelo povo, é algo que devemos rechaçar.

Achei interessantedebates a aprovação por unanimidade de uma Declaração que assinala que “as freqüências de radiodifusão são patrimônio da Humanidade, administradas pelos Estados nacionais, para satisfazer o maior bem-estar de seus povos. Ninguém pode pensar que são propriedade de uma empresa ou corporação”. Muito bem !