André Rebelo, da Fiesp, defende “corte mais agressivo dos juros” no próximo Copom

“Meio ponto percentual não é suficiente para deter a valorização do real”, afirma

“O câmbio vai para onde for o juro, Copom no meio do caminho. Vamos ver se ele vai acelerar mais o corte. Teve gente que já votou na última reunião por 0,5 ponto. Há espaço para corte mais agressivo, maior que 0,5. O mercado está apostando em 0,5 ponto, mas eu acho que não é suficiente para deter a valorização do real”, afirmou ao HP o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo.

Ele avalia que a principal causa da sobrevalorização do real ante ao dólar se dá em função da política monetária, isto é, da alta taxa de juros implantada pelo Banco Central. Segundo ele, “há toda uma situação derivada do comércio que iria acontecer de qualquer jeito”, mas tem “uma política monetária que intensifica, que amplia os efeitos da valorização cambial”. “O saldo em transações correntes está na ordem de US$ 25 bilhões, muito menos do que os US$ 50 bilhões comprados pelo BC. E o câmbio não pára de cair e vem falar que o problema é que há excesso de exportação”, objetou Rebelo. “Estão pegando dinheiro no Japão a menos de 2%, aplicando aqui a 12% e ganham com essa diferença de juros e mais valorização cambial. É preciso dar um aviso ao mercado que a janela vai ser fechada. Em janeiro, com todos os fundamentos melhorando, o Banco Central errou ao dizer que ia reduzir o ritmo de corte da Selic: aí o dólar começou a derreter”, disse.

Rebelo informou que a Fiesp fez uma pesquisa com mais de mil empresas, sendo identificada uma capacidade de ampliação da produção, em curto espaço de tempo, sem aumento de preço. “O Banco Central não sabe disso, e nem quis ouvir o que a gente pensa a respeito. Fica trabalhando com as hipóteses de PIB potencial, e qualquer ameaça aumenta a taxa de juros. A gente acredita que o Banco Central teria a ganhar com uma intenção maior com o setor produtivo”, frisou. E observou que “como o câmbio está muito valorizado há especialização em produtos de baixo valor agregado. Exportamos minério de ferro, açúcar, soja e empregos para o resto do mundo”.

Para André Rebelo, “a crença de que a valorização cambial é um bom problema faz com que seja a única solução. Se eu acredito que a valorização do câmbio não é problema, então não há nada a fazer. E é isso que pensa o Banco Central”.
Hora do Povo

Obs. Como já disse exaustivamente é claro que a agiotagem internacional não quer ” largar a teta” e mamar até quando puder na política do banqueiro Meirelles e sua turma do Copom. A sede é tanta que nem a Fiesp eles ouvem , é o deleite do lucro, como disse Rebelo “Estão pegando dinheiro no Japão a menos de 2%, aplicando aqui a 12% e ganham com essa diferença de juros e mais valorização cambial. É preciso dar um aviso ao mercado que a janela vai ser fechada. Em janeiro, com todos os fundamentos melhorando, o Banco Central errou ao dizer que ia reduzir o ritmo de corte da Selic: aí o dólar começou a derreter” . Depois, aquela revista Veja vem e diz, ” agora com esse dolar , está ótimo para viagens internacionais ” , tenho pena do povo brasileiro que não pertence a elite, o coitadinho do humilde , tem que conviver com opiniões de ” revistas especializadas ” em assessorar a elite a “aproveitar as vantagens do dolar baixo” graças a agiotagem internacional.
” Vamos viajar a época é boa !” parece brincadeira e engraçado, mas é triste viu.

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