Bob Kennedy investigava CIA e gusanos por assassinato de JFK

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Para ler no final de semana.

As revelações de David Talbot sobre as investigações de Bob Kennedy “lançam nova luz sobre a proteção dos Bush a Carriles”, afirmou Gabriel Molina. Bush-pai chefiava as operações sujas contra Cuba e Carriles estava em Dallas no dia da morte de JFK

As recém reveladas suspeitas de Robert Kennedy sobre a participação de quadrilhas de origem cubana e da máfia a serviço da CIA no assassinato de seu irmão, o presidente John Fitzgerald Kennedy, “lançam uma luz nova sobre a proteção que a família Bush presta ao terrorista Luis Posada Carriles”, afirmou o veterano jornalista cubano Gabriel Molina, um dos fundadores do “Granma”, diretor durante anos do “Granma Internacional” e correspondente de guerra no Vietnã, Argélia e outros países que lutaram por sua libertação nacional.

As revelações de que trata Molina integram artigo do jornalista e escritor norte-americano, David Talbot, que afirma que “desde o primeiro momento”, o dia 22 de novembro de 1963, “Robert F. Kennedy começou a investigar que o assassinato do presidente era uma conspiração desses grupos” – exilados cubanos e a máfia, a serviço da CIA. Talbot acaba de lançar nos Estados Unidos o livro “Irmãos: a História Oculta dos Anos Kennedy”, pela editora Simon and Schuster. Ex-editor da revista progressista “Mother Jones”, Talbot fundou e transformou o “salom.com” num dos mais respeitados sites de notícias do país.

Quanto ao papel da CIA, Robert Kennedy estava consciente de que não era o diretor, John McCone, quem a controlava. “É Richard Helms quem está no comando”, disse ao assessor John Seigenthaler, ainda no dia do assassinato. No mesmo dia, salientou Molina, Robert “teve uma reveladora conversa com Enrique Ruiz Williams, um amigo, veterano da invasão da Baía dos Porcos, a quem deixou estupefato quando lhe disse: ‘foi um dos seus’”. Mais tarde, o que não consta do artigo de Talbot, tornou-se conhecido que quem operava o trabalho sujo em Cuba para Helms era um certo George Bush, o pai.

DESDE O PRIMEIRO DIA

O jornalista cubano concorda com Talbot sobre uma questão essencial. “Que Robert Kennedy havia aprendido que em Washington era melhor guardar segredo quando se trabalhava em algo importante”. Ainda mais após o assassinato, diante dos olhos do mundo, de nada menos que o próprio presidente dos EUA, seu irmão. Possivelmente por isso durante anos disse em público “que nenhuma investigação traria seu irmão de volta”. Porém, como demonstra a pesquisa de Talbot, “é possível seguir a pista de sua investigação” já a partir do 22 de novembro – pois começou imediatamente a dar seguidos telefonemas desde sua casa em Hickory Hill, e convocou seus principais auxiliares, “para reconstituir os liames do crime”.

Como registrou Talbot e Molina reforçou, o então secretário de Justiça concluiu que “a senda do atentado estava bem longe do ex-marine Lee Harvey Oswald, que já havia sido preso”. Assim, nas palavras de Talbot, Robert “se converteu no primeiro – e o mais importante teórico da conspiração assassina”. “Robert Kennedy nunca acreditou que o assassinato fosse um complô comunista. Ele mirava na direção oposta, concentrando suas suspeitas sobre as operações secretas anti-Castro da CIA”, ressaltou Molina. Desde as primeiras horas do crime, a CIA havia se dedicado a uma manobra diversionista “enfocando-a na defecção de Oswald para a União Soviética” e suposto “apoio a Fidel Castro”, quando ele na verdade integrava “um grupo organizado secretamente pela Agência”.

SUBMUNDO DE MIAMI

Após a fracassada invasão da Baía dos Porcos, Robert havia conhecido “a cloaca de intrigas constituída pelos elementos que participavam nos complôs para assassinar o presidente de Cuba” e se chocado com um dos planos da CIA, em que participariam os chefes de quadrilha cubanos exilados e os capos mafiosos ítalo-americanos John Rosselli, Sam Giancana e Santos Trafficante. Ele também sabia “como os três grupos odiavam e qualificavam de traidores aos Kennedys, pelo desenlace da Baía dos Porcos em 1961 e da Crise dos Mísseis em 1962”.

Nos anos que se seguiram, até seu próprio assassinato, em 5 de junho de 1968, Robert Kennedy pôde reunir “um impressionante corpo de evidências”, destacou Molina. Outras revelações continuaram surgindo, apesar da encenação da Comissão Warren. A mais recente foi feita pelo agente da CIA E. Howard Hunt, falecido em janeiro, e que tem como credencial ser o organizador dos “encanadores” de Watergate para Nixon. Ele confessou no seu livro póstumo “American Spy” a “possibilidade” – quanta candura – do “envolvimento da CIA” no assassinato de JFK. Antes de morrer, Hunt reconheceu, por meio de documento manuscrito e uma gravação, que em 1963 participou de uma reunião da CIA, em um esconderijo em Miami, “onde se discutiu um atentado contra o presidente”.

O COMPLÔ

“Se Kennedy tinha alguma dúvida sobre a participação da máfia no assassinato, a dissipou dois dias depois, quando Jack Ruby disparou contra Oswald no sótão da delegacia onde se encontrava preso o presumido assassino de seu irmão”, assinalou Molina. Membros da família e também amigos íntimos dizem que no fim de semana que se seguiu ao atentado, Robert dedicou-se, cheio de precauções, a refletir sobre a morte do irmão. “Disse nesse dia que John havia sido vítima de um poderoso complô que cresceu à margem de uma das operações secretas anti-Castro. Não havia nada que se pudesse fazer sobre esse ponto”, acrescentou. “A justiça teria que esperar até que ele pudesse retomar a Casa Branca”. Através dos anos, Kennedy ofereceria endossos rotineiros ao Informe Warren e sua teoria do atirador único. Porém, em particular, continuou trabalhando assiduamente, em preparação para a reabertura do caso, se em algum momento obtivesse o poder para fazê-lo”, afirmou Molina, com base nas pesquisas de Talbot.

“REABRIREI O CASO”

Após ser eleito senador por Nova Iorque, Robert Kennedy viajou ao México em 1964, paradeiro da “misteriosa viagem de Oswald no ano anterior – dois meses antes do crime”. Ele e outro auxiliar, Mankiewicz, “chegaram à conclusão de que provavelmente era um complô que envolveu a máfia, os exilados cubanos e autoridades da CIA”. Em março de 1968, durante sua campanha a candidato à presidência, Robert disse, após alguma hesitação, aos estudantes de Nortridge, Califórnia, que gritavam “queremos saber quem matou o presidente” e pediam a abertura dos arquivos secretos sobre o assassinato: “podem estar seguros que não há ninguém mais interessado que eu. Sim, eu reabrirei o caso”. “Talvez estivesse firmando sua sentença de morte. Dois meses depois, também cairia assassinado”, reiterou Molina. Recentemente – apontou – foi descoberto que um grupo de agentes da CIA “estava presente” no hotel onde foi assassinado Robert, o candidato que certamente ganharia a presidência.

BUSH E CARRILES

Molina, retorna, então, ao ponto de partida. “Quando se recorda que o dirigente do trabalho sujo contra Cuba foi por largo tempo George Bush pai; quando se recorda que Bush pai era o vice-presidente durante a época do escândalo do tráfico de armas por drogas na América Central – o que é sabido e está nas mãos do terrorista e réu confesso -; quando se recordam tantos outros crimes inconfessáveis do bando do CIAgate; se compreende melhor que Luis Posada Carriles, também suspeito do assassinato de Kennedy, e que estava nesse dia em Dallas, como assinalado pelo informe do Congresso que o investigou, possa chantagear a George Bush filho”.
Hora do Povo

Obs. Lógico que a CIA se dedicou a uma manobra diversionista como diz o artigo, o próprio “Robert Kennedy nunca acreditou que o assassinato fosse um complô comunista. Ele mirava na direção oposta, concentrando suas suspeitas sobre as operações secretas anti-Castro da CIA”, ressaltou Molina” “enfocando-a na defecção de Oswald para a União Soviética” e suposto “apoio a Fidel Castro” quando ele na verdade integrava “um grupo organizado secretamente pela Agência”. Artigo muito interessante que nos leva a uma reflexão do que é a origem do governo Bush.

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to “Bob Kennedy investigava CIA e gusanos por assassinato de JFK”

  1. Rander Maia Says:

    Muito interssante essa versao sobre a morte de JFK e RFK.Gostaria de sabr pque ainda noa abeiram os arquivos da morte de JFK e dados da autopsia , fotos etc.


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