“Queda acelerada do juro reduz a atração de capital especulativo”

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“Se nós formos pensar que está tudo bem porque temos estabilidade econômica, porque o risco país diminuiu ou porque temos superávit comercial, podemos cair numa armadilha”, alerta o presidente da Fiesp sobre a distorção cambial

“A queda mais acelerada dos juros, sem dúvida, reduz a atração de capital especulativo e diminui a pressão sobre o câmbio. Então, reduzir os juros de forma mais acelerada é positivo para diminuir a distorção cambial. Além disso, há outras medidas que são menores, mas que o conjunto delas pode ajudar a melhorar a situação cambial”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em almoço com jornalistas no dia 25 de maio, Dia da Indústria.

Skaf fez uma breve análise sobre os três anos à frente da entidade e sublinhou que a principal bandeira da indústria é o crescimento. Segundo ele, sua próxima gestão – também na Presidência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – se dará sob o lema “A indústria é um patrimônio do Brasil”. À noite, a Fiesp reuniu cerca de 4 mil empresários em comemoração ao Dia da Indústria.

No balanço de sua gestão que encerra em setembro, Skaf destacou aos jornalistas a valorização do real e seus efeitos sobre a indústria. “Existem setores que, devido à demanda internacional, de seus preços, o problema do câmbio ficou atenuado. Por exemplo, o estanho. Vê o preço do estanho de dois anos e o de hoje? Dobrou esse preço no mercado internacional. Então, obviamente, quem exporta estanho sente menos. Agora, há setores, com mão-de-obra intensiva, importantes para o Brasil, que não estão tendo um momento de demanda internacional e muito mentos aumento de preços, que a questão do câmbio está atingindo pra valer”.

O presidente da Fiesp avaliou que este ano o crescimento será de 4%. “É um bom crescimento, apesar de que o mundo crescerá 5%, em média, e os emergentes, 7%. Crescimento de 4% é significativo para gerar empregos, riquezas. Mas, nós não podemos nos iludir, porque se nós formos pensar que está tudo bem porque temos estabilidade econômica, porque o risco país diminuiu ou porque temos superávit comercial elevado, nós podemos cair numa armadilha”.

DESENVOLVIMENTO

Questionado sobre a Operação Navalha, Skaf disse que os fatos relacionados não irão atrapalhar a busca do crescimento, nem os trabalhos do Congresso Nacional e que essa é uma questão a ser resolvida pelo Legislativo. “Nós estamos concentrados em outra pauta. Se deve haver ou não CPI é uma decisão do Congresso. Nós não queremos fazer o papel de senador, nem de deputado federal. Cada um deve fazer a sua parte. A nós cabe o foco para outras questões que o país necessita. Buscar o crescimento, o desenvolvimento, maior competitividade”, frisou. E acrescentou: “a indústria é produção, é geração de empregos, é atração de divisas, formação profissional, é cultura”. Ressaltou, ainda, que muita coisa pode ser feita sem necessidade de atuação do Congresso. “Para que se acelere a queda dos juros não precisa de lei nenhuma”.

VALDO ALBUQUERQUE

Hora do Povo

Obs. Skaf tem se tornado um empresário progressista e com comprometimento com o desenvolvimento do Brasil. É claro que a agiotagem internacional não gosta desse discurso, como eu já disse em outras ocasiões aqui no Blog , “querem mamar a custa do povo brasileiro enquanto Meirelles durar”.

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