Renan mostra prova da torpe escroqueria de Veja e suas fontes

Renan: “é a hora de repor a verdade e enterrar a insídia”

Presidente do Senado rechaça calúnias de “Veja”

Na última segunda-feira, durante 23 minutos, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, se dirigiu aos seus pares, às demais lideranças políticas presentes, e aos cidadãos que acompanhavam o seu discurso em todo o país. O motivo de seu pronunciamento, já anunciado desde o fim de semana, era o ataque contra ele por parte de “Veja” – cuja distribuição foi, inclusive, antecipada.

DIFAMAÇÃO

A revista dos Civita acusara Renan de ter a pensão de uma filha – e o apartamento onde esta morava – pagos por “um lobista da Mendes Júnior”. A empresa Mendes Júnior desmentiu qualquer pagamento. O cidadão acusado de ser “lobista” é Cláudio Gontijo, um velho amigo de Renan, que, realmente, como disse o senador, serviu de mediador entre ele e a mãe da criança. A “Veja”, como sempre aquela mistura de mau-caratismo e debilidade mental, pergunta: “Se [o dinheiro pago por Renan para a filha] era seu, por que o lobista [isto é, Cláudio Gontijo] fazia a intermediação?”. Parece até que Renan poderia estar freqüentando mensalmente a casa da mãe da filha, ele, um homem casado, querendo continuar seu casamento, com a mãe da criança querendo obter mundos e fundos, aproveitando-se da situação – coisa, aliás, evidente na matéria de “Veja” (quem poderia ser a fonte?), e mais evidente ainda nas declarações de seu advogado, após o pronunciamento de Renan. O sr. Bob Civita tem tanta condição de atirar pedras no senador por ser adúltero quanto aqueles judeus que Cristo execrou quando tentavam apedrejar a adúltera do Novo Testamento. Mas, é a esse nível de imprensa marrom, invadindo a vida pessoal alheia, que a “Veja” chegou – ou nunca saiu, talvez.

Na segunda-feira, o senador Renan Calheiros não falou da tribuna. Preferiu falar da cadeira de presidente do Senado. Ao final, aplaudido pelos senadores, estes fizeram fila para cumprimentá-lo efusivamente, inclusive os senadores e líderes da oposição (ver matéria nesta página). O motivo dessa unanimidade, desse repúdio à chantagem e à infâmia, é claro, diante do conteúdo do seu pronunciamento.

“Hoje, a vida pública transformou-se num alvo permanente de suposições, mentiras, difamações, calúnias que, sem a menor responsabilidade, são propagadas sem que as pessoas tenham qualquer meio de defender-se diante de avassaladora ação de parte da mídia que constrói, deforma e expõe pseudo-fatos como verdades”, afirmou o senador. “Têm a obrigação de falar aqueles que não têm o direito nem podem se calar. Impus-me um silêncio doloroso e indignado nos últimos dias. Mas agora é hora de repor a verdade, de refutar a mentira, de enterrar a insídia”.

Renan resumiu os fatos, deformados e, alguns, falsificados por “Veja”:

“Trata-se de uma ignomínia a que fui submetido, em torno da qual padeci durante os últimos três anos. Confesso que tive uma relação, que me deu uma filha. Como todos os casos de uma paternidade não programada, episódios como esse geram contendas que muitas vezes, como ocorreu, terminam nas Varas de Família. Eu não fugi a esse calvário. Assumi, como pai, minhas responsabilidades. Revelo que, logo que tive conhecimento da gravidez, impossibilitado de fazê-lo pessoalmente em virtude da circunstância que se impunha, pedi a um amigo que intermediasse meu apoio. Voluntariamente reconheci a paternidade conforme escritura pública registrada no Cartório do 2º Tabelião de Notas em 21 de dezembro de 2005. O documento está à disposição. Desde então passei a pagar a pensão mensal de 3 mil reais. Nos dois primeiros meses – dezembro de 2005 e janeiro de 2006 – o pagamento se deu por cheques nominais do Banco do Brasil. Ambos compensados na conta número 103921-9 do Unibanco, cuja titular é a mãe, a representante legal da beneficiária, conforme atestam tais documentos. Eles estão à disposição e, por si, desmentem que terceiros teriam pago a pensão por mim até dezembro de 2006. A partir de fevereiro de 2006 o pagamento de R$ 3 mil mensais passou a ser deduzido dos meus subsídios de senador, descontado em folha. Este documento, bem como os demais, está à disposição. Anteriormente a estas datas, prestei assistência à gestante em valor maior – em torno de R$ 8 mil mensais – até o reconhecimento da paternidade. Além disso, honrei com meus recursos próprios o aluguel de uma casa entre 15 de março de 2004 e 14 de março de 2005. Posteriormente, arquei com o aluguel de um apartamento entre março e novembro de 2005 para a gestante. Os recursos estão todos devidamente declarados no meu imposto de renda, bem como a própria pensão alimentícia. Minhas declarações de renda comprovam minhas afirmações, que já são entregues anualmente ao Senado. Todas as despesas são absolutamente compatíveis com minha renda declarada. Disponibilizei ainda de minhas reservas, repito, de minhas finanças, um fundo de R$ 100 mil reais para garantir as despesas futuras com educação, desenvolvimento cultural da criança”.

Renan aborda, em seguida, as exigências da mãe da criança:

“Surgiu o pedido de aumentar a pensão que eu vinha pagando de 3 mil reais, além do fundo de educação já constituído. Poucas pessoas de minha estrita relação pessoal, além dos advogados, compartilhavam dessas agruras. Um deles era Cláudio Gontijo, de quem sou amigo há mais de 20 anos, quando nem sequer cogitava em trabalhar na empresa. O fato de trabalhar para a empresa Mendes Júnior nenhuma relação tem com o assunto. Ele era a pessoa para fazer a interlocução entre as partes, uma vez que também tinha amizade com a mãe da criança. Eu não nego e não renego minhas amizades. Serve para este episódio e para todos os outros. As matérias jornalísticas derivaram de especulações políticas do que estaria no processo. Não passam de ilações e interpretações perversas. Finalmente, na audiência do último dia 25, fizemos um acordo em juízo e acertamos a pensão, encerrando, assim, esse doloroso episódio de minha vida pessoal”.

“Esse é o falso escândalo que a Nação estarrecida acompanha. Não se pode avaliar o que significa a repercussão dessas especulações sórdidas na vida íntima das pessoas, a corrosão que implica na vida das famílias, da mulher, dos filhos e principalmente da criança que tem direito a viver sem traumas”.

“Essa é a verdade. Todos os recursos pagos foram meus, recursos próprios, para os quais tenho condições, de acordo, repito, com minhas declarações de Imposto de Renda que, mais uma vez reitero, estão à disposição. Estão aqui todos os documentos atestando meus rendimentos, as quantias que me possibilitaram arcar com as despesas, também declarada em juízo e outras necessidades a que supri”.

Referindo-se a uma matéria publicada pelo jornal “O Globo”, sobre propriedades suas que estariam em nome de outros, o senador declarou:

ABSURDOS

“Vejam a que ponto chegamos neste teatro de absurdos. A única novidade é que estas mesquinharias passaram a interessar a outros. Por estas inverdades já processei mais de dez vezes um jornaleco local, que até foi obrigado a mudar de nome para fugir da Justiça. Foi divulgada suposta omissão patrimonial no Imposto de Renda. Eis aqui novamente a verdade, a verdade, nada além nada aquém. Imposto de Renda de 2004, ano calendário 2003. Está aqui!: Fazenda Novo Largo, com todos os detalhes e informações: de quem, quando e como adquiri a propriedade. Está aqui no meu Imposto de Renda”.

“Neste calvário regido por mãos que atiram pedras e se escondem, encontrei amparo nas reflexões do ex-deputado e brilhante filósofo Roland Corbisier um libelo que está completando 52 anos, mas cuja atualidade é desconcertante. Disse ele: ‘Essa mania de denunciar, de acusar, de julgar e de condenar, antes de ouvir a defesa dos acusados, essa obsessão do inquérito, da devassa, essa complacência no escândalo, na publicação do escândalo, esse gosto em comprometer e desmoralizar o poder público, os homens que o exercem ou que aspiram a exercê-lo, essa precipitação, essa leviandade em atacar e condenar, sem o menor respeito pela justiça e pela verdade, essa sofreguidão, essa impaciência em fazer justiça com as próprias mãos, em dizer a última palavra a respeito de pessoas e dos assuntos em debate, essa atitude moralista e farisaica, pretensiosa e auto-suficiente, é uma atitude que, a prazo longo, se revela a mais nociva à formação política e mesmo à formação moral do país. Porque é impossível dissociar, na acusação, na agressão aos homens públicos, aos homens que exercem o poder, os próprios homens, enquanto indivíduos, dos cargos que ocupam e a função que exercem’”.

Hora do Povo
Obs. Tudo para atacar a coalizão feita em torno de Lula, é a ” Famiglia Civita” esta se complicando.

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