Venezuela: Vídeo mostra manipulação da mídia no apoio à RCTV

Éssa é de morrer de rir !

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o velho chavão, nada como uma imagem ampliada para desmascarar uma farsa. A imprensa internacional tem divulgado, há alguns dias, “o amplo clamor popular” que toma conta da Venezuela, em virtude da decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão da emissora RCTV, cujo prazo se encerra às 23h59 deste domingo (27). Mas a verdade não é exatamente como dizem as grandes agências de noticia.

É fato que ocorreram protestos em Caracas contra decisão de Chávez, mas uma tomada aérea mostra que não houve na capital venezuelana nenhuma manifestação com “dezenas de milhares de pessoas”, como chegou a divulgar a agência AP.

O vídeo abaixo mostra que a manifestação nas proximidades da RCTV não contou com amplo apoio popular, mas sim de uma parte extremamente reduzida dos venezuelanos.

do site do PC do B
com informação da Aporrea.org

Obs.O leitor da Folha e do resto da grande imprensa brasileira, bem como o telespectador da Globo e de tantas outras TVs e rádios, estará mal informado se não buscar fontes alternativas de informação, o Estadão e outras mídias mencionaram ” dezenas de milhares de pessoas ” em apoio popular todos protestando contra o fechamento da RCTV, pura mentira, verifique a quantidade de pessoas, pagas é claro, como se diz em Direito ” contra fatos não há argumento “, já o caipira iria dizer que ” tinha sim meia dúzia de gato pingado ” ( risos..)

Isenção fiscal só se justifica se criar empregos

A Folha de hoje publica uma notícia preocupante: três fabricantes de concentrados de bebidas na Zona Franca de Manaus – a Recofarma (Coca-Cola), a Pepsi-Cola e a Arosuco (AmBev) – economizaram, juntas, R$ 1,16 bilhão no pagamento de impostos em 2006, o que corresponde a praticamente um terço do total de seu faturamento que foi de R$ 3,27 bilhões no ano passado. Nos últimos três anos, o total de incentivos fiscais a que tiveram direito foi de R$ 3,57 bilhões – 42,4% da receita das empresas no período. Até aí, em princípio, nada demais. O problema é que essas três empresas criaram apenas 236 empregos diretos. O que significa, segundo cálculos de tributaristas, que cada emprego dessas três fábricas custou R$ 4,9 milhões para a sociedade.

A pergunta que deve ser feita nesse caso é simples e direta: vale a pena o país abrir mão de uma arrecadação de bilhões de reais em nome da criação de tão poucos empregos?

A resposta, também, me parece simples e direta: é claro que não.
A política de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus só tem sentido se servir como um estímulo à instalação de empresas e à geração de novos empregos. Caso contrário pode se transformar num instrumento que apenas beneficie algumas empresas, sem a devida contrapartida para a sociedade, e gere uma concorrência desleal com quem não têm esses benefícios.

O governo e os órgãos de regulação e defesa da concorrência precisam analisar com cuidado esses dados, e se for o caso, reavaliar a política de incentivos fiscais condicionando-a, obrigatoriamente, à geração de empregos.
enviada por Zé Dirceu

Obs.Isso é extremamente procupante, é óbvio que do ponto de vista empresarial e capitalista cuja meta é sempre obter o ” lucro máximo ” esses ” incentivos fiscais ” jamais serão convertidos em empregos, responsablidade social, isso é conversa para obter esse dinheiro que nada mais é do que renúncia fiscal do povo brasileiro e que deveria sim estar obrigado e vinculado do ponto de vista material . Ora , não temos uma ” Lei de responsabilidade fiscal ” que no fundo é só pra gerar superávit primário para pagar a dívida externa ? Agora dar ” incentivo fiscal” que é dinheiro público na mão de empresário esperando que os mesmos vão ficar consternados e irão corresponder gerando empregos, se preocupar com o social, revertendo pra sociedade , é acreditar nas façanhas do Homem Aranha.

A PF se defende

A PF se defende

O diretor de Inteligência da Polícia Federal, Renato Porciúncula, disse, na Folha de hoje, na matéria “Diretor da PF rebate críticas e diz não haver ilegalidades” (só para assinantes),que a instituição não trabalha “na calada da noite” e que todo o procedimento é autorizado pela Justiça.

Incomodado com as críticas do Judiciário sobre a atuação da PF, Porciúncula afirmou que, daqui a pouco, vão querer que a PF “tome pílulas para ficar invisível” ou saia para fazer as operações dentro de “tubulações”.

Ele rebateu as críticas do ministro Gilmar Mendes, do STF, de que há pirotecnia no trabalho da PF. “Não há que se falar em ação truculenta ou ilegalidade da PF. Estamos fazendo tudo de acordo com as normas jurídicas. Tudo é relatado para o Poder Judiciário. Está tudo registrado, os acertos e os eventuais erros”, disse.

O diretor de inteligência argumenta que hoje a imprensa acompanha as operações em tempo real e que a PF não tem o que fazer para impedir isso. “A PF continua a mesma, os meios de comunicação é que mudaram e hoje transmitem informações para o mundo em segundos”, disse. “Fico espantado quando as pessoas dizem que a polícia fez pirotecnia. Mas como esconder? Estamos aceitando sugestões para saber como a PF vai fazer para que as operações não sejam vistas”, afirmou.

O diretor da PF tem todo o direito de defender o trabalho da instituição no combate à corrupção no Brasil. Que, insisto, deve ser valorizado e apoiado. Mas isso não significa fechar os olhos para alguns excessos que, por ventura venham a ser cometidos, nem mesmo desconhecer a existência comprovada de vazamentos de documentos e informações sigilosas para alguns veículos de comunicação. Nem alguns prisões arbitrárias e espetaculosas, como, por exemplo, a de Rogério Burati, no ano passado, pela Polícia Civil, em São Paulo, que nem sequer era réu, e foi vestido de presidiário, algemado e colocado num camburão, com evidentes objetivos políticos.
enviada por Zé Dirceu

Obs. Como advogado coordenador da Comissão de Direito e Prerrogativas da OAB/SP acompanhei várias diligências e invasões de escritórios de advocacia representando a OAB/SP, pude constatar de perto o profissionalismo e o nível aprimorado tanto dos Delegados Federais que eram resposnsáveis pelo cumprimento dos mandados em São Paulo , quanto dos agentes.
Agora os mandados esses sim eram genéricos, e davam abertura para excessos, o que não ocorria, engraçado não é , quem expedia os mandados ? E agora abre-se uma polêmica sobre a atuação da Polícia Federal, por que será não é ? Cabe uma reflexão.

Veja a entrevista do Presidente da Associação do Delegados da Polícia Federal, Sandro Avelar, concedida ao jornalista Paulo Henrique Amorim no seu Blog Conversa Afiada
Vale a pena conferir.

Ofensiva contra o monopólio privado

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Ao anunciar que não renovará a concessão pública da rede de televisão RCTV, presidente Hugo Chávez questiona o poder dos empresários sobre os meios de comunicação

Claudia Jardim

de Caracas (Venezuela)

A história dos meios de comunicação da Venezuela deverá ganhar um marco divisor no domingo (27), quando a concessão do canal de televisão RCTV – um dos grupos mais poderosos e antigos da comunicação do país – chega a seu final e não será renovada.

O governo de Hugo Chávez argumenta que o canal é “antidemocrático” e “desrespeita as regras de responsabilidade social” estabelecidas pela legislação, razão pela qual decidem não renovar a concessão à emissora.

À meia-noite do domingo, o sinal do canal 2, que transmite a RCTV, será substituído pelo da nova TV de serviço público, a Teves, criada há em maio. “Acabou a concessão e agora nasce esta nova televisão que aumentará a liberdade de expressão e opiniões”, afirmou Chávez durante um seminário sobre o “direito à informar e a estar informado”, realizado em Caracas, dia 18.

Na avaliação do presidente não renovar a concessão à RCTV significa um ato de “soberania” e de “recuperação do espectro radioelétrico”. Para o ministro de Comunicação e Informação, William Lara, a democratização dos meios depende da participação da sociedade. “Haverá mais democracia na TV, no rádio, nos jornais venezuelanos quando mais pessoas participarem no desenho da mensagem”, afirmou, ao assegurar que a direção do novo canal Teves atuará de maneira independente ao Estado.

“A vida é uma novela”

Já para a oposição não renovar a concessão da emissora representa um ataque à liberdade de expressão. A uma semana do fim da concessão, a oposição reuniu, no sábado (19), milhares de pessoas nas principais avenidas da zona Leste da cidade para protestar contra o que denominam o “fechando da RCTV”, como divulga a campanha dos meios de comunicação privados, solidários à rede. Os empresários ignoram o argumento legal do término da concessão pública.

“Queremos liberdade de expressão, não queremos comunismo. A RCTV é nossa”, disse ao Brasil de Fato, Guillermina Oropeza, uma das dezenas de manifestantes que vestiam camisetas com a frase “A vida é uma novela”. RCTV é a principal produtora de telenovelas no país. Durante a marcha, antigos cenários, equipamentos de gravação e roupas de artistas da RCTV utilizados em telenovelas exibidos em cima de caminhonetes contrastavam com grafites pintados nos muros da cidade registrando lemas como “Pátria, socialismo ou morte” ou “Viva a Revolução Bolivariana”.

No domingo (20), uma caravana vermelha de carros e motos percorreu a zona Oeste da capital, dessa vez, para apoiar a decisão do governo. Estão previstas outras manifestações de rua, tanto para apoiar como para rechaçar o fim das transmissões por canal aberto da emissora RCTV. A oposição anunciou que não acatará a decisão do governo.

Acerto de contas

Ainda que o argumento seja jurídico, a batalha lançada pelo presidente venezuelano contra o braço midiático da oposição traz à tona uma disputa que se arrasta desde abril de 2003, quando o chamado “golpe midiático” pretendeu derrocar a Chávez do poder.

O golpe articulado por parte das Forças Armadas dissidentes e grupos de oposição fracassou e com evidenciou que os meios de comunicação assumiram abertamente o papel de partidos políticos, orientando pela televisão as manifestações de 11 de abril de 2002 e ocultando, dois dias depois, o levantamento popular que permitiu o regresso de Chávez à Presidência.

A partir de então, ganhou força a discussão entre os simpatizantes do governo sobre a democratização dos meios de comunicação, da responsabilidade social e da participação popular nos meios de comunicação, em especial na televisão.

No ar há 53 anos, a RCTV já havia sido sancionada por governos anteriores com multas e interrupção temporária da programação por desrespeitar a lei de telecomunicações. Dessa vez, fora do ar na freqüência VHF, o canal somente poderá transmitir sua programação por TV à cabo. (Leia mais no jornal Brasil de Fato edição 221)
site Brasil de Fato

Obs. Um amigo meu ligado ao Governo Chavez me disse que além de promover o golpe a programação na sua grade tinha insinuações sexuais ( mulhers nuas ) em periodo da tarde horário em que a maioria das crianças estavam em casa, tudo pra gerar audiência e lucrar. Quer saber minha opinião ? Chavez fez muito bem, afinal a concessão é pública. E ponto final.

Renan agora é alvo dos golpistas

Antes de comentar qualquer fato sobre as denúncias sem embassamento probatório de cunho puramente golpista da revista Veja contra Renan Calheiros vamos ler novamente o artigo do Jornal Hora do Povo quando ela ataca a esquerda do PMDB, observem o “modos operandi ” dessa nobre revista da editôra 1º de abril.

trecho do Jornal Hora do Povo

” Essa histeria verdadeiramente mussoliniana ( agora sobre o caso Renan ) não é diferente da difamação contra Ulysses, retratado como louco, das falsificações contra Ibsen Pinheiro, contra o qual a “Veja” forjou uma prova para condenar um inocente, e das infâmias contra o presidente Lula e sua família. Atendo-se ao último caso, porque é o mais atual, a “Veja” é o único lugar onde um picareta como Mainardi pode escrever coisas como: “Se [Lula] perder, tem de ser cassado. Se ele ganhar, tem de ser cassado. (…) eu sou golpista”; “os cangaceiros entraram para o imaginário nordestino. Por isso Lula foi reeleito. Mas um dia tudo muda. Como eu sei? A marca de suor na camisa do porteiro mostrava uma cabeça degolada”; “se Lula disse, uma certeza a gente pode ter: é mentira”; “o lulismo realmente ganhou o mundo. Em sua forma mais autêntica: o dinheiro sujo”; ou, escondendo-se atrás do escritor americano Henry David Thoreau: “o eleitor é um cavalo. (…) o eleitor é um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro. Insulte o eleitor”.

Certamente que isso é totalmente incompatível com uma imprensa democrática e, de resto, com a própria democracia. Assim como a campanha golpista empreendida por “Veja” contra o governo Lula, ao longo de quase dois anos. É, portanto, algo pouco surpreendente que “Veja” estrebuche porque não consegue apagar do mapa órgãos da imprensa democrática, como a “Hora do Povo”. Não é uma novidade: o fascismo sempre foi incompatível com a democracia.

No entanto, com o dinheiro americano e dos racistas sul-africanos lhe enchendo as burras (v. matéria na pág. 6), a “Veja” e seus donos deveriam estar contentes com a vida que levam. No entanto, não estão. Por quê? Porque de nada vale a sua disposição de prestar serviços a qualquer quadrilha estrangeira, se eles não surtem efeito.

Pois foi exatamente o que aconteceu – e está acontecendo. Durante décadas as forças nacionais, os setores vivos do país, lutaram por uma união que permitisse ao povo brasileiro reconstruir a Nação. Ou seja, que permitisse fazer do Brasil uma grande nação, desenvolvida, justa, independente. A “Veja” sempre foi a ponta de lança raivosa da reação, a difamar as lideranças democráticas, a pregar o atraso e a submissão sem limites e sem freios.

Esta é a razão pela qual um dos “perigos” que ela enxerga no MR8 é ter ficado dentro do PMDB. Pois essa foi a forma que o Movimento achou que era a melhor para lutar pela unidade de todos os brasileiros por um país soberano.

Essa luta dos democratas e patriotas brasileiros foi inteiramente vitoriosa. O que temos hoje, no governo Lula, é um grau de unidade jamais conseguido em nossa História . Existem, agora, todas as condições políticas para mudar o país.

Mas isso significa, por outro lado, que o espaço para os acólitos do atraso e da submissão diminuiu tremendamente. Daí o destempero da “Veja”, colocando para fora, como os abcessos quando são espremidos, o pus acumulado em anos. Não todo ele, que ainda há muito. Mas o que já saiu não é pouca porcaria. Convenhamos que chamar Che Guevara de “um dos mais frios assassinos da história” e xingar os que participaram da luta armada contra a ditadura de “terroristas”, ao modo do falecido delegado Fleury, não é coisa só de fascista. É coisa de fascista retardado.

Mesmo há 40 anos atrás esse tipo de idiotice só era possível porque existia uma ditadura feroz. Porém, mesmo a ditadura mudou, e, em seguida, desapareceu. A História já resolveu, há muito, essas questões. Hoje, é a “Veja” que acusa os militares pela ditadura, não os que participaram da luta armada. Nesse caso, não é apenas cinismo. A bem da verdade, os militares foram responsáveis pelo que houve de desenvolvimento e progresso durante a ditadura – e isso é tudo o que a “Veja” mais odeia: que o Brasil tenha se desenvolvido e possa se desenvolver”.

Jornal Hora do Povo

Obs.Por essas razões, e por muitas outras acreditar que Renan se vendeu ao Gotijo por um aluguelzinho de 4.500,00 reais, que Sarney depois de tudo que foi ia se sujar por um cara ” mixo ” como Zuleido, é ser muito ingênuo, o que a revista pretente é atacar a coalização do PMDB, feita em torno de Lula, é o golpe da direita reacionária, que não aceita estar por baixo de um governo progressista.

Puro desepero ,observe que de acordo com o artigo do HP Veja ataca também os militares diz o trecho do jornal ” Hoje, é a “Veja” que acusa os militares pela ditadura, não os que participaram da luta armada. Nesse caso, não é apenas cinismo. A bem da verdade, os militares foram responsáveis pelo que houve de desenvolvimento e progresso durante a ditadura – e isso é tudo o que a “Veja” mais odeia: que o Brasil tenha se desenvolvido e possa se desenvolver”.

Em conversa com jornalistas, o presidente Lula também fez um breve comentário: “Aprendi neste período todo que pobre de quem fizer o julgamento de uma pessoa por uma matéria. Essas coisas têm que ter um processo, têm que ter uma investigação, têm que ter a chance daquele acusado de prestar as explicações”.

As cautelas nos meios políticos, mesmo em meios hostis a Renan Calheiros, ficam reforçadas dado o histórico da Veja em matéria de denúncias. A revista já trouxe em sua capa ”revelações” como a de que Cuba enviou milhões de dólares em dinheiro vivo para financiar a campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (o dinheiro foi transportado em um jatinho, dentro de caixas de uísque, dizia a reportagem), ou de que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) prometeram US$ 5 milhões com o mesmo objetivo. A abundâncuia e o teor duvidoso das acusações terminaram por debilitar sua credibilidade, e ensejaram iniciativas como o ”Dossiê (anti) Veja” lançado em outubro de 2006 pelo site http://www.novae.inf.br (clique aqui para ver).

Veja a entrevista no site Fazendo Media do Jornaleiro Fabio Marinho que decidiu não mais vender VEJA de tão revoltado com a Editora 1º de Abril ( dia da mentira )

Acho que já tá bom né ?

Sarkozy: medo e realinhamento com os EUA

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Novo presidente francês tomou posse no dia 16; franceses optaram por um perfil autoritário, favorável ao modelo estadunidense, e contrário aos interesses dos descendentes de imigrantes

Debora Lerrer,
de Paris (França)

Eleito com 53% dos votos, Nicolas Sarkozy tomou posse como presidente da República da França na quarta-feira (dia 16). Neste mesmo dia, em um trem que ligava Rouen a Paris, um jovem de origem árabe entrou no vagão e resolveu colocar em alvo volume a música que escutava, acordando imediatamente os passageiros que aproveitavam a deixa para tirar um descanso. Duas jovens se aproximaram dele e pediram que baixasse o som, para que pudessem continuar a descansar. Imediatamente, o rapaz começou a gritar e insultar todo o vagão: “Fdp… franceses…. Sarkozy, etc!.” Ficou cerca de uma hora misturando insultos aos franceses e francesas em geral com o nome do atual presidente e, segundo uma criança atenta que estava no vagão, gritou 61 vezes a expressão “fdp”.

Na mesma noite, em um restaurante em Paris, na hora de pagar a conta, algumas moças começam a brincar com o garçom, dizendo que só iam pagar a conta se ele lhes revelasse seu nome. O rapaz, meio sem graça, não teve saída: “Tenho um nome maldito: Nicolas”.

Estes são exemplos do tipo de ruptura que representa a chegada de Sarkozy à Presidência da França. Ele domina o inconsciente dos franceses tanto em termos de sonho, como de pesadelo. Por sinal, não é sem significado que na noite mesma de sua eleição no dia 6 de maio, houve tumultos e queimas de carros registrados em várias regiões da França.

American way

Mas se o barulho é feito pelos descontentes, é importante reconhecer que Sarkozy foi eleito por uma grande margem de votos, em termos franceses: 6%. Em suma, ele representa expectativas de uma França que, por um lado, admira e quer embarcar no barco do capitalismo anglo-saxão, encabeçado pelos Estados Unidos, e tem medo de figuras como o rapaz árabe, que teve uma reação completamente desmedida e permeada de ressentimentos ao pedido dos passageiros de trem.

O tipo, por sinal, pode ser da terceira geração de uma família de argelinos imigrantes, que nunca foi realmente aceito e incorporado como francês de “souche”, ou seja, de raiz, não consegue bons trabalhos nem vê um horizonte social aberto para seu futuro. Sua tragédia reside no fato de ele não ser mais argelino, mas também não poder ser francês. E é um fato, já largamente estudado, que existe um muro social e cultural que bloqueia a incorporação de muito desses imigrantes pobres à sociedade francesa.

Esse entretanto, não é o caso de Sarkozy, ele, por sinal, filho de um imigrante da pequena nobreza húngara, que fugiu do país com a chegada do comunismo soviético.

Apesar disso, entretanto, o atual presidente também é produto de ressentimentos acumulados. Tendo crescido em bairros ricos, sua família enfrentou dificuldades econômicas durante sua infância, quando a família foi abandonada pelo pai, e a mãe, francesa, teve que criar os três filhos sozinha. Ele já declarou publicamente que sofria de insegurança por causa de sua estatura, a falta de dinheiro de sua família em relação aos vizinhos e a ausência de seu pai. “O que fez o que sou agora foi a soma de todas as humilhações sofridas na minha infância”.

Rupturas

Animal político por excelência, com uma carreira meteórica repleta de traições, Sarkozy representa uma ruptura na tradição da clássica direita francesa, que desde De Gaulle, funcionava como contrapeso e pedra no sapato das ambições unilaterais estadunidenses. É importante lembrar que De Gaulle rompeu com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e foi sua desconfiança sobre as reservas de ouro que garantiam Breton Woods, que acabou revelando que não havia mais paridade entre reservas de ouro e o valor do dólar.

Ao contrário da linhagem de Jacques Chirac (ex-presidente), cuja oposição à Guerra no Iraque seguia a tradição gaullista, até ser oficialmente indicado pela UMP como seu candidato a presidência, Sarkozy era conhecido por seu “atlantismo”, ou seja, por seu apoio à política externa estadunidense. Em uma visita a George Bush, ele declarou-se favorável à guerra do Iraque. Entretanto, no dia de sua investidura como candidato, moderou seu discurso, revelando em que termos ele joga com a platéia. Deixou de ser o candidato da direita liberal e “atlantista” para representar a “direita gaullista”.

Não se sabe entretanto, em que medida ele vai conduzir esse papel. Inicialmente, entretanto, tratou de nomear como primeiro-ministro François Fillon, que tem uma imagem de “gaulliste social”, mas tentou realizar reformas liberais freadas por Chirac.

Outro exemplo de seu estilo são suas conversas com antigos colaboradores de Mitterand para comporem seu governo. Em suma, enquanto o Partido Socialista francês não consegue sequer se mostrar unitário para conquistar um bom espaço nas eleições legislativas, Sarkozy joga também com a possibilidade de ter figuras antigamente vinculadas à esquerda para embaralhar mais o meio de campo.

Amizades milionárias

Aos 28 anos, eleito prefeito de Neully-sur-Seine, um subúrbio rico próximo de país, Sarkozy também se notabiliza por sua amizade com as principais fortunas da França, entre eles, “seu irmão”, Arnaud Lagardère, presidente de um grupo que controla, entre outros, a EADS (European Aeronautic Defence and Space Company), uma indústria de armamentos e de aviões, e a Hachette, a maior editora de revistas do mundo, com mais de 200 títulos. Figuram também entre seus “grandes amigos”, Martin Bouygues, que controla TF1 junto a Vincent Bollore, o que lhe empresou o Iate para suas férias pós-eleitorais na Ilha de Malta que causou grande repercussão na imprensa francesa.

Seu estilo de se reportar diretamente aos amigos para controlar as notícias que lhe desagradam já vem causando apreensão no país. O caso mais notório foi o da despedida do editor do semanário “Paris-Macht”, Alain Genestar, por ele ter publicado fotos de sua mulher Cecília, com seu amigo, o publicitário Richard Attias, no verão de 2005, quando o casal ficou temporariamente separado.

A mulher de Sarkozy, por sinal, foi novamente o pivô de uma novo mal-estar no ambiente jornalístico francês, já na primeira semana após sua eleição. O jornal eletrônico “Rue 89”, de ex-jornalistas do Liberation, publicou que repórteres do Journal du Dimanche, descobriram que Cecília não votou no segundo turno das eleições. O editor do jornal, propriedade do Grupo Lagardère, inicialmente decidiu publicar a matéria, mas ela acabou não saindo, segundo o “89”, por conta de pressões recebidas na redação do jornal pela tropa de choque de Sarkozy.

Em entrevista à agência France Presse, o diretor do Jornal du Dimanche, Jacques Espérandieu, negou ter recebido pressões e disse que a matéria caiu única e exclusivamente por sua decisão pessoal. Ele considerou a notícia de “cunho privado” e achou importante que o artigo fosse acompanhado de uma chamada telefônica à principal interessada, que não respondeu aos repórteres. .

Resta saber se a esquerda francesa vai conseguir pelo menos se unir de algum modo para eleger um bom número de parlamentares nas eleições legislativas e ter condições de bloquear as reformas de Sarkozy, que certamente vão aterrissar. Senão, é bem provável que a temperatura volte a crescer nas ruas, com seu estilo autoritário – reconhecido pela própria mãe – e com amplos poderes para governar.

Agencia Brasil de Fato
Obs. Como já disse outras vezes não é a primeira vez que os franceses fazem besteira. Aliás sobre o assunto em questão o jornalista e escritor Serge Halimi, que analisou com detalhes no seu livro Les nouveaux chiens de garde (Os novos cães de guarda) as ligações de Sarkozy com os donos da mídia, diz que quase todos os barões da imprensa são tão íntimos do candidato que o tratam de ”tu” e não com o formal ”vous”. Agora a mãe dele reconhece que ele é autoritário ? Podemos então em outra oportunidade fazer um ensaio psicanalítico do Sarkozy, essa questão de ser autoritário do ponto de vista maternal. ( risos..)

Bob Kennedy investigava CIA e gusanos por assassinato de JFK

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Para ler no final de semana.

As revelações de David Talbot sobre as investigações de Bob Kennedy “lançam nova luz sobre a proteção dos Bush a Carriles”, afirmou Gabriel Molina. Bush-pai chefiava as operações sujas contra Cuba e Carriles estava em Dallas no dia da morte de JFK

As recém reveladas suspeitas de Robert Kennedy sobre a participação de quadrilhas de origem cubana e da máfia a serviço da CIA no assassinato de seu irmão, o presidente John Fitzgerald Kennedy, “lançam uma luz nova sobre a proteção que a família Bush presta ao terrorista Luis Posada Carriles”, afirmou o veterano jornalista cubano Gabriel Molina, um dos fundadores do “Granma”, diretor durante anos do “Granma Internacional” e correspondente de guerra no Vietnã, Argélia e outros países que lutaram por sua libertação nacional.

As revelações de que trata Molina integram artigo do jornalista e escritor norte-americano, David Talbot, que afirma que “desde o primeiro momento”, o dia 22 de novembro de 1963, “Robert F. Kennedy começou a investigar que o assassinato do presidente era uma conspiração desses grupos” – exilados cubanos e a máfia, a serviço da CIA. Talbot acaba de lançar nos Estados Unidos o livro “Irmãos: a História Oculta dos Anos Kennedy”, pela editora Simon and Schuster. Ex-editor da revista progressista “Mother Jones”, Talbot fundou e transformou o “salom.com” num dos mais respeitados sites de notícias do país.

Quanto ao papel da CIA, Robert Kennedy estava consciente de que não era o diretor, John McCone, quem a controlava. “É Richard Helms quem está no comando”, disse ao assessor John Seigenthaler, ainda no dia do assassinato. No mesmo dia, salientou Molina, Robert “teve uma reveladora conversa com Enrique Ruiz Williams, um amigo, veterano da invasão da Baía dos Porcos, a quem deixou estupefato quando lhe disse: ‘foi um dos seus’”. Mais tarde, o que não consta do artigo de Talbot, tornou-se conhecido que quem operava o trabalho sujo em Cuba para Helms era um certo George Bush, o pai.

DESDE O PRIMEIRO DIA

O jornalista cubano concorda com Talbot sobre uma questão essencial. “Que Robert Kennedy havia aprendido que em Washington era melhor guardar segredo quando se trabalhava em algo importante”. Ainda mais após o assassinato, diante dos olhos do mundo, de nada menos que o próprio presidente dos EUA, seu irmão. Possivelmente por isso durante anos disse em público “que nenhuma investigação traria seu irmão de volta”. Porém, como demonstra a pesquisa de Talbot, “é possível seguir a pista de sua investigação” já a partir do 22 de novembro – pois começou imediatamente a dar seguidos telefonemas desde sua casa em Hickory Hill, e convocou seus principais auxiliares, “para reconstituir os liames do crime”.

Como registrou Talbot e Molina reforçou, o então secretário de Justiça concluiu que “a senda do atentado estava bem longe do ex-marine Lee Harvey Oswald, que já havia sido preso”. Assim, nas palavras de Talbot, Robert “se converteu no primeiro – e o mais importante teórico da conspiração assassina”. “Robert Kennedy nunca acreditou que o assassinato fosse um complô comunista. Ele mirava na direção oposta, concentrando suas suspeitas sobre as operações secretas anti-Castro da CIA”, ressaltou Molina. Desde as primeiras horas do crime, a CIA havia se dedicado a uma manobra diversionista “enfocando-a na defecção de Oswald para a União Soviética” e suposto “apoio a Fidel Castro”, quando ele na verdade integrava “um grupo organizado secretamente pela Agência”.

SUBMUNDO DE MIAMI

Após a fracassada invasão da Baía dos Porcos, Robert havia conhecido “a cloaca de intrigas constituída pelos elementos que participavam nos complôs para assassinar o presidente de Cuba” e se chocado com um dos planos da CIA, em que participariam os chefes de quadrilha cubanos exilados e os capos mafiosos ítalo-americanos John Rosselli, Sam Giancana e Santos Trafficante. Ele também sabia “como os três grupos odiavam e qualificavam de traidores aos Kennedys, pelo desenlace da Baía dos Porcos em 1961 e da Crise dos Mísseis em 1962”.

Nos anos que se seguiram, até seu próprio assassinato, em 5 de junho de 1968, Robert Kennedy pôde reunir “um impressionante corpo de evidências”, destacou Molina. Outras revelações continuaram surgindo, apesar da encenação da Comissão Warren. A mais recente foi feita pelo agente da CIA E. Howard Hunt, falecido em janeiro, e que tem como credencial ser o organizador dos “encanadores” de Watergate para Nixon. Ele confessou no seu livro póstumo “American Spy” a “possibilidade” – quanta candura – do “envolvimento da CIA” no assassinato de JFK. Antes de morrer, Hunt reconheceu, por meio de documento manuscrito e uma gravação, que em 1963 participou de uma reunião da CIA, em um esconderijo em Miami, “onde se discutiu um atentado contra o presidente”.

O COMPLÔ

“Se Kennedy tinha alguma dúvida sobre a participação da máfia no assassinato, a dissipou dois dias depois, quando Jack Ruby disparou contra Oswald no sótão da delegacia onde se encontrava preso o presumido assassino de seu irmão”, assinalou Molina. Membros da família e também amigos íntimos dizem que no fim de semana que se seguiu ao atentado, Robert dedicou-se, cheio de precauções, a refletir sobre a morte do irmão. “Disse nesse dia que John havia sido vítima de um poderoso complô que cresceu à margem de uma das operações secretas anti-Castro. Não havia nada que se pudesse fazer sobre esse ponto”, acrescentou. “A justiça teria que esperar até que ele pudesse retomar a Casa Branca”. Através dos anos, Kennedy ofereceria endossos rotineiros ao Informe Warren e sua teoria do atirador único. Porém, em particular, continuou trabalhando assiduamente, em preparação para a reabertura do caso, se em algum momento obtivesse o poder para fazê-lo”, afirmou Molina, com base nas pesquisas de Talbot.

“REABRIREI O CASO”

Após ser eleito senador por Nova Iorque, Robert Kennedy viajou ao México em 1964, paradeiro da “misteriosa viagem de Oswald no ano anterior – dois meses antes do crime”. Ele e outro auxiliar, Mankiewicz, “chegaram à conclusão de que provavelmente era um complô que envolveu a máfia, os exilados cubanos e autoridades da CIA”. Em março de 1968, durante sua campanha a candidato à presidência, Robert disse, após alguma hesitação, aos estudantes de Nortridge, Califórnia, que gritavam “queremos saber quem matou o presidente” e pediam a abertura dos arquivos secretos sobre o assassinato: “podem estar seguros que não há ninguém mais interessado que eu. Sim, eu reabrirei o caso”. “Talvez estivesse firmando sua sentença de morte. Dois meses depois, também cairia assassinado”, reiterou Molina. Recentemente – apontou – foi descoberto que um grupo de agentes da CIA “estava presente” no hotel onde foi assassinado Robert, o candidato que certamente ganharia a presidência.

BUSH E CARRILES

Molina, retorna, então, ao ponto de partida. “Quando se recorda que o dirigente do trabalho sujo contra Cuba foi por largo tempo George Bush pai; quando se recorda que Bush pai era o vice-presidente durante a época do escândalo do tráfico de armas por drogas na América Central – o que é sabido e está nas mãos do terrorista e réu confesso -; quando se recordam tantos outros crimes inconfessáveis do bando do CIAgate; se compreende melhor que Luis Posada Carriles, também suspeito do assassinato de Kennedy, e que estava nesse dia em Dallas, como assinalado pelo informe do Congresso que o investigou, possa chantagear a George Bush filho”.
Hora do Povo

Obs. Lógico que a CIA se dedicou a uma manobra diversionista como diz o artigo, o próprio “Robert Kennedy nunca acreditou que o assassinato fosse um complô comunista. Ele mirava na direção oposta, concentrando suas suspeitas sobre as operações secretas anti-Castro da CIA”, ressaltou Molina” “enfocando-a na defecção de Oswald para a União Soviética” e suposto “apoio a Fidel Castro” quando ele na verdade integrava “um grupo organizado secretamente pela Agência”. Artigo muito interessante que nos leva a uma reflexão do que é a origem do governo Bush.

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Novo índice do BNDES mostra diminuição da desigualdade regional

O Centro-Oeste se aproximou do Sul e do Sudeste em desenvolvimento social de 1995 a 2005.

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Já o Norte e o Nordeste ainda continuam bem distantes, embora esta última seja a região que mais evoluiu proporcionalmente no período. Estes são os principais resultados, por enquanto, do Índice de Desenvolvimento Social (IDS) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), divulgado nesta quinta-feira (24).

Todas as regiões melhoraram suas condições de vida no período, mas não uniformemente, de acordo com o IDS. O índice vai de zero – a pior possibilidade – a 1 – a melhor.

Entre as regiões, o Nordeste merece destaque, não só por ter acelerado seu desenvolvimento social relativamente às outras regiões, mas porque esse desempenho permitiu subir acentuadamente todos os indicadores parciais. Do ponto de vista da desigualdade regional, o IDS-BNDES mostra um dado importante: a redução da distância Nordeste-Sudeste em 17% no período. Contribuíram, para tanto, o aumento da taxa de alfabetização de 57,8% para 69,5% e da média de anos de estudo da população, que passou de 3,9 para 5,7 anos.

De 1995 a 2005, o IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. “Houve aumento de rendimento, mas o que explica (esse aumento) é educação e saúde”, disse o superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres, ao divulgar o índice.

Já o índice do Norte, passou apenas de 0,32 para 0,36. A região chegou a sofrer queda em indicadores de saúde e educação entre 2003 e 2005, destoando do movimento de progressivo aumento nesses dois indicadores nas demais regiões.

“Chegou a ocorrer uma involução da cobertura de esgoto na região metropolitana de Belém, como se a população tivesse aumentado e a rede de esgoto não”, disse Francisco Marcelo Rocha Ferreira, um dos autores do estudo sobre o assunto.

O IDS do Centro-Oeste, que em 1995, era de 0,44, relativamente próximo do índice da região Norte, cresceu para 0,61. “O Centro-Oeste sofreu profunda mudança nesse período”, disse Ferreira.

Foi a região onde houve maior crescimento da renda, com esse indicador específico saltando de 0,52 para 0,68. O estudo não investigou as causas disso, mas é possível a influência do agronegócio, que cresceu muito na região no período.

Sul e Sudeste

O IDS do Sul cresceu de 0,54 para 0,68 de 1995 a 2005 e o do Sudeste passou de 0,64 para 0,74. Essas regiões mantiveram suas posições no ranking das melhores condições sociais e melhoraram indicadores de educação e saúde. Já no caso da renda, o indicador do Sul cresce de 0,62 para 0,72 e o do Sudeste começa e termina o período inalterado em 0,76, embora com altos e baixos no período de dez anos abrangidos no estudo.

Destaque para a educação

Entre os fatores que foram mais significativos para a evolução do IDS-BNDES destacam-se, no caso do IDS-Educação, o aumento tanto da taxa de alfabetização – de 73,1% para 79,9%, quanto do crescimento da média de anos de estudo – de 5,7 para 7,4 anos. No caso do IDS-Saúde, o aumento da esperança de vida – 3,6 anos – e a expansão da cobertura das redes de água – de 80,5% para 90,1% – e de esgoto – de 48,4% para 56,8%. Já no IDS-Renda, o desempenho medíocre do rendimento per capita a preços de 2005, que decresceu de R$ 509 em 1995 para R$ 493 em 1999, e voltou a subir a partir de 2003, atingindo R$ 531 em 2005.

O crescimento do IDS-Educação é um fato relevante, particularmente, por dois motivos. Primeiramente, foi o índice que, em termos absolutos, apresentou a maior contribuição individual para a melhora no IDS global. E também, por ser o indicador de menor base. Foi o que apresentou a maior taxa de crescimento, de 50%, o que fez com que a dispersão entre os “indicadores sociais parciais” do IDS-BNDES se reduzisse substancialmente, passando de 0,21 ponto para 0,13 ponto. Isto significa dizer que o cenário brasileiro recente apresentou, não só uma melhora social expressiva, mas que essa melhora foi acompanhada por um processo de convergência entre os indicadores parciais.

Consonância com o PAC

Segundo os analistas do BNDES, as diferenças entre regiões, estados e áreas metropolitanas mostram que a intensificação dos investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgoto constitui uma das trajetórias mais eficazes de aceleração do desenvolvimento social brasileiro. Este resultado vai ao encontro da prioridade atribuída ao saneamento tanto no recém divulgado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto nas políticas do BNDES.

Entenda o IDS

O Índice de Desenvolvimento Social do BNDES (IDS-BNDES), criado pela Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES (SAE), tem como objetivo declarado acompanhar, anualmente, as condições de vida da população do país. O novo índice reúne, em um único indicador, três diferentes dimensões do desenvolvimento social: renda, saúde e educação.

Com este índice, o BNDES pretende tornar mais nítidas as diferenças sociais entre as várias regiões e estados brasileiros. Seus dados estarão sendo disponibilizados desde 1995, para diversos graus de desagregação geográfica: 5 regiões, 26 estados e Distrito Federal, e 9 regiões metropolitanas.

O IDS-BNDES é apurado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) o que lhe permite a periodicidade anual. Ele calcula os três índices levando em consideração os seguintes indicadores: o IDS-Renda avalia o rendimento médio mensal domiciliar per capita; o IDS-Saúde é composto pela média de três variáveis: a esperança de vida ao nascer, o percentual de domicílios com canalização interna de água, e o percentual de domicílios com rede coletora ou fossa séptica ligada à rede. Já o IDS-Educação é obtido através da média de duas variáveis: taxa de alfabetização e média de anos de estudo da população ocupada.
site do PC do B

Obs. É um dado importante principalmente por que conclui-se que a intensificação dos investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgoto constitui uma das trajetórias mais eficazes de aceleração do desenvolvimento social brasileiro. Este resultado vai ao encontro da prioridade atribuída ao saneamento tanto no recém divulgado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) .

André Rebelo, da Fiesp, defende “corte mais agressivo dos juros” no próximo Copom

“Meio ponto percentual não é suficiente para deter a valorização do real”, afirma

“O câmbio vai para onde for o juro, Copom no meio do caminho. Vamos ver se ele vai acelerar mais o corte. Teve gente que já votou na última reunião por 0,5 ponto. Há espaço para corte mais agressivo, maior que 0,5. O mercado está apostando em 0,5 ponto, mas eu acho que não é suficiente para deter a valorização do real”, afirmou ao HP o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo.

Ele avalia que a principal causa da sobrevalorização do real ante ao dólar se dá em função da política monetária, isto é, da alta taxa de juros implantada pelo Banco Central. Segundo ele, “há toda uma situação derivada do comércio que iria acontecer de qualquer jeito”, mas tem “uma política monetária que intensifica, que amplia os efeitos da valorização cambial”. “O saldo em transações correntes está na ordem de US$ 25 bilhões, muito menos do que os US$ 50 bilhões comprados pelo BC. E o câmbio não pára de cair e vem falar que o problema é que há excesso de exportação”, objetou Rebelo. “Estão pegando dinheiro no Japão a menos de 2%, aplicando aqui a 12% e ganham com essa diferença de juros e mais valorização cambial. É preciso dar um aviso ao mercado que a janela vai ser fechada. Em janeiro, com todos os fundamentos melhorando, o Banco Central errou ao dizer que ia reduzir o ritmo de corte da Selic: aí o dólar começou a derreter”, disse.

Rebelo informou que a Fiesp fez uma pesquisa com mais de mil empresas, sendo identificada uma capacidade de ampliação da produção, em curto espaço de tempo, sem aumento de preço. “O Banco Central não sabe disso, e nem quis ouvir o que a gente pensa a respeito. Fica trabalhando com as hipóteses de PIB potencial, e qualquer ameaça aumenta a taxa de juros. A gente acredita que o Banco Central teria a ganhar com uma intenção maior com o setor produtivo”, frisou. E observou que “como o câmbio está muito valorizado há especialização em produtos de baixo valor agregado. Exportamos minério de ferro, açúcar, soja e empregos para o resto do mundo”.

Para André Rebelo, “a crença de que a valorização cambial é um bom problema faz com que seja a única solução. Se eu acredito que a valorização do câmbio não é problema, então não há nada a fazer. E é isso que pensa o Banco Central”.
Hora do Povo

Obs. Como já disse exaustivamente é claro que a agiotagem internacional não quer ” largar a teta” e mamar até quando puder na política do banqueiro Meirelles e sua turma do Copom. A sede é tanta que nem a Fiesp eles ouvem , é o deleite do lucro, como disse Rebelo “Estão pegando dinheiro no Japão a menos de 2%, aplicando aqui a 12% e ganham com essa diferença de juros e mais valorização cambial. É preciso dar um aviso ao mercado que a janela vai ser fechada. Em janeiro, com todos os fundamentos melhorando, o Banco Central errou ao dizer que ia reduzir o ritmo de corte da Selic: aí o dólar começou a derreter” . Depois, aquela revista Veja vem e diz, ” agora com esse dolar , está ótimo para viagens internacionais ” , tenho pena do povo brasileiro que não pertence a elite, o coitadinho do humilde , tem que conviver com opiniões de ” revistas especializadas ” em assessorar a elite a “aproveitar as vantagens do dolar baixo” graças a agiotagem internacional.
” Vamos viajar a época é boa !” parece brincadeira e engraçado, mas é triste viu.

PFL se estressa com hipótese de CPI da Operação Navalha

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Charge de Dálcio para A Charge on line
O senador Aloizio Mercadante (PT/SP) cogitou em entrevista para emissoras de rádio e televisão, na terça-feira, que a criação de uma CPI sobre a Operação Navalha poderia se tornar “inevitável”.

Mas a perspectiva desagradou e até irritou alguns próceres. O líder do DEM/PFL na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), questionou: “CPI da Navalha por quê? Vamos fazer concorrência à PF?”. O senador José Agripino (RN), líder do mesmo partido no Senado, também foi enfático: “Não há necessidade de CPI, a Polícia Federal está apurando tudo…”. Em seguida voltou atrás e apoiou a criação de uma CPI.

E o presidente do DEM/PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), já na segunda-feira, declarou que “a CPI só seria viável se tivéssemos já toda a investigação e apuração do inquérito da Polícia Federal já concluídas para, aí sim, se fosse o caso, trabalhar em cima de fatos concretos”.
Hora do Povo
Obs. O próprio Presidente da OAB Federal Cezar Britto já manifestou à favor da CPI o que eu pessoalmente acho isso excelente, agora se irritou alguns próceres o problema é deles.

A crise na USP

Ainda sobre a crise na USP, provocada pelas investidas do governador tucano José Serra contra a autonomia universitária, recomendo a leitura do excelente artigo “A integração mítica da educação paulista e seus escombros” do jornalista, advogado e deputado estadual do PT em São Paulo, Rui Falcão, publicado no blog do Noblat.
enviada por Zé Dirceu
Obs.É impressionante o curso da história do ex governador de São Paulo , de líder estudantil, a sucateador do ensino público com medidas visando a engessar a autonomia universitária e benefiando sim as Universidades privadas, é que a extinção da autonomia universitária em São Paulo revela um “claro intento político” de subsidiar as precárias instituições privadas, abonando-as com verbas públicas e negócios lucrativos. O artigo do Rui Falcão é muito bom, vale a pena ler.

Teotônio admite que esteve “várias vezes” com Zuleido

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), reconheceu em entrevista coletiva que se encontrou “várias vezes” com o dono da empresa Gautama, Zuleido Veras, mas disse que não tratou de negócios com Zuleido e que ele “não tem influência no governo do Estado”. Vilela também disse que descarta a possibilidade renunciar.

O tucano é acusado pela Polícia Federal de envolvimento com a quadrilha desbaratada na operação Navalha. Segundo o relatório da PF, “no governo do estado de Alagoas, a organização conta com a participação efetiva e intensa do secretário de Infra-Estrutura, Adeilson Teixeira Bezerra, do subsecretário, Denisson de Luna Tenório, do diretor de obras, José Crispim, além Enéas Alencastro (representante do governo de Alagoas em Brasília), o qual faz uso de sua influência junto ao governador Teotônio Vilela Filho para beneficiar a organização”.

A PF afirma que Teotônio encontrou Zuleido pelo menos três vezes. O governador tucano afirmou ainda que numa das conversas Zuleido orientou que ele “propusesse ao governo federal que colocasse a alça viária no PAC. Na ocasião, eu fiz um comentário que essa era uma obra muito cara”.

Hora do Povo
Obs. Complicada a situação do Teotônio Vilela Filho ( PSDB) , e seu secretariado, agora se encontrar várias vezes com Zuleido e não falar de negócios, o assunto preferido dele ( Zuleido ) é quase impossível.

Máfias eliminadas por Lula são restolhos do desgoverno de FHC

Privatismo de FHC instalou as máfias desmontadas por Lula

Quadrilha de Zuleido começou a receber verbas da União em 1998, sendo que até 2002 foram liberados R$ 65.463.090,28 para a Gautama

O esquema posto em evidência pela Polícia Federal, com a “Operação Navalha”, não é diferente dos anteriores: dos vampiros & sanguessugas da Saúde, dos Valérios & Vedoins, dos bingos & banestados, e devem faltar aqui alguns que a memória não nos ajudou a lembrar. Em todos, a mesma coisa: esquemas ilícitos, corruptos, bandidescos, instalados durante os oito anos de governo de Fernando Henrique.

MÉTODOS

Voltaremos a essa originalidade – a única – do governo tucano. Por agora, basta lembrar os métodos administrativos fernandistas: aprovar medicamentos mediante comissões; superfaturar hemoderivados; escolher vencedores de concorrências de acordo com o suborno; dar propinas por obras; engraxar as relações do privado com o público; retribuir favores com regalos; usar fundos de pensão das estatais para alavancar fortunas de picaretas; passar informações privilegiadas; e mais um sem número de maneiras de expressar a mesma coisa: o negócio é se locupletar, e os que não se locupletam é porque são bobos ou incapazes. A honradez, a honestidade, o respeito ao que é de todos, ao que é público, é coisa de idiota. Não era assim que eles pensavam? Que tudo se resolve pelo “mercado” e tudo, por conseqüência, é uma questão de compra e venda – assim como, por exemplo, a prostituição é a versão mercadológica do sexo?

Portanto, não é espantoso que as quadrilhas e sub-quadrilhas sequiosas para roubar o Estado tenham abundado, e que os valérios e zuleidos – e até um especialista em serra elétrica, o deputado fernandista Hidelbrando Pascoal – fossem personalidades emergentes naquele governo.

Mas, vejamos o esquema agora descoberto – que não será o último, pois o governo Lula certamente continuará com sua limpeza das estrebarias de Áugias fernandistas.

A quadrilha de Zuleido Soares Veras, da empreiteira Gautama e das empresas Mandala, Ecosama e Silte, começou a receber recursos da União em 1998. Até 2006, a empresa recebeu, efetivamente, R$ 115,7 milhões. Por ironia do destino, a maior parte dos projetos agarrados pela Gautama era para a construção de unidades da Polícia Federal em diversos estados do país. Segundo o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), R$ 65.463.090,28 foram liberados para a Gautama entre 1998 e 2002 e R$ 50.278.921,98 entre 2003 e 2006, boa parte destes últimos referentes a emendas e licitações de antes do governo Lula.

A “Operação Navalha” é decorrente da operação “Octopus”, que tinha como objetivo apurar a ligação ilícita de policiais federais com empresários na Bahia. Essa operação foi frustrada pelo vazamento de informações, mas acabou por desaguar na quadrilha chefiada por Zuleido, que teve os seus passos monitorados por mais de um ano. A partir destas investigações, descobriu-se que Zuleido embolsava recursos públicos federais e de diversos estados da federação, tais como Alagoas, Bahia, Maceió, Maranhão, Mato Grosso e Sergipe, e não fazia as obras, ou as fazia parcialmente apenas. A investigação se amparou também em dados fornecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que já havia identificado irregularidades graves nas obras sob a responsabilidade da Gautama. Um dos exemplos são as obras da Adutora do São Francisco, resultado de um convênio do governo Fernando Henrique com o de Sergipe, comandado na época pelo PSDB e, depois, pelo PFL. O custo inicial do projeto, em setembro de 2000, estava em R$ 110 milhões. Somente num dos itens analisados pelo TCU, o preço por metro do tubo de 1.000 mm, “o superfaturamento, até a data dos trabalhos de auditoria, é de R$ 6.261.707,48”.

Nas gravações feitas pela PF, Zuleido queixa-se ao deputado Paulo Magalhães de um parecer do ministro Ubiratan Aguiar. O deputado observa que o ministro combinou “fazer uma coisa” e fez outra. Zuleido relata que o ministro Augusto Nardes iria pedir vistas do processo, adiando a sentença, fato que aconteceu no mesmo dia.

A quadrilha, evidentemente, não ficou honesta com a mudança de governo. Procurou se adaptar para permanecer roubando o Estado. Como destaca a PF, quando seus cúmplices “deixam de ocupar os cargos, não apresentando mais qualidades que interessem à organização, são imediatamente descartados por ela, a qual se articula para abordar seus substitutos”. Completamente impune durante o governo de Fernando Henrique, continuaram a agir como se ainda estivessem nele, falando pelos cotovelos ao telefone e passeando sem inibição por repartições públicas de Brasília. Daí o vasto material – telefônico, informático, telegravado, ou até anotado em papel, à moda antiga – que a PF conseguiu coletar. Eles não estavam mais no governo Fernando Henrique. Por isso estão agora na cadeia.

Como essas quadrilhas surgiram? Por que proliferaram e se fixaram com tanta adstringência em estruturas do Estado? É sintomático que, antes, quem vivia jogando a pecha de corrupção sobre o Estado eram, precisamente, os que quando chegaram ao poder se mostraram os maiores corruptos e coiteiros de corruptos da História do país. Certamente, naquela época atribuíam a outros os seus próprios impulsos corruptos – o Estado brasileiro não era o que eles queriam também no que se refere à corrupção.

Os 8 anos de governo tucano instauraram a zona do meretrício como padrão de moralidade dos detentores de cargos públicos e, pior ainda, nas relações entre as instituições públicas e o setor privado. O que era a política do Estado durante o governo Fernando Henrique? Pura e simplesmente o assalto à propriedade pública, mediante obesas comissões – a isso chamou-se “privatização”. Nunca um presidente da República foi flagrado enquanto combinava com um assecla o favorecimento de um grupo, em detrimento de outro, na apropriação de bens públicos. Fernando Henrique foi o primeiro, durante a privatização do setor de telefonia.

PRIVATIZAÇÃO

A privatização tinha uma fachada legal. Não por acaso, os mesmos que ergueram essa fachada foram os primeiros a avacalhá-la, colocando-se fora da própria lei que engendraram, como se viu no caso das teles. Esse era a ideologia do governo: para ganhar dinheiro valia qualquer coisa – se apossar da propriedade pública, receber propinas, combinar negociatas, se vender em hasta pública. Se os ocupantes do Planalto assim agiam, por que outros aventureiros e negocistas iriam se conter, sobretudo quando seus apetites eram estimulados em qualquer setor da administração pública?

Em boa hora o governo Lula, e a PF, livre da manipulação fernandista, continuaram a colocar esses elementos deletérios na cadeia.

Hora do Povo

Obs . A observação que a Quadrilha de Zuleido começou a receber verbas da União em 1998, sendo que até 2002 foram liberados R$ 65.463.090,28 para a Gautama, remete-se ao nexo causal entre os deleites privatistas do governo FHC que gerou toda sorte de bandidos nacionais e internacionais. Boa matéria.

Governadores do Brasil e da Argentina se comprometem a fortalecer Mercosul

Governadores do Brasil e da Argentina se comprometeram no último sábado a fortalecer o Mercosul e avançar na cooperação acadêmica, tecnológica, financeira e agropecuária entre os dois países. “Reafirmamos a urgência de desenvolver estratégias que tendam à superação das desigualdades regionais, assim como a erradicação da pobreza e da exclusão social”, diz a “Declaração de Tucumán”, documento final do “Primeiro Encontro de Governadores do Noroeste Argentino e do Nordeste Brasileiro”, realizado na província argentina de Tucumán. O documento foi assinado por seis governadores do Brasil, quatro da Argentina e dois vice-governadores de cada país.

Eles destacaram a necessidade de “atuar de maneira conjunta para assegurar a prosperidade de seus povos a partir da paz e da execução de políticas que garantam o desenvolvimento econômico sustentado, com eqüidade social”.

A declaração foi assinada por Walfrido Mares Guia, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que chefiou a delegação, e pelos governadores da Bahia, Jacques Wagner; da Paraíba, Cássio Cunha Lima; do Maranhão, Jackson Lago; do Sergipe, Marcelo Déda; de Pernambuco, Eduardo Enrique Accioly e do Piauí, Wellington Dias. Também assinaram o documento os vice-governadores dos Estados do Ceará, Francisco José Pinheiro, e do Rio Grande do Norte, Iberé Paiva.
Hora do Povo

Obs. Essa integração é de suma importância, muito embora os que pregam a discordia não aprovam.

Corrupção também se combate com a reforma política

O jornal inglês Financial Times publicou a matéria “Brasil é o país do rouba, mas faz”, que em todos os sentidos é injusta com o Brasil e com o atual momento que o país vive. Em primeiro lugar porque não se faziam grandes obras no Brasil. Depois, porque a corrupção, como se manifesta no Brasil e no mundo, inclusive na Grã Bretanha – é só lembrar os recentes escândalos de financiamento de campanhas do partido de Tony Blair -, é produto do sistema político e da nossa estrutura administrativa envelhecida e sem controles.

A insuspeita declaração feita ontem pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, explica o que está acontecendo. “A diferença é que agora que o serviço de inteligência da PF está em ação, tudo está vindo à tona”, disse ele. Ou seja, não é a corrupção que está crescendo. Infelizmente, a corrupção está incrustada na máquina administrativa e no sistema político brasileiro. O que está crescendo é a luta contra a corrupção. Isso é público e notório, e dispensa provas. É só enumerar as operações da PF e suas conseqüências para chegarmos à mesma conclusão do Ministro do STF.

Nem se rouba impunemente, nem se faziam obras no Brasil, e não se fará com roubalheira, se fizermos a reforma política e a reforma administrativa, se aumentarmos os controles dentro dos próprios ministérios e dermos participação à sociedade no controle do Estado e de seus contratos.

O que o Brasil precisa – vou repetir pela enésima vez nesses últimos dois anos – é da reforma política, para acabar com o mandato individual sem fidelidade partidária, onde o parlamentar, e não o eleitor, é dono de seu mandato, como alguns ingenuamente crêem. Para acabar com o financiamento privado das campanhas, já que isso que está permitindo que o parlamentar negocie sua eleição com seus financiadores. Daí a necessidade do financiamento público e do voto em lista, além de acabar com as coligações proporcionais. Uma aberração que só serve para eleger deputados sem representação popular.

A reforma administrativa deve envolver o fim das emendas individuais de parlamentares, não tem outro jeito, um controle público sobre a execução do orçamento e uma ampla reforma nos ministérios, desde a elaboração de projetos e decisão de prioridades, até a execução de obras, passando pelas licitações e compras.

Já está havendo avanços com os planos de cargos e carreiras e os novos concursos, que vão restabelecendo a burocracia civil pública no Brasil, e também, com o pregões eletrônicos. Mas precisamos restabelecer os Cisets, os sistemas de controle interno em cada Ministério e – repito – abrir para a sociedade o controle sobre as licitações, obras e serviços.

Isso tudo além do controle da Controladoria Geral da União e do TCU. TCU, por sinal, que deve ser despartidarizado, fenômeno que se agravou nas últimas indicações da Câmara dos Deputados, fazendo do Tribunal de Contas da União um espaço da oposição, que capturou essa instituição do Estado Brasileiro.

O que o Brasil precisa é de mudanças e reformas urgentes no seu sistema político-administrativo e da ação dos órgãos de fiscalização, controle e combate à corrupção. E é isso o que o governo Lula vem fazendo. Está aí a ação da PF para comprovar.

Espero que o Congresso Nacional e o nosso Governo façam já a reforma política e administrativa que o Brasil precisa.
enviada por Zé Dirceu

Obs. Concordo plenamente, o que o Brasil precisa é sim a reforma política para que o mandato deixe de ser propriedade do parlamentar ,que acaba recebendo financiamento privado de campanhas ao seu bel prazer.

Quanto a questão da matéria do Financial Times, é bom lembrar que escandâlo também existe lá, agora aqui se apura como diz o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, “A diferença é que agora o serviço de inteligência da PF está em ação, tudo está vindo à tona”, disse graças ao governo Lula , como diz ” doa a quem doer ” nos governos anteriores (FHC ) costumava-se jogar isso tudo para “baixo do tapete” .

“Buscamos a democracia livre da mídia a serviço das corporações”

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A TV Telesur foi a realizadora da atividade que ocorreu em Caracas e reuniu jornalistas, atores e cineastas da América Latina, Europa, Ásia, e EUA

O canal de TV pública TeleSUR, do qual participam a Venezuela, Argentina, Bolívia, Cuba e Nicarágua, organizou as “Jornadas Internacionais sobre o Direito a Informar e estar Informado”, realizadas em Caracas, nos dias 19 e 20 de maio, com a participação de destacadas personalidades do jornalismo e da intelectualidade da América Latina, Europa, Ásia, e Estados Unidos.

“No próximo domingo à meia-noite começará a funcionar a boa televisão venezuelana de serviço social, o novo canal do povo e para o povo, da diversidade e para a diversidade”, disse Hugo Chávez em discurso transmitido por cadeia de rádio e televisão.

O presidente Chávez alertou para o fato de que “o grande poder midiático está em mãos da contra-revolução, da oligarquia apá-trida”,assinalando que “nosso dever como gover-nantes é garantir o direito do povo de se informar, de não ser enganado, de não ser ludibriado, de não ser vilipendiado”.

Ele lembrou o locaute petroleiro de dezembro de 2002 e janeiro 2003, e relatou que então teve que fazer até cinco declarações diárias em cadeia nacional de rádio e televisão para enfrentar a campanha de falsificações e invenções armada pela RCTV e outros canais antinacionais. “Chegaram a contratar atores para passar a idéia de que a paralisação que eles articulavam tinha o apóio da população”.

Para substituir a RCTV, cuja concessão encerra no dia próximo dia 27, o governo venezuelano criou esta semana a fundação Teves, que começará a operar com um capital inicial de 4 milhões de dólares aportado pelo Estado.

IMPUNIDADE

Em mesas redondas e de portas abertas ao público, nas jornadas abordaram temas como “Impunidade e poder dos grandes empórios da comunicação”, “A responsabilidade dos Estados”, “O uso do espaço radioelétrico como bem público”, “A propriedade social dos meios de comunicação” e alternativas à situação atual.

Entre os especialistas que participaram, se destacam Carmen Lira, diretora do jornal da La Jornada da Universidade do México (UNAM); diretores do canal 7 da Argentina; de Cubavisión; do canal 7 da Bolívia; especialistas internacionais e membros do Conselho da TeleSUR, entre eles, os diretores de cinema: Pino Solanas (Argentina), Jorge Sanjinés (Bolívia), Tristan Bauer (Argentina), Orlando Senna (Brasil) e o ator Danny Glover (EEUU). Também estiveram presentes o deputado e jornalista argentino, Miguel Bonasso; o jornalista belga, Michel Collon; o jornalista peruano especialista em meios comunitários, Ignacio Vigil; o editor da revista britânica New Left Review, Tariq Ali; o diretor do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet.

“O saque colossal dos recursos do chamado mundo subdesenvolvido tem seu correlato nas ditaduras da mídia. É uma ilusão pensar que vamos conseguir ir fundo nas mudanças que o nosso povo tanto precisa sem democratizar os meios de comunicação. A resolução de não renovar a concessão da Rádio Caracas Televisão não somente é um direito constitucional, mas uma festa para o povo venezuelano. A outra festa é o nascimento de um novo canal: Teves”, declarou Solanas acrescentando que “agora a prioridade é promover camadas de realizadores para que isto seja um formigueiro de produções”. O conhecido cineasta, que participa ativamente do TeleSUR, dirigiu filmes clássicos da cinematografia argentina como “A hora dos Fornos”, “O Exílio de Gardel”, “Memória de um saque”, e “Sul”, entre outros, além de diversos trabalhos como roteirista e produtor.

“Nós nos unimos aos cidadãos do mundo inteiro na busca de uma democracia na qual o povo seja realmente quem decida e onde seja o dono verdadeiro dessa democracia. Para governar de forma efetiva, o povo deve ter o poder de ver quais são seus interesses, de quais são as suas idéias. O governo norte-americano sempre tenta esmagar qualquer resistência que existe dentro e fora de seu país e essa postura tem um impacto direto nos meios de comunicação que promovem a guerra e a desinformação. Querem que os americanos acreditem que esse tipo de política é em defesa de interesses nacionais e não do lucro de poucas corporações multinacionais”, afirmou Danny Glover, que também é membro do Conselho da TeleSUR. “Máquina Mortífera”, “A cor púrpura”, “Um lugar no coração”, “Cicatrizes da Guerra”, são alguns dos filmes do ator, que realiza importantes trabalhos na Venezuela (Ver matéria nesta página).

DESINFORMAÇÃO

No encerramento do Foro, o ministro de Cultura de Cuba, Abel Prieto, advertiu que “a desinformação que emitem os meios de comunicação servis aos interesses imperialistas exclui as autênticas culturas populares dos povos. Os jornais informativos difundidos por essas estações e órgãos só têm a ver com os interesses ideológicos do aparelho hegemônico”.

Depois dos debates foi aprovada por unanimidade uma Declaração que assinala que “as freqüências de radiodifusão são patrimônio da Humanidade, administradas pelos Estados nacionais, para satisfazer o maior bem-estar de seus povos. Ninguém pode pensar que são propriedade de uma empresa ou corporação”.

“Para garantir esse patrimônio, é imprescindível uma democratização das freqüências radioelétricas na América Latina, onde a concessão das mesmas tem favorecido a concentração em grandes grupos econômicos, nacionais e transnacionais, e não a criação de redes de televisão de serviço público”, prossegue, registrando que “aplaudimos as recentes decisões da Argentina, Brasil, e Uruguai de resgatar o espaço público. Na Argentina, o canal cultural Encontro, abre uma perspectiva desde o próprio Estado. Brasil avançou em direção a conformação de uma televisão pública nacional, que envolve emissoras estatais, regionais, legislativas, educativas, universitárias e comunitárias, além de usuários e organizações sociais. O Poder legislativo uruguaio pôs em marcha uma nova Lei para a radiodifusão comunitária”.

Concluindo, a Declaração manifesta que “no caso específico da não renovação da licença da RCTV na Venezuela, a decisão está totalmente ajustada ao Direito, e não representa nenhuma arbitrariedade, nem ilegalidade. Estranha, entretanto, a ingerência de organizações internacionais e multilaterais em assuntos internos de uma nação, sobretudo quando a preocupação tem recaido sobre os interesses setoriais de uma só empresa, num país onde existem mais de 45 canais de televisão e 800 emissoras de rádio privadas”.

Hora do Povo

Obs. Como já disse anteriormente, essa questão do poder midiático estar nas mãos de empresários que não tem compromisso com o desenvolvimento das camadas mais pobres e usam a concessão estatal para exatamente boicotar governantes que não visam seus interesses muito embora foram eleitos democraticamente pelo povo, é algo que devemos rechaçar.

Achei interessantedebates a aprovação por unanimidade de uma Declaração que assinala que “as freqüências de radiodifusão são patrimônio da Humanidade, administradas pelos Estados nacionais, para satisfazer o maior bem-estar de seus povos. Ninguém pode pensar que são propriedade de uma empresa ou corporação”. Muito bem !

Lupi: crescimento de emprego formal reflete a implantação do PAC

Empregos com carteira assinada cresceram 31,4% no mês de abril

O ministro do Trabalho e Emprego, Calos Lupi, divulgou que no mês de abril foram gerados 301.991 empregos com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), representando um aumento de 31,4% sobre os 229.803 gerados em igual mês de 2006. Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o resultado é um sinal claro da recuperação da expansão econômica, com os primeiros reflexos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Considerado como o melhor mês de toda a série histórica do CAGED desde 1992, ao comentar o resultado o ministro do Trabalho afirmou que os números já refletem a implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Esses números mostram dados reais da influência do PAC na geração de empregos”, disse Carlos Lupi citando como exemplo da expansão as encomendas de navios da Petrobrás e a construção de aeroportos.

Somente nos quatro primeiros meses deste ano foram criados 701.619 postos, sendo que nos últimos 12 meses foram abertos 1.360.799 empregos formais no país. “Estamos numa era de continuidade de crescimento e isso nos leva a acreditar que poderemos ultrapassar o recorde histórico de empregos criados no setor formal de 2004”, afirmou Lupi.

Todos os ramos industriais apresentaram saldos positivos em abril. O setor que mais abriu vagas com carteira assinada foi o da Indústria de Transformação, com a criação de 103.763 postos de trabalho. Batendo recorde histórico, a geração de emprego na Construção Civil superou em 111% o saldo de abril de 2001, sobretudo graças aos projetos de grande porte como obras viárias.
Hora do Povo

Obs. E tem gente que quer destruir o único patrimônio do trabalhor apoiando a “Emenda safada 3″ são os exploradores de sempre, de plantão, só esperando a oportunidade para dar o ” bote “, será que esses empresários ainda não se sensibilizaram com a miséria do povo brasileiro ? Ou rasgar a CLT é o grande sonho da elite descompromissada ?

A crítica dos advogados à Justiça

A Folha de hoje registra na matéria “Advogados criticam decisões do Judiciário em ações da PF” (só para assinantes), um documento assinado por advogados criminalistas entregue ao ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), manifestando preocupação com “a forma açodada e descriteriosa com que o Judiciário tem deferido medidas de força” nas recentes operações realizadas pela Polícia Federal e com as dificuldades criadas para o exercício da defesa.

“Estamos preocupados com a ruptura da legalidade”, diz Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, autor da idéia de reunir os advogados com Barros Monteiro na semana passada. Estão previstos encontros semelhantes com a presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, com o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, e com o ministro da Justiça, Tarso Genro.

“Ultrapassar os limites da legalidade é tão grave para a cidadania quanto a impunidade”, diz o documento.

Os advogados sustentam que o direito garantido ao preso de saber os motivos de sua prisão “está sendo reiteradamente descumprido” em todas as operações da PF autorizadas por juízes federais.

enviado por Zé Dirceu

Obs. Concordo com o Nobre Advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, como Coordenador da Comissão de Prerrogativas da OAB/SP acompanhei várias operaçõs de invasão de escritórios de advocacia como representandte da OAB/SP junto com a Polícia Federal com intuito de se fazer valer as prerrogativas dos acusados advogados nas operações.

Confesso que a própria Polícia Federal é zelosa no cumprimento das prerrogativas dos Advogados, e nunca tive problemas em dialogar com todos os delegados que presidiram as invasões . O problema está nos mandados de busca e apreensão e de prisão emitidos pelo Judiciário de toda parte do Brasil , são os chamados mandados ” genericos “, sem critério e inespecíficos tornando complicada a busca e apreensão por parte da Polícia Federal, e a defesa, isso é preocupante e pode sim passar os limites da legalidade. Agora quanto a Polícia Federal em relação às prerrogativas não tenho que me queixar.