Campanha anti-guerra decide aumentar pressão contra Bush

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A ordem é cercar os carniceiros, aonde quer que forem, como o povo americano já fez nos anos 60 até dar fim à guerra do Vietnã, convocou a “Answer”

A Answer – coalizão de entidades dos EUA que é a principal organizadora das manifestações pela imediata retirada das tropas do Iraque -, convocou o país inteiro a “aumentar a temperatura” contra a criminosa guerra de W. Bush, com manifestações por toda parte. A ordem é cercar os carniceiros, aonde quer que forem, como o povo norte-americano já fez nos anos 60 até dar fim à guerra do Vietnã. No dia 17 de março, dezenas de milhares de pessoas marcharam até o Pentágono, e, entre essa data e o dia 20, mais de mil protestos tiveram lugar por todo o país. Agora, na cerimônia de graduação da Guarda Costeira dos EUA, no dia 23 de maio, na cidade de New London, Connecticut, o próprio Bush pôde apreender o que essa campanha significa.

GUARDA COSTEIRA

Mais de mil pessoas aguardavam o carniceiro no portão principal da Academia da Guarda Costeira para repudiá-lo e exigir o fim da agressão ao Iraque. A rede de TV CBS registrou a manifestação como a “maior em vinte anos” na cidade. Note-se que ocorreu no meio da semana, numa quarta-feira, às 9 h da manhã. O ato foi liderado pelo coordenador dos Estudantes e Jovens da Answer, Eugene Puryear, da Howard University, e pelo coordenador da entidade no estado, Tahnee Stair. Participaram, ainda, muitos veteranos de guerra e famílias de soldados e marines. Os oradores incluíram os pais do soldado Alex Arredondo, morto no Iraque em 2004, Carlos e Melida; o presidente dos “Veteranos pela Paz”, Elliot Adams; o veterano da guerra no Afeganistão, Ted Goodnight, que prestou serviço de 2003 a 2004; e veterana do exército Priscilla Lounds, agora ativista da Answer.

Três dias depois, na cerimônia de formatura da academia militar de West Point, o cercado foi o vice, Dick “Halliburton” Cheney, outro dos mais esganados tramadores da guerra, e escalado para principal orador na ocasião. Os ativistas se concentraram no Parque dos Veteranos, nas imediações das Highland Falls, às 8h30, e seguiram do Thayer Gate até West Point para expressar sua rejeição. Muito oportunamente, a nova campanha foi denominada pela Answer de “Turn up the Heat 2007” (Aumentar a Temperatura 2007).

No documento, a entidade afirmou que “o povo americano quer que essa guerra criminosa termine imediatamente”, acrescentando que “ao invés, a lista de mortos cresce a cada dia” e “dezenas de milhares de soldados são enviados de novo, e por uma estadia prolongada a 15 meses, para matar e serem mortos”. “Centenas de milhares de iraquianos foram mortos” como resultado dessa guerra, assinalou a entidade. A Answer também condenou a prostração do Congresso dos EUA aos vetos de Bush para continuação da guerra, creditando tal comportamento à ânsia de obter “vantagens eleitorais” nas eleições presidenciais que se avizinham. Em síntese, “o Iraque é a guerra do Vietnã de Bush”.

MENTIRAS

A Answer reiterou que “uma guerra baseada em mentiras entra no seu quinto ano sem um fim à vista”. Denunciou, também, que “Bush e seus generais se apegam à fantasia da vitória militar”. Por uma questão de precisão, digamos meia dúzia de generais. Cá para nós, a cada dia tal “fantasia” mais parece com uma folha de parreira, diante do indisfarçável fracasso da “Escalada” de Bush em Bagdá e da aceleração dos trabalhos da Resistência nas cidades e campos do Iraque. Os sites de veteranos conseguiram uma excelente descrição do quadro atual. Tem a “Green Zone” (e chovendo foguete todo dia) e o resto todo do Iraque é a “Red Zone”: quem manda é a guerrilha, a menos que o sujeito tenha a mesma escolta daquele senador, o John McCain. Cinco helicópteros, vários blindados, uns cem marines e outros apetrechos.

A entidade rechaçou os U$ 100 bilhões para a tropa sem a derrubada dos vetos de Bush, o que, apontou, implica em “prolongar a guerra por pelo menos mais outro ano”. Como a Answer destacou, “se não vale a pena lutar essa guerra após 2008, então porque deveria ser enviado um só soldado ou marine a mais que fosse, para matar ou morrer no Iraque em 2007?” O “após 2008” tem um claro significado: tirando, talvez, a máfia de Bush, quem é que acha pode ganhar as próximas eleições presidenciais nos EUA fazendo a apologia da continuação da invasão e da guerra?

Reiterando que “a invasão e ocupação cometidas pelos EUA afundaram a sociedade iraquiana em um terrível pesadelo”, a Answer afirmou que “Nós, o povo, devemos agir agora, para parar este empreendimento criminoso”. “Devemos desencadear uma tempestade de fogo de manifestações anti-guerra”, orientou a coalizão, chamando o povo e suas entidades à luta. A Answer lembrou que “a partir de 1968, pouco depois da histórica Marcha ao Pentágono de Outubro de 1967, o povo deste país se tornou em um fator decisivo nos cálculos dos warmakers”. Como a entidade apontou, os protestos e a resistência “cresceram em cada comunidade, em cada escola, e dentro dos militares, conforme dezenas de milhares de soldados, marines e veteranos se tornaram líderes do movimento anti-guerra”.

A entidade convocou o povo norte-americano a tirar partido dessa experiência histórica. “A partir daí tornou-se impossível a qualquer líder do governo, porta-voz do Pentágono ou membro pró-guerra do Congresso visitar qualquer comunidade ou escola no país inteiro, sem serem confrontados por indignados manifestantes anti-guerra. Nenhum recrutador militar podia ousar ir a qualquer campus sem ter suas mentiras pró-guerra desafiadas abertamente”, assinalou.

NOVO ESTÁGIO

“Estamos propondo às dezenas de milhares de ativistas e organizadores anti-guerra no país inteiro que nos unamos para garantir que, onde quer que e sempre que, Bush, Cheney e outras autoridades e congressistas pró-guerra apareçam em público, saibam com toda certeza que encontrarão manifestantes anti-guerra”, convocou a Answer. Isso já vem sendo feito, em suas cidades, e nos campus universitários, por “muitos ativistas anti-guerra dedicados”, destacou, mas agora deve se tornar “uma ação profunda, determinada e concentrada do movimento anti-guerra como um todo”, no país inteiro. “Essa é a essência da nova campanha”, afirmou.

PRESSÃO

Em suma, diante da impotência de setores do congresso em atender ao que já foi decidido nas urnas – pôr fim à guerra – trata-se de evitar que Bush, Cheney e o cartel petroleiro, com a ajuda da mídia, embaralhem as coisas. Como destacou a Answer, trata-se de uma campanha “muito simples”. “A Answer e outras coalizões anti-guerra, organizações de soldados e veteranos, famílias de soldados, organizações árabe-americanas, muçulmanas e de outros credos, e grupos de jovens e estudantes devem trabalhar juntos para promover, divulgar e mobilizar em cada ação local e regional que confronte os insufladores da guerra e seus porta-vozes, sempre que apareçam em público”. “Bush, Cheney e demais politiqueiros pró-guerra – o que significa qualquer um que queira prolongar a guerra do Iraque – sentirão a pressão da campanha “Turn Up the Heat” nas semanas e meses vindouras”, garantiu a entidade. “O poder para terminar com a guerra está no povo e devemos estimular a pressão de todas as direções”, concluiu.

ANTONIO PIMENTA

Hora do Povo

Obs. O próprio povo americano esta percebendo que é massa de manobra dos interesses republicanos aonde a exploração, o racismo, e o domínio do mundo fazem parte dessa estratégia macabra onde as figuras de Hitler e Bush se misturam. Parabens a Answer.

Publicado em Política. 2 Comments »

2 Respostas to “Campanha anti-guerra decide aumentar pressão contra Bush”

  1. Laffir Says:

    Quero ver se Busch é macho pra enfrentar o presidente do irã com guerra.

  2. nature Says:

    O que nos vale é que ele pensa que o povo americano é igual ao deste continente 😉


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