Estudantes põem “guarimberos” para correr das ruas de Caracas

Universitários ocuparam o centro da capital da Venezuela em apoio à decisão de Chávez de não renovar a licença da TV golpista RCTV e para tirar das ruas os vândalos que provocavam distúrbios

Milhares de estudantes saíram às ruas de Caracas, na terça-feira, dia 29, em apoio à decisão soberana do governo venezuelano de não renovar a concessão ao canal de televisão RCTV, e em rechaço a atos vandálicos cometidos por grupos opositores em alguns bairros da cidade, principalmente nos mais ricos.

“Vamos acabar com a ‘guarimba’![furdunço na linguagem local]”, exclamavam os milhares de manifestantes da marcha que contou com a participação dos estudantes da UBV, da Universidade Central da Venezuela, UCV, a Experimental da Força Armada, Unefa, Experimental Rô-mulo Gallegos, Unerg, Universidade Católica Andrés Bello, UCAB, Colégio Universitário José Lorenzo Pérez, entre outras.

DESOCUPADOS

“A maioria dos estudantes universitários respaldam o inicio das transmissões da Televisão Venezuela Social, TVes, ao contrário do que vêm difundindo alguns meios de comunicação privados que não respeitam a nossa consciência. A medida de não renovar a licença da RCTV, que era um instrumento da ditadura imperialista, foi tomada em defesa da liberdade de expressão, e não poderemos nos formar como cientistas, como intelectuais livres e independentes sem liberdade de imprensa”, afirmou Nelson Sosa, representante dos estudantes da Universidade Bolivariana da Venezuela, UBV, acrescentando que “organizando alguns desocupados para promover vandalismo, a oposição tenta obscurecer os avanços que a revolução está trazendo para a juventude”.

A reitora da UBV, Yadira Córdoba, que prestigiou a marcha que teve início na praça Morelos da capital e concluiu na frente do palácio de Miraflores, destacou que “os estudantes de nossa casa de estudos são pioneiros da transformação da educação superior e, sem dúvida, estão presentes em apoio ao novo meio de comunicação social onde se expressará o povo alegre, plural, com uma cultura ancestral e valores afro-descendentes”.

A integração da comunidade universitária ficou clara no evento. O historiador e professor da UCV, Vladimir Acosta manifestou que os recentes protestos que “tentam passar como resposta dos estudantes ao fim da concessão para o uso do espectro radioelétrico para a empresa da 1 Broadcasting Caracas, 1BC, são estratégias de manipulação dos setores de oposição de direita, cujo exemplo mais evidente é o prefeito de Chacao, Leopoldo López, que colocou capangas para promover distúrbios, sob a assistência passiva da Polícia Municipal”.

A 1 Broadcasting Caracas é uma holding fundada pelo norte-americano William Phelps e que tinha a RCTV como a principal das subsidiárias.

“Interesses externos à universidade, particularmente à UCV, orquestraram violentas ações que não têm nada a ver com a nossa comunidade. Na marra fecharam a Escola de Comunicação, jogaram panfletos anônimos e manipularam alguns estudantes que não tem noção da realidade”, assegurou Manuel Cáceres, representante do Conselho Estudantil da Escola de Comunicação Social, revelando que “quando a gente observa quem organiza as marchas e as ações de rua, se encontra que estão presentes as mesmas pessoas que estiveram organizando ações na rua na véspera do fim da concessão da licença da RCTV”.

As entidades estudantis e centenas de lideranças das principais universidades do país divulgaram, no dia 30, um Comunicado em que afirmam que “na Venezuela, durante anos temos lutado pela liberdade de expressão que atualmente gozam os trabalhadores, os estudantes, os camponeses, os indígenas e outros setores antes excluídos, que agora podem falar e expressar livremente as suas idéias”.

MANIPULAÇÃO

“Tem se pretendido vender a idéia de que o controle de um sinal por parte de uma mesma corporação durante 53 anos representa liberdade de expressão. Rechaçamos e condenamos a manipulação dos meios de comunicação privados, que utilizam a liberdade de expressão que a lei consagra para ‘denunciar’ um suposto aviltamento dessa mesma liberdade por parte do Estado. Do mesmo modo, repudiamos a utilização dessa mentira para alterar a ordem pública e a paz cidadã, com o que encontram desculpa para criar situações similares às que se aplicaram durante as ações do 11 de abril de 2002 e durante o locaute petroleiro de 2002 e 2003″, prossegue.

“Aqueles que habitamos esta Pátria estamos movidos pela cordialidade, o afeto, a conivência, o amor e a fraternidade, onde todos y todas compartilhamos as diferenças, assumindo a pluralidade de pensamento como base do exercício da Liberdade de Expressão. A TVes se insere no espectro radioelétrico como uma alternativa atrativa, entretida e livre de violência, mentira e pornografia: uma aproximação à TV que desejamos para nossos filhos”, conclui o documento assinado pelos representantes da UCV, UBV, Universidade Experimental Politécnica, UNEXPO; Universidade Nacional Simon Rodríguez, UNESR; Universidade Pedagógica Libertador, UPEL; Inst.Univ.De Tecnologia Do Oeste Mariscal Sucre, IUTOMS; Colégio Universitário Francisco Miranda, CUFM; Universidade Santa Maria, USM; Universidade católica Santa Rosa, UCSR, entre outras.

SUSANA SANTOS
Hora do Povo

Obs. Já disse exaustivamente sobre o que acho em relação a esses vende´-pátria só não conhecia a expressão ” Guarimba ” , para nós o furdunço que é a baugança , a ” zona” , promovida pelos desocupados financiados pela elite Venezuelana.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: