Mídia golpista muda de acusação contra o presidente do Senado

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Welligton Salgado novo
relator

Provas de Renan fazem mídia mudar de assunto

Sem nada de consistente, “Veja” forja quilos de acusações contra senador

No dia 24 de maio último, “Veja” trouxe em sua capa, sob a presunção de denúncia, a acusação de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, tinha a pensão de sua filha com Mônica Veloso paga pela construtora Mendes Júnior, através de um lobista que “atuava nas sombras”. Segundo “Veja”, o valor pago mensalmente era “sempre de R$ 16,5 mil”, juntando a pensão mais o aluguel de uma casa no valor de R$ 4,5 mil. “O lobista pagava 12.000 reais mensais de pensão para uma filha do senador, de 3 anos de idade. A pensão foi bancada por Cláudio Gontijo de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado”, diz a acusação. Provas? Nenhuma.

DOCUMENTOS

Estava ali o presidente do Senado, com sua vida pessoal exposta em meio a uma enxurrada de supostas denúncias. Veio a primeira mordida. Era o sinal para o cardume de piranhas atacar, isto é, tirar conclusões, julgar e condenar o presidente do Senado. Mesmo sem ter a obrigação de provar a sua inocência, o senador fez um pronunciamento e apresentou aos seus pares documentos, extratos de movimentações bancárias, declarações de IR, com saques e tudo mais, mostrando que tinha condições de sobra para pagar a pensão.

Detalhou todos os pagamentos. Mostrou que a pensão não era R$ 16,5 e sim R$ 12,5 mil. Muito bem. “Veja” mudou de assunto. Não falou mais, nem disse de onde saiu o valor de R$ 16,5 mil. O foco mudou. Pensaram eles, “o Renan não pode estar falando a verdade e se estiver, não importa”. Logo vem a outra “denúncia” e alguns jornais estampam na manchete: “Renan ratificou declaração do Imposto de Renda”. “Pegamos ele! Tá explicado! Renan alterou seu IR para adequar os valores à sua movimentação”. No dia seguinte a Receita Federal desmentiu, disse que não houve nenhuma ratificação. Mais uma mentira desmontada. Bem, talvez agora se emendem…

Espera aí! “Precisamos deslocar um batalhão de urubus para Alagoas, revirar cada pedra. Vamos requentar denúncias, àquelas usadas em períodos eleitorais. Pega a história do primo, dizer que ele era laranja, que o Renan havia colocado uma fazenda em seu nome para fugir do fisco”. Lá vai o senador providenciar a escritura, mostrar que a fazenda estava em seu nome. Notem que a acusação inicial, isto é, que a Mendes Júnior pagava a pensão da filha, fica em segundo plano.

Antes disso, o senador apresentou os primeiros documentos ao corregedor, senador Romeu Tuma, e para os colegas. Logo chegam nas mãos da mídia. Além dos rendimentos de senador, cerca de R$ 12 mil mensais, lá estava uma receita de R$ 1,9 milhão, nos últimos quatro anos, oriunda da venda do gado que cria em suas fazendas. Renan declarou ainda que possui 1,7 mil cabeças. Mentira!, berram. “O caseiro disse que eram 1.100”. Outro diz que não, eram 400 cabeças. Outro vai mais longe, “o senador não tem nenhuma, é virtual”. Tem quem diga também que o senador é apenas um colecionador, ele deixa o boi no pasto até morrer e falsifica os recibos para dizer que vendeu. Tudo é possível, menos que ele possa ter tido rendimentos de R$ 1,9 milhão para custear os cerca de R$ 390 mil pagos de pensão a Mônica Veloso em quatro anos.

Não é só isso. A última acusação, a mais recente, começou na sexta-feira e se estendeu até o fechamento desta edição, às 4 horas de terça-feira. “O Renan falsificou os recibos, os compradores do seu gado não existem, ele não apresentou as notas fiscais e, se apresentou, são “frias”. Lá vai o senador, seus advogados e assessores correndo para reunir os documentos, dar as explicações, etc.

Juntou tudo, mostrou aos senadores as Guias de Transporte Animal (GTA) – que comprova não só a quantidade de rezes vendidas como o tamanho do rebanho -, as notas fiscais de cada uma das transações, recibo, cheque nominal do comprador, comprovante de depósito em conta corrente, extrato da conta com o depósito, recolhimento de imposto e o registro da transação no Imposto de Renda, documentos relativos à vacinação do gado e as notas fiscais das compras da vacina, enfim, tudo. Só não apresentou a impressão “cascal” de cada boi e cada vaca, junto com o DNA de cada um porque não deu tempo ainda.

Calma lá. “O senador só mostrou esses documentos para os senadores, aliados e da oposição”. Tem que mostrar para a mídia, afinal ela está acusando, ela está julgando, ela é que condena e ela que quer submeter a Casa. Entre um ataque e outro, o senador Renan Calheiros se mantém sereno, não perde a calma: “Não estou pedindo o direito da dúvida, estou trazendo a certeza da verdade com os documentos que apresentei”.

Depois disso, “Veja” se supera, acusa novamente Renan e desta vez o crime é ter vendido carne para fora de Alagoas, uma região condenada pela aftosa. “A maior parte de sua criação foi vendida a empresas de Maceió e até a uma da Paraíba, contrariando as determinações de segurança sanitária”, diz. Eu já não entendo mais, Renan vendeu ou não vendeu gado?

O presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado, decidiu pedir que a Polícia Federal faça uma perícia nos documentos apresentados. Ao saber disso, a mídia começa a chiar. “Estão fazendo acordão no Senado, querem abafar a investigação”. E já começam a tentar desqualificar a PF: “Não dá para confiar na perícia da PF, ela não irá checar os documentos, só vai ver se são verdadeiros”.

Ao mesmo tempo, fazem pressão sobre os senadores. “Não pode arquivar o processo, tem que chamar dezenas de testemunhas, tem que condenar o presidente do Congresso”. Até mesmo os senadores da oposição começam a perceber que amanhã podem ser as próximas vítimas. Com uma afirmação que cai como uma luva para a mídia, o insuspeito senador Arthur Virgílio desabafa: “Vi os documentos do Renan, mas uma perícia lhes dará legitimidade. Não me parecem coisas perdidas. Torço pelo senador. Sou tucano, não ave de carniça”.

O que virá agora? Tem ainda a Zoraide, senhora de 84 anos, que admitiu ao jornal “O Globo” que comprava o gado do senador e pagava em cheque. O senador advertiu, é uma senhora brava, anda armada em sua fazenda. Daqui a pouco, um chato a serviço da mídia vai encher a paciência de Dona Zoraide, vai levar chumbo no traseiro, e logo virá a manchete: “senador manda matar jornalista, que escapa ferido nas nádegas”.

Ou melhor, tem outra. Depois da última versão da mídia ser desmontada, só lhes resta a seguinte: “Renan recebia dinheiro da Mendes Júnior através do Gontijo, comprava bois virtuais, declarava no Imposto de Renda, depositava o dinheiro na conta, sacava o dinheiro da conta, passava para o Gontijo, que passava para Mônica”. Como diz a minha avó: “Tenha santa paciência”.

CHANTAGEM

Mas todas essas invenções, campanhas difamatórias e condenações sumárias têm o único objetivo de transformar as instituições reféns dos interesses mesquinhos da mídia. A Humanidade já presenciou incontáveis devassas, denúncias infundadas, “pinçadas com a astúcia de répteis”, movidas por fariseus ou inquisidores para levar seus inimigos à forca, à fogueira, à tortura ou ao cárcere. Passaram-se os anos e os seguidores de Torquemada modificaram os seus métodos, mas mantiveram a essência: acusar sem provas, julgar e condenar, inocente ou culpado, não importa. O importante para eles é sangrar o acusado, dia-a-dia, até ele sucumbir ou sobreviver desgastado.

A cruzada movida pela mídia contra o presidente do Congresso, Renan Calheiros, é um dos exemplos. Mudam de acusações, as versões, os personagens, como mudam de roupa. Se uma ilação é publicada hoje, desmentida amanhã, não importa. Querem protelar o máximo possível as acusações para enfraquecer o presidente do Senado, a Casa, na tentativa de chantagear e submeter coletivamente os senadores.

ALESSANDRO RODRIGUES
Hora do Povo

Rizzolo: Mas é a essa palhaçada toda que a revista da direita se presta, acaba se desmoralizando , porque quer de qualquer jeito arrumar alguma coisa que desmoralize o governo Lula, até o vinho italiano da degustação da “Famiglia Civita” fica com mais ” Tanino “, é não por causa da uva , não, é de raiva. Como bem disse o artigo deste a questão das notas dos bois , quando ” Só não apresentou a impressão “cascal” de cada boi e cada vaca, junto com o DNA de cada um porque não deu tempo ainda” .

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que foi escolhido para ser o novo relator do processo contra Renan no Conselho de Ética, explicou que um erro de digitação levou a uma denúncia de que Renan teria apresentado dois recibos com um mesmo número de cheque. Salgado mostrou os documentos com os cheques originais que comprovam o erro de digitação. Em seguida, rasgou as cópias dos documentos.

”O senador Renan Calheiros não é mais o presidente do Senado, é o alvo. É aquele que tem que ser atingido todos os dias por todos os jornais. Ele me apresentou os dois cheques e os dois recibos. Estão aqui. Mas essa prova não vai ser mostrada no jornal. O que querem que a gente faça? Isso? [Nesse momento ele rasgou as cópias]. É isso que temos que fazer com as provas?”, perguntou Wellington Salgado.

Bela mídia acusatória, acusam , depois mudam de assunto, depois , outras acusações, depois atacam novamente, no caso da Veja, acho que talvez tenha sido aquele cursinho de marxismo da Cia, que o Civita fez, onde aprendeu as teorias de Vladimir Ilich Ulianov, mais conhecido como Lênin cujo um dos principais livros é ” Um passo à frente, dois passos para trás ” que ele leu, não aprendeu e quer aplicar com o Renan. . É, esse cursinho de marxismo só fez mal pra ele, a ponto da Veja se tornar hoje um encarte, porque o que a elite consciente lê mesmo é a Vejinha ” pra pegar um cineminha, ou trocar o carpet de madeira da sala” . Já os jornais , esses já estão todos cerrando fileira para açoita-lo dia a dia , é a democracia estilo EUA onde quem governa são os meios de comunicação, isso vai acabar, viu.

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