PF investiga coleta e venda ilegal de sangue indígena em Rondônia

A Polícia Federal de Rondônia está investigando a comercialização de sangue de índios brasileiros, pelo laboratório Coriell Repositories, com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O caso, que segundo a PF é investigado como tráfico de órgãos humanos – porque no Brasil não há legislação específica para crimes de biopirataria – está ligado à coleta ilegal de sangue da tribo Karitiana, que vem sendo averiguada pela Procuradoria da República em Rondônia desde 96.

Além dos Karitiana, a Coriell Repositories também coletou o DNA de índios suruí e Ianomami. A empresa comercializa o material na internet ao custo de U$ 85 cada amostra, coletadas nos anos 70 e 90. De acordo com os indígenas, a coleta foi realizada a pretexto de pesquisa sobre a malária e, além de ter sido feita sem o consentimento das autoridades brasileiras, a Corriel não pagou um centavo aos “doadores” pelo material genético.

“Há indícios da participação de várias pessoas, mas as investigações ainda não terminaram”, disse ao HP o delegado da Polícia Federal em Rondônia Gustavo Gatto. Segundo o delegado, a PF já tem certeza que o sangue obtido dos índios está sendo vendido pela firma norte-americana, “entretanto, estamos tendo dificuldade para vincular essas pessoas às amostras de DNA”. Ele acrescentou que aguarda informações da Interpol, a Polícia Internacional, que também atua no caso.

Segundo denúncias, de 1964 até 2005, a Coriell já comercializou 120 mil amostras de células e cerca de 100 mil DNA a cientistas de 55 países.

O procurador do MPF de Rondônia, Reginaldo Pereira da Trindade, que atuou no início das investigações, denunciou que os biopiratas norte-americanos também estavam contrabandeando para o exterior, sementes de plantas nativas, insetos, essências e microorganismos para serem usados em pesquisas por laboratórios multinacionais.

Procurado pelo HP, o atual procurador do Ministério Público Federal de Rondônia, Ricardo Baptista, que substituiu Reginaldo da Trindade no caso, não retornou as ligações até o fechamento desta edição. Além dos brasileiros, a Corriell comercializa também amostras de sangue de índios do Peru, Equador e México.

JOSI SOUSA
Hora do Povo

Rizzolo: Tenho alertado aqui que esses laboratórios, esses missíonários, esses ” pesquisadores de araque ” que vem a pretexto de mil e uma pesquisas, tem mais é que serem proibidos de entrar aqui, é tudo conversa pra boi dormir, querem sim explorar a Amazônia do ponto de vista da biodiversidade . Uma verdadeira ” invasão branca ” a Polícia Federal tem que ser rigorosa e o governo proibir de uma vez por todas essas ” Coriell Repositories ” da vida que se ” aboletam na Amazônia ” e transformam nosso patrimônio, nosso território nacional na ” casa da mãe Joana “. Vai uma empresa brasileira fazer isso nos EUA. Não dá, viu, depois dizem que quando estou de mal humor fico mais comunista !

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