Conservadores querem implodir o Banco do Sul

Desprovido de bandeiras e de relevância histórica, o conservadorismo exulta e se delicia com as divergências entre Brasil e Venezuela no caso do Banco do Sul.

É a nova bóia dos afogados, depois da muleta da RCTV.

Toda cautela é necessária quando se trata de mobilizar fundos públicos em projetos multilaterais, ainda mais se o que está em questão é a arquitetura de um novo banco de investimentos de dimensões continentais.

Está certo o Brasil de buscar reduzir ao mínimo os riscos e fragilidades do projeto.

Mas não dá para entender a resistência oficial à proposta de se erigir uma instituição de fomento com escala que faça diferença de fato no coração da América Latina.

Para isso é incontornável usar um pedaço (ainda que pequeno) das reservas internacionais que se aproximam de US$ 145 bilhões – metade dos quais, sempre é bom lembrar, aplicados em títulos norte-americanos a juros de pai para filho (2,5% a.a.) financiando assim o consumo do povo mais rico da face da Terra.

E apesar de todas as evidências favoráveis, o Brasil resiste em canalizar uma fatia de suas reservas para um fundo de fomento capaz de alavancar a economia regional e, por tabela, as encomendas à indústria brasileira e às empreiteiras do país.

Por quê essa tibieza estratégica?

Receio de “uso chavista de recursos” como recitam em jogral os ventrílocos da banca, em suas colunas genuflexórias diárias?

Para evitar isso existem regras e colegiados regulamentados por quoruns mínimos que oferecem salvaguardas eficientes contra manipulações e aventuras unilaterais.

A resistência brasileira serve para uma coisa: injetar oxigênio aos neurônios esgotados dos ideólogos neoliberais.

Pretendem usar o presidente Lula como isca e aplaudem a hesitação brasileira.

Economistas os mais responsáveis – não neoliberais , claro – admitem como natural o recurso às reservas para viabilizar uma alavanca de fomento que trará retornos múltiplos ao país.

Quem é contra dentro do governo deveria apresentar esclarecimentos convincentes à sociedade, sem pegar carona no preconceito ideológico exudado pelo obscurantismo dos mercadistas.

Sem o Banco do Sul a integração latino-americana vai continuar patinando em peças exclamatórias.

O fracasso da rodada de Doha deixa cada vez mais claro que neste mundo de impérios globalizados, só tem vez os blocos coesos de interesses compartilhados.

O Banco do Sul seria um amplificador vigoroso da voz e dos interesses latinoamericanos.

Por quê a má vontade quase indisfarçável que se arrasta há meses num circuito de desculpas e tergiversações?

Com a palavra o governo.
enviada por Zé Dirceu

Rizzolo: Isso aí na realidade é uma resistência ao desenvolvimento da América Latina, é interessante notar que até os países da Ásia pensam em ter um fundo regional depois da crise que passaram, visando diminuir a depedência dos EUA e do FMI, agora os que afinam com vassalagem aos EUA e ao FMI, os que torcem contra o Brasil ou seja , os neoliberais que aplaudem os juros no país da especulação comandado e regido por banqueiros do copom, esses não querem e acham o desenvolvimento da América Latina sem a tutela americana uma coisa ” micha ” , uma ” coisa de Chavez ” . A resposta a pergunta do Zé Dirceu no tocante a má vontade daqueles dentro do governo, quase indisfarçável que se arrasta há meses num circuito de desculpas , é simples, e como dizia Nelson Rodrigues é o “obvio ululante ” : estão a serviço do capital internacional estabelecido no Brasil, usam a democracia para enganar o povo inacuto a neles depositar o voto para que o brindar do mandato ” estale em Wall Street” , e o coitadinho continue aqui na míseria . Pura falta de amor ao Brasil e a América Latina.

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