Renan vê “esquizofrenia” em seus caluniadores

“Está claro que querem assassinar a minha honra, mas não vão assassinar, porque não tem prova contra absolutamente nada”. Com estas palavras, ditas na segunda-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), reagiu aos seus caluniadores.

A falta de qualquer coisa contra o presidente do Senado está levando os inquisidores ao desespero, caindo nas mais grosseiras contradições e mentiras, como mais uma vez fez “Veja” no último final de semana. Sem o menor pudor, a revista afirma num texto espalhado por quatro páginas, “apresentando” dezenas de supostos “elementos”, que Renan não provou que teve uma renda de R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos e, portanto, que o “lobista” da Mendes Júnior pagou a pensão da sua filha. Nas quatro páginas seguintes, “Veja” afirma o contrário, isto é, que o senador “enriqueceu na política” e que tem um patrimônio milionário de cerca de R$ 10 milhões de reais.

CONTRADIÇÕES

Na matéria com a versão de que Renan não tinha rendimentos para pagar a pensão, e precisava “recorrer aos favores financeiros do lobista da Mendes Júnior”, “Veja” diz que o senador comprovou a venda de “1.153 animais, o que lhe renderia cerca de 1 milhão de reais”. Apesar de admitir aí que o senador já teria recursos suficientes para pagar três pensões para Mônica Veloso, fato que já desmonta a sua acusação inicial, a revista considera que as demais cabeças de gado não pertenciam ao senador porque as GTAs (Guias de Transporte Animal) estavam em nome de parentes do senador.

Na segunda matéria, na mesma edição nº 2.014, “Veja” afirma que o senador acumulou uma “fortuna respeitável” que “bate na casa dos 10 milhões de reais”. “É dono de três fazendas com 1.742 cabeças de gado. Tem um apartamento na orla de Maceió, a casa à beira-mar na paradisíaca Barra de São Miguel e cinco caminhonetes de luxo”, diz “Veja”, ressaltando que o senador ainda não passou para o seu nome a herança deixada pelo pai, 712 hectares de terra, que serão divididos entre oito irmãos. Neste ponto, é importante ressaltar que na edição anterior, “Veja”, desta vez para dizer que Renan não tinha recursos, afirmou que o senador tem “1.100 bois, 600 a menos do que informou”. No entanto, para quem não tem coerência nem mesmo em matérias na mesma edição, seria exigir demais que as falsificações atuais levassem em consideração as da semana passada, ou retrasada.

Para chegar ao patrimônio de dez milhões, a revista se baseou em projeções e avaliações dela própria. A revista não considera possível que, em 29 anos de vida pública, o senador pudesse comprar alguma coisa, financiar algo, investir, ou poupar. O aumento patrimonial foi calculado somente sobre os vencimentos de Renan como deputado estadual, deputado federal, ministro, senador, etc, o que já seria suficiente. Apenas numa nota de rodapé, a revista admite que “aplicações financeiras” ou valorização do patrimônio que ocorreram nestes 29 anos não foram levadas em consideração. Simplesmente a revista pegou a declaração de Imposto de Renda do senador e disse que os imóveis são subfaturados, que seu apartamento não vale R$ 135 mil e sim R$ 1 milhão.

MANIPULAÇÃO

Ou seja, para mentir e manipular vale tudo. Na primeira matéria, Renan superfaturou o seu Imposto de Renda para dizer que vendeu mais bois do que vendeu e na segunda subfaturou o mesmo Imposto de Renda para dizer que tem um patrimônio menor. Mas a “Veja” “descobriu” tudo, da mesma forma que “descobriu”, ou melhor, forjou o superfaturamento 1.000% nas movimentações bancárias do deputado Ibsen Pinheiro, que foi cassado com base na sua mentira.

O objetivo da cruzada contra Renan foi exposto pelo advogado do senador, Eduardo Ferrão, afirmando que a mídia quer transformar as instituições públicas e seus representantes em reféns dos seus interesses. “O que importa (para não ser atacado) é estar bem com eles (mídia). Estando bem com eles, está tudo certo. Eles não admitem que alguém se oponha”, afirmou.

Para o senador, “esse processo é esquizofrênico. Estamos vivendo uma crise com ataques diários, com assuntos que não têm nada a ver com o decoro. Havia dito que essa coisa de renúncia não era parte do meu dicionário, mas é mais do que isso, mais do que uma questão gramatical, é de personalidade”.

ALESSANDRO RODRIGUES
Hora do Povo

Rizzolo: É como eu sempre digo, a idéia básica é o golpe, mesmo nas contradições da acusação o saldo é sempre a desqualifição do acusado, até porque nem todo mundo acompanha a trama até o final, e numa análise perfunctória, persiste a idéia de que Renan cometeu erros, essa tática reacionária golpista , gera o ” levante acusatório” sem o menor conteído probatório; como bem expôs o Nobre colega Advogado de Renan “a mídia quer transformar as instituições públicas e seus representantes em reféns dos seus interesses. “O que importa (para não ser atacado) é estar bem com eles (mídia). Estando bem com eles, está tudo certo. Eles não admitem que alguém se oponha”.

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