Corte Suprema abole limites a anúncio eleitoral pago nos EUA

A Suprema Corte dos EUA tomou, na segunda-feira, 25, decisão que deixa sem freios algum a interferência do poder econômico no processo eleitoral norte-americano ao permitir que empresas financiem propaganda eleitoral em rádio e TV, inclusive negativas contra adversários políticos. A decisão é ainda mais grave, num país em que não há horário eleitoral gratuito.

A sentença, aprovada por 5 votos a 4, anulou uma decisão do eleitoral de 2004. Naquele ano, um grupo de Wisconsin pagou por um anúncio que exortava os eleitores a não votar em senadores favoráveis ao aborto. O anúncio mencionava os nomes de políticos, incluindo o democrata Russel Feingold, que estava em plena campanha pela reeleição. O tribunal eleitoral proibiu o anúncio e o grupo recorreu e o caso chegou à Suprema Corte, que decidiu que a propaganda deveria ter sido permitida. A composição da Suprema Corte norte-americana foi bastante alterada depois que Bush fez seguidas indicações de conservadores.

O senador Feingold criticou a decisão: “A Comissão Eleitoral Federal não pode permitir que voltem os dias de anúncios falsos de questões políticas e gasto ilimitado em campanhas. Se esse for o resultado da decisão, a Corte terá restado um grande desserviço ao país”, disse antes de saber do resultado.

MANIPULAÇÃO

Também na segunda-feira, a Corte Suprema dos EUA decidiu que os contribuintes norte-americanos não podem reclamar na Justiça contra a destinação de recursos públicos pelo governo Bush para financiamento de grupos religiosos. A votação, que também foi por 5 votos a 4, apoiou Bush ao determinar que a organização Fundação Liberdade Religiosa não tinha o direito de entrar com processo contra o governo por violar a Constituição ao organizar conferências, nas quais, grupos religiosos foram favorecidos em detrimento de organizações seculares.
Hora do Povo

Rizzolo: Eu tenho dito que os EUA está muito longe de ser considerado uma democracia justa, participativa, o que podemos inferir nessas notícias é que o poder econômico é quem determina o desenrolar da política americana, onde a grande massa populacional, além de alienada pela mídia, fica do lado de fora da participação política, o maciço financiamento do processo eleitoral pelas empresas, a mídia sendo favorecida por grandes grupos que a seu bel prazer que com a chancela da Suprema Corte americana faz e dirige a opinião pública aos seus interesses e dos grupos privados a que financiam; observe que a manipulação é tamanha que os contribuintes norte-americanos não podem reclamar na Justiça contra a destinação de recursos públicos pelo governo Bush para financiamento de grupos religiosos reacionários, é claro, fica patente que democracia manipulativa é o que impera nos EUA, ” o padrão democrata e de liberdade do ocidente ” , Bela democracia !

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