MP e polícia investigam desvios milionários na Nossa Caixa do governo de José Serra

O Ministério Público e a polícia civil do Distrito Federal denunciaram ao Gaeco, órgão do MP do Estado de São Paulo responsável pelo combate ao crime organizado, que existem “fortes indícios” de que está ocorrendo um esquema milionário de desvio de dinheiro público no banco paulista Nossa Caixa nos moldes do que foi descoberto no banco de Brasília (BRB), que deixou um rombo de R$ 50 milhões. Segundo os investigadores, o esquema na Nossa Caixa envolveria as mesmas empresas, por meio de contratos idênticos, só que com valores imensamente superiores do que no BRB.

De acordo com as investigações das autoridades do DF, o esquema funcionava por meio da contratação pelo BRB, sem licitação, da Asbace (Associação Nacional de Bancos), que subcontratava outras empresas como a ONG Caminhar, a ATP Tecnologia e Produtos e a FLS Tecnologia para prestar serviços aos bancos. Estas empresas realizavam trabalhos fictícios para receber o dinheiro do banco, que depois era distribuído entre os integrantes da quadrilha através de saques bancários com cartões corporativos emitidos pela ONG Caminhar.

A operação desencadeada em Brasília levou 20 pessoas à cadeia, entre elas o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, e o então secretário-geral da Asbace, Juarez Lopes Cançado. O atual presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, foi indicado pelo governador José Serra em janeiro. Santos também assumiu, há um mês, a presidência da Asbace. Os investigadores da Polícia Civil de Brasília afirmam que enquanto os contratos irregulares do BRB com a Asbace giravam em torno de R$ 3 milhões mensais. Já os firmados entre a Asbace e a Nossa Caixa somam cerca de R$ 15 milhões.

Hora do Povo

Rizzolo: Observe que a imprensa pouca relevância dá a esse prenúncio de escândalo, é claro, envolve diretamente o PSDB, e mais, o ” modos operandi” é o mesmo, ou seja a cartilha da corrupção obedece aos esquemas que já foram desmantelados em Brasilia que funcionava por meio da contratação pelo BRB, sem licitação, da Asbace (Associação Nacional de Bancos), e ONGs. Uma vergonha, duvido que tudo seja divulgado na proporção das leviandades acusatórias costumeiras da imprensa golpista.

Publicado em Política. 2 Comments »

2 Respostas to “MP e polícia investigam desvios milionários na Nossa Caixa do governo de José Serra”

  1. Pablo Ossipoff Says:

    Banco Nossa Caixa RECLAMAÇÃO

    Nossa Caixa S.A. Protestos Indevidos ou Lavagem de Dinheiro ?

    Gostaria de contar meu enorme prejuizo que tive com a Nossa Caixa, tal vez possa me ajudar, meu nome é Pablo Ossipoff sou produtor cultural, moro em São Paulo há 27 anos, deixei a Argentina para trabalhar no Brasil. Fiz minha vida aqui, tenho duas filhas brasileiras e adoro este pais.

    Por Arte de mágica, meu nome (pessoa física) e CPF, foram protestados, junto ao SERASA – Centralização de Serviços dos Bancos S.A. – por 135 vezes consecutivas como inadimplente em empréstimos efetuados desde fevereiro de 1994 até março de 1999 em 17 diferentes agências do interior de São Paulo do Banco Nossa Caixa S.A., em agencias que eu nunca pisei, como Espirito Santo do Pinhal, Araraquara, Mogi Mirim entre outras tantas, com valores totais superiores a R$ 1.700.000,00.

    Procurei o Gerente da Nossa Caixa na época para resolver esta situação, mas não teve solução e foi quando decidi processar judicialmente a instituição, por Reparação de Danos Morais, milagrosamente os protestos começaram a desaparecer e o gerente do Banco foi mandado embora, mais já era tarde, minha vida desmoronou.

    O Banco contra notificou meses após, alegando não encontrar procedimentos que pudessem ser considerados “Inidôneos” . No julgamento na primeira instancia da ação contra o Banco Nossa Caixa, um juiz apareceu para substituir o Juiz titular e a sentença – já era de se esperar – não foi baseada em nenhuma das provas documentais apresentadas, mas na alegação do Banco, que não tem provas suficientes para demostrar o desvio de dinheiro.

    Sem exageros porque apesar de a lei ser clara, foi necessária uma ação judicial para obrigar ao SERASA a comunicar por escrito que meu nome estava no cadastro de inadimplentes. Sobre as inúmeras movimentações em meu nome, ouvi do banco a palavra “sujeirinha” como explicação e nada mais. Minha situação esta muito abalada, depois de praticamente 10 anos de desgaste judicial e psicológico estou aguardando a sentencia da segunda instancia do processo.

    Cordialmente

    Pablo Ossipoff –

  2. Pablo Ossipoff Says:

    Resposta da Ouvidouria do Banco Nossa Caixa S.A.

    Prezado Senhor Pablo, Em atenção à sua reclamação registrada nesta Ouvidoria, constatamos que após pesquisas não constam restrições em seu nome de responsabilidade do Banco Nossa Caixa. Não temos condições de prestar maiores esclarecimentos sobre o fato, uma vez que está sendo tratado junto às esferas judiciais. Adicionalmente informamos que lamentamos imensamente os dissabores enfrentados pelo senhor em decorrência deste. Atenciosamente, OUVIDORIA Banco Nossa Caixa S.A. Fone: 0800-7706884

    Minha Reclamação > Obrigado pelo seu e-mail, fico muito revoltado em saber sua resposta a minha reclamação logicamente se referem ao prejuiço de ter sido alvo destas inscrições indevidas e não assumidas pelo Banco Nossa Caixa, a justiça brasileira é muito lenta em resolver, logicamente que eu nunca teve o ressarcimento pelos danos sofridos, como também que meu nome figurou entre os anos de 1995 a 2000 no SERASA, por mais de cem e trinta e cinco vezes. Tal intuito foi àquela época cumprido, já que nunca fui devedor das importâncias, conforme as afirmações do Banco Nossa Caixa, em decorrência de pretensos empréstimos feitos em meu nome e não pagos na época. Quanto ao ressarcimento pelos danos sofridos, fato evidente e fartamente contemplado pela moderna jurisprudência quando da inclusão indevida de nome junto ao SERASA, meu caso continua sendo analisado pelo Poder Judiciário por nove anos, e até o momento nada há que se falar em improcedência da ação posto que em nosso país, a análise final e da qual se poderá dizer que houve improcedência é aquela dada pelos Tribunais Superiores, fato que até o momento não ocorreu. Deve ficar claro que a confiança que é depositada em nosso sistema judiciário não ficou abalada quando da sentença prolatada em primeiro grau, visto que naqueles anos a nossa doutrina e jurisprudência ainda não tinham firmado entendimento majoritário quando da inclusão indevida do nome no SERASA e muito menos qualificado e quantificado a questão de indenização de danos morais sofridos pelas vítimas. É ainda na intenção de esclarecer e elucidar que eu, afirmo que nunca teve contas bancárias nas cidades citadas pela Assessoria de Imprensa do Banco Nossa Caixa, tais como Araraquara, Catanduva e Espírito Santo do Pinhal, etc., acreditando que, ou houve algum engano na informação passada por aquele banco, ou que funcionários daquela Instituição tenham usado dolosamente meu nome e dados pessoais para abrirem contas fantasmas em cidades do interior de São Paulo, o que explicaria então a inclusão indevida de meu nome por tantas vezes nas instituições de serviço de proteção ao crédito. Ainda acredito no bom nome do Banco Nossa Caixa, e tem para si que se houve realmente abertura indevida de contas bancárias em meu nome, aquela Instituição bancária deva tomar as providências devidas ao caso em concreto sob o risco de ter de se ver processar criminalmente pelo delito de estelionato (artigo 171 do Código Penal Pátrio).


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