Ocupação de Bush usa mais mercenários do que soldados no Iraque

O jornal “Los Angeles Times” revelou na sua edição do dia 4 de julho que o número de pessoas contratadas pela ocupação ianque no Iraque ultrapassa o de militares norte-americanos no país árabe.

Mais de 180 mil mercenários, entre iraquianos, norte-americanos e estrangeiros, estão trabalhando no Iraque sob contrato com os EUA, de acordo com documentos do Departamento de Defesa e de Estado obtidos pelo “LATimes”.

Incluindo o recente envio de tropas, o número oficial de militares norte-americanos no Iraque é de 160 mil.

Segundo o jornal os dados “colocam novas dúvidas a respeito da privatização da guerra e sobre a capacidade do governo para realizar suas campanhas militares e de reconstrução”.

O “Los Angeles Times” diz que o número de mercenários é inclusive maior, já que não inclui o total de contratados de segurança, que se encarregam de proteger funcionários governamentais e prédios.

O número de mercenários quintuplicou em quatro anos, pulando de 48 mil, em 2003, para quase 200 mil nos dias atuais, segundo dados da própria Oficina Geral de Contabilidade (GAO). A utilização destes grupos serve ainda para reduzir as estatísticas oficiais de baixas desde a invasão do país em março de 2003.

“Para o Exército e o governo dos EUA o negócio é muito vantajoso. Os mercenários são simples assalariados em busca de fortuna, quando morrem não engrossam a lista oficial de baixas na guerra, não estão envoltos em discussões legais e nem são alvo da pressão pública”, afirmou o jornalista Juan Carlos Guerrero, da agência Prensa Latina em artigo de maio deste ano.

Segundo o jornalista Sérgio Dávila, “estes assassinos profissionais agem totalmente sem regras”.

“Os ‘privados’ se encontram numa zona juridicamente cinzenta. Até 2007, eram regulados pela Ordem 17, assinada por Paul Bremer em junho de 2004, uma semana antes de deixar o comando provisório do Iraque. Pela disposição, nunca revogada, ‘os privados devem ser imunes ao processo legal iraquiano em relação às ações realizadas por eles enquanto a serviço de empresas’”.
Hora do Povo

Rizzolo:É a privatização da guerra, utlizando pessoas muitas das quais são vítimas do desemprego e da miséria implantada nos países de origem na maioria das vezes por políticas do próprio EUA e que no desespero se lançam nessa aventura por dinheiro e por falta de perspectiva na vida. E, é claro, os EUA aproveitam isso contabilizando a seu favor , vez que os mercenários não entram nas estatísticas, essa é a grande nação ” da liberdade ” onde o negro é segregado , a eleição fraudada, e a população manipulada pela mídia.

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to “Ocupação de Bush usa mais mercenários do que soldados no Iraque”

  1. Gabriel Says:

    como ir par trabalhar como mercenario no iraque?


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