Almas errantes do “Estadão” blasfemam contra as entidades populares em prol de bancos e tucanos

O jornal “O Estado de S. Paulo”, órgão oficial da oligarquia cafeeira desde o tempo em que Artur Bernardes usava calça curta, iniciou uma campanha contra as entidades populares. Até aí nenhuma surpresa. Apesar da oligarquia cafeeira ter ido para o túmulo da História há muito tempo, o “Estadão” esqueceu-se de nele deitar. Assim, permanece vagando por aí com essas idéias exóticas de 200 anos atrás: continua achando que a questão social é um caso de polícia e que organização popular é coisa de baderneiro.

Segundo o órgão dos Mesquitas, o problema é que o governo federal está gastando R$ 3 bilhões em convênios e contratos com entidades populares. Não sabíamos disso, mas… só? Com todas as entidades? Custa crer que seja tão pouco.

Pois, apesar dos esforços titânicos do companheiro Lula, este ano o governo gastará com os bancos, segundo o Orçamento Nacional, a quantia de 165 bilhões, 868 milhões, 83 mil e 836 reais (já foram pagos, até o início deste mês, 95 bilhões, 983 milhões, 665 mil e 952 reais). E não estamos falando em pagamento da dívida, ou seja, em amortização. A quantia citada são somente os juros. Para amortização da dívida estão reservados outros 735 bilhões, 341 milhões, 657 mil e 876 reais (já foram pagos 304 bilhões, 352 milhões, 876 mil e 410 reais).

O “Estadão” não acha isso um escândalo. Nem acha que é um desperdício. Mas acha que é um escândalo e um desperdício o governo investir 3 bilhões em convênios pelos quais cada entidade receberá uma quantia modesta e, em troca, seus ativistas terão que suar a camisa para atender o povo. Porque não se trata de nenhuma doação. Trata-se de trabalho em prol da população. O dinheiro dos convênios é, para as entidades, uma pequena contrapartida do Estado ao trabalho que fazem para uma população carente de quase tudo.

VERSÃO MIRIM

A única área onde o “Estadão” e sua versão mirim, o “Jornal da Tarde”, acham que há seriedade nos convênios é na Saúde. O motivo é óbvio: os tucanos em São Paulo entregaram os hospitais a uma série de ONGs de fancaria, mera fachada de seus apaniguados. Aí, sim, existe fraude e desperdício de dinheiro público – e não é pouco. Mas nisso o “Estadão” não está interessado que se fale. Daí, todas as organizações que atuam na área de Saúde viraram santas.

Os senhores de escravos e seus sucessores, os latifundiários da oligarquia, não gostavam que seus escravos e semi-escravos aprendessem a ler e escrever. E continuam não gostando, mesmo já tendo passado deste para outro mundo. Assim, cumprindo sua função de boletim das almas penadas, o “Estadão” implica especialmente com os convênios do “Brasil Alfabetizado”, belo programa do governo Lula, pelo qual entidades, prefeituras e Estados recebem uma pequena ajuda, correspondente apenas ao pagamento de professores, para empreenderem a luta contra o analfabetismo. Em troca, a entidade tem de pagar coordenadores e supervisores, treiná-los, assim como aos professores, elaborar a pedagogia, confeccionar e distribuir o material didático, conseguir ou alugar salas de aula, além de, evidentemente, mobilizar os próprios alunos, organizando, durante meses, cursos para dezenas de milhares de adultos que nunca freqüentaram uma escola.

Naturalmente, não será para ler o “Estadão” que o povo está se alfabetizando. Portanto, que haja milhões de pessoas ainda analfabetas, não é um problema para ele. Se houvesse mais, talvez sua situação fosse melhor.

Se o “Brasil Alfabetizado” tem um problema, este é, precisamente, a escassez de verbas. Mas são esses modestos recursos, utilizados com inegável sabedoria pelo Ministério da Educação e pelas entidades, e cuja aplicação é rigorosamente fiscalizada, que o mausoléu da Marginal quer também entregar aos banqueiros – a quem mais eles gostariam que fossem entregues?

JORNALISMO FABRICATIVO

Assim, diz o “Estadão” que não encontrou as salas de aula que procurou. Realmente, era impossível que encontrasse salas de aula onde as aulas não começaram. É evidente que entre a liberação dos recursos pelo governo e o início do curso existe um período de preparação, o que está, inclusive, previsto nos convênios. Foi durante esse período que o “Estadão” supostamente tentou encontrar as salas de aula. Por que escolheu justamente essa época? Exatamente porque sabia que não iria encontrá-las. Depois das barbaridades do “jornalismo investigativo”, temos agora o jornalismo fabricativo. Embora, a verdade é que ele é mais velho até do que o “Estadão”.

Porém, melhor será passar a palavra a uma das entidades difamadas. A CUT emitiu a seguinte nota:

“CUT esclarece edi-tores do Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo:

“O Jornal da Tarde errou na reportagem que publicou hoje – repercutida também pelo Estadão – ao tentar transformar um acontecimento comum, no qual não há irregularidade, em denúncia “quente” e candidata a manchete.

“A CUT recebeu um repasse de R$ 8 milhões do MEC para executar um projeto de alfabetização de adultos, dentro do programa federal Brasil Alfabetizado, e as aulas, que deveriam ter começado em 1º de dezembro, ainda não tiveram início. Crime? Corrupção?

“O próprio jornal responde: o repasse das verbas, anunciado no Diário Oficial da União em 28 de dezembro do ano passado (portanto, mais tarde do que a data prevista para o início das aulas), só aconteceu de fato em 23 de abril deste ano.

“Estes são os fatos principais que sustentam a reportagem. Nem seriam necessários outros, ignorados pelo texto, para ter clareza de que não há irregularidade alguma.

“Apesar disso, inserida na série de reportagens que denuncia fraudes de ONGs no uso de recursos do Brasil Alfabetizado, e com tratamento policialesco na chamada de capa, a reportagem de ontem tenta induzir leitores incautos a imaginar a CUT como uma entidade que frauda recursos destinados à alfabetização de adultos.

“Algo muito grave, irresponsável. A forçada de barra jornalística cometida pelo JT pode muito bem ser usada em sala de aula como exemplo de desserviço à opinião pública.

“Na página interna, a mistura gráfica e confusa de outros casos envolvendo ONGs tem duas explicações possíveis – inabilidade dos redatores ou má-fé.

“A reportagem também cita números e nomes simulando orgulhosamente a descoberta de dados misteriosos. Bobagem. Todos os números e nomes citados podem ser encontrados com facilidade no site do Ministério da Educação, lá explícitos como prestação de contas. Até mesmo os telefones pessoais de trabalhadores do projeto estão no site.

OS FATOS

“Vamos agora a alguns fatos que o JT ignorou.

“Por respeito a normas legais, a CUT, através da Agência de Desenvolvimento Solidário, não pôde dar início às aulas. É preciso primeiramente selecionar alfabetizadores e, depois disso, há um prazo – também estabelecido nas regras do Brasil Alfabetizado – para capacitá-los. Após o repasse das verbas, a CUT deu início a essa formação, a partir de proposta pedagógica aprovada pelo MEC. O ritmo desse processo não é ditado nem por nós nem pela vontade do JT, mas sim pelas normas vigentes.

“O projeto de alfabetização que a CUT vem desenvolvendo, no âmbito do Brasil Alfabetizado, já alfabetizou mais de 100 mil brasileiros desde 2004. Não apenas em bairros da região metropolitana de São Paulo, mas também em comunidades indígenas, quilombolas, carcerárias e caiçaras, no mais profundo sertão ou em plena floresta. Mas, ao que tudo indica, o JT não chegaria até lá. Os equipamentos todos e as salas de aula são compartilhados pela comunidade. Os alfabetizadores, ao longo desse tempo, são oriundos da comunidade em que atuam.

“A cada nova etapa, o projeto educacional da CUT passou pelos trâmites legais por que passa agora. Prometemos que, assim que as novas aulas começarem, convidaremos os autores da reportagem para acompanhar ao menos uma.

Coordenação da ADS (Agência de Desenvolvimento Solidário)”
Hora do Povo

Rizzolo: Tudo o que refere ao povo, ao popular, ao desenvolvimento do trabalhador pobre, a elite é contra, e o jornal representante da elite paulistana e brasileira é o Estado de São Paulo. Não há dúvida que do ponto de vista aristocrata é um escândalo e um desperdício o governo investir 3 bilhões em convênios pelos quais cada entidade receberá uma quantia modesta e, em troca, seus ativistas terão que suar a camisa para atender o povo. Agora, por outro lado, a aristocracia acha normal e maravilhoso o governo este ano gastar com os bancos, segundo o Orçamento Nacional, a quantia de 165 bilhões, 868 milhões, 83 mil e 836 reais (já foram pagos, até o início deste mês, 95 bilhões, 983 milhões, 665 mil e 952 reais), isso só em juros, para amortização da dívida estão reservados outros 735 bilhões. Uma brincadeira né? E observe, 3 bilhões são pra todas as entidades, pra ensinar os coitadinhos, gente humilde, trabalhadora, explorada, desnutrida, que agora a essa altura da vida vai finalmente aprender a ler. !

Tudo isso , vem de encontro ao que eu digo sempre , a idéia é desqualificar o governo Lula, pra elite operário no poder, pode até ser, mas olha, a chave do cofre fica com os detentores e representantes do império americano e da aristocracia brasileira e internacional, ou seja, o controle do Banco Central. Agora quando o coitadinho do operário humilde, tem oportunidade de através de um programa aprender a ler, é isso que dá. No fundo é desprezo pelo povo brasileiro mesmo.
Não tem jeito.

Camarada Serra critica tucanos infiltrados no BC por “desvario na política cambial”

Serra exagerou, não na crítica à política monetária e cambial, mas no tom, que não tinha quando FHC nos vendia a ilusão do real versus dólar. E errou ao dizer que as medidas tomadas pelo governo – desoneração tributária, créditos, tarifas de importação -não resolvem o problema cambial. A resposta do Ministro do Desenvolvimento esteve à altura. Ele disse que como Serra é de oposição, exagera. E que o governo Lula tem tomado medidas tributárias, de crédito e reduzido os juros. A verdade é que o governador tem razão nas críticas. Realmente o câmbio e a compra de dólares e o aumento das reservas já deram o que tinham que dar. Mas, reduzir impostos, custos financeiros e de infra-estrutura das empresas é fundamental. E não só, como dá a entender Serra, mudar a política cambial que, para ele, é um “desvario” e “coisa de trouxa”, como nos reporta a Folha de hoje na matéria “Serra diz que Brasil faz papel de “trouxa” com “desvario cambial”contra indústria” (só para assinantes).

Deixando de lado o papelão que fizemos no governo FHC e a “loucura” cambial do real a um dólar, o alerta do governador, mesmo tirando seu papel de oposição, tem sentido. O dólar não para de cair. A compra de reservas, pelo seu custo, vai tornando-se inviável. Ou seja, é hora de reduzir mais os juros e investir pesado na infra-estrutura, além de desonerar ainda mais a produção de impostos. É isso que o país espera do governo Lula. E, de Serra, que governe São Paulo, além de criticar o governo federal.
enviada por Zé Dirceu

Rizzolo: O pior é que Serra não está de todo errado, realmente o câmbio e a compra de dólares e o aumento das reservas já deram o que tinham que dar, alem disso coube a crítica sobre a medida do governo de isentar de imposto o investidor estrangeiro em títulos públicos. “Uma medida monetária como essa é uma insanidade. A política econômica consagra a especulação com o valor do dólar”, tenho que concordar, uma medida dessa leva a especulação com dolar . A verdade é que precisamos reduzir os juros e investir na produção , mas infelizmente o Meirelles reza a cartilha internacional que diga-se de passagem é apoiada pelo PSDB, que representa a direita. Se o Camarada Serra continuar com opiniões boas , pode sim evoluir ideologicamente , fazendo uma “regressão de vidas passadas” ou ” passadas pela vida dele ” não precisa ir tão longe, suas idéias por volta de 1970,talvez uma ” hipinoterapia com relaxamento e lembranças de idéias políticas ” vai prosperar na vida pública, só que em outro partido, né ? Porque nesse aí não dá ! ( risos…)

Raças: Implausibilidade científica, plausibilidade sociológica

Os mais diferentes ramos da ciência biológica produziram conhecimentos que provam de maneira inequívoca e irrefutável a inexistência de diferentes raças na espécie humana. Os estudos vão além, concluem que ao longo da epopéia humana, que datam aproximadamente 160 mil anos, estabeleceu-se contatos genéticos que permite afirmar, seguramente, que nunca houve populações humanas racialmente puras.

Todas as correntes ideológicas e interesses subjacentes no campo científico, a partir da queda do nazismo e respaldados pelas pesquisas mais recentes, concensualmente acreditam na implausibilidade do conceito de raças apregoado pelos pensadores do racismo científico. Ou seja, para ciência a humanidade é biologicamente una, aqueles que insistem em afirmação contrária estão em flagrante equívoco e, do ponto de vista das ciências biológicas, acientífico.

Ocorre que a gênese política que permitiu a construção científica do conceito de raças em finais do século 18 e praticamente todo século 19, tinha objetivo de classificar, hierarquizar e legitimar a dominação da classe dominante européia e da nascente burguesia estadunidense sobre povos e grupos sociais com diferenças culturais, psicológicas, históricas, geográficas e fenotípicas, por isso as teorias raciais foram elaboradas sob intencionalidades não cientificas, assim nascem tendenciosas e racistas. Trocando em miúdos a racialização da humanidade deu suporte para várias formas de dominação: escravidão de africanos e seus descendentes em todo continente americano; colonialismo em todos os países africanos e de parte importante da Ásia; marginalização e exotização dos povos e das culturas, cuja base civilizatória descompatibiliza com a cultura eurocêntrica nas suas variadas formas de manifestação. De modo que as formulações do racismo científico nunca beneficiou a parcela não branca que se constitui na massa majoritária da população mundial, ao contrário, sempre prejudicou, por isso sempre foi negada.

A plausibilidade sociológica do conceito de raças se sustenta no fato dos grupos humanos compartilharem semelhanças físicas, psicológicas, morais, culturais, religiosas, lingüísticas, experiências históricas e lugares geográficos comuns.

Historicamente a semelhança fenotípica impôs momentos históricos, estereótipos, condições sociais e destino comum a vários povos. Esses elementos dão conformidade identidária e idiossincrática que singulariza grupos humanos transformando-os em raças. Mesmo após a evolução científica dos estudos genéticos que concluiram que há grandes possibilidades de um africano ter maior semelhanças genéticas com um esquimó a um outro africano de sua comunidade; mesmo convictos da igualdade dos homens enquanto espécie humana, as determinações sociais historicamente produzidas pelo racismo, outrora com a legitimidade da ciência, hierarquizam e diferenciam os seres humanos. Os genes não determinam comportamento sociais.

A certeza da inexistência de raças na espécie humana não evitou que em diversos países exista contradições raciais que aparecem em assimetrias econômica, social, política e cultural que se revelam na hierarquia de raças estabelecidas segundo a ordem de superioridade racial classificada pelos teóricos do racismo científico. Na maior parte das sociedades capitalistas modernas as elites que historicamente vem concentrando poder econômico produzido em escala mundial, em detrimento de seus e de outros povos, são brancas. Essas elites herdaram o capital, bem como as benesses do racialismo da espécie humana, que outrora beneficiou os donos das empresas escravagistas e coloniais.

A desracialização sociológica da humanidade não se dará pelo conjunto de retóricas elaboradas por mentes ilustradas bem ou mal intencionadas, nem pela boa vontade daqueles que repudiam o racismo. As estruturas historicamente construídas pelas práticas racistas cotidianas sustentaram e continuam sustentando o capitalismo internacionalmente; produziram e produzem beneficiários coletivos e individuais; cunharam as culturas dominantes e dominadas, por isso impregnam o senso comum; estão enraizadas nas instituições e nas práticas políticas; transitam de modo subliminar ou acintosamente nos setores formadores de opinião.

Para reverter a lógica racialista será necessário tornar a predominância do pensamento dominante e seus efeitos intangíveis na vida cotidiana das populações vitimadas. Para isso precisamos de ações públicas nos campos político, educacional, cultural, legal, religioso, econômico, dentre outras esferas que organizam a vida em sociedade.

Enquanto a pobreza atingir desigualmente as pessoas, gerando várias ordens de desvantagens as populações e países de maioria não brancas; enquanto o continente africano e alguns países asiático não forem reparados pela devastação do colonialismo; enquanto os países americanos não resolverem as desigualdade internas entre negros, índios e brancos; enquanto os países europeus tratarem como cidadãos de terceira classe os imigrantes africanos, latinos e asiáticos a sociedade humana estará fadada a sofrer da praga do racialismo, do racismo e dos conflitos étnicos que eles produzem.

*Edson França, É membro da executiva nacional da Unegro, membro do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e da coordenação da Conen-Coordenação Nacional de Entidades Negras
Site do PC do B

Rizzolo: O conceito racial realmente trouxe reflexões acusatórias às minorias não brancas, a sustentabilidade dos argumentos racistas levam a desqualificação daqueles que não são brancos e serviu de base para legitimar o escravagismo. Temos que romper com o conceito de raça. O racismo leva a uma legitimização das arbitrariedades porque na sua explicação ilógica oferece um conteúdo de liberalidade e legitimidade para o cometimento das atrocidades às minorias, não brancas.

“Veja” acha que se uma empresa é nacional ela só promove ilegalidades

Sem conseguir emplacar a sua calúnia inicial, ou seja, de que a pensão da filha do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) era paga pela construtora Mendes Júnior, a “Veja” lança mais uma ilação contra o senador. Desta vez, a revista acusa o irmão de Renan, o deputado federal Olavo Calheiros, de ter vendido uma fábrica de tubaína por um preço acima do de mercado para o grupo brasileiro Schincariol. Prova contra Olavo? Nenhuma. Contra Renan? O fato de ser irmão de Olavo e ter se tornado alvo de sua campanha difamatória.

Segundo “Veja”, Olavo Calheiros vendeu a fábrica de refrigerantes Cony Indústria de Sucos e Refrigerantes por R$ 27 milhões para a Schincariol. Mas um “especialista” consultado pela revista diz que o custo para construir a fábrica como aquela não pode passar de R$ 10 milhões. Portanto, para “Veja”, a venda foi superfaturada e pronto. A partir disso, segue com dezenas de outras suposições, isto é, de que a transação entre o irmão de Renan e a cervejaria só ocorreu porque Renan atuou no INSS, na Receita Federal e no Ministério da Justiça para livrar a empresa da execução na cobrança de tributos e multas. Provas? Nenhuma. Mas, segundo a revista, “as atividades do senador Renan Calheiros em Brasília podem ser uma pista”.

Por meio de nota sobre a matéria de “Veja”, o grupo Schincariol afirmou que “repudia as ilações que relacionam suas decisões de negócios a questões políticas”. Segundo a empresa, “coerente com o seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil e com sua estratégia de continuamente investir na ampliação de sua capacidade produtiva no Norte/Nordeste” o grupo está investindo cerca de R$ 400 milhões nos últimos dois anos, como a compra da Cony, a indústria de bebidas de Igarassu em Pernambuco, a construção de uma nova fábrica no Ceará e a ampliação de unidades na Bahia, no Maranhão, no Pará e em Pernambuco.

Esta é mais uma das acusações de “Veja” que surgem contra o presidente do Senado e mudam conforme muda o vento. Sequer um mínimo de coerência eles procuram aparentar. Primeiro Renan não tinha dinheiro para pagar a pensão, depois o senador não tinha bois suficientes e falsificou as transações para dizer que tinha um patrimônio maior. Posteriormente, “Veja” afirma que o problema é que senador tem um patrimônio maior do que diz que tem. Agora o problema é que “a fortuna de Renan Calheiros e de sua família não pára de crescer”. Se o PIB de Alagoas subir, daqui a pouco o problema será a família de Renan.

No entanto, além da cruzada contra Renan, as acusações de “Veja” revelam outra particularidade, ou seja, a sua repugnância por empresas brasileiras. Se for empresa brasileira, só pode ter sucesso, só pode crescer se tiver envolvida com algum ilícito. Não é possível para “Veja” que uma empresa nacional compre uma nova fábrica, construa uma nova fábrica sem ter alguma irregularidade. Para eles, apenas os seus donos, o grupo nazista Naspers, que foi o porta-voz do regime do apartheid na África do Sul e que comprou formalmente 30% do controle acionário da Editora Abril, é o que presta. Para “Veja”, uma empresa só cresce se for estrangeira, só se for um Citibank, uma Ambev, uma Coca-Cola, etc.
Hora do Povo

Rizzolo: Ah! Mas não resta dúvida para os representantes do império empresa brasileira de porte é ” trambiqueira” ou seja, é tudo para desqualifcar o que é nosso, para de uma forma ou de outra tentar incutir que o brasileiro não tem capacidade, é incompetente. Por isso o Brasil precisa de uma vez por todas refletir sobre o papel dessas multinacionais que sangram o páis, precisamos prestigiar a indústria nacional, do empresariado que luta, que paga uma carga tributária proporcionalmente muito maior que essa gente que ainda enviam lucros dividendos para seus países de origem. De acordo com o Banco Central, somente até agosto deste ano, US$ 6,79 bilhões de lucros e dividendos das multinacionais foram enviados para fora do país. Tenho absoluta certeza que o empresariado brasileiro patriota é capaz de fazer tudo e muito mais do ponto de vista tecnológico, de produção, e até humano. Agora quanto a Veja , a índole de seus sócios já diz tudo, né, ? Falta aqui patriotismo, viu.

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MP diz que dinheiro da CDHU pode ter sido usado até para festa de aniversário de Mauro Bragato

O livro caixa da empreiteira FT Construções, acusada de superfaturar obras da CDHU na região de Presidente Prudente, aponta que o dinheiro desviado da autarquia pode ter sido usado até para pagar a festa de aniversário do líder do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo, Mauro Bragato. O Ministério Público denunciou que consta no livro da empresa 30 anotações com as iniciais “MBR” ao lado de valores entre R$ 1.500 a R$ 4.000 (totalizando R$ 115 mil) e a sigla “QLN”, que segundo funcionários significava “quanto levo nisso”.

A primeira alegação de Bragato é de que as iniciais não se referem ao seu nome e sim a alguma empresa que prestava serviço à CDHU, mas não soube dizer que empresa era essa. No entanto, o MP divulgou informações de que num dos lançamentos de R$ 1 mil está seguido da observação de “AJUDA ANIVE MBR”. O registro do pagamento para a festa de aniversário foi feito no dia 9 de dezembro de 2004, um dia depois do aniversário de Mauro Bragato, que nasceu no dia 8 de dezembro de 1953.

O esquema de superfaturamento na construção de casas populares na região de Presidente Prudente foi descoberto a partir da Operação Pomar, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. O mentor da quadrilha, Francisco Emílio de Oliveira, o Chiquinho da CDHU, dono da FT Construções, está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, interior de São Paulo. Além dos documentos apreendidos na operação, o pagamento de propina para Mauro Bragato, secretário de Habitação na gestão de Geraldo Alckmin, foi detalhado no depoimento de dois ex-funcionários da construtora. Um deles, Edson Menezes, disse que foi escolhido pela empreiteira para entregar o dinheiro no escritório de Bragato por ser filiado ao PSDB. O depoimento do outro funcionário está sendo mantido em segredo pelas autoridades.

Ao negar as denúncias de recebimento de propina, Bragato alega em sua defesa que não possui patrimônio. O tucano afirma possuir um patrimônio de R$ 6.540,00, como declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no ano passado. Entretanto, no mesmo ano Bragato fez uma doação para a sua própria campanha no valor de R$ 40 mil. Para um jornal de São Paulo, Bragato informou que conseguiu o dinheiro emprestado com um amigo e que pagaria em duas parcelas de R$ 20 mil. Questionado se não pagaria juros, disse não se lembrar. Para outro jornal, Bragato disse que pediu o dinheiro para um agiota. Mauro Bragato também recebeu doações para a sua campanha de outra empresa acusada de envolvimento com a máfia da CDHU. A LBR Engenharia, parceira da Tejofran, doou, oficialmente, R$ 20 mil para a campanha do tucano.

CPI

A bancada de oposição na Assembléia está tentando instalar uma CPI para investigar a máfia da CDHU, mas a base governista tem impedido a criação da comissão. As investigações do Ministério Público mostram que o mesmo esquema descoberto na região de Presidente Prudente funciona em outras regiões do Estado. Pelo menos 45 cidades estão sendo investigadas.

O secretário da Promotoria da Cidadania, promotor Saad Mazloum, afirmou que desde 1998 já abriu 102 processos por improbidade administrativa por ilícitos cometidos na autarquia. O Ministério Público pede a devolução de R$ 1,1 bilhão de recursos desviados dos cofres públicos.

O promotor denuncia que o tramite do processo e as ações protelatórias nas diversas esferas responsáveis, como Tribunal de Contas do Estado e Assembléia, provocam uma morosidade que permite aos culpados ficarem impunes. “Muitas vezes, os documentos chegam para o Ministério Público nove, dez anos depois de o contrato ter sido fechado”, disse Saad. A falta de investigações e de CPIs na Assembléia foi um importante estímulo para a máfia da CDHU continuar atuando e roubando o dinheiro que deveria ser destinado para a construção de casas populares.

ALESSANDRO RODRIGUES
Hora do Povo

Rizzolo:Ah! Mas isso só pode ser uma brincadeira, né,? Dinheiro pra festa de aniversário do líder do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo? Iniciais “AJUDA ANIVE MBR”; agora se precisarem de “Know how” de como impedir CPIs é só entrar em contato com CPIs Boosters, ou Tucanado, ora se existe Ghost Boosters, porque não caçadores de CPIs ? E se alçam como “Guardiões da Ética ” hein !

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Luta pelo futuro da Humanidade tornou Cláudio Campos e Kim II Sung amigos e companheiros

ROSANITA CAMPOS

Em 1994 visitei a Coréia Popular e tive a honra de conhecer seu líder máximo o Presidente Kim II Sung – homem simples, afável, simpático, forte e bonito do alto dos seus 84 anos comemorado em grandes festas populares pelo povo coreano que o ama como a um pai.

Era sabido que ele estava doente, embora pela lucidez, agilidade e combatividade com que participava das conversas e reuniões, era difícil acreditar que três meses depois receberíamos a triste notícia de seu falecimento que tanto consternou a todos. Pensamos na dor profunda de todo o povo coreano e dos familiares do grande líder.

Ontem, 8 de julho, nos lembramos dele com carinho. Cumpriu seu papel. Hoje ocupa seu lugar de honra no firmamento como estrela maior a nos iluminar.

Durante a visita foi possível conhecer melhor como, liderados por Kim II Sung e o PTC, o povo coreano construía o socialismo e melhorava as condições de vida de cada um. E, conhecendo sua história e como vivia, tivemos clareza de porque o amava tanto.

Além de ter organizado a luta contra o invasor japonês, nos anos 30 e 40, e contra o nazifascismo na 2ª Guerra Mundial, fundou a RPDC e o PTC – Partido do Trabalho da Coréia – em 10 de outubro de 1945.

A jovem república tomou como medidas iniciais: a lei da reforma agrária, a lei sobre o trabalho, a lei da nacionalização das indústrias, da criação da Universidade Kim II Sung e da alfabetização e saúde gratuitas para todos.

Para barrar esse caminho soberano de desenvolvimento nacional, os EUA, em 1950, invadiram a Coréia. Kim II Sung liderou o povo para a expulsão dos invasores – impondo ao imperialismo norte-americano a primeira grande derrota militar, que culminou com o armistício em 1953. E pela reunificação da Pátria cindida artificialmente, Kim II Sung dizia: “Em breve virá o dia em que todos os coreanos viverão felizes sobre o território reunificado. A Coréia é uma só.”

No próximo dia 28 de julho comemora-se na Coréia o dia da vitória na guerra de libertação da Pátria.

A partir da vitória, o governo toma mais algumas medidas para beneficiar o povo: a cooperativização das fazendas agrícolas, a irrigação dos campos de arroz, a mecanização, a reconstrução das cidades com habitação para todos, a industrialização com prioridade para o setor de máquinas e equipamentos, defesa, energia nuclear e alimentação.

Ao mesmo tempo estimula-se a organização dos trabalhadores nos sindicatos, são fundadas a União Democrática das Mulheres Coreanas e a Juventude do PTC, hoje Juventude Kim II Sung, sob a consigna ”A Coréia é uma só”. Kim II Sung incentivava: ”É fundamental a luta política e ideológica, a superação da consciência egoísta com o objetivo de fazer crescer a produção e a participação popular na direção de seu próprio destino”.

Pyongyang devastada pela guerra é hoje uma linda e desenvolvida metrópole. A Coréia é um país próspero. Seu povo é corajoso, valente, feliz. Sereno. Como as manhãs de Myojyang onde está o belíssimo Palácio da Amizade Internacional, idealizado por Kim II Sung para a glória da amizade entre todos os povos do mundo.

Hoje, seu filho Kim Jong II, que sempre o acompanhou em tudo e que conduzia o PTC como Secretário Geral, é o Presidente da República e leva adiante a luta pela defesa (Songun) e reunificação da Pátria.

Na Coréia todos têm trabalho e salário digno, habitação, lazer e cultura (bibliotecas, música, cinema, teatro, circo, pintura, bordados e esporte para todos). Cultiva-se a ginástica e a leitura. As mulheres trabalham sem ter que abrir mão de sua principal condição feminina – a maternidade – que é amparada e assumida como função social, pelo Estado, pela sociedade. Não faltam creches, escolas e hospitais.

Kim II Sung dizia que “as crianças são o centro de tudo e elas são a prioridade em nosso país”. Há muito o analfabetismo foi erradicado, a educação até a universidade e a saúde são totalmente gratuitas.

Me lembro das palavras do companheiro Cláudio Campos falando sobre a viagem, a primeira das várias que fez à Coréia: “lá é tudo muito bem cuidado, tudo muito bem feito, porque é feito para o povo, lá o governo trata o povo com carinho, com consideração”. Temos em casa fotos das casas dos camponeses que o Cláudio fez questão de registrar, por sua beleza e seus jardins.

Cláudio conheceu Kim II Sung e a Coréia, em 1993, e desde então tornaram-se grandes amigos, companheiros. Ele não perdia a oportunidade de incentivar a todos de conhecerem a Coréia pois “tínhamos muito que ver e aprender com a experiência de luta dos coreanos”.

Hoje Cláudio está junto com Kim II Sung no firmamento e nossa luz ficou mais intensa para que estejamos juntos aqui, na luta pelo futuro da nossa amizade, pelo futuro dos povos brasileiro e coreano, pelo futuro da Humanidade.

Longa vida e boa saúde ao povo coreano, ao Presidente Kim Jong II e ao PTC.

Solidariedade à luta do povo coreano pela reunificação da Pátria.

À gloriosa memória de Cláudio Campos e Kim II Sung.

Hora do Povo

Rizzolo:Cláudio Campos ex- secretário geral do Oito, foi uma figura de grande importância para a reconstrução democrática de nosso país e muitas das conquistas que hoje vivenciamos devem-se a sua dedicação pela luta democrática. Homem de visão aberta, plural, de vanguarda, num dos momentos mais críticos de nossa história, teve a capacidade de romper com a visão esquerdista dominante – determinada a implantar o socialismo -, prevendo que o caminho para que o Brasil se tornasse um país mais justo e fraterno passaria pelo fortalecimento da democracia, pelo envolvimento das grandes massas de brasileiros. Para tanto lutou muito para que se buscasse a união de todas as forças políticas, econômicas e militares em favor da construção de um projeto de país. Rendo aqui minhas homenagens ao companheiro falecido em 2005, que com seu patriotismo iluminava a consciência daqueles que realmente tinham amor ao povo brasileiro.

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“Não há relações azedas entre Brasil e Venezuela”, afirma Heráclito Fortes

“A crise acabou”, afirmou o senador Heráclito Fortes (Dem-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, comentando a visita que o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, fez à Casa, dia 5. O embaixador se encontrou com os membros da Comissão para expor a posição da Venezuela sobre a sua entrada no Mercosul.

“Não há ultimato”, afirmou o embaixador venezuelano. “O que há é um desejo e um compromisso nosso, o nosso prazo para que busquemos soluções”, disse García, esclarecendo que o objetivo de sua visita foi “ajudar a superar qualquer tipo de desentendimento” entre o governo de Hugo Chávez e o Congresso Nacional. Na semana passada, Chávez disse que a ratificação da Venezuela como membro do Mercosul, que depende do Congresso, deve sair em três meses.

De acordo com o embaixador da Venezuela, o que existe, de fato, é um “autocompromisso da Venezuela”, um prazo imposto pelo próprio país para a entrada no Mercosul. “Não há pedido de desculpas. Existem gestos que nos unem e os que nos separam. Esse nos une”, afirmou García.

Por sua vez, Heráclito Fortes considerou a visita foi um gesto positivo: “Não há intenção de relações azedas com o Brasil. Esperamos que os esclarecimentos sejam permanentes e que o diálogo seja construtivo”.

A reunião contou ainda com a presença dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

A adesão da Venezuela ao bloco foi aprovada em 4 de julho de 2006 pelos países membros, e o protocolo foi enviado à Câmara em 26 de fevereiro. Três Comissões examinarão a proposta de adesão – a Parlamentar Conjunta do Mercosul, a de Relações Exteriores e a de Constituição e Justiça -, seguindo posteriormente ao plenário. Quando aprovado, o protocolo seguirá para o Senado.
Hora do Povo

Rizzolo: A Venezuela é país irmão, nunca teve pretenções imperialistas, nunca avançõu um metro em suas divisas, o gesto nobre do embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, e a cordialidade do senador Heráclito Fortes (Dem-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, fazem o diálogo avançar na direção de uma America Latina fraterna, aos que a discórdia interessam não os restará a lamúria do saber que a integração do Mercosul não poderá ser detida.