“Não há relações azedas entre Brasil e Venezuela”, afirma Heráclito Fortes

“A crise acabou”, afirmou o senador Heráclito Fortes (Dem-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, comentando a visita que o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, fez à Casa, dia 5. O embaixador se encontrou com os membros da Comissão para expor a posição da Venezuela sobre a sua entrada no Mercosul.

“Não há ultimato”, afirmou o embaixador venezuelano. “O que há é um desejo e um compromisso nosso, o nosso prazo para que busquemos soluções”, disse García, esclarecendo que o objetivo de sua visita foi “ajudar a superar qualquer tipo de desentendimento” entre o governo de Hugo Chávez e o Congresso Nacional. Na semana passada, Chávez disse que a ratificação da Venezuela como membro do Mercosul, que depende do Congresso, deve sair em três meses.

De acordo com o embaixador da Venezuela, o que existe, de fato, é um “autocompromisso da Venezuela”, um prazo imposto pelo próprio país para a entrada no Mercosul. “Não há pedido de desculpas. Existem gestos que nos unem e os que nos separam. Esse nos une”, afirmou García.

Por sua vez, Heráclito Fortes considerou a visita foi um gesto positivo: “Não há intenção de relações azedas com o Brasil. Esperamos que os esclarecimentos sejam permanentes e que o diálogo seja construtivo”.

A reunião contou ainda com a presença dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

A adesão da Venezuela ao bloco foi aprovada em 4 de julho de 2006 pelos países membros, e o protocolo foi enviado à Câmara em 26 de fevereiro. Três Comissões examinarão a proposta de adesão – a Parlamentar Conjunta do Mercosul, a de Relações Exteriores e a de Constituição e Justiça -, seguindo posteriormente ao plenário. Quando aprovado, o protocolo seguirá para o Senado.
Hora do Povo

Rizzolo: A Venezuela é país irmão, nunca teve pretenções imperialistas, nunca avançõu um metro em suas divisas, o gesto nobre do embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, e a cordialidade do senador Heráclito Fortes (Dem-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, fazem o diálogo avançar na direção de uma America Latina fraterna, aos que a discórdia interessam não os restará a lamúria do saber que a integração do Mercosul não poderá ser detida.

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