Diretores do BC de FH amealharam fortunas servindo à banca estrangeira

Reportagem de capa da revista “Carta Capital” da última semana mostra que presidentes e diretores do Banco Central durante o desgoverno tucano de Fernando Henrique Cardoso alcançaram fortunas depois de suas passagens pelo serviço público. Responsáveis por políticas como as de “flexibilização” cambial, vinculação de quase toda a dívida pública ao dólar antes do estouro e outras medidas que quase destruíram a economia nacional em benefício dos especuladores estrangeiros, esses senhores, antes de ter contato com a instituição pública, levavam vidas relativamente modestas, como professores universitários ou funcionários menores de bancos. Como descreve a reportagem, “se beneficiam agora por normas por eles criadas”.

Antes de presidir o BC entre 1997 e 1999, Gustavo Franco era professor da PUC-RJ. Depois de passar pelo BC, tornou-se sócio da Rio Bravo Investimentos, empresa de consultoria que administra cerca de R$ 2 bilhões. Também professor da PUC-RJ, Pérsio Arida presidiu o BC de janeiro a junho de 1995. Depois tornou-se sócio do Opportunity, junto com Daniel Dantas, e dirige o “Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças”, um antro neoliberal que tem entre seus patrocinadores André Lara Resende, Armínio Fraga e Edmar Bacha.

Gustavo Loyola, – presidente do BC entre junho de 1995 e agosto de 1997 – dava aulas na FGV-SP. Depois de ocupar o mais alto cargo do BC tornou-se sócio de Mailson da Nóbrega na Tendências Consultoria Integrada. Ganha a vida vendendo “análises e informações” para o mercado financeiro.

Já Armínio Fraga fez um estágio com o mega especulador George Soros antes de ir para o BC. Era diretor-gerente do Soros Fund Management. Presidente do BC entre março de 1999 e janeiro de 2003, atualmente é acionista da Gávea Investimentos, administrando cerca de R$ 6 bilhões. Além disso, sua “experiência” o elevou a membro do Conselho de Administração do Unibanco. Recentemente tornou-se sócio das operações da rede MC Donald´s na América Latina e da Corporação Interamericana de Entretenimento, dona do Credicard Hall e outras casas de shows.

Lara Resende, que foi diretor de Dívida Pública do BC. Hoje administra recursos de afortunados como Athina Onassis e dedica-se a competições de hipismo e criação de cavalos puro-sangue. Como descreveu o jornalista Luis Nassif à “Carta Capital”, ele “conseguiu o objetivo dele. Ficou milionário e passou a realizar desejos juvenis”.
Hora do Povo

Rizzolo: Imaginem um país como o nosso, pobre, onde as oportunidades inclusive aos jovens são escassas, ter que conviver com esse bando que se aproveitou de cargos indicados para implementar, inclusive o desemprego e o neoliberalismo perveso; e após a implementação econômica da pilhagem, ainda administram recursos provavelmente por privilegiadas informações que possam ou possuiam ter. Uma vergonha, são os reais representantes da banca estrangeira e que são agraciados pelos seus ” belos serviços “. Enquanto isso o povo brasileiro submerge na míseria e na falta de oportunidade, legado deixado por essa casta.

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