Uma má notícia

A matéria “Milionários brasileiros têm meio PIB”, na Folha de hoje (só para assinantes), revela uma outra verdade que conhecemos, já que a outra fase dela é a pobreza e a miséria de milhões de brasileiras e brasileiras. Segundo a Boston Consulting Group, 130 mil milionários brasileiros têm US$ 573 bilhões. Ou seja, estamos no 14o lugar no mundo, na frente da Índia e da Rússia, só perdemos para a China. Estamos indo bem. Bem mal. Já sabíamos. É só ver a distribuição de renda no país – 1% da população tem 13% da renda e 50% da população também tem 13% da renda nacional. Logo, não é de se estranhar esses dados, que vêm acompanhados de uma outra má noticia: a de que os ricos crescem mais no Nordeste e no Centro Oeste. Quer dizer, a concentração se alastra por todo o Brasil, como mostra a matéria “Milionários mudam o “mapa da riqueza”” (só para assinantes).

Como vemos, as políticas tributárias e distributivas que até hoje adotamos, inclusive no governo Lula, não são nada. O Brasil precisa mesmo é de uma revolução social, uma verdadeira redistribuição de renda, via redução drástica e imediata dos juros, uma reforma tributária e um aumento sistemático e permanente dos salários, aumentando a participação do trabalho na renda nacional, pelo menos em até 50%. E precisa cada vez mais de uma rede nacional de segurança social e previdenciária que atenda de forma universal a todos os brasileiros e brasileiras, para além da assistência social e dos programas como o Bolsa-Família. Precisamos de investimentos massivos em educação, saúde, saneamento, habitação, transportes urbanos, lazer, cultura, esportes e inclusão digital.

O resto é conversa fiada.
Fonte: Site do Zé Dirceu

Rizzolo: Uma vergonha a distribuição de renda nesse país – 1% da população tem 13% da renda e 50% da população também tem 13% da renda nacional, 130 mil milionários brasileiros têm US$ 573 bilhões. Precisamos de uma política radical de distribuição de renda tributando ganhos de capital, aumentando salários, e havendo uma participação cada vez maior do Estado , sem o rompimento com as relações de produção vigentes não resolveremos o problema da miséria no nosso páis, alem do fato , é claro da participação cada vez maior do empresariado brasileiro, da diminuição das taxas de juros e da efetiva política de transição socialista unida com o empresariado nacional e uma forte participação do Estado como regulador. O resto é discurso , é fazer o jogo do capital internacional e do neoliberalismo. Observe que as esquerdas já estão começando a se cansar das timídas políticas sociais do PT. Pra nós ainda são muito tímidas.

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