Federação Internacional de Pilotos diz que estrutura de Congonhas amplia risco de acidentes

Brasília – A Federação Internacional de Pilotos (Ifalpa) criticou nesta quarta-feira a estrutura física do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e disse que a falta de áreas de escape ou canteiros de contenção agrava os riscos de segurança a passageiros. Em nota divulgada no site oficial da entidade, lembra que “tem alertado sobre os perigos da falta de áreas de escape há mais de 20 anos”, endossando a tese de que a colisão do Air Bus da TAM em um hangar da companhia se trata de uma tragédia anunciada.

Embora tenha se recusado a comentar especificidades do acidente por considerar que as investigações ainda estão em curso, a Ifalpa avalia que “quando os arredores de Congonhas chegaram a nível considerável, ficou claro que era necessário aumentar áreas de escape particularmente naquelas que estão fora dos padrões recomendados pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI)”.

As áreas de escape funcionariam como garantia para contornar eventuais derrapagens ou socorrer passageiros vítimas de um incêndio, por exemplo. Segundo normas internacionais, devem ter no mínimo 240 metros de comprimento por 480 metros de largura. “O trágico acidente no aeroporto de Congonhas em São Paulo ontem demonstra mais uma vez a necessidade de se estabelecer áreas de escape nos aeroportos”, enfatizou a associação de pilotos.

Por ser rodeado por prédios, avalia a Ifalpa, Congonhas não tem como desenvolver estas áreas, apresentando “restrições em seus arredores”. A alternativa, sugere, é a utilização de “um canteiro de contenção para permitir um similar ou melhor nível de segurança”. “Nos aeroportos onde essa estratégia foi utilizada, foi provado que os canteiros permitem uma efetiva garantia de frenagem mesmo além da pista”, comenta a nota. “Certamente isso iria melhorar significativamente a segurança de passageiros e tripulação”.

Apesar das críticas à estrutura de Congonhas, a Ifalpa presta condolências aos familiares das vítimas e afirma que os erros de infra-estrutura aeroportuária são “um problema no mundo inteiro”. Destaca que o mundo registra uma média de quatro casos de derrapagem por mês, mas pelo fato de as regras internacionais serem cotidianamente descumpridas, apenas na última semana foram três eventos dessa natureza.

Procuradas pelo Último Segundo, Aeronáutica e Infraero não comentaram as avaliações da Ifalpa.

Rizzolo:É claro que a Anac e a Infraero deveriam estar sofrendo ” pressões” daqueles que visam o lucro, o dinheiro, e a ” rentabilidade de suas empresas “; isso ninguem me tira da cabeça, viu ! e o Judiciário não tem culpa, julga mediante apresentação de documentos. Fica patente que quem ganhou esse ” braço de ferro” foi o capital, e as vítimas, resta os familiares chorar. Infelizmente nesse país o interesse financeiro sempre fala mais alto. Esse aeroporto deveria já ter sido fechado há muito tempo, sem ” lenga lenga”.

Não adianta os golpistas agora misturarem questões totalmente diversas como a dos controladores, com pista molhada, e apagão aéreo, esse golpe não funciona, a questão principal é o que eles não abordam , ou seja, o interesse das Companhias aéreas em insistir na diabólica condição geográfica desse aeroporto, não é problema de gestão como dizem, e sim um problema de “gestão financeira” das Companhias Aereas, esse que é a verdade. Agora querer misturar problemas é manobra diversionista. Uma vergonha descabida !

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