Ex-assessor de Reagan diz que Bush iniciará ditadura nos EUA

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Paul Craig Roberts não é democrata e muito menos um ativista de esquerda: foi secretário-assistente do Tesouro norte-americano durante a administração do republicano Ronald Reagan (1981-1989), e é considerado “o pai da reaganomia”, como são conhecidos os princípios neoliberais colocados em prática na década de 80 por aquele governo.

No entanto, este economista é um dos mais acerbos críticos da administração de George Walker Bush, e insta o povo e o congresso de seu país a exigir o impeachment do presidente.

Roberts afirma que Bush levou o país a duas guerras imperiais sem justificativa (a invasão do Afeganistão em 2001, e do Iraque em 2003), reduziu as liberdades e direitos civis, eliminou a independência dos meios de comunicação, e que a destruição das torres do World Trade Center não pode ser explicada unicamente pelo impacto dos aviões – ele não apóia teorias conspiratórias que o governo tenha colocado bombas no edifício, mas que a explicação oficial não é satisfatória.

Também acusa a imprensa de seu país de ser radicalmente pró-Bush e ocultar vários fatos à população. “Qualquer um que dependa da imprensa, da TV ou da rádio de direita está totalmente mal informado. A administração Bush conseguiu criar um verdadeiro Ministério de Propaganda”. A favor disso, ele escreve em Counterpunch, um célebre meio independente nos EUA, que em junho deste ano alunos da Universidade de Stanford impediram Bush de entrar na universidade e dar uma palestra. No entanto, nenhum dos grandes meios de comunicação noticiou um fato tão importante como este.

Porém, há uma semana, Roberts lançou uma acusação muito mais grave contra o atual presidente estadunidense. Também em Counterpunch, ele escreveu estar convencido de que no próximo ano Bush inaugurará uma ditadura em seu país

Ninguém duvida que os democratas ganharão as eleições presidenciais nos EUA. A má administração interna (evidente quando do desastre do furacão Katrina, em 2005), as duas guerras desatadas pela administração e sua determinação de começar uma terceira (contra o Irã) tornaram o governo de Bush extremamente impopular. O Partido Republicano não tem a menor possibilidade de continuar no poder, caso respeite as eleições.

Por isso, segundo Roberts, em breve os EUA sofrerão um grande ataque terrorista, provavelmente armado pelo próprio governo, argumento para que Bush instaure um estado de sítio, anule as eleições, imponha grandes restrições às liberdades civis e, de passo, ataque o Irã.

É uma acusação muito dura, e Roberts não tem nenhuma evidência para sustentá-la. Porém, o que mais chama a atenção é que ela tenha vindo de um conservador, de um ex-funcionário de Reagan – um presidente que também teve uma política exterior agressiva, como o recrudescimento da Guerra Fria, o ataque contra a Líbia, a invasão de Granada, a derrubada de um avião de passageiros iraniano, e o apoio aos contras na Nicarágua.

Em geral, os críticos de Bush são considerados “esquerdistas” ou “socialistas”, termos pejorativos para a maioria da população estadunidense, mas este ataque não vale contra Roberts. Que um homem que participou em um governo tão conservador e agressivo como o de Reagan seja um crítico ferrenho de Bush é a prova contundente de que o atual governo estadunidense supera qualquer outro em belicosidade e desrespeito à liberdade. E, se Roberts estiver certo, o pior ainda está por vir.

Carlo MOIANA

Pravda.ru

Rizzolo: Tudo que eu tenho dito no Blog não é teoria conspiratória, na verdade o governo Bush , induz a uma falsa realidade ao povo americano. O domínio dos meios de comunicação e as tentativas de justificação da política belicista não tem limite. Agora, tudo isso que Paul Craig Roberts diz é bem possível de acontecer, e vamos chegar a conclusão que Chavez não está tão errado , hein ! ou , se quiser, ” As vozes de Chavez já ecoam nos EUA” ( risos…).

Lula critica “debate irresponsável” e diz que “verdade virá à tona”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (23) “a compreensão do povo brasileiro para que não haja julgamento precipitado de quem quer que seja” na apuração das causas do acidente como avião da TAM. Segundo ele, “não existe hipótese alguma de a verdade não vir à tona”.

“Essa é a obrigação do governo, fazer uma investigação séria para que a gente não acuse e nem absolva ninguém antes de a gente ter uma apuração correta, que ela vai sair com base nas investigações que a Aeronáutica está fazendo e, sobretudo, com o resultado do que tiver na caixa-preta do avião que neste momento está nos Estados Unidos sendo aberta para que a gente possa apurar”, disse Lula, em seu programa de rádio Café com Presidente.

O presidente classificou como “prematuro” e “quase que irresponsável” o debate, neste momento, sobre as possíveis causas do acidente, seja do governo, seja da companhia aérea. “A melhor coisa que nós temos de ter é a prudência para investigar corretamente ao invés de ficarmos fazendo ilações, culpando alguém ou absolvendo alguém”, afirmou. “É preciso que a gente tenha apenas a prudência de investigar corretamente com uma seriedade que uma investigação desse porte merece.”

Lula, mais uma vez, se dirigiu aos familiares e amigos das vítimas do acidente. Segundo ele, as pessoas têm o direito de estar revoltadas. “Eu queria pedir para as famílias apenas isso: muita força, muita fé em Deus porque eu sei o que vocês estão passando e eu sei o sofrimento.”

Leia, abaixo, a íntegra do programa Café com Presidente:

Apresentador: Olá amigos em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro e começa agora o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, na última sexta-feira, o senhor convocou rede de rádio e televisão para falar sobre o acidente ocorrido com o avião da TAM na última semana em Congonhas. Presidente, sobre essas decisões anunciadas pelo governo na sexta-feira?

Presidente: Luiz, antes de começar a falar da tragédia que aconteceu no Aeroporto de Congonhas, eu queria, mais uma vez, me dirigir aos parentes, aos amigos, aos pais, às mães, aos filhos das vítimas. Seja dos que estavam dentro do avião, seja dos que estavam fora do avião. Não para pedir paciência e compreensão. Apenas para pedir força porque as pessoas têm o direito de estarem revoltadas, têm o direito de estarem querendo saber o que aconteceu. E essa é a obrigação do governo, fazer uma investigação séria para que a gente não acuse e nem absolva ninguém antes de a gente ter uma apuração correta, que ela vai sair com base nas investigações que a Aeronáutica está fazendo e sobretudo com o resultado do que tiver na caixa-preta do avião que neste momento está nos Estados Unidos sendo aberta para que a gente possa apurar. Eu queria pedir para as famílias apenas isso: força. Muita força, muita fé em Deus porque eu sei o que vocês estão passando e eu sei o sofrimento.

Apresentador: Como o senhor vê esse debate, presidente, de uma eventual responsabilidade, seja do governo, seja da compania aérea. É prematuro esse debate agora?

Presidente: Eu acho que todo julgamento prematuro é, eu diria, quase que irresponsável. Em um momento como esse, que tem uma tragédia, a melhor coisa que nós temos de ter é a prudência para investigar corretamente ao invés de ficarmos fazendo ilações, culpando alguém ou absolvendo alguém. Nesse momento, isso não é o mais importante, você dizer “fulano de tal não tem culpa ou o aeroporto não tem culpa, quem tem culpa é o governo, quem tem culpa é o avião, quem tem culpa é o piloto ou quem tem culpa é a chuva”. Tudo isso, na verdade, são ilações. É preciso que a gente tenha apenas a prudência de investigar corretamente com uma seriedade que uma investigação desse porte merece. Nós sabemos que têm desastres aéreos que não se tem possibilidade de ter provas porque não tem, sequer, a caixa-preta. Mas, nesse caso, nós temos a caixa-preta, ela já está sendo estudada e eu espero que a gente tenha a resposta. Eu só peço a compreensão, a compreensão do povo brasileiro para que não haja julgamento precipitado de quem quer que seja, que a gente espere, com prudência, a investigação para dizer o que aconteceu. Ou seja, não existe hipótese alguma da verdade não vir à tona. Se o problema foi da chuva, se o problema foi da pista, do avião, se o problema era do piloto. Tudo isso, eu peço a Deus que a gente tenha condições de obter o resultado na caixa-preta do avião para que a gente possa informar a opinião pública.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com Presidente. Hoje falamos sobre a tragédia com o avião da TAM ocorrida semana passada em São Paulo. Presidente, com essas mudanças todas, como fica o Aeroporto do Congonhas?

Presidente: Nós vamos transformar o Aeroporto de Congonhas, que vai cuidar do transporte São Paulo e Rio, quem sabe de Congonhas a Belo Horizonte, quem sabe Brasília. Mas é preciso diminuir os vôos, que não tenha mais conexões, que não tenha mais troca de passageiros ali em Congonhas e que a gente tente utilizar Viracopos, tente utilizar o Aeroporto de Guarulhos. Também nós decidimos que em 90 dias o Conac vai apresentar para o governo uma proposta e um local da construção de um novo aeroporto em São Paulo. Agora, é importante lembrar: por mais seguro que seja o Aeroporto de Congonhas, ele foi cercado pela cidade. É só olhar de baixo ou de cima que a gente vai ver a quantidade de prédios e mais ainda, não faz muito tempo, tem prédios novos sendo inaugurados ali na linha que passa o avião perto do Jóquei Clube em São Paulo. Essas coisas, nós vamos fazer a parte que cabe ao governo federal, à Infraero, à Aeronáutica, ao Ministério da Defesa, vamos procurar um outro local, vamos tentar fazer um outro aeroporto para diminuir as possibilidades de uma nova tragédia.

Apresentador: Obrigado, presidente, e até semana que vem.

Presidente: Obrigado a você, Luiz. E mais uma vez eu quero dizer que precisamos dar a garantia de que estamos oferecendo o melhor ao povo brasileiro, à quem sobe no avião para viajar.

Apresentador: O Café com Presidente volta segunda-feira que vem. Acesse o nosso conteúdo em http://www.radiobras.gov.br. Um abraço para você e até lá.

Fonte: Agência Brasil
Site do PC do B

Rizzolo: Não há dúvida que a apuração com a causa virá, o que ocorre é claro, é a manipulação política da direita que ” baba” em de qualquer forma jogar a culpa de tudo no Lula, e desetabiliza-lo. Ora, isso é ridículo, ter ganho político e misturar questões aéreas num “panelão do golpe” é uma atitude covarde; a verdade é que como o próprio Lula disse e eu estou cansado de dizer, independentemente da causa, precisamos ter outro aeroporto. Como diz Lula: ” Agora, é importante lembrar: por mais seguro que seja o Aeroporto de Congonhas, ele foi cercado pela cidade. É só olhar de baixo ou de cima que a gente vai ver a quantidade de prédios e mais ainda, não faz muito tempo, tem prédios novos sendo inaugurados ali na linha que passa o avião perto do Jóquei Clube em São Paulo. Essas coisas, nós vamos fazer a parte que cabe ao governo federal, à Infraero, à Aeronáutica, ao Ministério da Defesa, vamos procurar um outro local, vamos tentar fazer um outro aeroporto para diminuir as possibilidades de uma nova tragédia ” É o óbvio , mas os aerocratas não querem, porque ali, nesse aeroporto, eles ganham dinheiro, e como na nossa sociedade do lucro e da especulação , o lucro é o que importa, vale mais como dizem eles, o aeroporto ” estar bem localizado “. Uma vergonha safada. Lula tem razão, em outras palavras ele disse que quer mesmo fechar esse monstro ! Danem-se os que não querem !

Trabalho escravo segue fronteira agrícola, apontam entidades

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Brasília – A maior parte dos cidadãos encontrados em situação semelhante à escravidão trabalhava em áreas na fronteira agrícola do país, apontam entidades que acompanham o combate ao problema no Brasil. “A expansão do empreendimento agropecuário coincide com a libertação de trabalhadores”, afirma a oficial de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Andréa Bolzon. Para ela, na fronteira agrícola aliam-se as grandes propriedades às altas taxas de desemprego, favorecendo a contratação de trabalhadores em condições degradantes.

“O trabalho escravo contemporâneo é uma forma do capital reduzir custos em seu processo de expansão e modernização, garantindo competitividade a produtores rurais”, avalia o cientista político Leonardo Sakamoto, da organização de direitos humanos Repórter Brasil. Para ele, o aumento da competição no campo, com o aumento das exportações, incentiva o trabalho escravo. “Utilizam mão-de-obra em condições degradantes, de baixo custo, e invadem terras públicas, o que gera desmatamento, principalmente, na Amazônia”.

A incidência de trabalho escravo na fronteira agrícola pode ser confirmada pelo cruzamento de dados, feito pela Agência Brasil, da “lista suja” do Ministério do Trabalho com o mapa do desmatamento da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente e o crescimento da economia agrícola, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja o mapa.

Outro dado que comprova essa avaliação, segundo as entidades que acompanham o assunto, são as atividade econômica das empresas em que são encontrados trabalhadores em situação semelhante à escravidão. Mais de 60% das fazendas autuadas cria bovinos. Em seguida vem a produção de carvão vegetal, 12%. Duas atividades típicas da fronteira agrícola brasileira.

A função desempenhada pelos trabalhadores também indica a sua utilização em atividades de expansão agrícola, segundo as entidades. Metade deles tinha como trabalho cuidar do pasto. A segunda atividade mais desempenhada é o desmatamento – cerca de 20% dos trabalhadores libertados. São atividades que, segundo a oficial da OIT, antecedem a implementação de pastos e áreas de cultivos.
Agência Brasil

Rizzolo:O trabalho escravo no Brasil, ou com características de escravidão são aquelas que utilizam mão-de-obra em condições degradantes, de baixo custo, e invadem terras públicas, o que gera desmatamento, principalmente, na Amazônia; é um problema persistente nesse imenso Brasil, não há dúvida que políticas de desenvolvimento que coibam esse abuso devem ser implementadas. Não devemos esquecer que o veto à Emenda 3 feita pelo presidente Lula vem de encontro à coibir esses abusos, muito embora a direita , louca para retirar do trabalhador o poder de fiscalização , e por consequência suprir direitos fundamentais do trabalhador brasileiro, é contra o veto. Escravidão e “emenda safada 3” tem tudo a ver com o atraso e a perpetuação da miséria no Brasil. Uma vergonha !

O roubo de cérebros

REFLEXÕES DO PRESIDENTE FIDEL CASTRO

O roubo de cérebros

(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado — ESTI)

NAS minhas últimas reflexões, “Bush, a Saúde e a Educação”, dedicadas às crianças, fiz algumas referências ao tema e coloquei um exemplo. Nesta, dirigida à primeira graduação da Universidade das Ciências Informáticas (UCI), abordarei de uma maneira mais profunda o embaraçoso assunto.

Eles foram os pioneiros, dos quais tanto aprendi sobre a inteligência e os valores de nossos jovens quando são cultivados com esmero. Também muito aprendi do excelente corpo de professores, grande parte dos quais estudou na Cidade Universitária “José Antonio Echevarría” (CUJAE).

Da mesma forma não posso me esquecer do exemplo dos trabalhadores sociais que com sua capacidade de organização e seu espírito de sacrifício enriqueceram meus conhecimentos e minha experiência, nem dos milhares de educadores que se graduaram há pouco, os quais cumpriram o propósito de elevar a um professor em cada 15 alunos a sétima, oitava e nona classe do Ensino Secundário. Todos iniciaram seus estudos universitários quase simultaneamente, com o surgimento das idéias que foram aplicadas na batalha em favor da devolução a sua família e a sua pátria de um menino de seis anos seqüestrado, pelo qual estávamos dispostos a dar tudo.

Daqui a dois dias a UCI graduará 1.334 engenheiros nas Ciências Informáticas de todo o país, que ganharam a bolsa por sua conduta exemplar e pelos seus conhecimentos. Deles, 1.134 foram distribuídos pelos ministérios que oferecem importantes serviços ao nosso povo e por organismos responsabilizados por recursos econômicos fundamentais. Ficou uma reserva centralizada de 200 jovens muito bem escolhidos, que crescerá ano após ano. Seu destino será múltiplo. Esta reserva é integrada por graduados de todas as províncias do país e serão alojados na própria UCI. 56% são rapazes e 44%, moças.

A UCI abre suas portas a jovens dos 169 municípios de Cuba. Suas bases não estão sustentadas no modelo de exclusão e competência entre os seres humanos que preconizam os países capitalistas desenvolvidos.

A realidade do mundo parece ter sido desenhada para semear o egoísmo, o individualismo e a falta de humanidade no homem.

Um cabograma da agência Reuters publicado em 3 de maio de 2006, intitulado “A fuga de cérebros africanos deixa o continente sem pessoal qualificado e obstaculiza o desenvolvimento”, afirma que na África “se calculam em 20 mil os profissionais que emigram cada ano para fixar residência no Ocidente”, deixando o continente “sem os médicos, enfermeiros, professores e engenheiros que necessita para acabar com um ciclo de pobreza e de subdesenvolvimento”.

Reuters acrescenta: “A Organização Mundial da Saúde assevera que a África subsaariana carrega com 24% do peso mundial de doenças, incluindo a Aids, a malária e a tuberculose. Para enfrentar esse desafio apenas conta com 3% dos trabalhadores qualificados do mundo.”

No Maláui, “apenas estão cobertos 5% dos postos para médicos e 65% das vagas para enfermeiras. Nesse país de 10 milhões de habitantes, um médico atende 50 mil pessoas”.

A agência, citando textualmente um relatório do Banco Mundial, expressa: “Estagnada devido aos conflitos internos, a pobreza e as doenças, muitas delas curáveis, mas sem nenhum atendimento médico, grande parte da África não está em condições de competir com os países ricos que prometem melhores salários, melhores condições de trabalho e estabilidade política”.

“A fuga de cérebros é um golpe duplo para as economias débeis que não só perdem seus melhores recursos humanos e o dinheiro em sua instrução, mas também depois devem pagar aproximadamente US$ 5,6 bilhões ao ano para dar emprego aos expatriados.”

A frase “fuga de cérebros” surgiu nos anos 60, quando os Estados Unidos apropriaram-se dos médicos do Reino Unido. Nesse caso o despojo teve lugar entre dois países desenvolvidos, um que emergiu da segunda guerra mundial em 1944 com 80% do ouro em barras e o outro golpeado fortemente e despojado de seu império naquela guerra.

Um relatório do Banco Mundial intitulado “Migração internacional, remessas e fuga de cérebros” divulgado em outubro de 2005, ofereceu os seguintes dados:

Nos últimos 40 anos, mais de 1.200.000 profissionais da região da América Latina e do Caribe imigraram para os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido. Durante 40 anos da América Latina emigrou uma média de 70 cientistas por dia.

Dos 150 milhões de pessoas que no mundo participam das atividades científicas e tecnológicas, 90% concentram-se nos países das sete nações mais industrializadas.

Vários países, sobretudo os pequenos da África, do Caribe e da América Central, perderam através da migração mais de 30 por cento de sua população com nível superior de instrução.

O Caribe insular, onde o idioma de quase todos os países é o inglês, possui a maior cifra de fuga de cérebros do mundo. Nalguns deles, oito em cada 10 graduados universitários abandonaram suas nações.

Mais de 70% dos programadores de software da companhia estadunidense Microsoft Corporation procedem da Índia e da América Latina.

Menção especial merecem os intensos movimentos migratórios que tiveram origem, a partir da desaparição do campo socialista, da Europa do Leste e da União Soviética para a Europa Ocidental e a América do Norte.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) salienta que o número de cientistas e de engenheiros que abandonam seus países de origem e viajam para nações industrializadas equivale quase um terço do número daqueles que ficam em seus países de origem, o que provoca uma diminuição importante do capital humano indispensável.

A análise da OIT faz ênfase em que a migração de estudantes é um fenômeno precursor da fuga de cérebros. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que no início do atual milênio pouco mais de “1,5 milhões de estudantes estrangeiros cursavam estudos superiores nos estados membros, e que deles mais da metade procediam de países alheios à OCDE. Desse total quase meio milhão estava nos Estados Unidos, um quarto de milhão no Reino Unido e por volta de 200 mil na Alemanha”.

Entre 1960 e 1990, os Estados Unidos e o Canadá aceitaram mais de um milhão de imigrantes profissionais e técnicos de países do Terceiro Mundo.

As cifras apenas esboçam a tragédia.

Nos últimos anos a promoção desta emigração converteu-se numa política oficial do Estado em vários países do Norte, com incentivos e procedimentos desenhados especialmente para esse fim:

A “Ata para a Competitividade Americana no Século 21” — aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2000 — incrementou os vistos para trabalho temporário, conhecidos como H-1B, de 65 mil a 115 mil no ano fiscal 2000, e depois até 195 mil para os anos 2001, 2002 e 2003. O objetivo deste incremento foi promover a entrada aos Estados Unidos de imigrantes altamente qualificados que pudessem ocupar postos de trabalho no setor da alta tecnologia. Embora esta cifra diminuísse em 65 mil no ano fiscal 2005, o rio de profissionais para esse país se mantém inalterável.

Medidas similares foram promulgadas pelo Reino Unido, Alemanha, Canadá e Austrália. Este último país desde 1990 priorizou a imigração de trabalhadores altamente qualificados, designadamente em setores como o bancário, a segurança e a chamada economia do conhecimento.

Em quase todos o critério de seleção baseia-se na alta qualificação, o idioma, a idade, a experiência de trabalho e os resultados profissionais. O programa do Reino Unido outorga pontos extras para os médicos.

Esse contínuo saqueio de cérebros nos países do Sul desarticula e debilita os programas de formação de capital humano, um recurso necessário para acabar com o subdesenvolvimento. Não se trata só das transferências de capitais, mas também da importação da massa cinzenta, cortando pela raiz a inteligência e o futuro dos povos.

Entre 1959 e o 2004 graduaram-se em Cuba 805.903 profissionais, incluindo médicos. A injusta política dos Estados Unidos contra o nosso país tem-nos privado de 5,16% dos profissionais graduados pela Revolução.

Contudo, nem sequer para a elite de trabalhadores imigrantes as condições de emprego e de ordenado são iguais às dos nacionais norte-americanos. A fim de evitar o complicado processo que impõe a legislação trabalhista e os custos do trâmite de imigração, nos Estados Unidos chegaram ao cúmulo de criar um navio-fábrica de software que mantém escravos altamente qualificados encalhados em águas internacionais, numa variante de “maquila” para a produção de todo tipo de aparelhos digitais. O projeto SeaCode consiste em manter um navio ancorado a mais de três milhas da costa de Califórnia (águas internacionais) com 600 informáticos da Índia a bordo, que trabalham 12 horas diárias sem parar durante quatro meses no mar.

As tendências à privatização do conhecimento e à internacionalização da investigação científica em empresas subordinadas ao grande capital criaram uma espécie de “Apartheid científico” para a grande maioria da humanidade.

O grupo integrado pelos Estados Unidos, o Japão e a Alemanha tem um por cento da população mundial similar ao da América Latina, mas o investimento em investigação-desenvolvimento é de 52,9 por cento perante o 1,3 por cento. A fenda econômica de hoje antecipa até onde pode chegar a de amanhã, se estas tendências não são revertidas.

Semelhante futuro já foi instalado entre nós. A chamada nova economia movimenta enormes fluxos de capital cada ano. Segundo informa Digital Planet 2006, da Aliança Mundial da Tecnologia da Informação e os Serviços (WITSA), o mercado global para as Tecnologias da Informação e a Comunicações (TIC) atingiu três milhões de milhões de dólares norte-americanos em 2006.

Cada vez são mais as pessoas conectadas à Internet — em julho de 2007 totalizavam quase 1,4 bilhões de usuários —, contudo, em boa parte dos países incluídos muitos desenvolvidos, os cidadãos que não tem acesso a esse serviço continuam a ser maioria. A fenda digital se traduz em diferencias dramáticas onde uma parte da humanidade, afortunada e comunicada, dispõe de mais informação que aquela que jamais teve geração alguma.

Para termos uma idéia do que isso significa, basta comparar apenas duas realidades: enquanto nos Estados Unidos tem acesso à Rede algo mais de 70 por cento da população, em toda a África apenas o fazem os 3 por cento. Os fornecedores de serviços da Internet encontram-se em países de altas receitas, onde apenas vivem os 16 por cento da população mundial.

Urge enfrentar a situação de indigência em que nosso grupo de países encontra-se neste palco das redes globais de informação, Internet e todos os meios modernos de transmissão de informação e imagens.

Não pode ser chamada nem medianamente de humana uma sociedade onde os seres humanos sobrem por milhões e constitua uma prática o roubo de cérebros dos países do Sul, e se perpetua o poder econômico e o desfrute das novas tecnologias numas poucas mãos. Resolver este dilema é tão transcendente para o destino da humanidade como enfrentar a crise da mudança climática no planeta, problemas que estão absolutamente ligadas.

Para concluir, acrescento:

Aquele que tiver um computador dispõe de todos os conhecimentos publicados. Pertence-lhe também a privilegiada memória da máquina.

As idéias nascem dos conhecimentos e dos valores éticos. Uma parte importante do problema ficaria resolvida tecnologicamente, a outra temos que cultivá-la sem descanso ou pelo contrário se imporão os instintos mais primários.

A tarefa que os graduados da UCI têm de agora em diante é grandiosa. Acho que poderão cumpri-la, e a cumprirão.

Fidel Castro Ruz

17 de julho de 2007

11h05
Do Gramna

Rizzolo: Essa questão da fuga de cerebros está inserida na política norte americana de deslavadamente roubar os melhores cerebros ofercendo-os ” mundos e fundos” para lá se estabelecerem nos EUA. Esse problema , de difícil, solução passa pela falta de oportunidade oferecida pelos países da América Latina em que o desenvolvimento tecnológico pouco existe e é sustentado pela importação de tecnologia via multinacionais que dominam a área. No Brasil o pouquíssimo investimento na ciência, o sucateamento do ensino público, a falta total de uma política de pesquisa nas Universidades Públicas faz com que aquele que nada tem a não ser o potencial cerebral se sinta atraído pela sedução americana.

Na verdade a culpa não é exclusivamente do cientista, até porque o Estado lhe deveria proporcionar esse desenvolvimento, mas à parte a essa questão existe outra, que muitos podem achar até romântica que é a do patriotismo, a partir do momento, que o Estado brasileiro resposável, investir maciçamente na pesquisa , nas Universidades Públicas, seria exigência patriótica os cerebros aqui ficarem e encontrarem sim terreno fértil para seu desenvolvimento, um exemplo disso seria no futuro por exemplo, o Centro de Tecnologia do Exército ser um polo de conversão ao desenvolvimento desses cerebros, e ao mesmo tempo dar-lhes embassamento patriótico e por assim serem militares, compromisso com a nação brasileira, entendo isso uma opção, por que verdade seja, dita independentemente de dinheiro, abandonar o país depois de toda sua formação ser custeada pela pátria é uma tremenda safadeza e denota um enorme sentimento de desprezo e falta de patriotismo pela nação brasileira.

Chargem do Arroeira para O DIA

Pra começar uma segunda feira boa !

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Site do PC do B

Aeronáutica investiga sabotagem em Manaus

Uma sabotagem pode ter ocasionado a pane no sistema elétrico do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 4, em Manaus, que prejudicou o tráfego aéreo brasileiro no fim de semana. A assessoria de imprensa do Comando da Aeronáutica informou hoje (22) que abriu sindicância para investigar o caso.

O prazo para apresentação do laudo é de 40 dias. Além da possibilidade de sabotagem, serão investigadas possíveis falhas nos procedimentos para acionar os geradores de energia sobressalentes e problemas técnicos dos equipamentos.

De acordo com a assessoria, não havia motivo para o sistema falhar, pois não houve interrupção do abastecimento de energia pela companhia local.

Outro motivo para desconfiança é o momento do incidente. O período da noite é considerado horário de pico devido ao grande números de vôos internacionais que cruzam a região – a imprensa publicou relatos, não confirmados pela Aeronáutica, de que aviões vindos do exterior tiveram de voltar para seus locais de origem devido à pane.

O Cindacta 4 possui dois geradores de reserva onde foram constadas “anormalidades”, informou nota divulgada ontem. No momento do incidente, apenas um foi acionado, o que sobrecarregou o sistema e levou à falta total de energia.

Os problemas no controle de tráfego aéreo ganharam repercussão quando houve o acidente com o Boeing da Gol em 29 de setembro do ano passado. Desde então, controladores têm sido culpados e, ao mesmo tempo, têm apontado falhas na infra-estrutura e nas condições de trabalho de maneira geral. O impasse levou a greves que provocaram caos nos aeroportos mais de uma vez e a situação ainda não foi solucionada.

Na última terça-feira, um acidente com um Airbus da TAM causou a morte de 187 ocupantes e outras tantas vítimas que estavam no solo, já que o avião se chocou contra um prédio da própria companhia aérea. A tragédia voltou a alimentar a discussão. Estão sendo apresentados indícios de que pode ter havido falha do piloto ou da aeronave.

Na manhã de hoje, quase 40% dos vôos programados atrasaram e 9% foram cancelados. Entre meia-noite e 11 horas, houve 243 atrasos de mais de uma hora e 57 cancelamentos entre as 616 partidas programadas nos aeroportos administrados pela Infraero no país. Em Congonhas (SP), um terço dos vôos foi cancelado entre 6 e 11 horas, período no qual a assessoria da Infraero disponibilizou os dados.

Agência Brasil
Site do PC do B
Rizzolo: Isso ai precisa ser devidamente apurado, sabotador é o que não falta, agora falar em gerador com problemas se não houve queda de energia, é meio estranho, porque o sistema de ” no break” justamente aciona os geradores quando não há energia, mas se não caiu, então não foi acionado; uma coisa é certa, sabotador não falta, e explicação técnica tambem não .

“Igreja Católica está ao lado dos tiranos”, diz Chávez

As difíceis relações entre a Igreja Católica e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atravessam um dos seus piores momentos depois que o Conselho Episcopal Venezuelano (CEV) divulgou um duro documento condenando reformas impulsadas pelo governo. Para Chávez, “Igreja está ao lado dos tiranos.”

O documento, aprovado há duas semanas pela 88ª Assembléia de Bispos e Arcebispos da Venezuela, classifica o governo Chávez de “populista” e critica a política econômica, a reforma educacional, a não-renovação da concessão do canal RCTV e até o lema “pátria, socialismo ou morte”.

“Os altos recursos do petróleo se vêem acompanhados pelo aumento da corrupção e do clientelismo político. Cada dia nosso país se faz mais rentista e perde a oportunidade de se converter num país produtivo”, diz o documento, cuja íntegra está no site http://www.cev.org.ve.

Educação

Uma das principais preocupações demonstradas pela cúpula da igreja é a reforma educacional, área na qual tem ampla atuação: “Há a preocupação sobre a pretensão de propor uma educação com uma única e determinada orientação política e ideológica”.

O documento faz ainda uma referência direta a Chávez ao afirmar que “ninguém, e muito menos o presidente da República, tem o direito a insultar ou agredir pessoas ou instituições que discordem de suas opiniões ou projetos”. A resposta de Chávez veio nesta semana. Na segunda-feira, o presidente venezuelano disse lamentar que o CEV atue “como um partido”.

Pecado

“Lamento muito isso, que ataquem com mentiras, isso é um pecado. Eu me nego a pensar que os bispos e cardeais, que cursaram muito anos de estudo, não saibam o que dizem”, discursou Chávez a militares.

Na quarta-feira, em tom mais duro ainda, o presidente chamou a elite da igreja de “fariseus hipócritas” e insinuou que Jesus Cristo –a quem costuma chamar de “o primeiro socialista”– está do seu lado.

“Não sei o que faria Cristo a alguns bispos aqui da Venezuela (…), que se põem ao lado dos tiranos, dos que exploram o povo, dos que traem o pensamento e a obra de Jesus e apunhalam Cristo pelas costas”.

Considerado um dos mais ferozes críticos de Chávez, o vice-presidente do CEV, bispo Roberto Lückert , disse que a politização é necessária devido aos rumos tomados pelo governo.

“Alguém tem de fazê-lo, alguém tem de dizer as coisas”, disse. “O temor é que se implemente na Venezuela um regime igual ao de Fidel, autocrático, totalitário e militarista.”

Estratégia

Para o padre jesuíta Jesús María Aguirre, o último documento do CEV é também o mais duro contra Chávez desde o início de seu governo, há oito anos. “É o texto que marca mais distância”, disse à Folha. “Desde o ponto de vista ideológico e conceitual, é o mais frontal.”

Aguirre acredita que a estratégia do CEV seja equivocada, pois tende a afastar a cúpula da igreja das camadas mais pobres da população, amplamente favoráveis a Chávez. “Vejo um grande inconveniente em que os sacerdotes entrem numa confrontação pública direta. Essa posição beligerante simplesmente política rompe relações com o movimento popular”, disse o jesuíta, professor de comunicação da Universidade Católica Andrés Bello.

Para ele há uma ferida “nunca curada” entre o governo e a cúpula da igreja desde o frustrado golpe de abril de 2002, quando o então cardeal Velasco assinou a posse do empresário Pedro Carmona, que substituiu Chávez por quase dois dias.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: É lamentável que a Igreja católica na América Latina se tornou instrumento dos poderosos, nota-se que a postura do Papa quando veio ao Brasil , alem de defender várias posições absurdas foi a de atacar os evangéicos dizendo que o que não é católico é ” seita “. Ora, todos sabem que os evangélicos , são pessoas de índole, pessoas devotas, chama-los de seitas, é no mínimo provocá-los é acreditar que isso jamais foi pregado por Jesus Cristo que alem de judeu tinha sim colocações socialistas, e não sectárias, agora a pergunta; De que lado está a Igreja Católica ? Resposta: dos Poderosos e dos Tiranos. Qual a prova ? O discurso em que o pobre e o humilde não são contemplados, apenas aqueles em que o reino dos céus não pertencem. E viva os Evangelicos , que jamais se permitirão serem chamados de seita. E olha que não sou cristão hein !