Salão Naval Internacional vende corveta de nova geração

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Foi inaugurado em São Petersburgo esta-quinta-feira (28) o Salão Naval Internacional, em que participam cerca de 400 companhias dos 28 países. Estão amplamente representadas nele os principais produtores russos de equipamentos navais para exportação, noticia Voz da Rússia.

Em 2007 o volume de exportação desses equipamentos será de aproximadamente dois bilhões de dólares , informou aos jornalistas o vice-diretor geral da companhia “Rosoboronexport” Vladimir Pakhomov.

Ele assinalou que na Rússia não existem planos de exportação de submarinos atômicos. Ao mesmo tempo é bem ampla a lista de equipamentos navais de exportação e o número de países compradores de armas russos aumenta constantemente. Gozam de grande procura no mercado mundial os navios e complexos de mísseis produzidos por empresas russas. Eles são altamente competitivos.

A Rússia, ao lado dos EUA, Alemanha, Austrália e Japão, entra no quinteto de líderes, que ocupam o nichos mais significativos no amplo e promissor mercado dos países do Sudeste asiático. Moscou exporta para lá submarinos, fragatas e lanchas de mísseis.

Nos últimos tempos despertam interesse especial no mundo as corvetas, porque têm amplo uso: proteção das fronteiras marítimas, das águas territoriais, combate à imigração ilegal e pirataria. Os visitantes do salão podem ver um dos modelos de navios russos de nova geração, a corveta “Stereguchi”, na doca .

Segundo o sub-comandante geral da Marinha de Guerra da Rússia, almirante Mikhail Zakharenko:
“A nova corveta “Stereguchi” é navio do século XXI. El,e é equipado com modernos conjuntos de radares, artilharia, anti-navios e aéreos. É um navio ímpar que possibilidade realizar tarefas múltiplas com objetivos marítimos, terrestres, submarinos e aéreos.”

Os especialistas assinalam que os complexos de mísseis e mísseis anti-aéreos para navios de guerra não se comparam a nenhum outro. São sobretudo eficazes os complexos “Kalibr”, “Iakhont”, e “Moskit”. O equipamento dos navios com o sistema integrado de mísseis “Club” possibilita combater com êxito navios e submarinos e até mesmo objetivos costeiros. O complexo universal “Uran”, fornecido a uma série de países asiáticos, pode ser usado como navios pequenos, por exemplo, lanchas de mísseis e também fragatas e corvetas.

Os trabalhos do salão duraram quatro dias . Os especialistas esperam que nele serão assinados contratos de centenas de milhões de dólares. Hoje “Rosoboroexport” e a francesa Thales Naval Division firmaram um memorando de entendimento para cooperação na àrea da podução da técnica naval. Também os representantes da Força Naval indonésia fizeram uma emenda para a construção na base de corveta “Stereguchi” ( modificação “Tigre”) de uma série de corvetas.

Pravda

Rizzolo: A indústria bélica russa é muito avançada para quem gosta e entende de armamento sugiro o site do Pravda Armamento Russo.

O Pentágono e a “bomba gay”

WASHINGTON (AFP) — Uma “bomba gay”, que transforma os soldados inimigos em homossexuais que preferem fazer amor a fazer a guerra, foi uma idéia destrambelhada que um laboratório militar propôs ao Pentágono em 1994, porém continuou seu curso.

O laboratório Wright do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte) solicitava US$ 7,5 milhões para criar esta bomba que continha um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria a “um comportamento homossexual”, e minaria o “espírito e a disciplina das unidades inimigas”.

O documento, descoberto em dezembro de 2004 por Sunshine Project, uma associação com sede no Texas (sul) e na Alemanha, que lutava contra as armas biológicas, circula há vários dias pelos blogs e pela mídia estadunidense.

O Pentágono confirmou a existência da proposta, mas minimizou seu alcance. “O Departamento de Defesa jamais incentivou tal conceito (…) e o Pentágono não aprovou nenhum financiamento”, disse à AFP um porta-voz militar, o tenente-coronel Brian Maka.

Lembrou que a idéia fazia parte de várias propostas sobre armas não-fatais, entre as quais, um produto químico que tornaria os inimigos muito sensíveis à luz do sol, e outra que procurava obter abelhas superviolentas.

No entanto, Edward Hammond, do Sunshine Project, põe em dúvida as afirmações do Pentágono. “A proposta não foi rejeitada totalmente. Posteriormente, foi analisada”, segundo escreveu no site da associação.

Afirma que a idéia foi inserida em um CD-ROM promocional sobre armas não-fatais, por um organismo do Pentágono, com sede em Quantico (Virgínia, leste).

Segundo Hammond, a idéia foi reiterada em um estudo enviado à Academia Nacional das Ciências, em 2001.

“Esta história mostra as idéias do Pentágono sobre a sexualidade e sobre a relação entre a sexualidade e a idéia de ser um bom soldado”, disse o professor da Universidade da Califórnia (oeste) em Santa Bárbara, Aaron Belkin.

Fonte: Granma Cuba

Rizzolo:Ah! mas isso aí só pode ser uma brincadeira, né ? Transformar os inimigos em homosexuais, é demais hein ! Largam as armas e trocam receitas ( risos…)

Ato em rechaço a separatistas é o maior da história na Bolívia

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Uma multidão tomou as ruas de La Paz contra manobra de mudar a capital para Sucre, próxima à região rica em hidrocarbonetos a qual os entreguistas querem ofertar às transnacionais

Mais de um milhão de pessoas tomaram as ruas da capital boliviana La Paz na sexta-feira, 20, para repudiar a manobra dos separatistas de transferir o Executivo e o Legislativo para a província de Chuquisaca, cuja capital é a cidade de Sucre e com isso tentar enfraquecer a capacidade de centralização do país e a proximidade do povo aos órgãos de poder (enquanto a capital La Paz e sua vizinha El Alto reúnem mais de 2 milhões de habitantes, Sucre não chega a abrigar 250 mil e está próxima dos departamentos onde atuam os que querem dividir o país).

No que foi considerada a maior manifestação da história da Bolívia, o ato reuniu caravanas de camponeses, trabalhadores, estudantes, empresários, políticos e funcionários públicos de diversas partes do país, que se dirigiram a El Alto, nos arredores de La Paz, desde o início do dia, sob o lema “A Sede Não Se Move”. Imagens do protesto transmitidas pela TV mostravam quilômetros de ruas cobertos pela multidão.

A sede desses dois poderes foi levada a La Paz no fim de 1899, em conseqüência de uma guerra civil que começou com uma demanda de federalização do país semelhante à atual de autonomias departamentais propostas pelos separatistas, que não se conformaram com a vitória de Morales nas últimas eleições presidenciais. Sucre manteve a sede do poder Judiciário.

Os distritos que tentam aprovar a mudança da capital administrativa da Bolívia tentaram, em vão, impedir o estabelecimento da Assembléia Constituinte proposta pelo presidente Evo Morales, que a convocou com objetivo de adequar a Constituição do país às transformações que vêm se realizando na Bolívia, como a nacionalização dos recursos naturais e a reforma agrária.

Agora, parlamentares constituintes da cidade de Sucre – apoiados por alguns parlamentares separatistas dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija – pretendem voltar a abrigar o Executivo e o Legislativo e incluíram essa demanda na Assembléia Constituinte que está reescrevendo a Constituição da Bolívia.

UNIDADE NACIONAL

O prefeito de La Paz, José Luis Paredes, afirmou que a manifestação servirá para consolidar a unidade nacional. “La Paz e sua população são a garantia da unidade do país e fomos também os promotores da Assembléia Constituinte, por isso estamos indignados com a proposta de mudança de sede”.

“A responsabilidade do povo foi maior do que imaginávamos”, disse Paredes.

“Viemos para dizer àqueles que querem nos separar, que querem a divisão do país, que as suas tentativas não terão sucesso”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de La Paz, Luis Revilla..

Em resposta ao argumento dos separatistas da importância da “unificação” dos poderes em Sucre, os manifestantes exigiram a transferência do Judiciário de Sucre para La Paz.

Claudio Álvarez, da Central Operária Regional de El Alto, afirmou que a proposta de mudança da capital foi feita pela direita boliviana. “Essa mudança pretende jogar os bolivianos uns contra os outros e dividir o país”, acrescentou.

O presidente da Federação de Associações de Moradores (Fejuve) de El Alto, cidade vizinha à La Paz, Nazario Ramírez, discursou que a “mobilização é contra os partidos neoliberais, a oligarquia econômica e a oligarquia política”.

O chamado à unidade boliviana foi a tônica dos discursos pronunciados por vária lideranças regionais, municipais, operários e camponeses.

María Quisbert – uma das voluntárias de La Paz que coordenaram o protesto – classificou a manifestação de sexta-feira como “histórica”. Ela declarou que o protesto serviu para mostrar que “o povo está unido contra a possível mudança de sede do governo”.

Ao final do ato, os manifestantes aprovaram um prazo até seis de agosto para que a Assembléia Constituinte da Bolívia “elimine definitivamente o tratamento do tema em todas as suas instâncias”. Caso contrário, o departamento (Estado) inteiro fará uma greve geral.

O presidente Evo Morales declarou em entrevista à imprensa no Palácio Quemado que o povo reunido em La Paz “lidera a unidade nacional e luta com muito sentimento por essas profundas transformações que vive o país”.

“La Paz, sem ofender nem provocar ninguém almeja a grande unidade nacional mediante a Assembléia Constituinte”, acrescentou Morales.

Além de não servir aos interesses nacionais, segundo cálculos da Câmara Nacional de Comércio, o Estado precisaria de mais de US$ 10 bilhões para transferir para Sucre toda a infra-estrutura instalada há 108 anos em La Paz.

OLIGARQUIA

A campanha separatista, cujo centro está localizado na província de Santa Cruz de La Sierra, se intensificou desde a vitória do candidato popular Evo Morales que busca colocar os recursos do país a serviço dos interesses do conjunto de sua população.. Ao invés de se submeter à decisão do povo nas urnas, essa oligarquia pretende dividir o país e formar um enclave onde possam se beneficiar de migalhas e propinas a partir da entrega da riqueza do subsolo, em contraposição às medidas de nacionalização do gás e do petróleo efetivadas por Evo.

Milhares de bolivianos já haviam tomado as ruas do país no início do ano em Cochabamba para exigir o afastamento do governador Manfred Reyes, que mesmo com sua proposta separatista derrotada nas urnas por um plebiscito, prosseguiu com a campanha pela separação.

O bando separatista da Bolívia, que tenta arrancar ao país a região mais rica em petróleo, gás e outras riquezas naturais, tem como um dos chefes o latifundiário Sergio Antelo, que ameaçou que, se não se garante a autonomia para seus interesses, “tudo é possível”. No documento “proposta de reforma do texto constitucional do Conselho Pré-autonômico de Santa Cruz”, patrocinado por Antelo, por Juan Carlos Urenda Díaz, advogado que recebia pelo Escritório Jurídico Sullivan & Cromwell de Nova Iorque (ligado ao JP Morgan e às empresas norte-americanas com interesses no Canal de Panamá) e por Javier Mansilla, funcionário de multinacionais do petróleo, entre outros; exigem que as províncias possam: “autorizar a negociação de empréstimos, alienação de bens e realização de contratos que comprometam os ingressos petroleiros e do gás da região”, e que os governos autônomos possam “fomentar planos migratórios para a utilização da terra e dos recursos naturais do país”.

RODRIGO CRUZ
Hora do Povo

Rizzolo:Essa proposta separatista é uma manobra safada da direita apoiada pelas empresas internacionais que querem sim dividir o país e formar um ducado onde possam se beneficiar de migalhas e propinas a partir da entrega da riqueza do subsolo, em contraposição às medidas de nacionalização do gás e do petróleo efetivadas por Evo, ou seja , querem ter uma parte do páis pra eles, é lógico que a direita com isso quer jogar uns contra os outros para enfraquecer o governo Morales, esse bando separatista conta com apoio de empresas norte americanas que não se conformam em não conseguir se apropriar e lucrar explorando da única riqueza do povo Boliviano que são os hidrcarbonetos. A resposta foi o povo na rua .

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Matéria da Veja “gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores”, repudia Aeronáutica

O Comando da Aeronáutica repudiou as ilações publicadas pela revista “Veja”, em sua edição de 18 de junho de 2007, com o objetivo de disseminar informações distorcidas a respeito da eficácia do controle aéreo do país e semear pânico na sociedade.

Em carta enviada a “Veja”, dia 16 de junho, a Aeronáutica afirma que a matéria com o título “Um buraco negro chamado Sivam” não contribui para o esclarecimento ao público “uma vez que é fraco seu embasamento técnico, o que presta desinformação e gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores”. Publicamos na íntegra a nota da Aeronáutica.

“Sobre a matéria “Um buraco negro chamado Sivam”, publicada na revista Veja (nº 28, de 18 de julho de 2007), o Comando da Aeronáutica repudia veementemente a forma como ela foi colocada, julgando imprescindível esclarecer alguns relatos apresentados, com informações equivocadas, e que denotam desconhecimento do jornalista a respeito do funcionamento e da concepção do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

“O Comando da Aeronáutica reafirma que, no tocante à circulação aérea geral, o espaço aéreo brasileiro possui uma cobertura radar efetiva, plena, no nível da aviação comercial, ou seja, acima de 29.000 pés de altitude. No entanto, a reportagem confunde a função de controle de espaço aéreo com a de defesa aérea, fazendo ilações indevidas a respeito da capacidade de a FAB prover uma proteção adequada de nosso espaço aéreo.

“Radares fixos não têm como função principal a deteção de alvos a baixa altura, eles existem para a coordenação dos chamados “tráfegos cooperativos” em apoio à atividade de controle de espaço aéreo.

“Além disso, em nenhum momento, os Esquadrões de Super-Tucanos (A-29) foram transferidos de suas bases para o Estado de Goiás. Na verdade, essas aeronaves voam na Amazônia e operam, quando em missão de combate a aeronaves ilícitas, em coordenação com aeronaves radar R-99A, da Força Aérea Brasileira, e com radares móveis aerotransportáveis, ampliando significativamente a capacidade de manutenção de nossa soberania.

“Vale ressaltar que o jornalista não tem acesso ao número de acionamentos realizados pelas aeronaves de alerta naquela região e, por isso, erra grosseiramente ao afirmar que não acontecem interceptações naquela região.

“Quando se reporta à insegurança causada por eventuais falhas na deteção radar, o jornalista demonstra desconhecer que o controle do tráfego aéreo é realizado precipuamente por meio de comunicações VHF e que qualquer inoperância de um equipamento radar repercute na quantidade de aeronaves controladas, em determinado espaço e tempo, e não na segurança delas.

“Além disso, a matéria relata uma possível colisão indicada pela console de controle de vôos, quando na verdade as aeronaves voavam em altitudes distintas, sem qualquer possibilidade de choque entre elas.

“Uma foto apresentada como indicativo de problemas no sistema, nada mais é do que o retrato de um agrupamento de setores de controle, o que é uma característica do sistema e não uma falha, como afirma o jornalista.

“Dessa forma, a reportagem nada mais é do que um arrazoado de críticas, provavelmente advindas de pessoas insatisfeitas com as medidas eficientes que a FAB tem adotado para o controle do espaço aéreo brasileiro e, dentre outros equívocos, que misturam atribuições do CINDACTA IV (originado do SIVAM) com as do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM).

“Lamentavelmente, a matéria em nada contribui para um eventual aperfeiçoamento do sistema, tampouco serve para o devido esclarecimento ao público, uma vez que é fraco seu embasamento técnico, o que presta desinformação e gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores de tão importante Revista”.

Hora do Povo

Rizzolo: Observem que a Veja agora insulta os militares, semeando pânico na sociedade , a reportagem nada mais é do que um arrazoado de críticas, provavelmente advindas de pessoas insatisfeitas com as medidas eficientes que a FAB tem adotado para o controle do espaço aéreo brasileiro , a ídéia da reportagem é gerar dúvida, tumultuar, criticar e talvez fazer com que o leitor acabe se interessando pela assessoria daquele Marc Baumgartner palpiteiro ! do artigo abaixo. No meu ponto de vista essa matéria por ser sem base, caracteriza um desprezo e um desrespeito às nossas Forças Armadas.

Brigadeiro José Carlos Pereira rechaça ingerência no setor aéreo brasileiro:

‘Eles que cuidem do espaço aéreo deles, nós cuidamos do nosso’

Para o presidente da Infraero, “a Ifatca não tem autoridade moral nem técnica”

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, desqualificou a declaração do presidente da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), Marc Baumgartner, de que o Brasil precisa de uma intervenção estrangeira no setor aéreo. “A Ifatca não tem autoridade moral nem técnica”, afirmou o brigadeiro. “São uns imbecis querendo se meter. O Brasil não precisa dessa ajuda internacional. Eles que cuidem do espaço aéreo deles e nós cuidamos do nosso”, completou.

O brigadeiro rechaçou a ingerência estrangeira, considerando-a “inaceitável”. Para ele, o único órgão que poderia opinar sobe a situação do Brasil é a Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) e “mesmo eles, só fazem recomendações, nunca sugerem intervenção”, disse. Sobre a declaração do alienígena, o brigadeiro avaliou como uma “intromissão” em um assunto nacional, afirmando que “nenhum país admitiria que o Brasil propusesse a mesma coisa”.

“Foi uma tragédia sim, mas é uma tragédia nossa”, ressaltou o brigadeiro, sobre o acidente com um Airbus da TAM que causou a morte de 187 pessoas que estavam no vôo e outras vítimas que estavam no solo, causando a dor em dezenas de famílias brasileiras e deixando a nação perplexa. O presidente da Infraero rechaçou o açodamento de certos setores, principalmente da mídia reacionária, em atribuir a culpa do acidente à pista do aeroporto, antes mesmo do término das investigações. “É fácil atribuir o acidente ao Aeroporto de Congonhas. O avião não freia e a culpa é da pista”, frisou o brigadeiro, informando ter recebido um documento do Ministério Público proibindo a abertura da pista. “Isso tumultua ainda mais o tráfego aéreo”, frisou.

LACAIO

Externando a posição dos seus amos do capital financeiro internacional, o escrevinhador Jonathan Wheatley, correspondente no Brasil do jornal britânico Financial Times, afirmou que o acidente do avião da TAM mostra que “a extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara”. Ingerência estrangeira mais explícita não há.

Em artigo intitulado “Desastre envolvido em farsa”, Wheatley pontifica sobre a necessidade de aparição em público de Lula ou até mesmo qual deve ser o tempo das declarações do nosso presidente. “É difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses”, garatujou.

A ingerência da Iftaca nos assuntos internos do Brasil já foi denunciada pelo deputado André Vargas (PT-PR), membro da CPI do setor aéreo, que divulgou os correios eletrônicos enviados pelo suíço Christoph Gilsen, membro da Iftaca, insuflando o motim dos controladores de vôo. Segundo o deputado, os correios eletrônicos “atacavam a imagem do Brasil, interferindo em assuntos internos do país, a partir de uma ação planejada com o objetivo deliberado de criar um ambiente de pânico e insegurança na opinião pública e desmoralizar o sistema de tráfego aéreo e a segurança de tráfego aéreo no Brasil”. “É inadmissível e tem que ser apurado”.

Na época, o Comando da Aeronáutica repudiou as declarações do suíço e afirmou: “causa estranheza que, no momento em que o Comando da Aeronáutica afasta controladores que buscavam desacreditar o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, surja um representante da Ifacta para questionar a eficiência do software utilizado no Brasil”.

Hora do Povo

Rizzolo: Esse pessoal da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), deveriam cuidar da vida deles, se prestam sempre a dar declarações á mídia golpista para apenas tumultuar, já não é a primeira vez que o palpite vem de fora, esse Marc Baumgartner é extremamente atrevido em se meter em questões de soberania nacional. Isso é problema nosso como disse o Brigadeiro José Carlos Pereira, me lembro que na questão dos controladores esse pessoal do Ifatca serviu de ” assessores da mídia golpista ” insuflando os controladores, que hoje repondem na forma da Lei da Justiça Militar. Agora é isso que dá, um país vendido ao capital internacional, um país onde empresas multinacionais sangram o país, país esse onde o Banco Central registrou a entrada de US$ 501 milhões referentes ao chamado investimento direto estrangeiro, ao mesmo tempo em que as transnacionais instaladas no país enviaram US$ 2,632 bilhões para suas matrizes no exterior a título de lucros e dividendos, só pode dar margem a esses lacaios do capital internacional e golpistas fazerem do Brasil ” a casa da mãe Joana “. É uma farra, se acham dono disso tudo, dizem o que querem e tem o apoio de toda mídia que torcem para que o Brasil se torne cada vez mais colônia dos EUA.

Manda esse pessoal embora !
Imagine ” Intervenção estrangeira ” já não basta as multinacionais que temos aqui sufocando a indústria nacional e pobre do empresário brasileiro, ainda querem se meter nessa área, Uma vergonha , hein !

Mídia golpista esconde laudo do IPT sobre o atrito da pista

Laudo do IPT: Congonhas está acima das exigências técnicas

Mídia ocultou parecer do instituto que derruba a versão de que a pista foi responsável pelo acidente e, portanto, a reforma do governo

Vejam os amigos leitores essa jóia encontrada na última edição da revista “Veja”: “A culpa pelo acidente da TAM pode ser da pista inacabada de Congonhas, de um defeito mecânico do avião, de um erro do piloto, da chuva, do acaso, de tudo isso combinado. A única certeza é a parcela de responsabilidade do governo pela tragédia”.

GOLPISMO

Em suma, a realidade – isto é, a verdade – não interessa. Não importa a causa do desastre. A única coisa que importa é que a “Veja” quer usar a tragédia para atacar o governo. Mesmo que o avião tenha caído porque um gavião que entrou pela turbina, ou devido a um ataque alienígena, a culpa é de Lula. O que é isso senão uma confissão de golpismo, puro e simples, e sem disfarces? Para cevar um golpe de Estado contra Lula, vale tudo. Inclusive desrespeitar famílias e mortos, tentando usá-los em uma manipulação meramente golpista.

Durante meses, mantêm uma campanha sórdida para criar uma crise no setor aéreo. E, sem dúvida, conseguiram criá-la, à custa de deixar controladores, pilotos e outros profissionais à beira de um ataque de nervos. Mas quando acontece uma desgraça, não importa a causa, a culpa é do presidente Lula.

Porém, não é todo golpista que é tão burro quanto os da “Veja” para confessar sua torpeza. A maioria percebe que tem de agitar uma causa do acidente que sirva aos seus objetivos. Não foi por outra razão que tentaram culpar a pista – isto é, as obras que o governo federal promoveu na pista de Congonhas. Os golpistas menos estúpidos percebem, também, que não adianta fugir do assunto e dizer, como a “Folha de S. Paulo”, que mesmo que a pista seja uma maravilha, o problema é que o governo não fechou Congonhas. É preciso um motivo para fechar Congonhas – e sempre alguém lembrará que eles foram contra a construção do aeroporto de Cumbica e sempre se opuseram à utilização do aeroporto de Viracopos.

O que está em questão é a causa do acidente. Exatamente por isso é que essa mídia escondeu vergonhosamente o parecer do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) exarado no dia 19 – dois dias depois da tragédia de Congonhas.

O Parecer Técnico nº 12792-301, assinado pela engenheira Márcia Aps, diretora do Centro de Tecnologia de Obras de Infra-estrutura, do IPT, é uma análise da pista principal do aeroporto de Congonhas depois de concluída a reforma empreendida pelo governo federal. Afirmaram os técnicos do IPT: “a mistura asfáltica (….) pode ser considerada tecnicamente como apta para o tráfego de aeronaves, veículos e equipamento de obras. (….) no que tange à concepção do revestimento asfáltico quanto às suas propriedades mecânicas, esta camada de rolamento atende às especificações de projeto e todas as implementações adotadas adicionaram características positivas”.

Quanto à questão da pista molhada, diz o IPT: “Os valores encontrados nos dois monitoramentos recentemente realizados, mostram-se acima dos valores recomendados do ponto de vista de atrito em pista molhada, tendo em vista os limites recomendados internacionalmente (ICAO-Anexo 14) e nacionalmente (DAC). Pela análise realizada, no que tange às condições de superfície do revestimento asfáltico, os valores medidos de atrito pela Infraero na pista principal por meio do equipamento mu-meter, na situação atual, revelam-se acima dos limites mínimos especificados”.

Em resumo: a pista principal de Congonhas, após as obras, não tinha e não tem qualquer problema que justifique sua interdição. Muito pelo contrário, ela estava – e está – acima das exigências técnicas e dos padrões internacionais. Na verdade, após a reforma, ela é uma das melhores pistas do país. E isso deve-se, exclusivamente – faça-se justiça – ao governo Lula.

No entanto, esse parecer do IPT foi escondido pela mídia. Por quê? Exatamente porque destruía a forjicação de que o governo Lula fosse o responsável pelo acidente. E o interesse único dessa mídia era culpar o governo, em especial, a Lula.

A existência do parecer do IPT foi revelada na sexta-feira, dia 20, por Fernando Rodrigues, em seu blog na Internet. No dia seguinte, apesar de Rodrigues ser um dos principais jornalistas da “Folha de S. Paulo”, esta enterrou o parecer na página 6 de um caderno interno. E mesmo assim é uma nota tão pequena que passou desapercebida à maioria dos leitores. No mesmo dia, na “Globo”, o Jornal Nacional deu a notícia do laudo do IPT e em seguida colocou a imagem de um piloto da TAM garantindo que a pista de Congonhas “não é segura”. Assim, um parecer altamente qualificado foi supostamente desmentido pelo que um piloto acha – ou tem interesse em achar. É mais ou menos como se alhos e juntas homocinéticas servissem para a mesma coisa. Ou como se os primeiros fossem melhores que as segundas para a mesma coisa.

No resto da mídia golpista, menos ainda apareceu. O relatório somente fez sua entrada no dia 22, quando um editorialista do “Estadão”, jornal conhecido por seu amor às causas progressistas e populares – e em especial por sua fascinação pelo presidente Lula -, publicou uma carta do presidente do IPT, supostamente desmentindo Rodrigues. Alguns aventaram a hipótese de tal carta haver sido fabricada por ordem do governador José Serra, que é quem nomeia o presidente do IPT. Realmente, Serra havia desmentido a existência do parecer do IPT na própria terça-feira, dia do desastre, quando o governo federal, que o havia solicitado ao IPT, divulgou que ele existia. Naquele momento, o parecer do IPT já estava pronto. Mas só foi assinado e entregue à Infraero na sexta-feira. Serra, portanto, poderia não conhecer a existência do relatório. Mas, então, por que desmentir sua existência de pronto, tão rapidamente e com tanta certeza?

ENROLAÇÃO

O presidente do IPT pretende desmentir Rodrigues – apesar deste haver divulgado a íntegra do relatório, que fala por si próprio. Segundo o funcionário, o IPT jamais emitiu laudo “liberando a pista”. É verdade, mas quem falou nisso? Reproduzimos a resposta de Rodrigues ao desmentido do presidente do IPT: “post scriptum (23.jul.2007): o post acima [que relata a existência do parecer do IPT] tem 518 palavras. Faz um relato óbvio: o parecer do IPT não aponta óbices na pista de Congonhas. Não fala em liberação de pista. Relatou-se, portanto, um fato: a existência de um parecer. Pois o IPT produziu uma resposta de 1.184 palavras para dizer a mesma coisa… de outro jeito. É uma enrolação fantástica (‘há várias afirmações do jornalista que merecem ressalvas’). Essa gente é maluca?”.

Maluca, propriamente, não. É golpista – e sem o menor pudor de esconder documentos ou desmentir o que nunca foi dito.

CARLOS LOPES

Hora do Povo

Rizzolo:A questão do laudo é importante porque assevera que a pista estava em condições apropriadas, contudo, fica patente que essa mídia quer sim se aproveitar do momento político para desetabilizar Lula. Agora, no meu entender a questão principal é a inviabilidade geográfica de Congonhas, e isso mais uma vez a mídia esconde, até porque os aerocratas que despejam aviões nesse aeroporto maldito faturam alto e pouco estão interessados em segurança.

O governo deve , como já disse, construir outro aeroporto em local apropriado e não se deixar sofrer por pressões desses “especuladores do ar”

O avião da TAM e o subdesenvolvimento

Escrito por Fábio Luís
23-Jul-2007

Há dois tipos de acontecimento que geram manchete e alarde em um país subdesenvolvido como o Brasil.

De um lado, episódios onde morrem brancos em escala. Por trás desses eventos, subjaz algum tipo de irresponsabilidade característica do capitalismo subdesenvolvido. É o Bateau Mouche que afunda, os prédios da construtora do deputado que caem no Rio de Janeiro, o avião que atravessa a cidade.

Há sempre uma espécie de negligência onde o imperativo do negócio atropelou as elementares precauções de segurança. Não significa que isso só aconteça na periferia do capitalismo: mas aqui, é a regra.

No caso recente do acidente envolvendo o avião da TAM em São Paulo, a hipótese mais ventilada evoca a pressa em utilizar a pista reformada, onde o asfalto deveria esperar 45 dias para receber os sulcos que drenam a água da chuva. E isso não aconteceu.

O outro tipo de notícia que ganha as manchetes são chacinas que envolvem pobres indefesos em larga escala. O massacre da Candelária, o massacre do Carandiru, os 17 sem terra mortos no Pará. Ao contrário das mortes envolvendo os brancos, estas não motivam a consternação unânime dos cidadãos, divididos por aqueles que acham que direitos humanos é coisa de bandido.

Outra diferença: as chacinas de pobres são, no geral, operadas pelo Estado ou contam com a sua conivência – enquanto os desastres no mundo dos brancos são causadas por negócios privados, ancoradas na omissão do poder público.

Não significa que esse tipo de crime seja inexistente no capitalismo central. Mas lá constitui uma aberração, enquanto entre nós é o padrão.

Existem também as tragédias pessoais que ganham as páginas da imprensa. Geralmente protagonizadas por brancos ricos – como no caso da menina Richtofen, que matou os pais com os irmãos Cravinhos –, encontrou uma exceção inovadora no caso do ônibus 174 no Rio, onde um ex-menino de rua provocou um drama que o levou ao estrelato e à morte.

Ambos os tipos de episódio configuram faces opostas da moeda do subdesenvolvimento: no mundo dos brancos, predomina a ausência das regras que caracterizariam um ambiente competitivo, onde o Estado se faz presente como agente regulador em nome de um patamar mínimo de homogeneidade social, chamado de bem comum – ou a República.

No mundo dos pobres, explicita-se a falta de organicidade do tecido social, no momento em que um setor marginalizado do bem comum é alvejado por representantes do Estado sem direito a defesa nem acusação póstuma. A impunidade é a marca registrada desta sociedade cindida, que se sustenta no consentimento ativo ou passivo da maioria silenciosa.

Todos se condoem das vítimas do acidente da TAM, como nos Estados Unidos ninguém festejou as mortes nas Torres Gêmeas. E, no entanto, é preciso perceber que são duas faces da mesma moeda: o subdesenvolvimento em um caso, o imperialismo no outro.

Que, por sua vez, são as duas faces do capitalismo contemporâneo.

Fábio Luís é jornalista.
Correio da Cidadania

Rizzolo: Não deixa de ser interessante essa reflexão, li o artigo e pensei muito , refleti e acho que existe sim uma grande diferença no Brasil entre catastrofés onde morrem brancos em escala, onde os crimes culposos são a maioria, por imprudência, imperícia, ou negligência, que envolve sim caracteristícas capitalistas ou de servilismo ao capital ao lucro, e por outro lado as tragédias dos desafortunados que também ocorrem mas com um amortecimento coercitivo, ou de carater desapropriatório como as chacinas onde o Estado seria o ” longa manus ” da representatividade do capital, Estado esse a serviço da coibição em geografias onde há a ausência do próprio Estado. O Poder Público estaria mais agressivo em esferas onde não há a proteção do Estado como no morro do Alemão.

Na realidade existira um Estado regulador às tragédias de carater capitalista branca e opressor nas tragédias dos pobres e desvalidos, onde o Estado oprime exatamente onde impera a ausência do Poder Público. Agora a pergunta : A mídia conservadora daria a mesma importância se ao invés dessa tragédia horrível de avião que nos chocou, a tragédia horrível fosse a morte de 180 pessoas humildes Bóias Frias num onibus no interior de uma cidade do nordeste vindos de uma romaria ? Será que teria o mesmo destaque ? Enfim na desgraça não existe classe, nem meio de tranporte elitizado pelo menos para mim.