Governo anuncia liberação de mais 6 bilhões para o PAC

Recursos foram desbloqueados durante a avaliação das receitas do terceiro bimestre. Previsão de crescimento do PIB aumenta pra 4,7% e se aproxima da meta do presidente

O Ministério do Planejamento informou que o governo irá liberar R$ 6,8 bilhões do Orçamento, dos quais R$ 6 bilhões serão investidos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos serão destinados principalmente aos ministérios dos Transportes (R$ 2,1 bi), das Cidades (R$ 1,6 bi), da Integração Nacional (R$ 1,1 bi) e da Saúde (R$ 824,7 milhões).

O descontingenciamento dos recursos foi anunciado na segunda-feira e consta no relatório de avaliação de receitas e despesas relativas ao terceiro bimestre de 2007, encaminhado ao Congresso Nacional, ao Judiciário e ao Ministério Público da União. Este foi o primeiro desbloqueio anunciado no ano, após o contingenciamento de R$ 16,4 bilhões feito em fevereiro.

Com a liberação, foram abertos créditos extraordinários destinados ao PAC, que deverão intensificar as obras do programa que já estão em andamento – 912 até maio, de acordo com o Comitê Gestor do programa – e às obras de Infra-estrutura Social e Urbana, anunciadas recentemente. As obras irão beneficiar milhares de habitantes que por muito tempo permaneceram reféns do tráfico e do descaso, através do investimento na urbanização e saneamento de favelas do Rio de Janeiro (R$ 3,237 bilhões), São Paulo (R$ 4,926 bilhões) e Minas Gerais (R$ 3 bilhões).

Em cada uma das áreas que irá receber o recurso, o objetivo é o mesmo, como afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef: “melhorar a vida da população”. Além do investimento nas principais favelas do país, trata-se também, no caso do Ministério dos Transportes, de investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias. Na área da saúde, a meta, segundo o ministro José Gomes Temporão, será um “setor onde se criará inclusive postos de trabalho e que contribua para o desenvolvimento econômico do país”. De acordo com o ministério, um dos principais pontos no setor será a estratégia de pesquisa, desenvolvimento e produção no setor da saúde, incluindo equipamentos e insumos, mas principalmente remédios.

DESBLOQUEIO

A liberação dos R$ 6,8 bilhões que estavam contingenciados para investimento em sua quase totalidade no PAC, mostra claramente a retomada do Estado como indutor do desenvolvimento do país. Esse rumo já vinha sendo apontado no primeiro semestre quando os investimentos públicos federais totalizaram R$ 17,609 bilhões, um aumento em 33,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso se refletiu na geração de postos de trabalho, que nos seis primeiros meses deste ano chegou a 1.095.503 de novos empregos com carteira assinada.

De acordo com o relatório, foi revista a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007: 4,7%, contra os 4,5% projetados anteriormente.

JÚLIA CRUZ

Hora do Povo

Rizzolo: A liberação de 6 bilhões para o PAC vem de encontro às necessidades urgentes do país. As verbas para o ministérios dos Transportes (R$ 2,1 bi), das Cidades (R$ 1,6 bi), da Integração Nacional (R$ 1,1 bi) e da Saúde (R$ 824,7 milhões), vai fazer como diz ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef “melhorar a vida da população”, até porque garnde parte do investimento será nas principais favelas do país, onde a população sempre sentiu a ausência do Estado ficando refem do tráfico e dos exploradores.

Finalmente o Estado retoma como ator social capaz de promover o desenvolvimento esquecido com as políticas perversas neoliberais implantadas no governo FHC que açambarcou o patrimônio público coma s privatizações entregando-as ao capital internacional sedento de lucro.
Na realidade o povo brasileiro sempre foi esquecido, relegado a segundo plano onde a primazia estava no desenvolvimento financeiro , na agiotagem, na especulação, e aos pobres só restava o desalento. Com o PAC a coluna vertebral do desenvolvimento é o Estado, que direcionará os investimentos privados por segmento, assim como na época do regime militar, regime esse que muito embora fora financiado pelo governo americano, e tinha características perversas e antidemocráticas, tinha sim algo de patriotismo pelo menos na política econômica, e na proteção à indústria nacional durante algum período. É a única coisa boa que se pode lembrar desse regime que manchou a história do Brasil. Uma vergonha. Mas havia mais patriotismo , viu ! Até a esquerda era mais patriótica. Digo isso de carteirinha !

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