Milhares prestam últimas homenagens a ACM

Com homenagens de mais de 15 mil pessoas, entre populares, políticos e familiares, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), falecido na última sexta-feira, aos 79 anos, vítima de infecção e problemas renais e cardíacos, foi sepultado às 17h35 de sábado no cemitério do Campo Santo, em Salvador, ao lado do seu filho e ex-presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, e da filha Ana Magalhães, mortos, em 1998 e 1986, respectivamente. ACM estava internado desde 13 de junho no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, período em que recebeu a visita de vários políticos, entre os quais do presidente Lula.

ACM, como ficou conhecido nacionalmente, acumulou ao longo de sua trajetória política muitos amigos e inimigos, foi odiado e amado por muitos. Entretanto, durante seu velório – que reuniu uma multidão de apoiadores que foram prestar as últimas homenagens – ele recebeu o carinho e admiração dos aliados e o respeito até mesmo dos adversários.Ficou conhecido na Bahia pelo impulso que deu à industrialização e ao estupendo desenvolvimento do Estado. Era disparado o maior líder do PFL, atualmente DEM.

“O Brasil sabe que estivemos muitas vezes em campos opostos na política, mas tenho para mim que a verdadeira democracia é feita de divergências, não de inimizades”, afirmou o presidente Lula em nota. Estiveram presentes no velório ou no enterro inúmeras personalidades, entre elas, o vice-presidente José Alencar, representando o presidente Lula, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores José Sarney (PMDB-AP), Edison Lobão (DEM-MA), Marco Maciel (DEM-PE), Ideli Salvati (PT-SC), João Durval Carneiro (PDT-BA), César Borges (DEM-BA), Wellington Salgado (PMDB-MG), entre outros. Também estiveram presentes os governadores Jaques Wagner (PT-BA), que decretou luto por cinco dias, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Marcelo Déda (PT-SE), o ex-governador da Bahia, Paulo Souto (DEM), e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).

Em 1970 chegou ao governo do Estado através de eleição indireta. Em 1975, foi nomeado por Ernesto Geisel para a presidência da Eletrobrás. Em 1978 voltou ao governo do Estado.

Em 1984, rompeu com o PDS e apoiou a candidatura de Tancredo Neves contribuindo para a derrubada da ditadura. Foi nomeado ministro das Comunicações pelo presidente José Sarney em 1985. Em 1990 foi eleito para o governo da Bahia por eleição direta. Apoiou o governo de Collor e depois o de Fernando Henrique. Em 1994 se elegeu senador e faz o seu sucessor no Estado, Paulo Souto (PFL). Presidiu o Senado entre os anos de 97 e 2001, quando renunciou ao mandato para evitar a cassação por conta da violação do painel de votação pelo então senador e agora governador do DF, José Roberto Arruda, na época do PSDB e agora no ex-PFL. No ano seguinte teve votação expressiva para o Senado. Ainda em 2001, rompeu com Fernando Henrique e passou a denunciar os crimes cometidos pelo governo tucano no processo de privatização, principalmente sobre o papel do caixa de campanha de FH, Ricardo Sérgio de Oliveira. Na época, o senador disse que FH acobertava a corrupção e este, em represália, demitiu os dois ministros aliados de ACM, Waldeck Ornélas (Previdência) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia).

Em 2002, declarou voto no presidente Lula. “Além de votar, vou pedir para meus correligionários apoiarem o Lula”, disse na época. Em 2006, após 16 anos comandando ininterruptamente a vida política no Estado da Bahia, o candidato que apoiava ao governo, Paulo Souto, foi derrotado por Jaques Wagner.

Hora do Povo

Rizzolo:A Bahia é um Estado mestiço, palco e tema das mais variadas reflexões desde Gilberto Freire à Jorge Amado, lugar de magia, de pobreza, da servidão e submissão ao coronelismo, talvez por ser um dos primeiros portos de chegada dos negros; os escravos importados eram destinados aos engenhos de açúcar das Capitanias de São Vicente, da Bahia e de Pernambuco e tão logo chegados ao Brasil e logo após uma pequena triagem de refresco nos portos de desembarque eram encaminhados para o interior da Bahia onde havia a distribuição do elemento servil .

Como podemos inferir o elemento escravagista opressor sempre esteve presente na Bahia, que foi traduzido pelo paternalismo autoritário do chamado ” Carlismo”. O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) era considerado um dos mais antigos coronéis em atuação na política nacional. Com a morte do senador, políticos avaliam que se encerra um ciclo político de atraso na Bahia e no Brasil. Esse ciclo que no meu entender se encerra, deve dar lugar aos herdeiros políticos uma nova forma de entender a política do ponto de vista de comprometimento social. Como diz Mino Carta ” ACM foi um modelo de oligarca, intérprete perfeito de nossa história medieval, ainda em pleno andamento”.

O primeiro suplente de Antonio Carlos Magalhães é o filho mais velho dele, Antonio Carlos Júnior presidente da Rede Bahia de Comunicações, um conglomerado formado por 14 empresas e cerca de 1.100 funcionários que retransmite a Rede Globo no Estado.

Muito embora este Advogado que aqui mantem este Blog tenha sempre discordado da visão política do Senador, gostaria de manifestar nesse momento solidariedade com os familiares e acreditar que a sucessão política baiana entre num novo ciclo político de desenvolvimento.

Comandante Juniti Saito determina apuração da interrupção da energia no Cindacta em Manaus

Por determinação do Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, foi aberta sindicância para apurar as causas da interrupção da energia no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta IV).

A Aeronáutica informou que a interrupção de energia no Cindacta IV, na sexta-feira, ocorreu em função de um corte do sistema de alimentação de energia. “Durante um procedimento técnico de manutenção, houve um curto-circuito que acabou por comprometer a alimentação das baterias desse sistema, o que causou a interrupção da distribuição interna de energia comercial, às 23h15”, afirma a Aeronáutica em nota à imprensa. A conduta do técnico está sendo avaliada pela Aeronaútica.

“O fornecimento de energia foi restabelecido no sábado (21), os sistemas foram reiniciados e o controle pôde ser retomado normalmente a partir das 2h30”, esclarece a nota.

Segundo a Aeronáutica, com a interrupção de energia, foram adotadas medidas de contingência para garantir a segurança das aeronaves sob controle do Cindacta IV. “Todos os procedimentos previstos para a degradação de sistema foram aplicados e não procede qualquer afirmação de que as aeronaves correram risco algum”, afirma a Força Aérea Brasileira, refutando as notícias de que a pane teria interrompido o funcionamento dos radares e deixado aviões sobrevoando a Amazônia às cegas. “No momento da falha havia 17 aeronaves em vôo, das quais nove prosseguiram normalmente para seus destinos e oito tiveram modificação de rota”.

O prazo para apresentação do laudo é de 40 dias, não sendo descartada a hipótese de sabotagem.
Hora do Povo

Rizzolo: A apuração desse fato deve ser rigorosa até porque sabotador é que não falta.