Ação entre multinacionais provoca recorde no chamado investimento estrangeiro direto no mês de junho

O Banco Central registrou no mês de junho um ingresso de US$ 10,318 bilhões do chamado investimento estrangeiro direto, o “maior valor mensal já registrado” desde 1947, quase 60% acima do esperado pela autoridade monetária para o período.

Muito ensalsado pela mídia reacionária, esse “investimento” estrangeiro não significa um afluxo de dólares para ampliação do parque produtivo nacional. Basta verificar o montante do mês passado, quando nada menos que US$ 5,4 bilhões foram referentes à compra da filial brasileira da Arcelor pela indiana Mittal, em um processo em nível mundial de concentração de capital, aumentando a monopolização do setor.

Além disso, cerca de US$ 2 bilhões corresponderam às vendas da Serasa, um empresa de informações de crédito, ao grupo britânico Experian e da Unibanco Participações Societárias, uma subsidiária do Unibanco, ao alemão Deutsche Bank. Ou seja, não foi acrescentado um único prego que seja nos três casos citados, nem em outros. No caso da Serasa, bem pior, pois transferiu para mãos estrangeiras informações sobre a situação financeira de empresas em dificuldades, passíveis, portanto, de serem tomadas.

É bom registrar que o maior volume de entrada de dólares se dá em função dos juros que continuam em patamares elevados e que se mostram atrativos aos capitais especulativos, registrado pelo BC como de curto prazo: títulos de renda fixa, derivativos financeiros, depósitos de não residentes, empréstimo, crédito comercial, etc. No primeiro semestre totalizaram US$ 46,451 bilhões, mais que o dobro do chamado “investimento” estrangeiro direto no período que foi de US$ 20,864 bilhões.

Hora do Povo

Rizzolo: Ah! mas esse tipo de ” investimento estrangeiro” é uma ilusão , o grande volume é destinado a especulação financeira em face aos juros em patamares astronômicos, nada para ampliação do parque produtivo nacional, nada para a geração de empregos, agora, sinceramente a venda de uma empresa de informação de crédito, onde no seu cadastro deve constar na maioria empresas nacionais que foram destruídas e que estão em dificuldades, e assim prontas para serem açambarcadas por estes representantes internacionais é uma tristeza hein ! Vão se deliciar com as análises e talvez procurar empresas nacionais a venda , ” galinhas mortas “, como assim diz o texto. Belo investimento estrangeiro hein !

Coitado do empresário nacional , aquele que luta, que paga a carga tributária proporcionalmente maior, que não tem dinheiro público para financimamento, que não tem acesso a crédito, e que ainda tem que aguentar essas multinacionais sedentas de lucro, num mercado que é nosso, devemos repensar o papel dessas multinacionais e as remessas de lucros. A receitinha poderia ser a seguinte: ” A remessa anual de lucros não pode exceder a 10% dos investimentos líquidos registrados, com exclusão, portanto, para cálculo do percentual, do capital adicionado e originário dos lucros obtidos no Brasil. A remessa que ultrapassar essa percentagem seria considerada repatriação de capital, num máximo permito de 20% anuais. Lucros acima desse limite serão considerados capital suplementar e não poderiam ser remetidos, devendo ser reinvestidos no Brasil. Se já existisse uma regilamentação nesse sentido será que ficariam tão entusiasmados com o cadastro na mão, ia ficar mais difícil, né ? Uma vergonha. Um dia o empresariado nacional vai acordar.

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