O Pentágono e a “bomba gay”

WASHINGTON (AFP) — Uma “bomba gay”, que transforma os soldados inimigos em homossexuais que preferem fazer amor a fazer a guerra, foi uma idéia destrambelhada que um laboratório militar propôs ao Pentágono em 1994, porém continuou seu curso.

O laboratório Wright do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte) solicitava US$ 7,5 milhões para criar esta bomba que continha um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria a “um comportamento homossexual”, e minaria o “espírito e a disciplina das unidades inimigas”.

O documento, descoberto em dezembro de 2004 por Sunshine Project, uma associação com sede no Texas (sul) e na Alemanha, que lutava contra as armas biológicas, circula há vários dias pelos blogs e pela mídia estadunidense.

O Pentágono confirmou a existência da proposta, mas minimizou seu alcance. “O Departamento de Defesa jamais incentivou tal conceito (…) e o Pentágono não aprovou nenhum financiamento”, disse à AFP um porta-voz militar, o tenente-coronel Brian Maka.

Lembrou que a idéia fazia parte de várias propostas sobre armas não-fatais, entre as quais, um produto químico que tornaria os inimigos muito sensíveis à luz do sol, e outra que procurava obter abelhas superviolentas.

No entanto, Edward Hammond, do Sunshine Project, põe em dúvida as afirmações do Pentágono. “A proposta não foi rejeitada totalmente. Posteriormente, foi analisada”, segundo escreveu no site da associação.

Afirma que a idéia foi inserida em um CD-ROM promocional sobre armas não-fatais, por um organismo do Pentágono, com sede em Quantico (Virgínia, leste).

Segundo Hammond, a idéia foi reiterada em um estudo enviado à Academia Nacional das Ciências, em 2001.

“Esta história mostra as idéias do Pentágono sobre a sexualidade e sobre a relação entre a sexualidade e a idéia de ser um bom soldado”, disse o professor da Universidade da Califórnia (oeste) em Santa Bárbara, Aaron Belkin.

Fonte: Granma Cuba

Rizzolo:Ah! mas isso aí só pode ser uma brincadeira, né ? Transformar os inimigos em homosexuais, é demais hein ! Largam as armas e trocam receitas ( risos…)

Ato em rechaço a separatistas é o maior da história na Bolívia

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Uma multidão tomou as ruas de La Paz contra manobra de mudar a capital para Sucre, próxima à região rica em hidrocarbonetos a qual os entreguistas querem ofertar às transnacionais

Mais de um milhão de pessoas tomaram as ruas da capital boliviana La Paz na sexta-feira, 20, para repudiar a manobra dos separatistas de transferir o Executivo e o Legislativo para a província de Chuquisaca, cuja capital é a cidade de Sucre e com isso tentar enfraquecer a capacidade de centralização do país e a proximidade do povo aos órgãos de poder (enquanto a capital La Paz e sua vizinha El Alto reúnem mais de 2 milhões de habitantes, Sucre não chega a abrigar 250 mil e está próxima dos departamentos onde atuam os que querem dividir o país).

No que foi considerada a maior manifestação da história da Bolívia, o ato reuniu caravanas de camponeses, trabalhadores, estudantes, empresários, políticos e funcionários públicos de diversas partes do país, que se dirigiram a El Alto, nos arredores de La Paz, desde o início do dia, sob o lema “A Sede Não Se Move”. Imagens do protesto transmitidas pela TV mostravam quilômetros de ruas cobertos pela multidão.

A sede desses dois poderes foi levada a La Paz no fim de 1899, em conseqüência de uma guerra civil que começou com uma demanda de federalização do país semelhante à atual de autonomias departamentais propostas pelos separatistas, que não se conformaram com a vitória de Morales nas últimas eleições presidenciais. Sucre manteve a sede do poder Judiciário.

Os distritos que tentam aprovar a mudança da capital administrativa da Bolívia tentaram, em vão, impedir o estabelecimento da Assembléia Constituinte proposta pelo presidente Evo Morales, que a convocou com objetivo de adequar a Constituição do país às transformações que vêm se realizando na Bolívia, como a nacionalização dos recursos naturais e a reforma agrária.

Agora, parlamentares constituintes da cidade de Sucre – apoiados por alguns parlamentares separatistas dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija – pretendem voltar a abrigar o Executivo e o Legislativo e incluíram essa demanda na Assembléia Constituinte que está reescrevendo a Constituição da Bolívia.

UNIDADE NACIONAL

O prefeito de La Paz, José Luis Paredes, afirmou que a manifestação servirá para consolidar a unidade nacional. “La Paz e sua população são a garantia da unidade do país e fomos também os promotores da Assembléia Constituinte, por isso estamos indignados com a proposta de mudança de sede”.

“A responsabilidade do povo foi maior do que imaginávamos”, disse Paredes.

“Viemos para dizer àqueles que querem nos separar, que querem a divisão do país, que as suas tentativas não terão sucesso”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de La Paz, Luis Revilla..

Em resposta ao argumento dos separatistas da importância da “unificação” dos poderes em Sucre, os manifestantes exigiram a transferência do Judiciário de Sucre para La Paz.

Claudio Álvarez, da Central Operária Regional de El Alto, afirmou que a proposta de mudança da capital foi feita pela direita boliviana. “Essa mudança pretende jogar os bolivianos uns contra os outros e dividir o país”, acrescentou.

O presidente da Federação de Associações de Moradores (Fejuve) de El Alto, cidade vizinha à La Paz, Nazario Ramírez, discursou que a “mobilização é contra os partidos neoliberais, a oligarquia econômica e a oligarquia política”.

O chamado à unidade boliviana foi a tônica dos discursos pronunciados por vária lideranças regionais, municipais, operários e camponeses.

María Quisbert – uma das voluntárias de La Paz que coordenaram o protesto – classificou a manifestação de sexta-feira como “histórica”. Ela declarou que o protesto serviu para mostrar que “o povo está unido contra a possível mudança de sede do governo”.

Ao final do ato, os manifestantes aprovaram um prazo até seis de agosto para que a Assembléia Constituinte da Bolívia “elimine definitivamente o tratamento do tema em todas as suas instâncias”. Caso contrário, o departamento (Estado) inteiro fará uma greve geral.

O presidente Evo Morales declarou em entrevista à imprensa no Palácio Quemado que o povo reunido em La Paz “lidera a unidade nacional e luta com muito sentimento por essas profundas transformações que vive o país”.

“La Paz, sem ofender nem provocar ninguém almeja a grande unidade nacional mediante a Assembléia Constituinte”, acrescentou Morales.

Além de não servir aos interesses nacionais, segundo cálculos da Câmara Nacional de Comércio, o Estado precisaria de mais de US$ 10 bilhões para transferir para Sucre toda a infra-estrutura instalada há 108 anos em La Paz.

OLIGARQUIA

A campanha separatista, cujo centro está localizado na província de Santa Cruz de La Sierra, se intensificou desde a vitória do candidato popular Evo Morales que busca colocar os recursos do país a serviço dos interesses do conjunto de sua população.. Ao invés de se submeter à decisão do povo nas urnas, essa oligarquia pretende dividir o país e formar um enclave onde possam se beneficiar de migalhas e propinas a partir da entrega da riqueza do subsolo, em contraposição às medidas de nacionalização do gás e do petróleo efetivadas por Evo.

Milhares de bolivianos já haviam tomado as ruas do país no início do ano em Cochabamba para exigir o afastamento do governador Manfred Reyes, que mesmo com sua proposta separatista derrotada nas urnas por um plebiscito, prosseguiu com a campanha pela separação.

O bando separatista da Bolívia, que tenta arrancar ao país a região mais rica em petróleo, gás e outras riquezas naturais, tem como um dos chefes o latifundiário Sergio Antelo, que ameaçou que, se não se garante a autonomia para seus interesses, “tudo é possível”. No documento “proposta de reforma do texto constitucional do Conselho Pré-autonômico de Santa Cruz”, patrocinado por Antelo, por Juan Carlos Urenda Díaz, advogado que recebia pelo Escritório Jurídico Sullivan & Cromwell de Nova Iorque (ligado ao JP Morgan e às empresas norte-americanas com interesses no Canal de Panamá) e por Javier Mansilla, funcionário de multinacionais do petróleo, entre outros; exigem que as províncias possam: “autorizar a negociação de empréstimos, alienação de bens e realização de contratos que comprometam os ingressos petroleiros e do gás da região”, e que os governos autônomos possam “fomentar planos migratórios para a utilização da terra e dos recursos naturais do país”.

RODRIGO CRUZ
Hora do Povo

Rizzolo:Essa proposta separatista é uma manobra safada da direita apoiada pelas empresas internacionais que querem sim dividir o país e formar um ducado onde possam se beneficiar de migalhas e propinas a partir da entrega da riqueza do subsolo, em contraposição às medidas de nacionalização do gás e do petróleo efetivadas por Evo, ou seja , querem ter uma parte do páis pra eles, é lógico que a direita com isso quer jogar uns contra os outros para enfraquecer o governo Morales, esse bando separatista conta com apoio de empresas norte americanas que não se conformam em não conseguir se apropriar e lucrar explorando da única riqueza do povo Boliviano que são os hidrcarbonetos. A resposta foi o povo na rua .

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Matéria da Veja “gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores”, repudia Aeronáutica

O Comando da Aeronáutica repudiou as ilações publicadas pela revista “Veja”, em sua edição de 18 de junho de 2007, com o objetivo de disseminar informações distorcidas a respeito da eficácia do controle aéreo do país e semear pânico na sociedade.

Em carta enviada a “Veja”, dia 16 de junho, a Aeronáutica afirma que a matéria com o título “Um buraco negro chamado Sivam” não contribui para o esclarecimento ao público “uma vez que é fraco seu embasamento técnico, o que presta desinformação e gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores”. Publicamos na íntegra a nota da Aeronáutica.

“Sobre a matéria “Um buraco negro chamado Sivam”, publicada na revista Veja (nº 28, de 18 de julho de 2007), o Comando da Aeronáutica repudia veementemente a forma como ela foi colocada, julgando imprescindível esclarecer alguns relatos apresentados, com informações equivocadas, e que denotam desconhecimento do jornalista a respeito do funcionamento e da concepção do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

“O Comando da Aeronáutica reafirma que, no tocante à circulação aérea geral, o espaço aéreo brasileiro possui uma cobertura radar efetiva, plena, no nível da aviação comercial, ou seja, acima de 29.000 pés de altitude. No entanto, a reportagem confunde a função de controle de espaço aéreo com a de defesa aérea, fazendo ilações indevidas a respeito da capacidade de a FAB prover uma proteção adequada de nosso espaço aéreo.

“Radares fixos não têm como função principal a deteção de alvos a baixa altura, eles existem para a coordenação dos chamados “tráfegos cooperativos” em apoio à atividade de controle de espaço aéreo.

“Além disso, em nenhum momento, os Esquadrões de Super-Tucanos (A-29) foram transferidos de suas bases para o Estado de Goiás. Na verdade, essas aeronaves voam na Amazônia e operam, quando em missão de combate a aeronaves ilícitas, em coordenação com aeronaves radar R-99A, da Força Aérea Brasileira, e com radares móveis aerotransportáveis, ampliando significativamente a capacidade de manutenção de nossa soberania.

“Vale ressaltar que o jornalista não tem acesso ao número de acionamentos realizados pelas aeronaves de alerta naquela região e, por isso, erra grosseiramente ao afirmar que não acontecem interceptações naquela região.

“Quando se reporta à insegurança causada por eventuais falhas na deteção radar, o jornalista demonstra desconhecer que o controle do tráfego aéreo é realizado precipuamente por meio de comunicações VHF e que qualquer inoperância de um equipamento radar repercute na quantidade de aeronaves controladas, em determinado espaço e tempo, e não na segurança delas.

“Além disso, a matéria relata uma possível colisão indicada pela console de controle de vôos, quando na verdade as aeronaves voavam em altitudes distintas, sem qualquer possibilidade de choque entre elas.

“Uma foto apresentada como indicativo de problemas no sistema, nada mais é do que o retrato de um agrupamento de setores de controle, o que é uma característica do sistema e não uma falha, como afirma o jornalista.

“Dessa forma, a reportagem nada mais é do que um arrazoado de críticas, provavelmente advindas de pessoas insatisfeitas com as medidas eficientes que a FAB tem adotado para o controle do espaço aéreo brasileiro e, dentre outros equívocos, que misturam atribuições do CINDACTA IV (originado do SIVAM) com as do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM).

“Lamentavelmente, a matéria em nada contribui para um eventual aperfeiçoamento do sistema, tampouco serve para o devido esclarecimento ao público, uma vez que é fraco seu embasamento técnico, o que presta desinformação e gera, maldosamente, dúvidas infundadas aos leitores de tão importante Revista”.

Hora do Povo

Rizzolo: Observem que a Veja agora insulta os militares, semeando pânico na sociedade , a reportagem nada mais é do que um arrazoado de críticas, provavelmente advindas de pessoas insatisfeitas com as medidas eficientes que a FAB tem adotado para o controle do espaço aéreo brasileiro , a ídéia da reportagem é gerar dúvida, tumultuar, criticar e talvez fazer com que o leitor acabe se interessando pela assessoria daquele Marc Baumgartner palpiteiro ! do artigo abaixo. No meu ponto de vista essa matéria por ser sem base, caracteriza um desprezo e um desrespeito às nossas Forças Armadas.

Brigadeiro José Carlos Pereira rechaça ingerência no setor aéreo brasileiro:

‘Eles que cuidem do espaço aéreo deles, nós cuidamos do nosso’

Para o presidente da Infraero, “a Ifatca não tem autoridade moral nem técnica”

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, desqualificou a declaração do presidente da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), Marc Baumgartner, de que o Brasil precisa de uma intervenção estrangeira no setor aéreo. “A Ifatca não tem autoridade moral nem técnica”, afirmou o brigadeiro. “São uns imbecis querendo se meter. O Brasil não precisa dessa ajuda internacional. Eles que cuidem do espaço aéreo deles e nós cuidamos do nosso”, completou.

O brigadeiro rechaçou a ingerência estrangeira, considerando-a “inaceitável”. Para ele, o único órgão que poderia opinar sobe a situação do Brasil é a Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) e “mesmo eles, só fazem recomendações, nunca sugerem intervenção”, disse. Sobre a declaração do alienígena, o brigadeiro avaliou como uma “intromissão” em um assunto nacional, afirmando que “nenhum país admitiria que o Brasil propusesse a mesma coisa”.

“Foi uma tragédia sim, mas é uma tragédia nossa”, ressaltou o brigadeiro, sobre o acidente com um Airbus da TAM que causou a morte de 187 pessoas que estavam no vôo e outras vítimas que estavam no solo, causando a dor em dezenas de famílias brasileiras e deixando a nação perplexa. O presidente da Infraero rechaçou o açodamento de certos setores, principalmente da mídia reacionária, em atribuir a culpa do acidente à pista do aeroporto, antes mesmo do término das investigações. “É fácil atribuir o acidente ao Aeroporto de Congonhas. O avião não freia e a culpa é da pista”, frisou o brigadeiro, informando ter recebido um documento do Ministério Público proibindo a abertura da pista. “Isso tumultua ainda mais o tráfego aéreo”, frisou.

LACAIO

Externando a posição dos seus amos do capital financeiro internacional, o escrevinhador Jonathan Wheatley, correspondente no Brasil do jornal britânico Financial Times, afirmou que o acidente do avião da TAM mostra que “a extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara”. Ingerência estrangeira mais explícita não há.

Em artigo intitulado “Desastre envolvido em farsa”, Wheatley pontifica sobre a necessidade de aparição em público de Lula ou até mesmo qual deve ser o tempo das declarações do nosso presidente. “É difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses”, garatujou.

A ingerência da Iftaca nos assuntos internos do Brasil já foi denunciada pelo deputado André Vargas (PT-PR), membro da CPI do setor aéreo, que divulgou os correios eletrônicos enviados pelo suíço Christoph Gilsen, membro da Iftaca, insuflando o motim dos controladores de vôo. Segundo o deputado, os correios eletrônicos “atacavam a imagem do Brasil, interferindo em assuntos internos do país, a partir de uma ação planejada com o objetivo deliberado de criar um ambiente de pânico e insegurança na opinião pública e desmoralizar o sistema de tráfego aéreo e a segurança de tráfego aéreo no Brasil”. “É inadmissível e tem que ser apurado”.

Na época, o Comando da Aeronáutica repudiou as declarações do suíço e afirmou: “causa estranheza que, no momento em que o Comando da Aeronáutica afasta controladores que buscavam desacreditar o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, surja um representante da Ifacta para questionar a eficiência do software utilizado no Brasil”.

Hora do Povo

Rizzolo: Esse pessoal da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), deveriam cuidar da vida deles, se prestam sempre a dar declarações á mídia golpista para apenas tumultuar, já não é a primeira vez que o palpite vem de fora, esse Marc Baumgartner é extremamente atrevido em se meter em questões de soberania nacional. Isso é problema nosso como disse o Brigadeiro José Carlos Pereira, me lembro que na questão dos controladores esse pessoal do Ifatca serviu de ” assessores da mídia golpista ” insuflando os controladores, que hoje repondem na forma da Lei da Justiça Militar. Agora é isso que dá, um país vendido ao capital internacional, um país onde empresas multinacionais sangram o país, país esse onde o Banco Central registrou a entrada de US$ 501 milhões referentes ao chamado investimento direto estrangeiro, ao mesmo tempo em que as transnacionais instaladas no país enviaram US$ 2,632 bilhões para suas matrizes no exterior a título de lucros e dividendos, só pode dar margem a esses lacaios do capital internacional e golpistas fazerem do Brasil ” a casa da mãe Joana “. É uma farra, se acham dono disso tudo, dizem o que querem e tem o apoio de toda mídia que torcem para que o Brasil se torne cada vez mais colônia dos EUA.

Manda esse pessoal embora !
Imagine ” Intervenção estrangeira ” já não basta as multinacionais que temos aqui sufocando a indústria nacional e pobre do empresário brasileiro, ainda querem se meter nessa área, Uma vergonha , hein !

Mídia golpista esconde laudo do IPT sobre o atrito da pista

Laudo do IPT: Congonhas está acima das exigências técnicas

Mídia ocultou parecer do instituto que derruba a versão de que a pista foi responsável pelo acidente e, portanto, a reforma do governo

Vejam os amigos leitores essa jóia encontrada na última edição da revista “Veja”: “A culpa pelo acidente da TAM pode ser da pista inacabada de Congonhas, de um defeito mecânico do avião, de um erro do piloto, da chuva, do acaso, de tudo isso combinado. A única certeza é a parcela de responsabilidade do governo pela tragédia”.

GOLPISMO

Em suma, a realidade – isto é, a verdade – não interessa. Não importa a causa do desastre. A única coisa que importa é que a “Veja” quer usar a tragédia para atacar o governo. Mesmo que o avião tenha caído porque um gavião que entrou pela turbina, ou devido a um ataque alienígena, a culpa é de Lula. O que é isso senão uma confissão de golpismo, puro e simples, e sem disfarces? Para cevar um golpe de Estado contra Lula, vale tudo. Inclusive desrespeitar famílias e mortos, tentando usá-los em uma manipulação meramente golpista.

Durante meses, mantêm uma campanha sórdida para criar uma crise no setor aéreo. E, sem dúvida, conseguiram criá-la, à custa de deixar controladores, pilotos e outros profissionais à beira de um ataque de nervos. Mas quando acontece uma desgraça, não importa a causa, a culpa é do presidente Lula.

Porém, não é todo golpista que é tão burro quanto os da “Veja” para confessar sua torpeza. A maioria percebe que tem de agitar uma causa do acidente que sirva aos seus objetivos. Não foi por outra razão que tentaram culpar a pista – isto é, as obras que o governo federal promoveu na pista de Congonhas. Os golpistas menos estúpidos percebem, também, que não adianta fugir do assunto e dizer, como a “Folha de S. Paulo”, que mesmo que a pista seja uma maravilha, o problema é que o governo não fechou Congonhas. É preciso um motivo para fechar Congonhas – e sempre alguém lembrará que eles foram contra a construção do aeroporto de Cumbica e sempre se opuseram à utilização do aeroporto de Viracopos.

O que está em questão é a causa do acidente. Exatamente por isso é que essa mídia escondeu vergonhosamente o parecer do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) exarado no dia 19 – dois dias depois da tragédia de Congonhas.

O Parecer Técnico nº 12792-301, assinado pela engenheira Márcia Aps, diretora do Centro de Tecnologia de Obras de Infra-estrutura, do IPT, é uma análise da pista principal do aeroporto de Congonhas depois de concluída a reforma empreendida pelo governo federal. Afirmaram os técnicos do IPT: “a mistura asfáltica (….) pode ser considerada tecnicamente como apta para o tráfego de aeronaves, veículos e equipamento de obras. (….) no que tange à concepção do revestimento asfáltico quanto às suas propriedades mecânicas, esta camada de rolamento atende às especificações de projeto e todas as implementações adotadas adicionaram características positivas”.

Quanto à questão da pista molhada, diz o IPT: “Os valores encontrados nos dois monitoramentos recentemente realizados, mostram-se acima dos valores recomendados do ponto de vista de atrito em pista molhada, tendo em vista os limites recomendados internacionalmente (ICAO-Anexo 14) e nacionalmente (DAC). Pela análise realizada, no que tange às condições de superfície do revestimento asfáltico, os valores medidos de atrito pela Infraero na pista principal por meio do equipamento mu-meter, na situação atual, revelam-se acima dos limites mínimos especificados”.

Em resumo: a pista principal de Congonhas, após as obras, não tinha e não tem qualquer problema que justifique sua interdição. Muito pelo contrário, ela estava – e está – acima das exigências técnicas e dos padrões internacionais. Na verdade, após a reforma, ela é uma das melhores pistas do país. E isso deve-se, exclusivamente – faça-se justiça – ao governo Lula.

No entanto, esse parecer do IPT foi escondido pela mídia. Por quê? Exatamente porque destruía a forjicação de que o governo Lula fosse o responsável pelo acidente. E o interesse único dessa mídia era culpar o governo, em especial, a Lula.

A existência do parecer do IPT foi revelada na sexta-feira, dia 20, por Fernando Rodrigues, em seu blog na Internet. No dia seguinte, apesar de Rodrigues ser um dos principais jornalistas da “Folha de S. Paulo”, esta enterrou o parecer na página 6 de um caderno interno. E mesmo assim é uma nota tão pequena que passou desapercebida à maioria dos leitores. No mesmo dia, na “Globo”, o Jornal Nacional deu a notícia do laudo do IPT e em seguida colocou a imagem de um piloto da TAM garantindo que a pista de Congonhas “não é segura”. Assim, um parecer altamente qualificado foi supostamente desmentido pelo que um piloto acha – ou tem interesse em achar. É mais ou menos como se alhos e juntas homocinéticas servissem para a mesma coisa. Ou como se os primeiros fossem melhores que as segundas para a mesma coisa.

No resto da mídia golpista, menos ainda apareceu. O relatório somente fez sua entrada no dia 22, quando um editorialista do “Estadão”, jornal conhecido por seu amor às causas progressistas e populares – e em especial por sua fascinação pelo presidente Lula -, publicou uma carta do presidente do IPT, supostamente desmentindo Rodrigues. Alguns aventaram a hipótese de tal carta haver sido fabricada por ordem do governador José Serra, que é quem nomeia o presidente do IPT. Realmente, Serra havia desmentido a existência do parecer do IPT na própria terça-feira, dia do desastre, quando o governo federal, que o havia solicitado ao IPT, divulgou que ele existia. Naquele momento, o parecer do IPT já estava pronto. Mas só foi assinado e entregue à Infraero na sexta-feira. Serra, portanto, poderia não conhecer a existência do relatório. Mas, então, por que desmentir sua existência de pronto, tão rapidamente e com tanta certeza?

ENROLAÇÃO

O presidente do IPT pretende desmentir Rodrigues – apesar deste haver divulgado a íntegra do relatório, que fala por si próprio. Segundo o funcionário, o IPT jamais emitiu laudo “liberando a pista”. É verdade, mas quem falou nisso? Reproduzimos a resposta de Rodrigues ao desmentido do presidente do IPT: “post scriptum (23.jul.2007): o post acima [que relata a existência do parecer do IPT] tem 518 palavras. Faz um relato óbvio: o parecer do IPT não aponta óbices na pista de Congonhas. Não fala em liberação de pista. Relatou-se, portanto, um fato: a existência de um parecer. Pois o IPT produziu uma resposta de 1.184 palavras para dizer a mesma coisa… de outro jeito. É uma enrolação fantástica (‘há várias afirmações do jornalista que merecem ressalvas’). Essa gente é maluca?”.

Maluca, propriamente, não. É golpista – e sem o menor pudor de esconder documentos ou desmentir o que nunca foi dito.

CARLOS LOPES

Hora do Povo

Rizzolo:A questão do laudo é importante porque assevera que a pista estava em condições apropriadas, contudo, fica patente que essa mídia quer sim se aproveitar do momento político para desetabilizar Lula. Agora, no meu entender a questão principal é a inviabilidade geográfica de Congonhas, e isso mais uma vez a mídia esconde, até porque os aerocratas que despejam aviões nesse aeroporto maldito faturam alto e pouco estão interessados em segurança.

O governo deve , como já disse, construir outro aeroporto em local apropriado e não se deixar sofrer por pressões desses “especuladores do ar”

O avião da TAM e o subdesenvolvimento

Escrito por Fábio Luís
23-Jul-2007

Há dois tipos de acontecimento que geram manchete e alarde em um país subdesenvolvido como o Brasil.

De um lado, episódios onde morrem brancos em escala. Por trás desses eventos, subjaz algum tipo de irresponsabilidade característica do capitalismo subdesenvolvido. É o Bateau Mouche que afunda, os prédios da construtora do deputado que caem no Rio de Janeiro, o avião que atravessa a cidade.

Há sempre uma espécie de negligência onde o imperativo do negócio atropelou as elementares precauções de segurança. Não significa que isso só aconteça na periferia do capitalismo: mas aqui, é a regra.

No caso recente do acidente envolvendo o avião da TAM em São Paulo, a hipótese mais ventilada evoca a pressa em utilizar a pista reformada, onde o asfalto deveria esperar 45 dias para receber os sulcos que drenam a água da chuva. E isso não aconteceu.

O outro tipo de notícia que ganha as manchetes são chacinas que envolvem pobres indefesos em larga escala. O massacre da Candelária, o massacre do Carandiru, os 17 sem terra mortos no Pará. Ao contrário das mortes envolvendo os brancos, estas não motivam a consternação unânime dos cidadãos, divididos por aqueles que acham que direitos humanos é coisa de bandido.

Outra diferença: as chacinas de pobres são, no geral, operadas pelo Estado ou contam com a sua conivência – enquanto os desastres no mundo dos brancos são causadas por negócios privados, ancoradas na omissão do poder público.

Não significa que esse tipo de crime seja inexistente no capitalismo central. Mas lá constitui uma aberração, enquanto entre nós é o padrão.

Existem também as tragédias pessoais que ganham as páginas da imprensa. Geralmente protagonizadas por brancos ricos – como no caso da menina Richtofen, que matou os pais com os irmãos Cravinhos –, encontrou uma exceção inovadora no caso do ônibus 174 no Rio, onde um ex-menino de rua provocou um drama que o levou ao estrelato e à morte.

Ambos os tipos de episódio configuram faces opostas da moeda do subdesenvolvimento: no mundo dos brancos, predomina a ausência das regras que caracterizariam um ambiente competitivo, onde o Estado se faz presente como agente regulador em nome de um patamar mínimo de homogeneidade social, chamado de bem comum – ou a República.

No mundo dos pobres, explicita-se a falta de organicidade do tecido social, no momento em que um setor marginalizado do bem comum é alvejado por representantes do Estado sem direito a defesa nem acusação póstuma. A impunidade é a marca registrada desta sociedade cindida, que se sustenta no consentimento ativo ou passivo da maioria silenciosa.

Todos se condoem das vítimas do acidente da TAM, como nos Estados Unidos ninguém festejou as mortes nas Torres Gêmeas. E, no entanto, é preciso perceber que são duas faces da mesma moeda: o subdesenvolvimento em um caso, o imperialismo no outro.

Que, por sua vez, são as duas faces do capitalismo contemporâneo.

Fábio Luís é jornalista.
Correio da Cidadania

Rizzolo: Não deixa de ser interessante essa reflexão, li o artigo e pensei muito , refleti e acho que existe sim uma grande diferença no Brasil entre catastrofés onde morrem brancos em escala, onde os crimes culposos são a maioria, por imprudência, imperícia, ou negligência, que envolve sim caracteristícas capitalistas ou de servilismo ao capital ao lucro, e por outro lado as tragédias dos desafortunados que também ocorrem mas com um amortecimento coercitivo, ou de carater desapropriatório como as chacinas onde o Estado seria o ” longa manus ” da representatividade do capital, Estado esse a serviço da coibição em geografias onde há a ausência do próprio Estado. O Poder Público estaria mais agressivo em esferas onde não há a proteção do Estado como no morro do Alemão.

Na realidade existira um Estado regulador às tragédias de carater capitalista branca e opressor nas tragédias dos pobres e desvalidos, onde o Estado oprime exatamente onde impera a ausência do Poder Público. Agora a pergunta : A mídia conservadora daria a mesma importância se ao invés dessa tragédia horrível de avião que nos chocou, a tragédia horrível fosse a morte de 180 pessoas humildes Bóias Frias num onibus no interior de uma cidade do nordeste vindos de uma romaria ? Será que teria o mesmo destaque ? Enfim na desgraça não existe classe, nem meio de tranporte elitizado pelo menos para mim.

Brizola o único a enfrentou a Globo !

Por Fernando Rizzolo

O Paulo Henrique Amorim colocou no seu Blog um vídeo de Leonel Brizola, se pensarmos bem, Brizola nunca se curvou frente à mídia golpista. O problema é que Lula não se defende da mídia, parece que o desejo de apaziguamento é maior, a idéia do sentar na mesa pra conversar dialogar, coisa típica de sindicalista, não funciona, até entendo, mas com a direita reacionária e a mídia golpista como diz Paulo Henrique Amorim isso não funciona mesmo, no Blog Conversa Afiada Paulo Henrique elenca alguns pontos essenciais para uma reflexão do que é a mídia conservadora e golpista no Brasil:

A mídia conservadora (e golpista) despiu-se do véu de objetividade, isenção ou respeito a qualquer código de ética profissional:

. A velha distinção entre “opinião” e “fato” foi para o beleleu.
. Até a previsão do tempo é editorializada.
. Agora vale tudo:
. informação em off, boato, dispensa de rechecagem, torcer o que os entrevistados dizem, omitir informações que não batem com a “linha justa”, destacar os inimigos do Governo (por exemplo, o Frei Betto), e deletar os que defendem o Governo.
. Isso é mais velho do que a Sé de Braga, dizia o meu avô.
. Da mesma forma, é assim no mundo inteiro.
. Só que em nenhuma democracia séria do mundo três jornais (a Veja é do Departamento das “ideologias exóticas”, como o fascismo) e uma rede de televisão têm o poder que têm no Brasil.
. Mas, não são só eles.
. Os filhos do Roberto Marinho, por exemplo, que não têm nome próprio.
.Estão a serviço de quem ?
. Da elite branca e racista (e também separatista, no caso da elite de São Paulo).
. Sabe-se que o Governo Lula não se defende da mídia.
. O primeiro ato do presidente Lula depois de eleito foi sentar-se na bancada do Jornal Nacional, ao lado de William Bonner e da Fátima Bernardes.
. O Presidente Lula pensou que ia “charmar” a Globo”.
. Deu no que deu.
. É provável que a mídia conservadora (e golpista) consiga levar o golpe até o fim.
.É essa a intenção, agora, explícita de uma mídia que funciona a “una sola voz”, como era na Venezuela – é o que lembra Renato Rovai, no livro “A mídia nas eleições de 2006”, organizado por Venicio A. de Lima.
. O golpe consiste em derrubar o Presidente Lula ou torná-lo impotente.
. De modo que a experiência de o Brasil eleger um presidente pobre, nordestino e de “esquerda” jamais se repita.
. A mídia conservadora (e golpista) quer levar o Brasil para a Venezuela.
. Foi o que eu disse, recentemente no dia 11 de junho deste ano, numa exposição que fiz aos jornalistas do Ultimo Segundo do iG:
. “A mídia se torna mais golpista a cada dia – especialmente depois da renovada virulência das Organizações Globo.
. A democracia brasileira não tem instituições para absorver isso com normalidade.
. Nem o Estado brasileiro se preparou para conviver e enfrentar, se for preciso, uma mídia golpista que intervém no processo político e nas instituições.
. A mídia conservadora e golpista vai levar o Brasil a um impasse político.
. O Brasil pode se tornar uma Venezuela.
. Com a ajuda dos jornalistas.”

Agora veja o homem que enfrentou a Globo, ou será que Lula ainda não percebeu que o que eles querem é derrubá-lo, de modo que a experiência de o Brasil eleger um presidente pobre, nordestino e de “esquerda” jamais se repita !

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Ex-assessor de Reagan diz que Bush iniciará ditadura nos EUA

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Paul Craig Roberts não é democrata e muito menos um ativista de esquerda: foi secretário-assistente do Tesouro norte-americano durante a administração do republicano Ronald Reagan (1981-1989), e é considerado “o pai da reaganomia”, como são conhecidos os princípios neoliberais colocados em prática na década de 80 por aquele governo.

No entanto, este economista é um dos mais acerbos críticos da administração de George Walker Bush, e insta o povo e o congresso de seu país a exigir o impeachment do presidente.

Roberts afirma que Bush levou o país a duas guerras imperiais sem justificativa (a invasão do Afeganistão em 2001, e do Iraque em 2003), reduziu as liberdades e direitos civis, eliminou a independência dos meios de comunicação, e que a destruição das torres do World Trade Center não pode ser explicada unicamente pelo impacto dos aviões – ele não apóia teorias conspiratórias que o governo tenha colocado bombas no edifício, mas que a explicação oficial não é satisfatória.

Também acusa a imprensa de seu país de ser radicalmente pró-Bush e ocultar vários fatos à população. “Qualquer um que dependa da imprensa, da TV ou da rádio de direita está totalmente mal informado. A administração Bush conseguiu criar um verdadeiro Ministério de Propaganda”. A favor disso, ele escreve em Counterpunch, um célebre meio independente nos EUA, que em junho deste ano alunos da Universidade de Stanford impediram Bush de entrar na universidade e dar uma palestra. No entanto, nenhum dos grandes meios de comunicação noticiou um fato tão importante como este.

Porém, há uma semana, Roberts lançou uma acusação muito mais grave contra o atual presidente estadunidense. Também em Counterpunch, ele escreveu estar convencido de que no próximo ano Bush inaugurará uma ditadura em seu país

Ninguém duvida que os democratas ganharão as eleições presidenciais nos EUA. A má administração interna (evidente quando do desastre do furacão Katrina, em 2005), as duas guerras desatadas pela administração e sua determinação de começar uma terceira (contra o Irã) tornaram o governo de Bush extremamente impopular. O Partido Republicano não tem a menor possibilidade de continuar no poder, caso respeite as eleições.

Por isso, segundo Roberts, em breve os EUA sofrerão um grande ataque terrorista, provavelmente armado pelo próprio governo, argumento para que Bush instaure um estado de sítio, anule as eleições, imponha grandes restrições às liberdades civis e, de passo, ataque o Irã.

É uma acusação muito dura, e Roberts não tem nenhuma evidência para sustentá-la. Porém, o que mais chama a atenção é que ela tenha vindo de um conservador, de um ex-funcionário de Reagan – um presidente que também teve uma política exterior agressiva, como o recrudescimento da Guerra Fria, o ataque contra a Líbia, a invasão de Granada, a derrubada de um avião de passageiros iraniano, e o apoio aos contras na Nicarágua.

Em geral, os críticos de Bush são considerados “esquerdistas” ou “socialistas”, termos pejorativos para a maioria da população estadunidense, mas este ataque não vale contra Roberts. Que um homem que participou em um governo tão conservador e agressivo como o de Reagan seja um crítico ferrenho de Bush é a prova contundente de que o atual governo estadunidense supera qualquer outro em belicosidade e desrespeito à liberdade. E, se Roberts estiver certo, o pior ainda está por vir.

Carlo MOIANA

Pravda.ru

Rizzolo: Tudo que eu tenho dito no Blog não é teoria conspiratória, na verdade o governo Bush , induz a uma falsa realidade ao povo americano. O domínio dos meios de comunicação e as tentativas de justificação da política belicista não tem limite. Agora, tudo isso que Paul Craig Roberts diz é bem possível de acontecer, e vamos chegar a conclusão que Chavez não está tão errado , hein ! ou , se quiser, ” As vozes de Chavez já ecoam nos EUA” ( risos…).

Lula critica “debate irresponsável” e diz que “verdade virá à tona”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (23) “a compreensão do povo brasileiro para que não haja julgamento precipitado de quem quer que seja” na apuração das causas do acidente como avião da TAM. Segundo ele, “não existe hipótese alguma de a verdade não vir à tona”.

“Essa é a obrigação do governo, fazer uma investigação séria para que a gente não acuse e nem absolva ninguém antes de a gente ter uma apuração correta, que ela vai sair com base nas investigações que a Aeronáutica está fazendo e, sobretudo, com o resultado do que tiver na caixa-preta do avião que neste momento está nos Estados Unidos sendo aberta para que a gente possa apurar”, disse Lula, em seu programa de rádio Café com Presidente.

O presidente classificou como “prematuro” e “quase que irresponsável” o debate, neste momento, sobre as possíveis causas do acidente, seja do governo, seja da companhia aérea. “A melhor coisa que nós temos de ter é a prudência para investigar corretamente ao invés de ficarmos fazendo ilações, culpando alguém ou absolvendo alguém”, afirmou. “É preciso que a gente tenha apenas a prudência de investigar corretamente com uma seriedade que uma investigação desse porte merece.”

Lula, mais uma vez, se dirigiu aos familiares e amigos das vítimas do acidente. Segundo ele, as pessoas têm o direito de estar revoltadas. “Eu queria pedir para as famílias apenas isso: muita força, muita fé em Deus porque eu sei o que vocês estão passando e eu sei o sofrimento.”

Leia, abaixo, a íntegra do programa Café com Presidente:

Apresentador: Olá amigos em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro e começa agora o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, na última sexta-feira, o senhor convocou rede de rádio e televisão para falar sobre o acidente ocorrido com o avião da TAM na última semana em Congonhas. Presidente, sobre essas decisões anunciadas pelo governo na sexta-feira?

Presidente: Luiz, antes de começar a falar da tragédia que aconteceu no Aeroporto de Congonhas, eu queria, mais uma vez, me dirigir aos parentes, aos amigos, aos pais, às mães, aos filhos das vítimas. Seja dos que estavam dentro do avião, seja dos que estavam fora do avião. Não para pedir paciência e compreensão. Apenas para pedir força porque as pessoas têm o direito de estarem revoltadas, têm o direito de estarem querendo saber o que aconteceu. E essa é a obrigação do governo, fazer uma investigação séria para que a gente não acuse e nem absolva ninguém antes de a gente ter uma apuração correta, que ela vai sair com base nas investigações que a Aeronáutica está fazendo e sobretudo com o resultado do que tiver na caixa-preta do avião que neste momento está nos Estados Unidos sendo aberta para que a gente possa apurar. Eu queria pedir para as famílias apenas isso: força. Muita força, muita fé em Deus porque eu sei o que vocês estão passando e eu sei o sofrimento.

Apresentador: Como o senhor vê esse debate, presidente, de uma eventual responsabilidade, seja do governo, seja da compania aérea. É prematuro esse debate agora?

Presidente: Eu acho que todo julgamento prematuro é, eu diria, quase que irresponsável. Em um momento como esse, que tem uma tragédia, a melhor coisa que nós temos de ter é a prudência para investigar corretamente ao invés de ficarmos fazendo ilações, culpando alguém ou absolvendo alguém. Nesse momento, isso não é o mais importante, você dizer “fulano de tal não tem culpa ou o aeroporto não tem culpa, quem tem culpa é o governo, quem tem culpa é o avião, quem tem culpa é o piloto ou quem tem culpa é a chuva”. Tudo isso, na verdade, são ilações. É preciso que a gente tenha apenas a prudência de investigar corretamente com uma seriedade que uma investigação desse porte merece. Nós sabemos que têm desastres aéreos que não se tem possibilidade de ter provas porque não tem, sequer, a caixa-preta. Mas, nesse caso, nós temos a caixa-preta, ela já está sendo estudada e eu espero que a gente tenha a resposta. Eu só peço a compreensão, a compreensão do povo brasileiro para que não haja julgamento precipitado de quem quer que seja, que a gente espere, com prudência, a investigação para dizer o que aconteceu. Ou seja, não existe hipótese alguma da verdade não vir à tona. Se o problema foi da chuva, se o problema foi da pista, do avião, se o problema era do piloto. Tudo isso, eu peço a Deus que a gente tenha condições de obter o resultado na caixa-preta do avião para que a gente possa informar a opinião pública.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com Presidente. Hoje falamos sobre a tragédia com o avião da TAM ocorrida semana passada em São Paulo. Presidente, com essas mudanças todas, como fica o Aeroporto do Congonhas?

Presidente: Nós vamos transformar o Aeroporto de Congonhas, que vai cuidar do transporte São Paulo e Rio, quem sabe de Congonhas a Belo Horizonte, quem sabe Brasília. Mas é preciso diminuir os vôos, que não tenha mais conexões, que não tenha mais troca de passageiros ali em Congonhas e que a gente tente utilizar Viracopos, tente utilizar o Aeroporto de Guarulhos. Também nós decidimos que em 90 dias o Conac vai apresentar para o governo uma proposta e um local da construção de um novo aeroporto em São Paulo. Agora, é importante lembrar: por mais seguro que seja o Aeroporto de Congonhas, ele foi cercado pela cidade. É só olhar de baixo ou de cima que a gente vai ver a quantidade de prédios e mais ainda, não faz muito tempo, tem prédios novos sendo inaugurados ali na linha que passa o avião perto do Jóquei Clube em São Paulo. Essas coisas, nós vamos fazer a parte que cabe ao governo federal, à Infraero, à Aeronáutica, ao Ministério da Defesa, vamos procurar um outro local, vamos tentar fazer um outro aeroporto para diminuir as possibilidades de uma nova tragédia.

Apresentador: Obrigado, presidente, e até semana que vem.

Presidente: Obrigado a você, Luiz. E mais uma vez eu quero dizer que precisamos dar a garantia de que estamos oferecendo o melhor ao povo brasileiro, à quem sobe no avião para viajar.

Apresentador: O Café com Presidente volta segunda-feira que vem. Acesse o nosso conteúdo em http://www.radiobras.gov.br. Um abraço para você e até lá.

Fonte: Agência Brasil
Site do PC do B

Rizzolo: Não há dúvida que a apuração com a causa virá, o que ocorre é claro, é a manipulação política da direita que ” baba” em de qualquer forma jogar a culpa de tudo no Lula, e desetabiliza-lo. Ora, isso é ridículo, ter ganho político e misturar questões aéreas num “panelão do golpe” é uma atitude covarde; a verdade é que como o próprio Lula disse e eu estou cansado de dizer, independentemente da causa, precisamos ter outro aeroporto. Como diz Lula: ” Agora, é importante lembrar: por mais seguro que seja o Aeroporto de Congonhas, ele foi cercado pela cidade. É só olhar de baixo ou de cima que a gente vai ver a quantidade de prédios e mais ainda, não faz muito tempo, tem prédios novos sendo inaugurados ali na linha que passa o avião perto do Jóquei Clube em São Paulo. Essas coisas, nós vamos fazer a parte que cabe ao governo federal, à Infraero, à Aeronáutica, ao Ministério da Defesa, vamos procurar um outro local, vamos tentar fazer um outro aeroporto para diminuir as possibilidades de uma nova tragédia ” É o óbvio , mas os aerocratas não querem, porque ali, nesse aeroporto, eles ganham dinheiro, e como na nossa sociedade do lucro e da especulação , o lucro é o que importa, vale mais como dizem eles, o aeroporto ” estar bem localizado “. Uma vergonha safada. Lula tem razão, em outras palavras ele disse que quer mesmo fechar esse monstro ! Danem-se os que não querem !

Trabalho escravo segue fronteira agrícola, apontam entidades

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Brasília – A maior parte dos cidadãos encontrados em situação semelhante à escravidão trabalhava em áreas na fronteira agrícola do país, apontam entidades que acompanham o combate ao problema no Brasil. “A expansão do empreendimento agropecuário coincide com a libertação de trabalhadores”, afirma a oficial de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Andréa Bolzon. Para ela, na fronteira agrícola aliam-se as grandes propriedades às altas taxas de desemprego, favorecendo a contratação de trabalhadores em condições degradantes.

“O trabalho escravo contemporâneo é uma forma do capital reduzir custos em seu processo de expansão e modernização, garantindo competitividade a produtores rurais”, avalia o cientista político Leonardo Sakamoto, da organização de direitos humanos Repórter Brasil. Para ele, o aumento da competição no campo, com o aumento das exportações, incentiva o trabalho escravo. “Utilizam mão-de-obra em condições degradantes, de baixo custo, e invadem terras públicas, o que gera desmatamento, principalmente, na Amazônia”.

A incidência de trabalho escravo na fronteira agrícola pode ser confirmada pelo cruzamento de dados, feito pela Agência Brasil, da “lista suja” do Ministério do Trabalho com o mapa do desmatamento da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente e o crescimento da economia agrícola, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja o mapa.

Outro dado que comprova essa avaliação, segundo as entidades que acompanham o assunto, são as atividade econômica das empresas em que são encontrados trabalhadores em situação semelhante à escravidão. Mais de 60% das fazendas autuadas cria bovinos. Em seguida vem a produção de carvão vegetal, 12%. Duas atividades típicas da fronteira agrícola brasileira.

A função desempenhada pelos trabalhadores também indica a sua utilização em atividades de expansão agrícola, segundo as entidades. Metade deles tinha como trabalho cuidar do pasto. A segunda atividade mais desempenhada é o desmatamento – cerca de 20% dos trabalhadores libertados. São atividades que, segundo a oficial da OIT, antecedem a implementação de pastos e áreas de cultivos.
Agência Brasil

Rizzolo:O trabalho escravo no Brasil, ou com características de escravidão são aquelas que utilizam mão-de-obra em condições degradantes, de baixo custo, e invadem terras públicas, o que gera desmatamento, principalmente, na Amazônia; é um problema persistente nesse imenso Brasil, não há dúvida que políticas de desenvolvimento que coibam esse abuso devem ser implementadas. Não devemos esquecer que o veto à Emenda 3 feita pelo presidente Lula vem de encontro à coibir esses abusos, muito embora a direita , louca para retirar do trabalhador o poder de fiscalização , e por consequência suprir direitos fundamentais do trabalhador brasileiro, é contra o veto. Escravidão e “emenda safada 3” tem tudo a ver com o atraso e a perpetuação da miséria no Brasil. Uma vergonha !

O roubo de cérebros

REFLEXÕES DO PRESIDENTE FIDEL CASTRO

O roubo de cérebros

(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado — ESTI)

NAS minhas últimas reflexões, “Bush, a Saúde e a Educação”, dedicadas às crianças, fiz algumas referências ao tema e coloquei um exemplo. Nesta, dirigida à primeira graduação da Universidade das Ciências Informáticas (UCI), abordarei de uma maneira mais profunda o embaraçoso assunto.

Eles foram os pioneiros, dos quais tanto aprendi sobre a inteligência e os valores de nossos jovens quando são cultivados com esmero. Também muito aprendi do excelente corpo de professores, grande parte dos quais estudou na Cidade Universitária “José Antonio Echevarría” (CUJAE).

Da mesma forma não posso me esquecer do exemplo dos trabalhadores sociais que com sua capacidade de organização e seu espírito de sacrifício enriqueceram meus conhecimentos e minha experiência, nem dos milhares de educadores que se graduaram há pouco, os quais cumpriram o propósito de elevar a um professor em cada 15 alunos a sétima, oitava e nona classe do Ensino Secundário. Todos iniciaram seus estudos universitários quase simultaneamente, com o surgimento das idéias que foram aplicadas na batalha em favor da devolução a sua família e a sua pátria de um menino de seis anos seqüestrado, pelo qual estávamos dispostos a dar tudo.

Daqui a dois dias a UCI graduará 1.334 engenheiros nas Ciências Informáticas de todo o país, que ganharam a bolsa por sua conduta exemplar e pelos seus conhecimentos. Deles, 1.134 foram distribuídos pelos ministérios que oferecem importantes serviços ao nosso povo e por organismos responsabilizados por recursos econômicos fundamentais. Ficou uma reserva centralizada de 200 jovens muito bem escolhidos, que crescerá ano após ano. Seu destino será múltiplo. Esta reserva é integrada por graduados de todas as províncias do país e serão alojados na própria UCI. 56% são rapazes e 44%, moças.

A UCI abre suas portas a jovens dos 169 municípios de Cuba. Suas bases não estão sustentadas no modelo de exclusão e competência entre os seres humanos que preconizam os países capitalistas desenvolvidos.

A realidade do mundo parece ter sido desenhada para semear o egoísmo, o individualismo e a falta de humanidade no homem.

Um cabograma da agência Reuters publicado em 3 de maio de 2006, intitulado “A fuga de cérebros africanos deixa o continente sem pessoal qualificado e obstaculiza o desenvolvimento”, afirma que na África “se calculam em 20 mil os profissionais que emigram cada ano para fixar residência no Ocidente”, deixando o continente “sem os médicos, enfermeiros, professores e engenheiros que necessita para acabar com um ciclo de pobreza e de subdesenvolvimento”.

Reuters acrescenta: “A Organização Mundial da Saúde assevera que a África subsaariana carrega com 24% do peso mundial de doenças, incluindo a Aids, a malária e a tuberculose. Para enfrentar esse desafio apenas conta com 3% dos trabalhadores qualificados do mundo.”

No Maláui, “apenas estão cobertos 5% dos postos para médicos e 65% das vagas para enfermeiras. Nesse país de 10 milhões de habitantes, um médico atende 50 mil pessoas”.

A agência, citando textualmente um relatório do Banco Mundial, expressa: “Estagnada devido aos conflitos internos, a pobreza e as doenças, muitas delas curáveis, mas sem nenhum atendimento médico, grande parte da África não está em condições de competir com os países ricos que prometem melhores salários, melhores condições de trabalho e estabilidade política”.

“A fuga de cérebros é um golpe duplo para as economias débeis que não só perdem seus melhores recursos humanos e o dinheiro em sua instrução, mas também depois devem pagar aproximadamente US$ 5,6 bilhões ao ano para dar emprego aos expatriados.”

A frase “fuga de cérebros” surgiu nos anos 60, quando os Estados Unidos apropriaram-se dos médicos do Reino Unido. Nesse caso o despojo teve lugar entre dois países desenvolvidos, um que emergiu da segunda guerra mundial em 1944 com 80% do ouro em barras e o outro golpeado fortemente e despojado de seu império naquela guerra.

Um relatório do Banco Mundial intitulado “Migração internacional, remessas e fuga de cérebros” divulgado em outubro de 2005, ofereceu os seguintes dados:

Nos últimos 40 anos, mais de 1.200.000 profissionais da região da América Latina e do Caribe imigraram para os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido. Durante 40 anos da América Latina emigrou uma média de 70 cientistas por dia.

Dos 150 milhões de pessoas que no mundo participam das atividades científicas e tecnológicas, 90% concentram-se nos países das sete nações mais industrializadas.

Vários países, sobretudo os pequenos da África, do Caribe e da América Central, perderam através da migração mais de 30 por cento de sua população com nível superior de instrução.

O Caribe insular, onde o idioma de quase todos os países é o inglês, possui a maior cifra de fuga de cérebros do mundo. Nalguns deles, oito em cada 10 graduados universitários abandonaram suas nações.

Mais de 70% dos programadores de software da companhia estadunidense Microsoft Corporation procedem da Índia e da América Latina.

Menção especial merecem os intensos movimentos migratórios que tiveram origem, a partir da desaparição do campo socialista, da Europa do Leste e da União Soviética para a Europa Ocidental e a América do Norte.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) salienta que o número de cientistas e de engenheiros que abandonam seus países de origem e viajam para nações industrializadas equivale quase um terço do número daqueles que ficam em seus países de origem, o que provoca uma diminuição importante do capital humano indispensável.

A análise da OIT faz ênfase em que a migração de estudantes é um fenômeno precursor da fuga de cérebros. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que no início do atual milênio pouco mais de “1,5 milhões de estudantes estrangeiros cursavam estudos superiores nos estados membros, e que deles mais da metade procediam de países alheios à OCDE. Desse total quase meio milhão estava nos Estados Unidos, um quarto de milhão no Reino Unido e por volta de 200 mil na Alemanha”.

Entre 1960 e 1990, os Estados Unidos e o Canadá aceitaram mais de um milhão de imigrantes profissionais e técnicos de países do Terceiro Mundo.

As cifras apenas esboçam a tragédia.

Nos últimos anos a promoção desta emigração converteu-se numa política oficial do Estado em vários países do Norte, com incentivos e procedimentos desenhados especialmente para esse fim:

A “Ata para a Competitividade Americana no Século 21” — aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2000 — incrementou os vistos para trabalho temporário, conhecidos como H-1B, de 65 mil a 115 mil no ano fiscal 2000, e depois até 195 mil para os anos 2001, 2002 e 2003. O objetivo deste incremento foi promover a entrada aos Estados Unidos de imigrantes altamente qualificados que pudessem ocupar postos de trabalho no setor da alta tecnologia. Embora esta cifra diminuísse em 65 mil no ano fiscal 2005, o rio de profissionais para esse país se mantém inalterável.

Medidas similares foram promulgadas pelo Reino Unido, Alemanha, Canadá e Austrália. Este último país desde 1990 priorizou a imigração de trabalhadores altamente qualificados, designadamente em setores como o bancário, a segurança e a chamada economia do conhecimento.

Em quase todos o critério de seleção baseia-se na alta qualificação, o idioma, a idade, a experiência de trabalho e os resultados profissionais. O programa do Reino Unido outorga pontos extras para os médicos.

Esse contínuo saqueio de cérebros nos países do Sul desarticula e debilita os programas de formação de capital humano, um recurso necessário para acabar com o subdesenvolvimento. Não se trata só das transferências de capitais, mas também da importação da massa cinzenta, cortando pela raiz a inteligência e o futuro dos povos.

Entre 1959 e o 2004 graduaram-se em Cuba 805.903 profissionais, incluindo médicos. A injusta política dos Estados Unidos contra o nosso país tem-nos privado de 5,16% dos profissionais graduados pela Revolução.

Contudo, nem sequer para a elite de trabalhadores imigrantes as condições de emprego e de ordenado são iguais às dos nacionais norte-americanos. A fim de evitar o complicado processo que impõe a legislação trabalhista e os custos do trâmite de imigração, nos Estados Unidos chegaram ao cúmulo de criar um navio-fábrica de software que mantém escravos altamente qualificados encalhados em águas internacionais, numa variante de “maquila” para a produção de todo tipo de aparelhos digitais. O projeto SeaCode consiste em manter um navio ancorado a mais de três milhas da costa de Califórnia (águas internacionais) com 600 informáticos da Índia a bordo, que trabalham 12 horas diárias sem parar durante quatro meses no mar.

As tendências à privatização do conhecimento e à internacionalização da investigação científica em empresas subordinadas ao grande capital criaram uma espécie de “Apartheid científico” para a grande maioria da humanidade.

O grupo integrado pelos Estados Unidos, o Japão e a Alemanha tem um por cento da população mundial similar ao da América Latina, mas o investimento em investigação-desenvolvimento é de 52,9 por cento perante o 1,3 por cento. A fenda econômica de hoje antecipa até onde pode chegar a de amanhã, se estas tendências não são revertidas.

Semelhante futuro já foi instalado entre nós. A chamada nova economia movimenta enormes fluxos de capital cada ano. Segundo informa Digital Planet 2006, da Aliança Mundial da Tecnologia da Informação e os Serviços (WITSA), o mercado global para as Tecnologias da Informação e a Comunicações (TIC) atingiu três milhões de milhões de dólares norte-americanos em 2006.

Cada vez são mais as pessoas conectadas à Internet — em julho de 2007 totalizavam quase 1,4 bilhões de usuários —, contudo, em boa parte dos países incluídos muitos desenvolvidos, os cidadãos que não tem acesso a esse serviço continuam a ser maioria. A fenda digital se traduz em diferencias dramáticas onde uma parte da humanidade, afortunada e comunicada, dispõe de mais informação que aquela que jamais teve geração alguma.

Para termos uma idéia do que isso significa, basta comparar apenas duas realidades: enquanto nos Estados Unidos tem acesso à Rede algo mais de 70 por cento da população, em toda a África apenas o fazem os 3 por cento. Os fornecedores de serviços da Internet encontram-se em países de altas receitas, onde apenas vivem os 16 por cento da população mundial.

Urge enfrentar a situação de indigência em que nosso grupo de países encontra-se neste palco das redes globais de informação, Internet e todos os meios modernos de transmissão de informação e imagens.

Não pode ser chamada nem medianamente de humana uma sociedade onde os seres humanos sobrem por milhões e constitua uma prática o roubo de cérebros dos países do Sul, e se perpetua o poder econômico e o desfrute das novas tecnologias numas poucas mãos. Resolver este dilema é tão transcendente para o destino da humanidade como enfrentar a crise da mudança climática no planeta, problemas que estão absolutamente ligadas.

Para concluir, acrescento:

Aquele que tiver um computador dispõe de todos os conhecimentos publicados. Pertence-lhe também a privilegiada memória da máquina.

As idéias nascem dos conhecimentos e dos valores éticos. Uma parte importante do problema ficaria resolvida tecnologicamente, a outra temos que cultivá-la sem descanso ou pelo contrário se imporão os instintos mais primários.

A tarefa que os graduados da UCI têm de agora em diante é grandiosa. Acho que poderão cumpri-la, e a cumprirão.

Fidel Castro Ruz

17 de julho de 2007

11h05
Do Gramna

Rizzolo: Essa questão da fuga de cerebros está inserida na política norte americana de deslavadamente roubar os melhores cerebros ofercendo-os ” mundos e fundos” para lá se estabelecerem nos EUA. Esse problema , de difícil, solução passa pela falta de oportunidade oferecida pelos países da América Latina em que o desenvolvimento tecnológico pouco existe e é sustentado pela importação de tecnologia via multinacionais que dominam a área. No Brasil o pouquíssimo investimento na ciência, o sucateamento do ensino público, a falta total de uma política de pesquisa nas Universidades Públicas faz com que aquele que nada tem a não ser o potencial cerebral se sinta atraído pela sedução americana.

Na verdade a culpa não é exclusivamente do cientista, até porque o Estado lhe deveria proporcionar esse desenvolvimento, mas à parte a essa questão existe outra, que muitos podem achar até romântica que é a do patriotismo, a partir do momento, que o Estado brasileiro resposável, investir maciçamente na pesquisa , nas Universidades Públicas, seria exigência patriótica os cerebros aqui ficarem e encontrarem sim terreno fértil para seu desenvolvimento, um exemplo disso seria no futuro por exemplo, o Centro de Tecnologia do Exército ser um polo de conversão ao desenvolvimento desses cerebros, e ao mesmo tempo dar-lhes embassamento patriótico e por assim serem militares, compromisso com a nação brasileira, entendo isso uma opção, por que verdade seja, dita independentemente de dinheiro, abandonar o país depois de toda sua formação ser custeada pela pátria é uma tremenda safadeza e denota um enorme sentimento de desprezo e falta de patriotismo pela nação brasileira.

Chargem do Arroeira para O DIA

Pra começar uma segunda feira boa !

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Site do PC do B

Aeronáutica investiga sabotagem em Manaus

Uma sabotagem pode ter ocasionado a pane no sistema elétrico do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 4, em Manaus, que prejudicou o tráfego aéreo brasileiro no fim de semana. A assessoria de imprensa do Comando da Aeronáutica informou hoje (22) que abriu sindicância para investigar o caso.

O prazo para apresentação do laudo é de 40 dias. Além da possibilidade de sabotagem, serão investigadas possíveis falhas nos procedimentos para acionar os geradores de energia sobressalentes e problemas técnicos dos equipamentos.

De acordo com a assessoria, não havia motivo para o sistema falhar, pois não houve interrupção do abastecimento de energia pela companhia local.

Outro motivo para desconfiança é o momento do incidente. O período da noite é considerado horário de pico devido ao grande números de vôos internacionais que cruzam a região – a imprensa publicou relatos, não confirmados pela Aeronáutica, de que aviões vindos do exterior tiveram de voltar para seus locais de origem devido à pane.

O Cindacta 4 possui dois geradores de reserva onde foram constadas “anormalidades”, informou nota divulgada ontem. No momento do incidente, apenas um foi acionado, o que sobrecarregou o sistema e levou à falta total de energia.

Os problemas no controle de tráfego aéreo ganharam repercussão quando houve o acidente com o Boeing da Gol em 29 de setembro do ano passado. Desde então, controladores têm sido culpados e, ao mesmo tempo, têm apontado falhas na infra-estrutura e nas condições de trabalho de maneira geral. O impasse levou a greves que provocaram caos nos aeroportos mais de uma vez e a situação ainda não foi solucionada.

Na última terça-feira, um acidente com um Airbus da TAM causou a morte de 187 ocupantes e outras tantas vítimas que estavam no solo, já que o avião se chocou contra um prédio da própria companhia aérea. A tragédia voltou a alimentar a discussão. Estão sendo apresentados indícios de que pode ter havido falha do piloto ou da aeronave.

Na manhã de hoje, quase 40% dos vôos programados atrasaram e 9% foram cancelados. Entre meia-noite e 11 horas, houve 243 atrasos de mais de uma hora e 57 cancelamentos entre as 616 partidas programadas nos aeroportos administrados pela Infraero no país. Em Congonhas (SP), um terço dos vôos foi cancelado entre 6 e 11 horas, período no qual a assessoria da Infraero disponibilizou os dados.

Agência Brasil
Site do PC do B
Rizzolo: Isso ai precisa ser devidamente apurado, sabotador é o que não falta, agora falar em gerador com problemas se não houve queda de energia, é meio estranho, porque o sistema de ” no break” justamente aciona os geradores quando não há energia, mas se não caiu, então não foi acionado; uma coisa é certa, sabotador não falta, e explicação técnica tambem não .

“Igreja Católica está ao lado dos tiranos”, diz Chávez

As difíceis relações entre a Igreja Católica e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atravessam um dos seus piores momentos depois que o Conselho Episcopal Venezuelano (CEV) divulgou um duro documento condenando reformas impulsadas pelo governo. Para Chávez, “Igreja está ao lado dos tiranos.”

O documento, aprovado há duas semanas pela 88ª Assembléia de Bispos e Arcebispos da Venezuela, classifica o governo Chávez de “populista” e critica a política econômica, a reforma educacional, a não-renovação da concessão do canal RCTV e até o lema “pátria, socialismo ou morte”.

“Os altos recursos do petróleo se vêem acompanhados pelo aumento da corrupção e do clientelismo político. Cada dia nosso país se faz mais rentista e perde a oportunidade de se converter num país produtivo”, diz o documento, cuja íntegra está no site http://www.cev.org.ve.

Educação

Uma das principais preocupações demonstradas pela cúpula da igreja é a reforma educacional, área na qual tem ampla atuação: “Há a preocupação sobre a pretensão de propor uma educação com uma única e determinada orientação política e ideológica”.

O documento faz ainda uma referência direta a Chávez ao afirmar que “ninguém, e muito menos o presidente da República, tem o direito a insultar ou agredir pessoas ou instituições que discordem de suas opiniões ou projetos”. A resposta de Chávez veio nesta semana. Na segunda-feira, o presidente venezuelano disse lamentar que o CEV atue “como um partido”.

Pecado

“Lamento muito isso, que ataquem com mentiras, isso é um pecado. Eu me nego a pensar que os bispos e cardeais, que cursaram muito anos de estudo, não saibam o que dizem”, discursou Chávez a militares.

Na quarta-feira, em tom mais duro ainda, o presidente chamou a elite da igreja de “fariseus hipócritas” e insinuou que Jesus Cristo –a quem costuma chamar de “o primeiro socialista”– está do seu lado.

“Não sei o que faria Cristo a alguns bispos aqui da Venezuela (…), que se põem ao lado dos tiranos, dos que exploram o povo, dos que traem o pensamento e a obra de Jesus e apunhalam Cristo pelas costas”.

Considerado um dos mais ferozes críticos de Chávez, o vice-presidente do CEV, bispo Roberto Lückert , disse que a politização é necessária devido aos rumos tomados pelo governo.

“Alguém tem de fazê-lo, alguém tem de dizer as coisas”, disse. “O temor é que se implemente na Venezuela um regime igual ao de Fidel, autocrático, totalitário e militarista.”

Estratégia

Para o padre jesuíta Jesús María Aguirre, o último documento do CEV é também o mais duro contra Chávez desde o início de seu governo, há oito anos. “É o texto que marca mais distância”, disse à Folha. “Desde o ponto de vista ideológico e conceitual, é o mais frontal.”

Aguirre acredita que a estratégia do CEV seja equivocada, pois tende a afastar a cúpula da igreja das camadas mais pobres da população, amplamente favoráveis a Chávez. “Vejo um grande inconveniente em que os sacerdotes entrem numa confrontação pública direta. Essa posição beligerante simplesmente política rompe relações com o movimento popular”, disse o jesuíta, professor de comunicação da Universidade Católica Andrés Bello.

Para ele há uma ferida “nunca curada” entre o governo e a cúpula da igreja desde o frustrado golpe de abril de 2002, quando o então cardeal Velasco assinou a posse do empresário Pedro Carmona, que substituiu Chávez por quase dois dias.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: É lamentável que a Igreja católica na América Latina se tornou instrumento dos poderosos, nota-se que a postura do Papa quando veio ao Brasil , alem de defender várias posições absurdas foi a de atacar os evangéicos dizendo que o que não é católico é ” seita “. Ora, todos sabem que os evangélicos , são pessoas de índole, pessoas devotas, chama-los de seitas, é no mínimo provocá-los é acreditar que isso jamais foi pregado por Jesus Cristo que alem de judeu tinha sim colocações socialistas, e não sectárias, agora a pergunta; De que lado está a Igreja Católica ? Resposta: dos Poderosos e dos Tiranos. Qual a prova ? O discurso em que o pobre e o humilde não são contemplados, apenas aqueles em que o reino dos céus não pertencem. E viva os Evangelicos , que jamais se permitirão serem chamados de seita. E olha que não sou cristão hein !

Congonhas

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Um colunista da Folha de S.Paulo afirma na primeira página que o “nome certo” da tragédia de Congonhas “é crime”. E o criminoso? Obviamente, trata-se do governo do ex-metalúrgico alçado a uma função superior às suas forças. Creio que, antes de um julgamento final, seria oportuno apurar com precisão as causas do acidente, como de resto convém à prática do melhor jornalismo. Mas vislumbro, mais uma vez, infelizmente, a omissão governista em relação à inegável insegurança do aeroporto de Congonhas. Todos o sabemos mal situado e pessimamente usado. Em outros países, aeroportos como o paulistano, ou foram suprimidos, ou destinados a operações de porte restrito. Se Congonhas, pelo caminho oposto, cresceu em pretensão e alcances, isto se deve, em primeiro lugar, ao lobby das companhias aéreas, que não encontrou a devida resistência do governo, quando não a firme intervenção para por as coisas no lugar certo. É justo reconhecer que Lula tem sido leniente em relação a interesses diversos que não coincidem em absoluto com aqueles do País e do seu povo. A capa de CartaCapital que está nas bancas aponta omissões e concessões recentes. Não sei porém se a indignação do colunista da Folha seria igual se, nas mesmas circunstâncias, o presidente fosse algum tucano DOCG (denominação de origem controlada e garantida). Digamos, Fernando Henrique, ou, melhor ainda, José Serra. Tudo serve na busca sôfrega de uma crise.

Mino Carta do Blog do Mino

Rizzolo: Os aerocratas jamais aceitariam fechar Congonhas por motivos de rentabilidade, lucro, operacionalidade, Lula é claro, por querer agradar a todos , sempre não quer bater de frente com ninguem, já disse várias vezes nesse Blog , o governo Lula precisa de firmeza e parar de achar que compondo, sentando à mesa e conversar, diálogar, não funciona, com a elite e nem com os capitalistas internacionais, isso não adianta , o que precisa é firmeza e ter consciência que um governo jamais vai conseguir agradar a todos , mas dessa forma Lula esta dando oportunidade pra mídia golpista ” deitar e rolar ” como diz o Mino Carta ” Lula tem sido leniente em relação a interesses diversos que não coincidem em absoluto com aqueles do País”,agora esse forma de governar negociando e tenatando compôr em tudo era na época do Sindicato dos Metalúrgicos agora como governo cabe, força, liderança, e mostrar a cara e não se deixar intimidar, nas tomadas de decisão nos interesses do povo. Fecha Congonhas !

IPT conclui que pista é a causa menos provável do acidente

O relatório parcial feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) na pista principal do aeroporto de Congonhas, a pedido da Infraero após o acidente com o Airbus da TAM na terça, diz que o asfalto no local tem condições de atrito acima do padrão internacional de qualidade mesmo sem o sistema de escoamento de água. Realtório afasta a pista como provável causa do acidente.

A ausência de “grooving”, ranhuras para o escoamento de água, é apontada por especialistas como um possível dificultador da frenagem da aeronave.

O IPT, ligado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, diz que o trabalho tem “caráter de assessoramento técnico e não fiscalizador dos seus serviços”. Segundo o relatório, a pista principal de Congonhas passou pelo teste de atrito em pista molhada conhecido como “mumeter”, em que simuladores de rodas recebem película de água de 1 milímetro.

No teste, o coeficiente de atrito nos locais onde os pneus das aeronaves costumam tocar durante o pouso ficou entre 0,68 e 0,73. No Brasil, o parâmetro é de 0,5. Já a Icao (Organização de Aviação Civil Internacional) recomenda o valor mínimo de 0,42. Abaixo desse valor, segundo o IPT, deve ser informada a possibilidade de pista escorregadia e, abaixo de 0,52, devem ser planejadas atividades de manutenção.

A medição do coeficiente de atrito foi realizada no dia 13 de julho, quatro dias antes do acidente. Ela faria parte de um relatório mais completo, que ainda será feito, mas foi antecipado devido ao acidente.

O relatório analisou também a integridade do asfalto. A medição do IPT mostrou valor de resistência entre 89% e 96%, quando o mínimo requerido é de 70%. Os relatórios finais serão entregues à Infraero em 27 de julho, 7 e 17 de agosto.

Reversor

O Airbus-A320 da TAM tinha um defeito no reverso da turbina direita desde o último dia 13. A informação foi confirmada, em nota, pela companhia aérea.

A notícia reforça a versão da Infraero que inclui falha mecânica entre as hipóteses para o acidente. A TAM nega a hipótese.

A falha no reversor –mecanismo que ajuda o avião a frear– foi detectada pelo sistema eletrônico de checagem da própria aeronave, que continuou voando nos dias seguintes, com o reversor direito desligado. A TAM afirma que “o procedimento não configura qualquer obstáculo ao pouso da aeronave”.
Porém, em 1996, uma falha no reversor foi a causa do acidente com o Fokker-100 da TAM, ocorrido segundos depois da decolagem, também em Congonhas. Na ocasião, 99 pessoas morreram.

De acordo com a companhia aérea, a recomendação da Airbus –fabricante do avião– é que a revisão no reversor seja feita até dez dias depois de o defeito ser detectado. Para a TAM, a falha não impediria a realização dos vôos.

Caso a possibilidade de que uma falha na aeronave tenha provocado a tragédia com o Airbus, as suspeitas de que o acidente esteja relacionado a falhas na recém-reformada pista do aeroporto perdem ainda mais força.

Velocidade

Imagens gravadas no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) e divulgadas na quarta-feira (18) mostram o momento do pouso do vôo 3054 da TAM. Os vídeos comparam pousos de outras aeronaves com o do Airbus A-320 acidentado.

As imagens, divulgadas pela Infraero, mostram que o avião da TAM levou três segundos para fazer o trajeto na pista que, em condições normais, levariam 11 segundos.

O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), brigadeiro José Carlos Pereira, disse que os peritos detectaram “fumaça forte” no motor esquerdo do Airbus-A320 da TAM no filme. Segundo o brigadeiro, a fumaça reforça a hipótese das investigações de que tenha ocorrido falha mecânica no equipamento.

A fumaça pode indicar que os motores estavam funcionando em sentidos opostos, um impulsionando para frente e outro freando, o que explicaria, por exemplo, por que o piloto não conseguiu parar o avião, que continuou em velocidade bem alta depois de tocar o solo e girou para a esquerda ao final da pista, em vez de seguir reto.

Às 18h50 da última terça, sem controle, a aeronave –que havia decolado de Porto Alegre– passou pela pista de Congonhas (zona sul de São Paulo) com velocidade acima do normal, atravessou a movimentada avenida Washington Luís e atingiu um prédio da própria empresa –da TAM Express. Além dos ocupantes, o acidente vitimou pessoas em terra, entre elas funcionários da empresa de transporte de cargas. Até a noite desta quinta, os bombeiros confirmavam a morte de 188 pessoas. O número pode chegar a 200.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: É revoltante como as questões são colocadas de forma simplista . Em primeiro lugar esse relatório parcial feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) nos informa que a pista envolvendo o ” groving ” está em ordem ; temos também a informação ,que Airbus-A320 da TAM tinha um defeito no reverso da turbina direita desde o último dia 13 , que segundo a TAM “o procedimento não configura qualquer obstáculo ao pouso da aeronave”, ou seja , isso não quer dizer nada, ” pode voar assim mesmo “. Isso tudo vem corroborar ao que eu sempre tenho dito. O lucro, o interesse, a sede de faturar, e o desprezo pelo ser humano isso sempre em primeiro lugar , ora, se a propria Companhia admitiu que existia o defeito porque deixou voar ? resposta: Deixou voar, pra faturar !Se ficar confirmado o defeito da aeronave independente do ” nexo causal” só isso já é um crime .

Outra questão , talvez a pricipal, é que a mídia golpista sempre defensora do capital já está lançando no mercado , que segundo a pesquisa Datafolha, pra mim manipulada, ” mostra que só 26% dos defendem a completa desativação do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, palco do maior acidente aéreo da história do país” , observe a palavra ” só ” , ora, depois de um acidente desse dizer que só 26 % querem a desatrivação é um absurdo , mas é a ” pesquisa da Folha” vejam bem, a Folha que detesta o governo Lula e quer sim junto com as Companhias já dizer que o novo aeroporto proposto ” é gastar dinheiro à toa ” já é pra preparar as cabeças para a população não aceitar outro aeroporto e continur com os acidentes porque aí ” mais o Lula se ferra mais ainda “, um absurdo.

Não podemos mais conviver com esse aeroporto no meio da nossa cidade e o governo Lula estuda sim uma outra opção , mas pelo que vejo a direita quer mais acidentes, manipula informações, e os capitalisatas acham que avião quebrado ” ainda dá pra voar ” não querem sair de Congonhas, porque resolvem duas coisas ferram Lula e ganham dinheiro. Uma vegonha hein ! Será que se fosse uma avião da American Airlines cheio de americano as coisas seriam assim , ” Of course , not !”

Influência do Jazz no Blog do Rizzolo- Carlos Lyra

Bom final de semana, e fique, com a influência do Jazz ,Carlinhos Lyra.

ONU: Afeganistão ocupado torna-se o centro da produção de heroína

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Relatório da ONU concluiu que “hoje 90% do ópio produzido no país é convertido em heroína e morfina antes de ser exportado”. Segundo o “Los Angeles Times”, até 2004 o país “era conhecido exportador de ópio, não como produtor de heroína”

“O Afeganistão já não exporta ópio bruto, mas diretamente heroína, refinada em laboratórios afegãos”, afirmou a representante do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC, na sigla em inglês), Christina Oguz, com base no Informe de 2007 da entidade internacional. Christina denunciou que “hoje 90% do ópio produzido no país é convertido em heroína e morfina antes de ser vendido para o exterior”. Ainda segundo a ONU, em 2006 o narco-Estado imposto pela invasão de Bush forneceu cerca de 92% do abastecimento mundial de ópio – a “matéria-prima” para a fabricação da heroína. Até 2004, segundo o “Los Angeles Times”, o país “era conhecido como um exportador de ópio, não um dos maiores produtores de heroína”.

Um ano antes da invasão, decreto do governo do Mulá Omar, em novembro de 2000, época do cultivo da papoula, flor da qual é extraído o ópio, baniu seu plantio. O decreto, reforçado por édito religioso considerando o ópio contrário aos princípios do Islã, cortou a produção de ópio de 3.100 toneladas para “virtualmente nada” na primeira metade de 2001. O banimento foi confirmado por uma equipe de 12 especialistas da ONU, que esteve no país na época da colheita. “Não estamos apenas fazendo conjecturas. Nós vimos as provas nos campos”, afirmou então o diretor regional do Programa da ONU, Bernard Frahi. Ele apresentou fotos de “vastos tratos de terra cultivados com trigo, junto com fotos dos mesmos campos, um ano antes: um mar de papoulas vermelho-sangue”, de acordo com o jornalista Richard Lloyd Parry. Após cinco anos de ocupação, sob proteção armada de marines e soldados da Otan, e suporte do governo fantoche, o “virtualmente nada” alcançou o nível recorde de 6.100 toneladas de ópio, também segundo o UNODC. Na mesma entrevista de Christina Oguz, a representante da ONU afirmou que “o refino é feito em centenas de laboratórios artesanais que recentemente surgiram no país. Quando se sobrevoa as zonas de produção, são vistas muitas colunas de fumaça nas alturas: são os laboratórios”. Nada menos de 37 mil soldados norte-americanos e da Otan bancam essa transformação do país em uma fábrica de entorpecentes.

BANDOS TRAFICANTES

Na verdade, o que o governo Bush tem feito é completar o trabalho iniciado por Reagan na década de 80, que tornou bandos de traficantes e a escória feudal nos seus “combatentes da liberdade” contra a revolução popular em curso, então, no Afeganistão. Reagan, por sua vez, prosseguia na senda aberta pela CIA nos anos 50, que usou os barões do ópio do chamado “Triângulo Dourado” asiático, para fazer finanças e montar atentados contra a vitoriosa revolução popular chinesa. Mais tarde, a CIA ampliou seu portfolio, acrescentando a Indochina nas suas “fontes” de suprimento e financiamento, no conhecido episódio do uso da “Air América”, uma empresa de fachada, para o transporte da droga. A máfia francesa cuidava de distribuir a heroína na Europa e nos próprios EUA. Nada muito diferente do que Reagan fez contra a Nicarágua sandinista, agora usando os traficantes e a cocaína da Colômbia – o notório escândalo Irã-Contras. Dinheiro para a CIA, armas para os contras (e de lambuja, para o Irã em guerra com o Iraque) e os bairros negros dos EUA afogados em cocaína e, depois, no crack. Então, apesar de toda a hipocrisia de seguidos governos dos EUA “contra a droga”, não surpreende que a ocupação do Afeganistão tenha restaurado sua condição de maior fornecedor de ópio, e agora, um dos maiores de heroína, do mundo.

Aliás, o governo fantoche é constituído, no básico, por gente do tipo do “presidente” Karzai, um laranja de uma petroleira que tem como projeto desviar o petróleo do Cáspio via Afeganistão, e mais os barões da droga, os tais “comandantes” da “luta contra os soviéticos”. Interessante artigo do “Los Angeles” de 2005 relatava as agruras de um policial afegão empenhado no combate ao tráfico, quando um dos principais traficantes do país é, o vice-ministro do Interior de Karzai, ‘general’ Mohamed Daud. Ou seja, um chefão do tráfico é que dirige o combate ao tráfico. Uma beleza. Outro traficante, Hazrat Ali, que ajudou muito os EUA na operação contra Bora Bora em 2001, virou chefe de polícia de Jalalabad. Já a mídia imperial adora chamar os traficantes a serviço dos EUA de “warlords (chefes guerreiros)”. Outra denúncia é de que “60% das plantações de papoula estão em terras de propriedade do governo, alugadas pelas autoridades locais a particulares”, segundo Ayub Rafiqi, diretor da Sociedade de Proprietários de Terras de Kandahar, citado pela agência canadense CanWest News Service.

“VISTA GROSSA”

Naturalmente, numa situação em que o país está sob ocupação, e há postos de controle e operações ocorrendo por todo lado, tanto ópio – e heroína – só poderia circular rumo à “exportação” se os invasores e o “exército” colaboracionista fizessem vista grossa; ou escoltassem. A ligação visceral CIA-drogas é por demais conhecida; mas não é só esse submundo que lucra com a situação do Afeganistão submetido a maior produtor de ópio do mundo. “As Nações Unidas calculam que em 2006, a contribuição do tráfico de droga na economia afegã seja da ordem dos US$ 2,7 bilhões. O que não se menciona é que mais de 95% das receitas geradas por este lucrativo contrabando vão para as organizações de negócios, o crime organizado e as instituições da banca e das finanças principalmente norte-americanas e inglesas. Só uma pequena percentagem vai para os agricultores e comerciantes no país da produção”, afirmou o professor de Economia da Universidade de Ottawa, Canadá, Michel Chossudovsky, diretor do site Globalresearch.

O pesquisador canadense lembrou outra ação típica do invasor, registrada pelo jornal inglês “The Guardian”. “A ISAF [nome de fantasia da Otan no Afeganistão] transmitiu em abril deste ano o seguinte comunicado: ‘Respeitado povo de Helmand [província do sul]. Os soldados da ISAF e do Exército Nacional Afegão [lacaios] não destroem campos de papoula. Não querem impedir que as pessoas ganhem a vida’”. Os traficantes ajudam os invasores e os invasores ajudam os traficantes. Até uns serem expulsos a bala e outros serem pendurados nos postes. Ou, como disse em 2005 ao “LA Times” o policial Nyamatulah Nyamat, “nós temos a lista de identidades completa dos traficantes… mas não podemos prendê-los porque são eles que estão agora no poder, não nós”. Sob condição de anonimato, outra “autoridade” explicou ao “LA Times” a genial estratégia do governo Karzai, provavelmente sob supervisão de Washington, para enfrentar esse problema dos chefões locais do tráfico. “A idéia é não deixá-los mais nas províncias, mas trazê-los para posições oficiais – no mais alto nível – a fim de melhor poder controlá-los”. Mas a “autoridade”, segundo o jornal de Los Angeles, mostrou-se cético se a estratégia “funcionaria”.

ANTONIO PIMENTA
Hora do Povo

Rizzolo: A constatação que o Afeganistão já não exporta ópio bruto, mas diretamente heroína, refinada é grave, sabemos que o governo do Mulá Omar, em novembro de 2000, época do cultivo da papoula, flor da qual é extraído o ópio, baniu seu plantio, o decreto de cunho religioso cortou a produção de ópio de 3.100 toneladas para “virtualmente nada” na primeira metade de 2001, é claro que o governo americano para “manter o sistema” faz uso desses mafiosos, que na realidade passam a ser lacaios de uma causa beligerante. Bela democracia e liberdade , hein !