A OAB da resistência

A propósito deste advogado D’Urso, que comanda a OAB de São Paulo e, em parceria de João Doria Junior, a reedição da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade, ocorre-me a recordação da OAB de Raymundo Faoro. Foi o melhor momento da Ordem, o único verdadeiramente impecável, de 1977 a 1979, tempo do ditador de plantão Ernesto Geisel. Foi a OAB da resistência, a favor da anistia ampla, geral e irrestrita e contra o Ato Institucional número cinco. A bater de frente com o poder fardado, para atingir os donos do poder, que em 1964 chamaram seus gendarmes para fazer o serviço sujo. Incentivados a tanto pela mídia nativa e pelas Marchas da Família. A OAB presidida por Raymundo Faoro foi, juntamente com o movimento sindical do ABC, a trincheira dos autênticos aspirantes à democracia. Mas que fique claro: D’Urso e Doria não são os únicos sonhadores do golpe. Há muitos outros, e alguns até declinam suas preferências por escrito.
enviada por mino
do Blog do Mino

Rizzolo: Concordo com Mino, e acredito que quase a totalidade dos bravos Advogados paulistas reconhecidos desde a época da ditatura pela combatividade, não se conformam com o que fizeram da OAB-SP. É uma pena. Vejo isso com muita tristeza.

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