Brasil vive um novo ciclo de desenvolvimento, diz Mantega

O Conselho Político realizou nesta quinta-feira (2) uma reunião no Palácio do Planalto. Compareceram ao encontro representantes dos 11 partidos que apóiam o governo. Durante a reunião, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fizeram duas intervenções consideradas importantes pela coalizão.

Mantega afirmou que o Brasil vive um novo ciclo de desenvolvimento e fez um relato da conjuntura econômica. Acrescentou que o Brasil nunca teve a possibilidade de um crescimento sustentável e longo como agora.

Segundo o ministro, um outro modelo de desenvolvimento está em implantação, em que o crescimento é acompanhado de distribuição de renda, inclusão social e a redução das desigualdades regionais. Na opinião dele, a política econômica, os programas sociais e os investimentos constantes do PAC compõem o instrumento de concretização desse novo modelo.

A baixa vulnerabilidade externa, a estabilidade monetária, a responsabilidade fiscal, o superávit comercial, o superávit em conta corrente, o aumento na entrada de capitais externos e capital produtivo, a elevação da solvência externa, a redução do risco-país são alguns exemplos que o ministro dá para comprovar esse novo momento.

Desenvolvimento urbano

Já Márcio Fortes expôs um projeto de lei que está sendo encaminhado para o Congresso e que visa instituir diretrizes da política de mobilidade urbana. Segundo o ministro, é uma medida necessária para se chegar a um ambiente adicional favorável para a sustentação da mobilidade urbana e o desenvolvimento do transporte público no país.

O PL trata de questões relativas aos instrumentos de políticas de desenvolvimento urbano, integrado transportes urbanos e levando em conta, sobretudo, o transporte urbano público, a cooperação entre a federação e a defesa desse transporte no âmbito dos estados e municípios. Fortes ressaltou que o foco principal é o transporte urbano, objetivando transformá-lo num transporte mais acessível e de boa qualidade.

No encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma proposta aos integrantes da Direção Nacional do PCdoB: discutir essa realidade econômica com o ministro da Fazenda. Na opinião do presidente Nacional do PCdoB, Renato Rabelo não há mudança da política econômica.

“Há modificações que se tem de levar em conta do período Palocci. A inexistência da rigidez na definição da meta inflacionária foi um esforço que o Ministério da Fazenda fez e acabou evidentemente superando as expectativas do Banco Central em estabelecer metas rígidas na questão da inflação, manter o papel do BNDS no sentido de favorecer o investimento produtivo e o desenvolvimento, como um banco de fomento do desenvolvimento”, afirma Renato.

Modificações

O dirigente comunista entende que a entrada de Luciano Coutinho, um economista da linha do desenvolvimentismo, evidencia que há modificações favoráveis, apesar de não haver uma mudança da política econômica em curso.

Lula deixou claro na reunião do conselho que, de fato, a economia vai bem e o Brasil encontrou o seu caminho. Disse também que o país caminha procurando enfrentar os problemas maiores e, à falta de discurso pela oposição, esta se vale de questões como a do acidente aéreo, transformando em disputa política e em formas de agressão ao governo.

O presidente finalizou seu discurso reafirmando e apelando aos partidos para que em 2008 se construam candidaturas unificadas às prefeituras das cidades mais importantes e principais capitais.

Da redação

Site do PC do B

Rizzolo: Não há dúvida que a entrada de Luciano Coutinho, um economista da linha do desenvolvimentismo, evidencia que há modificações favoráveis, o importante é o avanço nas conquistas sociais, na geração de emprego, e na diminuição dos juros escorchantes que inviabiliza qualquer investimento, até porque os especuladores se valem em investir o capital no financeiro e não na produção. Agora, de nada adianta crescer e melhorar a renda se a estrutura básica da industrialização está nas mãos do capital internacional representado pelas multinacionais, que durante certa época tiveram o seu papel na economia brasileira, que por sinal para eles sempre foi um ” filé mignon “um mercado de quase 190.000.000 de habitantes. Atualmente no nível tecnólogico que nos encontramos de pesquisa e de conhecimento técnico, da possibilidade de como de ” compra de konw how” como afaz a China e outros países, não há porque prestigiar a indústria nacional..

Temos que alanvancar a pequena e média empresa 100% nacional, privilegiar o pobre empresário brasileiro, tímido na sua própria casa, observe que não há nada hoje em dia que não sabemos fabricar, que não dispomos de tecnologia, e se ainda não temos determinada tecnologia, vamos no exterior e compramos , mas as indústrias serão 100% nacionais. Chega de ficar sustentando emprego lá fora, chega de remessas vultousas de lucros para o exterior, vamos ser brasileiro, sinceramente, manda esse pessoal passear !

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