Gastos com juros ultrapassam R$ 43,7 bilhões no semestre

No primeiro semestre, o superávit primário do governo central (Tesouro, Previdência e BC) totalizou R$ 43,785 bilhões, de acordo com os números anunciados pelo Tesouro Nacional no dia 30 de julho. O superávit primário é o resultado das receitas menos as despesas, destinado ao pagamento de juros da dívida pública.

O resultado do semestre é equivalente a 3,60% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos mesmo período do ano passado o superávit registrado foi de R$ 38,598 bilhões.

Esses números ainda são parciais, pois ainda faltam os resultados das estatais, estados e municípios.

Segundo os números do Tesouro, os gastos do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que não são computados no superávit primário, somaram R$ 1,186 bilhão nos seis primeiros meses, ante R$ 846,4 milhões registrados em igual período de 2006.
Hora do Povo

Rizzolo:Todos sabem que apoio em grande parte as diretrizes do governo Lula, contudo, minha ressalva se faz nessa ” economia ” que é um assalto chamada ” superavit primário “, ou seja, em um mês se gasta em juros quase tanto quanto se reserva para investir o ano inteiro, o governo “economizou” em abril R$ 23,5 bilhões , recorde histórico de economia para pagamento dos juros; é uma verdadeira sangria na economia, até quando vamos suportar isso ? Com esse dado, ou seja, R$ 43 bi no resultado do primeiro semestre temos um valor superior ao exigido pela meta de superávit primário do governo central para 2007. Uma vergonha hein ! Pra que ? Porque não criamos coragem e fazemos como a Argentina ? a resposta: Lula não tem correlação de forças. Concordo , em termos, o Brasil é um país muito pobre, temos que repensar essa dívida , negocia-la , reavalia-la agora ficar pagando isso não dá , né. Eu acho que não precisa ser Trotskista para entender esse número absurdo. Vamos esperar a famosa correlação de forças, até para termos esperança num Brasil melhor e menos subserviente à espoliação internacional. Chega de abaixar a cabeça ! Vamos negociar e crescer !

Monopólio estrangeiro avança com compra das Telemig e Amazônia

Com a posse das empresas pela Vivo, a Telefónica Espanhola (também dona da Tim) passa a dominar 58,66% da telefonia móvel

A aquisição da Telemig Celular e da Amazônia Celular pela Vivo, anunciada na quinta-feira, foi mais um passo dado pelos monopolistas do setor de telecomunicações, nessa aberração que foi substituir o controle público e nacional pelo capital privado estrangeiro em uma concessão pública, engengrada com a privatização do Sistema Telebrás, em 1998.

Para a efetivação do negócio, a Vivo pagou R$ 1,093 bilhão pela Telemig – com atuação em Minas Gerais – e R$ 120 milhões pela Amazônia Celular – Pará, Amazonas, Maranhão, Amapá e Roraima -, totalizando agora 35 milhões de usuários (32,88%) em sua área de operação.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Administrativo e Defesa Econômica (Cade) terão que se posicionar sobre a transação envolvendo as operadoras de telefonia móvel. Uma condicionante apenas pró-forma, pois a atuação desses órgãos tem se limitado em aplainar o caminho dos monopólios. “Definitivamente, o Cade não tem imposto grandes restrições aos atos de concentração na área de telecomunicações. Quais os objetivos? Claro, preservar a concorrência em cada tecnologia e entre tecnologias. Todas as restrições impostas nesses poucos casos foram, exclusivamente, comportamentais”, afirmou Elizabeth Farina, presidente do Cade, durante o 9º Encontro Tele.Síntese, realizado em março em São Paulo, cujo tema foi “Concentração e consolidação no mercado de comunicações”. Pelas próprias palavras de sua presidente, o nosso colossal órgão antitruste tem favorecido a concentração, isto é, em franca oposição à concorrência que ela diz preservar. “Nos dois últimos anos, o Cade analisou 116 atos de concentração na área de telecomunicações. 22 acabaram ou não foram conhecidos ou por perda de objeto. Desses 116, 94 foram conhecidos e analisados. Só cinco sofreram restrições; 89 foram aprovados sem restrições”, disse.

Na Anatel, mesmo sob o pretexto de apenas analisar a questão “regulatória”, as resoluções têm sido assegurar o controle dos monopolistas no processo de concentração. Em recente decisão, no serviço de TV por assinatura, a Anatel avalizou a compra da Vivax pela Net com uma “restrição”: a devolução de uma das licenças em Santos (SP), uma vez que a Net também operava no município. Contudo, todos os assinantes da Vivax poderiam migrar para a Net. Alguma dúvida sobre a resolução da Anatel em relação à sobreposição de licenças, na região Norte, da Vivo e da Amazônia Celular? Devolução de uma das licenças, migração de clientes …

Como é sabido, metade da Vivo é controlada pela Telefónica – oficialmente espanhola, mas tendo por trás os fundos de pensão norte-americanos -, que, ao empalmar recentemente a holding detentora da Telecom Italia, passou ao controle da empresa de telefonia celular TIM, do grupo italiano. Com isso, a Telefónica passa a dominar agora nada menos que 58,66% da telefonia móvel do país.

Mas, o apetite monopolista da Telefónica não se restringe à telefonia. Em março deste ano teve liberada pela Anatel os serviços de TV por assinatura via satélite (DTH) para todo o Brasil – serviço que já vinha operando desde novembro do ano passado, sem licença prévia da Anatel, em associação com DTHi (Astralsat), na região de Ribeirão Preto (SP). Em julho, foi consagrada a compra da TVA (grupo Abril), anunciada em outubro do ano passado, por R$ 922 milhões. E está em disputa judicial por serviços de WiMAX (banda larga sem fio).

Se o leitor preferir acompanhar a concentração sob a ótica de outro monopólio, é só mudar a Telefónica pela Telmex/América Móvil que vai dar na mesma, inclusive os fundos de pensão norte-americanos por trás da empresa que é oficialmente mexicana. Aí é só trocar a Vivo pela Claro, TVA pela Net. E, óbvio, acrescentar a Embratel e 80% da Star One, dona dos satélites de comunicações Brasilsat B1, B2, B3 e B4 e Star One C1, C2 e C12. Para registro, os 20% restantes são da norte-americana General Electric (GE).
Hora do Povo

Rizzolo:Bom, essas agências reguladoras criadas no governo FHC servem para exercer controle e beneficiar as transnacionais, sempre disse que essas ” agencias reguladoras ” são braços do capital internacional e dos vende patrias “, foram instituidas no governo FHC e já na sua natureza jurídica não permite que seus membros sejam ” importunados” no seu desiderato de mandar e desmandar, como diz Alencar, “o presidente da República é eleito diretamente pelo povo. Um senador, um deputado, o prefeito, o governador, todos são eleitos. E não têm o poder de autonomia de uma dessas agências”. É um absurdo, temos que criar mecanismos para permitir a demissão de dirigentes das agências onde os diretores têm mandatos. Isso significa o esvaziamento da estrutura política do Estado e a transferência para órgãos pseudo-técnicos de funções que eram antes dos ministérios, agora esse monpólio já era de se esperar, é fruto da aberração que foi substituir o controle público e nacional pelo capital privado estrangeiro em uma concessão pública, engengrada com a privatização do Sistema Telebrás, em 1998.

Uma vergonha da herança FHC, quem não se lembra da privatização da Telebrás, na privatização da Telebrás, a “maior privatização do mundo”, segundo a propaganda oficial, grampos telefônicos instalados no BNDES flagraram o presidente da instituição, André Lara Resende, o então ministro das Telecomunicações, Mendonça de Barros e o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso acertando o uso do nome do presidente da República para assegurar o controle da Telemar (fatia da Telebrás que incluía a telefonia fixa do Rio de Janeiro, Minas e Espírito Santo, além de todo o Nordeste e Norte do país) pelo consórcio liderado pelo grupo Opportunity, controlado por Daniel Dantas e Pérsio Arida. Ricardo Sérgio de Oliveira, que trabalhava nos bastidores em favor de outro consórcio, pressionado por Lara Resende e Mendonça de Barros, chegou a dizer que na manipulação do leilão estavam “agindo no limite da irresponsabilidade”.

No final do processo, o consórcio liderado pelos grupos La Fonte, Inepar e Andrade Gutierrez figurou como único candidato no leilão da Telemar e levou a empresa pelo preço mínimo. Detalhe importante é que nessa época, Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, trabalhava junto ao grupo Inepar, que pagava inclusive seu luxuoso apartamento no mais caro bairro do Rio de Janeiro

Será que não existe um patriota que não percebe que temos que deter essa gente ? Criar algum mecanismo para que essas empresas sejam pesadamente tributadas para que possamos ter recursos para o desenvolvimento da indústria nacional ? Quer ter um mercado de 190.000.000 de pessoas e fazer remesas de lucros à vontade? Quer ter o monopólio de um mercado que é nosso ? Tem que pagar . Só vantagens para eles ? Não. A receitinha é a seguinte: ” A remessa anual de lucros não pode exceder a 10% dos investimentos líquidos registrados, com exclusão, portanto, para cálculo do percentual, do capital adicionado e originário dos lucros obtidos no Brasil. A remessa que ultrapassar essa percentagem seria considerada repatriação de capital, num máximo permito de 20% anuais. Lucros acima desse limite serão considerados capital suplementar e não poderiam ser remetidos, devendo ser reinvestidos no Brasil”. Se não gostassem poderiam ir embora, é um favor.

Para a mídia golpista, Lula continua em alta porque povo brasileiro é “pobre e ignorante”

Mídia golpista inconformada com alta popularidade de Lula

Para o povo, se ela está falando mal é porque o presidente da República é bom

A pesquisa do “Datafolha” sobre a popularidade do presidente Lula causou um charivari em certos redutos golpistas. Primeiro, o “Datafolha” é braço de um dos órgãos da mídia golpista, aliás, um dos principais (ainda que, é forçoso reconhecer, nem chegue perto daquele panfleto semanal fascista, financiado pelos racistas do apartheid). Mesmo assim, Lula saiu com popularidade intacta. Imagine o leitor se fosse uma pesquisa que seguisse critérios estatísticos científicos.

ÍNDICES

No meio desse tiroteio maluco que há meses ocupa jornais e TVs sob o nome de “crise aérea”, sobretudo após a queda do Airbus da TAM, apenas 15% dos pesquisados classificaram o governo de Lula como “ruim” ou “péssimo”. Enquanto isso, 48%, exatamente como há 4 meses, consideraram o governo “bom” ou “ótimo” – e 36% o qualificaram como “regular”.

É bastante provável que o percentual dos que aprovam o governo esteja subestimado. Esse tipo de “instituto de pesquisa” não foi feito para aferir os índices positivos dos líderes populares. Muito pelo contrário. Mesmo assim, o que importa aqui é a variação, e não houve metodologia nem pergunta viciada que conseguisse empurrar Lula para baixo. O que nos leva à segunda questão.

Não tem coisa ruim neste país que essa mídia não atribua a Lula. Desde a queda de um avião que foi derrubado na Floresta Amazônica por dois americanos irresponsáveis até o desastre de São Paulo, passando pelo suposto perigo de extinção do bagre dourada ou do boto cor-de-rosa (não é brincadeira, leitor, pode conferir os doutos artigos da sexóloga aquática Miriam Leitão).

No entanto, nada adianta. A credibilidade do presidente continua inabalável. Naturalmente, essa gente se acostumou a derrubar, a difamar, a jogar lama em quem lhes interessa derrubar, difamar e jogar lama. Só que, agora, em relação a Lula, isso não tem o menor efeito.

Interessantes são as suas explicações para o fenômeno. Segundo eles, o problema é que a maioria da população é pobre, inculta, analfabeta ou semi-analfabeta e, além de não ter pós-graduação nem ser proprietária de jornal ou TV, ainda por cima, não viaja de avião. Portanto, a população é um bando de beócios que se ilude com o populismo de Lula. O que, como veremos, é mera projeção. Atribuem, na verdade, a sua própria estupidez ao povo, que não tem nada a ver com isso.

Seria demais esperar que eles percebessem que o problema é a sua própria credibilidade. Evidentemente, toda a conversa sobre a incrível, a fantástica, a extraordinária, a absurda popularidade de Lula, é apenas uma folha de parreira para esconder o que é óbvio: ninguém – exceto um pequeno ajuntamento de entreguistas, trogloditas da época de Penaboto e mal-amadas lacerdistas tardiamente exumadas – acredita no que eles dizem em relação a Lula, e essa falta de credibilidade avança como água em papelão. Hoje, não é somente em relação a Lula que não se acredita neles.

A popularidade do presidente está onde deve estar – e deve aumentar, com a aceleração do crescimento. A da mídia golpista é que, para usar uma expressão de Gregório Bezerra, cresce como rabo de cabra – somente para baixo. As pessoas acreditam no que Lula fala. E não acreditam no que diz essa mídia.

Mas não é porque a maioria é pobre que isso acontece: é porque são inteligentes. Antes de tudo, segundo o próprio “Datafolha”, somente 32% da faixa superior de renda avaliada pelo instituto (“mais de 10 salário mínimos”) acham que o governo Lula é “ruim” ou “péssimo”. Outros 32% o avaliam como “bom” ou “ótimo” e 36% o classificam como “regular”, camada que tende a se somar sobretudo aos últimos, pois é uma faixa que, ainda que algo intimidada, se caracteriza por resistir a acompanhar a mídia golpista, ao contrário dos primeiros.

Portanto, ter uma renda maior não é sinônimo de burrice reacionária. Não são somente os pobres ou muito pobres que aprovam o governo Lula.

Fora isso, é claro que o sujeito, pobre ou rico, precisa ser, aí, sim, um beócio ou capadócio, para acreditar que Lula derrubou o avião da TAM, o da GOL, ou está construindo hidrelétricas no rio Madeira não para gerar energia, mas para atrapalhar a vida sexual do boto cor-de-rosa.

CORIFEUS

Mas é assim que são os corifeus da mídia golpista, capazes de dizer qualquer coisa, e até de acreditar nelas. E depois ainda se queixam, como uma dinâmica colunista o fez recentemente, de que sua manicure lhe disse que, na sua terra, “se falar mal do Lula, apanha”. Que que se pode fazer, senão registrar que a manicure tem mais juízo – isto é, mais cérebro – do que sua cliente?

CARLOS LOPES

Rizzolo: Ah ! mas é o discurso dos inconformados, é muito difícil os golpistas aceitarem que o povo não está nem um pouco preocupado com a mídia golpista, com todo trabalho de ” conscientização perversa ” que pretendem fazer em cima do coitadinho, que ganha salário mínimo fazendo-o entender que o governo Lula é uma droga, ou faze-lo sentir que está cansado disso ou daquilo, mas olha, não adianta, viu, pobre não é ignorante, pobre que passa necessidade sabe que hoje ele tem mais dinehrio no bolso, que sua família tem mais arroz com feijão na mesa, sabe que se estiver na miséria absoluta pode se incluir num programa de transferencia de renda; Agora pra que isso ? Que sede de poder perverso tem essa elite branca, usando da tecnolgia de Lembo, para fazer uso desses expedientes ? Outro dia, almoçando num Shopping frequentado pela elite paulista, ouvi um cidadão na mesa ao lado comentando com o sogro , ” O Sr. precisa ver como é divertido esse negocio de passeata ! Fui lá mas logo saí porque estava um tremendo calor ! ( Rindo) Eles chamavam Lula de cachaceiro ( rindo ), . Quando chegou o garçon , ele olhou pro lado, e percebeu que eu estava ouvindo, meio constrangido, e meio achando que eu aí compartilhar prestigiando o golpinho, chamou o garçon de lado e disse, ” me vê aquela “branquinha mineira ” ! Olhei pra ele, ele ficou meio sem graça, e quando levantei disse brincando ” Depois diz que o Lula é cachaceiro, hein ! ” Olha, ele não gostou, viu ! Ah! Só pra dizer o Shopping é o Villa Lobos.

ELITE BRANCA, TEU NOME É SÃO PAULO

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Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 593

. O “Cansei” é paulista.

. Foi o que disse Cezar Britto, presidente nacional da OAB.

. O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, já tinha dito ao Conversa Afiada (clique aqui) que sentia um cheiro de golpe no “Cansei” de São Paulo.

. Ao mesmo tempo, empresários liderados por Paulo Skaf, da Fiesp, lideram um movimento contra a renovação da CPMF.

. Sobre a CPMF, disse Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB de São Paulo, e patrono do “Cansei”: “O pacto de pagar a contribuição provisória em prol (sic) da saúde foi aceito e nada melhorou.” (A CPMF) “se tornou um instrumento de controle do cidadão”. (Folha de São Paulo, pág. B17)

. Primeiro que não é pacto: é uma lei aprovada e no Congresso será renovada ou não.

. Segundo, que a saúde publica melhorou, sim !

. E terceiro que a CPMF é um excelente instrumento para coibir a evasão fiscal e o Caixa Dois – e os advogados de São Paulo ganham muito dinheiro a defender empresários apanhados nos dois crimes.

. Mesmo que a CPMF venha a ser bastante reduzida, deveria ser preservada exatamente para isso: coibir a roubalheira.

. Ou seja, anti-CPMF e “Cansei” – é tudo a mesma coisa.

. “Restrito a São Paulo”.

. Faz parte da batalha dos mais ricos contra os mais pobres.

. Toda vez em que se altera a divisão do bolo em favor dos pobres, os ricos ficam nervosos.

. Essa batalha milenar está na origem do neoliberalismo, como demonstrou de forma exemplar David Harvey, em “A brief history of neo liberalism”, Oxford University Press, 2005. (Tem na Amazon.)

. Aqui no Brasil não é diferente.

. Clique aqui para ler a entrevista que fiz com Sergei Soares, do IPEA, sobre o impacto do Bolsa Família na redução da desigualdade de renda no Brasil.

. E como os pobres melhoraram de vida.

. O interessante é que esses movimentos, como em 1964, germinam e brotam em São Paulo.

. Assim como a mídia conservadora (e golpista) está no centro da discussão sobre o futuro da democracia no Brasil, a singularidade de São Paulo, como ponta de lança do conservadorismo, é a outra face desse sentimento antidemocrático.

. Elite branca, teu nome é São Paulo.

Fonte: Blog Conversa Afiada do Jornalista
Paulo Henrique Amorim.

Rizzolo: Em primeiro lugar Cezar Britto pessoalmente não apoia o ” Cansei” tanto é que nem sequer vai se dar ao trabalho de ir ou participar do movimento. E observem que todas as pontuações e intervenções de D´Urso são declarações de cunho da direita, imaginem a OAB nas mãos da direita ! Muitas vezes fico sózinho pensando o que foi que levou DÚrso a relacionar a OAB-SP palco de tradição de luta em favor dos desafortunados em legenda à defesa dos poderosos e de interesses que levariam à desestabilização de um governo eleito com 58 milhões de votos.

A resposta possivelmente está na utilização de uma instituição de tradição agora á serviço da elite nas mãos da direita, mas que por sorte está isolada, sozinha, pois podemos inferir que a popularidade de Lula continua inalterada, os Advogados paulistas constrangidos, a OAB Federal dando às costas para OAB-SP, o governo Federal monitorando o grupo, e a elite esvaziando o movimento; enfim podemos fazer uma leitura até positiva desse feito. Que A OAB-SP sempre estará e sera a guardião dos humildes e nunca dos poderosos , e sempre que um aventureiro de dentro ou de fora lançar mão, dando orientção diversa de sua vocação desde os idos de Rui Barbosa, estará no maior isolamento possível, porque a OAB-SP sempre foi e será a trincheira da injustiça social. Como diz Josias de Souza no Blog do Josias ” Os “cansados” advogados da seccional paulista da OAB foram abandonados à própria sorte pela direção nacional da entidade. Reunido nesta segunda-feira (6), em Brasília, o Conselho Federal da OAB decidiu não emprestar o prestígio da entidade ao movimento Cansei.

Para não deixar dúvidas de que virou a cara para o movimento, o conselho decidiu também que, embora convidado, o presidente da OAB nacional, Cezar Britto, não deve comparecer ao ato público organizado pelo “Cansei” para 17 de agosto.” Olha, para nós advogados paulistas o D´Urso deveria se preocupar com o pobre advogado humilde, aquele que luta para sobreviver. Agora nos colocar nessa situação constrangedora, prestigiando sua própria ideologia, é demais, né !

Sean Penn: um ator de Hollywood visita a Venezuela de Chávez

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O ator americano Sean Penn concluiu no sábado (4) sua estada de seis dias na Venezuela, para onde viajou ”como jornalista”, segundo ele próprio afirmou. O objetivo da visita foi colher informações e escrever sobre a situação do país.

Ganhador de um Oscar por Sobre Meninos e Lobos (2003), Penn chegou a Caracas no último domingo de julho. Durante o tempo em que permaneceu na capital venezuelana, recusou-se a dar entrevistas e apenas agradeceu ao povo da Venezuela e ao presidente Hugo Chávez pela hospitalidade.

Atento o tempo todo às solicitações de quem se aproximava, o ator foi amável ao deixar-se fotografar com dezenas de cidadãos que pediam uma imagem de lembrança. No entanto, manteve-se afastado da imprensa, aparentemente alheio às expectativas geradas por ser uma estrela de cinema.

Simples e como se desculpasse ao falar, Penn passou parte de sua estada no país sul-americano visitando bairros pobres e algumas zonas agrícolas. Além disso, conversou com vários setores sobre a situação social do país.

Na sexta-feira, durante a inauguração de um laboratório de insumos agrícolas biologicamente corretos, presidida por Chávez, Penn foi visto tomando notas, afastado das câmeras de televisão e ouvindo a tradução de Andrés Izarra, presidente da cadeia Telesur, que o acompanhou o tempo todo e foi seu intérprete.

2,5 mil km

Na aldeia de Pueblo Encima, em plena serra andina, Chávez convidou Sean Penn para um desses encontros freqüentes do presidente venezuelano com seus simpatizantes. O presidente da Assembléia Nacional cubana, Ricardo Alarcón, e personalidades que participaram da Cúpula Social para a União Latino-Americana e Caribenha, em Caracas, também estiveram presentes.

Para chegar até a aldeia, situada a quase 2,5 mil metros de altitude, perto da fronteira com a Colômbia, Chávez e Penn percorreram o trajeto em jipe 4×4 de fabricação nacional para uso militar. Centenas de habitantes dessa região andina – dedicada ao cultivo de hortaliças e ao gado – se aglomeraram para ver a passagem da comitiva, com Chávez ao volante do veículo no qual também viajava o ator americano.

Durante quatro horas, o longo comboio presidencial viajou por impressionantes locais ermos dessa região fronteiriça com a Colômbia, considerada em conflito devido aos problemas derivados da violência e do narcotráfico. A principal parada foi num laboratório de bioinsumos para a saúde agrícola integral construído em plena serra andina, com a cooperação tecnológica de Cuba.

”Uma grande Venezuela”

Depois que Chávez pediu a Penn ”algumas palavras para o povo venezuelano”, foram ouvidas as únicas declarações públicas do ator. ”Esperava encontrar uma grande Venezuela e a encontrei. Também vim como jornalista e estou ainda digerindo todas as coisas que vi e venho aprendendo nesta viagem”, disse. ”Agradeço a todo o povo venezuelano e, especialmente, ao presidente Chávez pela hospitalidade com a qual me brindaram.”

Antes, no vôo entre Caracas e o aeroporto de La Fria, o presidente venezuelano já tinha brincado a respeito do silêncio de Penn. Segundo Chávez, ele ”é muito calado”, embora tenha uma ”chama interna”. Chávez também afirmou que Penn é ”muito corajoso” por suas posições, especialmente pelas críticas à intervenção militar americana no Iraque.

Em outro ato na quinta-feira, em Caracas, o presidente venezuelano disse que o ator é um dos americanos ”em busca da verdade” – e acrescentou que ele viajou ao Iraque, ao Irã e agora à Venezuela para ver a realidade com seus próprios olhos, cansado das mentiras.

Durante sua estada na Venezuela, o intérprete de A Grande Ilusão (2006) também visitou a Villa del Cine – a produtora estatal criada pelo governo. Segundo fontes venezuelanas, ele mostrou-se interessado na co-produção de filmes.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: Como sempre digo o povo americano esta acordando, contudo como a mídia nos EUA é controlada pelos imperialistas ou seja os 4% milionários donos de quase tudo, dominando os EUA e parte do mundo, querem lá como aqui ditar como devemos pensar e agir, os artistas, os ecritores, pensadores, ativistas nos EUA quietos não ficam , e Sean Penn é um deles, um ator ativista político; é uma pena que nesse Brasil pobre e explorado pela elite golpista , os artistas não se mobilizem às causas populares, apenas se juntam e gritam para defender interesses de seus patrões como no caso da Globo. Agora , o povo, ? Ah! o povo que se dane, que fique assistindo a novelinha da Globo e não incomode os golpistas de plantão que logo após ao intervalo da novela aparecem às vezes dizendo ” Cansei” . Mas uma vez digo, Cansei de que ? quem deveria dizer cansei é o pobre não esses camaradas, que vivem na opulência e ficam cada vez mais ricos a custa do suor do trabalhador brasileiro. Agora a melhor declaração de Chavez em relação a Sean foi quando o presidente venezuelano disse que o ator é um dos americanos ”em busca da verdade” – e acrescentou que ele viajou ao Iraque, ao Irã e agora à Venezuela para ver a realidade com seus próprios olhos, cansado das mentiras. Muito bem !

Ignácio Ramonet questiona perseguição mundial a Hugo Chávez

Poucos governos no mundo são objeto de campanhas de demolição tão carregadas de ódio como Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Seus inimigos não vacilaram diante de nada: golpe de Estado, greve petroleira, êxodo de capitais, tentativas de atentados… Desde os ataques de Washington contra Fidel Castro não se havia visto um processo tão demolidor na América Latina.

Contra Chávez se divulgam as mais miseráveis calúnias, concebidas pelas novas oficinas de propaganda – National Endowment for Democracy, Freedom House –financiadas pelo governo do presidente dos EUA, George W. Bush. Dotada de recursos financeiros ilimitados, essa máquina de difamas manipula repetidores midiáticos (entre eles os diários de referência) e organizações de defesa dos direitos humanos, envolvidas por sua vez a serviço de desígnios tenebrosos. Sucede também, como ruína do socialismo, que parte da esquerda social-democrata some sua voz a esse coro de difamadores.

Por que tanto ódio? Porque em momentos em que a social-democracia passa na por uma crise de identidade na Europa, as circunstâncias históricas parecem ter confiado a Chávez a responsabilidade de assumir a condução internacional de reinvenção da esquerda. Enquanto no Velho Continente se tornou praticamente impossível qualquer alternativa ao neoliberalismo, no Brasil, Argentina, Bolívia e Equador, inspirados pelo exemplo venezuelano, se sucedem experiências que mantêm viva a esperança de realizar a emancipação dos mais humildes.

Nesse sentido, o balanço de Chávez é espetacular. Compreende-se que ele tenha se tornado referência obrigatória em dezenas de países pobres. A nação venezuelana não foi refundada sobre uma base nova, legitimada por uma nova Constituição, que garante o envolvimento popular na mudança social, sempre dentro do mais escrupuloso respeito à democracia e a todas as liberdades? Não foi devolvido a cerca de cinco milhões de marginados, entre eles as populações indígenas, sua dignidade de cidadãos? Não foi recuperada a empresa pública PDVSA? Não foi reestatizada e devolvida ao serviço público a principal empresa de telecomunicações do país, assim como a empresa de eletricidade de Caracas? Não foram nacionalizados os campos petrolíferos de Orinoco? Por último, não se conseguiu que parte da renda petroleira obtivesse uma autonomia efetiva diante das instituições financeiras internacionais, enquanto outra parte fosse destinada ao financiamento de programas sociais?

Mais de três milhões de hectares de terra foram distribuídas entre os camponeses. Milhões de crianças e adultos foram alfabetizados. Foram instalados milhares de médicos nos bairros populares. Dezenas de milhares de pessoas sem recursos com problemas oftalmológicos foram operadas gratuitamente. Os produtos alimentícios básicos são subsidiados e oferecidos aos pobres a preços inferiores em 42% em relação ao mercado. A duração do trabalho semanal passou de 44 horas para 36, enquanto que o salário mínimo ascendeu para 204 euros mensais (o mais alto da América Latina, depois da Costa Rica).

O resultado de todas essas medidas é que entre 1999 e 2005 a pobreza diminuiu de 42,8% para 33,9%, enquanto que a população que vive na economia informal caiu de 53% para 40%. Esse retrocesso da pobreza permite sustentar com força o crescimento, que nos últimos três anos fui de 12% em média – está entre os mais altos do mundo, estimulado por um consumo que aumenta em 18% ao ano.

Diante desses resultados, para não falar dos feitos na política internacional, é possível entender por que Hugo Chávez se tornou um homem contra o qual disparam os donos do mundo e seus agentes?

Fonte: Le Monde

Rizzolo:uma pequena reflexão : Os que tem Adam Smith como santo padroeiro, como diz Noam Chomsky, os neoliberais que adoram fazer com que o lucro esteja acima das pessoas e do bem estar social , aqueles que acham, que o ” mercado ” por si traz o desenvolvimento e justiça social , eu digo apenas acham , por que na verdade sabem muito bem que isso nunca funcionou, e que é apenas uma desculpa para a sêde de lucro, e exploração humana, não se conformam com uma reinvenção daquilo que com tanto esforço conseguiram desmantelar que foi a União Soviética que hoje se transformou em ducados de mafiosos que dominam a Rússia. Putin, e uma grande corrente russa já está tentando a reviravolta do socialismo, o que já deixa preocupado os EUA que no elenco de desculpas esfarrapadas tenta impor misseis no portão da Rússia já prevendo uma guerra fria, achando que o povo russo é imbecil.

Já na América Latina, a elite egoísta, inspirada também no padroeiro dos exploradores, acusa Chavez de tudo porque da mesma forma , numa atitude reacionária, considera uma melhor oportunidade ao povo humilde uma perda de tempo e dinheiro, acreditam que por um desiderato divino os pobres devem permanecer segregados porque não tiveram seus ancestrais ” talendo e disposição ” para ganhar dinheiro. A pergunta seria: Como um Estado justo pode conviver com essas idéias perversas ? Seria necessário uma reeducação no que vem a ser princípios éticos de justiça social nas escolas ? Como convercer grupos que se consideram superiores como a elite branca a que Lembo se refere, a compreender que um governo voltado ao povo está inserido numa dimensão de ética e até de cristianismo ? Contudo, como nada foi feito anteriormente junto à esse grupo social mesquinho por natureza, os ataques e as difamações ao governo Chavez e aos governos de cunho social, prosperam com pouco eco, até porque não possuem co relação de força junto a massa, mas ocorrem , e quanto mais se veem fracassados a ” virulência ” pode aumentar, e aí teríamos o que se chama grupos fascista, e de intolerância; sendo que a luta de classes se formaria às avessas partindo não da massa para a burguesia, mas da burguesia no afronto ao proletariado.

Não vejo como a América Latina coexistir sem um socialismo, sem um avanço social, sem a participação dos povos indígenas, e sem a inclusão no caso brasileiro de milhões de pessoas que sempre desde a época do Império viveram marginalizadas e agora enxergam através da democracia, uma saída; fica patente que a elite que difama jamais foi democrata, jamais aceitou uma democracia em que o pobre governe, jamais aceitou que um presidente que não possue curso superior leve um Brasil ao desenvolvimento, sabe porque ? Porque desde pequeno os filhos da elite aprenderam que quem não estuda ” puxa carroça ” e como pobre não pode e não tem possibilidade de estudar da forma que gostariam, com ensino Público descente, não pode ser presidente, até porque isso não seria uma exemplo aos filhos dessa elite; na cabeça maldoza e preconceituosa o pobre tem é que ficar na carroça, puxando e servindo a elite que se deleita no lucro e na desigualdade social. No fundo essa é a verdade, bem no fundo não , na cara , né ? Uma vergonha !