“Tanto aqui como nos EUA, agências estão mancomunadas com empresas de aviação”, diz ex-chefe do Cenipa

“Nos EUA, a FAA (agência de aviação) passa pelo mesmo problema da Anac. Ela também de certa forma é mancomunada com as empresas e muitas das recomendações feitas pelo Cenipa americano, a FAA não cumpre”, advertiu o ex-chefe do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), coronel da Reserva Antonio Junqueira.

Segundo ele, a finalidade das investigações de acidentes aéreos para evitar novas ocorrências não alcança seu objetivo pleno no mundo inteiro por causa da pressão econômica das empresas que, motivadas por questões financeiras, resistem em adotar recomendações de segurança da aviação que aumentem os custos. “Se você faz recomendações que implicam custos, meu amigo… A empresa quando vê que está implicando custo sem a devida compensação através da elevação de preços de passagem ou alteração das malhas, reluta, pede prorrogações”, denuncia.

Em entrevista à “Folha de São Paulo”, o coronel citou como exemplo o acidente do Valujet em 1996, que após pegar fogo e cair em um pântano causou a morte de 110 pessoas. “Havia inúmeras recomendações de que as aeronaves deveriam ter sensores de fumaça e extintores no porão de carga. A FAA sabia, mas não transmitia para as empresas, porque dizia que iria provocar um ônus, mais despesas. Aqui no Brasil acontece muito disso”, denuncia.

De acordo com o coronel, há hoje um poder econômico muito forte sobre as agências reguladoras, o que inibe o seu papel fiscalizador. “Quem forçou a abertura do aeroporto de Congonhas foi a própria Anac para atender aos interesses das empresas. Isso torna a agência vulnerável, foge completamente o papel de regulamentar”, avalia.

Para o diretor de engenharia e operações técnicas da Associação Internacional de Segurança Aérea (Iasa, na sigla em inglês), John Sampson, uma falha de equipamento ou erro no posicionamento do manete de uma das turbinas do Airbus A320 da TAM na hora do pouso em Congonhas pode ter desativado o sistema de frenagem automática do avião. “Se uma das manetes ficar para cima (em posição de aceleração), os spoilers não são acionados, os freios automáticos não operam e a turbina começa a ganhar potência porque o acelerador automático é acionado após o avião tocar o chão. Tudo isso acontece, mesmo se a outra manete está na posição correta de reversor”, advertiu.

Hora do Povo
Rizzolo: Tenho dito com frequencia e hoje mesmo comentei a respeito dessas ” agências reguladoraS” criadas no governo FHC que de reguladoras regulam apenas interesses do capital, ora, está na cara que esse pessoal está aí a mando das empresas, do dinheiro, pouco estão se lichando com segurança, a única segurança que as empresas insistem são nas aplicações financeiras internacionais e no lucro . Não resta dúvida como diz o coronel da Reserva Antonio Junqueira que há hoje um poder econômico muito forte sobre as agências reguladoras, o que inibe o seu papel fiscalizador, mas inibe porque ? Inibe ? A agência fica vulnerável ? Vulnerável ? Mancomunadas ? É brincadeira, né ? Vamos acabar com essas ” agências do capital ” ; e o que tem de vende pátria defendendo essas agências , não é brincadiera. Quanto dinheiro, hein ! Quanta falta de patriotismo.

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