Aumento do “interesse” internacional faz Incra propor revisão da lei

Incra denuncia a especulação estrangeira com terras no país

Megaespeculador George Soros e organizações internacionais compram enormes quantidades de terra. Interesse é em biodiversidade e etanol

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou uma proposta, junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, de revisão na regulamentação para compra de terras no Brasil, devido ao crescimento do capital estrangeiro nos negócios fundiários. A proposta visa restringir a compra de terras por estrangeiros que, através de entidades brasileiras, vêm se apropriando de milhares de hectares por toda a Amazônia, Bahia e Pantanal.

Segundo o presidente do Incra, Rolf Hackbart “investidores internacionais, por meio de empresas brasileiras, compram terras como reserva de valor (financeiro) a médio e a longo prazo”. Não compram a terra para produzir, mas para esperar que o valor suba para que possam revender. “Fazem isso porque há escassez de terras e porque o preço tem subido de forma significativa nos últimos anos. Na região Centro-Oeste, houve uma valorização de 24% na última década” disse Hackbart.

SOROS

A especulação estrangeira com as terras do Brasil já atraiu a atenção de empresas como a Adecoagro, empresa de capital argentino e americano que tem o megaespeculador George Soros entre seus acionistas. A empresa, que já é proprietária de quase 30 mil hectares de terras no País, investe agora na compra de uma área de 150 mil hectares em Mato Grosso do Sul.

Soros já anunciou seus investimentos no setor de bioenergia, notadamente no etanol de cana de açúcar brasileiro.

A preocupação do Incra é com os pequenos e médios produtores rurais que ficam numa situação desvantajosa em relação as multinacionais na hora de negociar terras supervalorizadas.

ONGS

Mas a especulação não é o único interesse estrangeiro com as terras do Brasil. Através da bandeira da “preservação ambiental”, fundos de investimentos internacionais, principalmente norte-americanos, têm comprado áreas ricas em biodiversidade.

Um dos casos mais emblemáticos é o da Ong Cool Earth, que arrecada recursos em seu site da internet para comprar terras na Amazônia, com a promessa de evitar a derrubada da vegetação.

Para burlar a lei brasileira, que proíbe a aquisição de terras públicas por estrangeiros, a Cool Earth afirma que colocará todas as propriedades compradas no nome de instituições locais e que irá apenas “administrar” as propriedades por um período “inicial” de dez anos.

As atividades da ong, que recebeu 20 mil doações na primeira semana do anúncio, estão sendo investigadas no Congresso.

As deputadas Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e Perpétua Almeida (PCdoB/AC) apresentaram, na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, requerimento solicitando que órgãos públicos investiguem a ação da ong.

O Ministério das Relações Exteriores já foi contactado e o secretário-geral das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães Neto propôs reunião com a Caindr para tratar do assunto.

ALEXANDRE SOUZA
Hora do Povo

Rizzolo: Observem que existe uma verdadeira invasão de investimentos especulativos em terras brasileiras, já existe uma cumplicidade entre os proprietários de terra no caso do Etanol com os investidores internacionais em Usinas, precisamos regulamentar essa questão, é interessante, quando era para criar ” agências reguladoras ” como as que foram criadas na época do FHC a elite correu e emprestou seu apoio incondicional, agora quando há necessidade patriótica de analisarmos de perto essa questão que já de há muito tempo sabida , fica-se no aguardo. Está mais que na cara que o internacionalismo se faz através de empresas brasileiras ” laranjas ” , isso é tão óbvio quanto o contraventor de jogo do bicho que tem sua banca na padaria. Agora precisamos nos mexer, um Incra sozinho não faz verão. Cadê os patriotas ? Será que estão tão preocupados com a RCTV, e boicotar a Venezuela no Mercosul que esqueceram do Brasil ? Vergonha, hein !

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to “Aumento do “interesse” internacional faz Incra propor revisão da lei”

  1. luiz claudio fontes de salles graça Says:

    Sou proprietário de 15640,00 ha no Pantanal de Mato Grosso,area totalmente preservada aonde crio 1500 cabeças de bovinos. Faz vinte e dois anos que tento encontrar alternativas para aumentar a receita ,haja vista os pequenos indices zootecnicos conseguidos nesta região.O estado nunca foi presente,não temos estradas, nenhum tipo de incentivo para produzir e ao mesmo tempo preservar um ecossistema tão fragil.
    Final de 2007 recebi uma notificação da receita federal,teria que apresentar laudos e varios outros documentos para compravar a declaração do itr,após atendidas todas as exigências, veio a multa de r$3600.000,00 .Isso tudo me torna vulneravel,me revolto com os nossos governantes que nada conhecem da nossa realidade ,nos julgam e condenam como se fossemos grandes latifundiarios improdutivos


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