Passeata da CUT leva 20 mil trabalhadores aos Três Poderes

Cerca de 20 mil sindicalistas, segundo os organizadores, participam nesta quarta-feira (15) do Dia Nacional de Mobilização da CUT. Caravanas de trabalhadores de todo país e do Distrito Federal “abraçaram” o Congresso Nacional em ato simbólico para defender sua pauta de reivindicações. O destaque principal é a defesa do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3, que a bancada patronal no Parlamento ameaça derrubar.

De acordo com o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, a pauta possui 13 itens e atinge os três Poderes. “No Legislativo, o principal ponto é a manutenção do veto do presidente à Emenda 3. No Executivo queremos a ratificação da convenção 151 da OIT [Organização Internacional do Trabalho] que garante a negociação coletiva no serviço público. No Judiciário, queremos acabar com o Interdito Proibitório, usado para restringir as greves em frente ao local de trabalho”, listou o presidente nacional da CUT.

Emenda 3, pró-PJ e trabalho escravo

A manifestação inclui trabalhadores de todo o país. A delegação de Pernambuco, por exemplo, deixou o seu estado na segunda-feira (13), em sete ônibus levando cerca de 350 sindicalistas.

O veto presidencial à Emenda 3, segundo o dirigente cutista, mostra que o governo tem políticas favoráveis aos trabalhadores. “A CUT vai aplaudir todas as decisões do governo que são boas aos trabalhadores e criticar aquelas que nos prejudiquem”, disse Arthur.

De tarde, as lideranças da CUT terão encontro com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para conversar sobre a reforma agrária. Depois, os representantes dos trabalhadores se encontrarão com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O presidente da CUT disse que a intenção é pressionar os parlamentares a manter o veto do presidente Lula à Emenda 3. A emenda patronal impediria os fiscais do Trabalho de autuar empresas por contratações irregulares, como vínculo sem carteira assinada (a chamada PJ, Pessoa Jurídica) ou trabalho escravo.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: Reunir 20.000 trabalhadores não é brincadeira, a passeata é por causas justas, temos que dar um basta a essa emenda safada ela agride o mais elementar, o mais primário, o mais primitivo direito que um trabalhador pode ter: simplesmente, o de ser reconhecido como trabalhador , como bem lembra o Presidente da Cut “os parlamentares e as empresas que defendem essa emenda safada querem mesmo é jogar no lixo todos os direitos básicos dos trabalhadores”, alem disso essa emenda representa uma grave violação à legislação trabalhista brasileira, que estabelece que o vínculo empregatício é estabelecido ao serem preenchidos os requisitos de “pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade”.

Agora é uma pena ver a OAB-SP que um dia foi a trincheira da defesa dos trabalhadores e dos perseguidos pela ditatura militar se aliançar com a Fiesp defendendo interesses patronais na destruição daquilo que e´o único patrimônio do trabalhador que são seus direitos básicos assegurados por lei. Pessoalmente como advogado, como membro da OAB, e com todo respeito que tenho pelo D´Urso, não sei como ele foi entrar nessa, realmente não sei. A manifestação de hoje, já é um corpo-a-corpo no Congresso Nacional pela manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda 3, que escraviza e retira direitos constitucionais dos trabalhadores brasileiros.

Arcebispo desconhece ato do “Cansei” na Catedral de SP

O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, diz não ter sido consultado pelo movimento direitista “Cansei”, sobre o ato que o grupo pretende fazer dentro da Catedral da Sé na próxima sexta-feira (17). “Não sou promotor deste evento, não fui consultado nem sei quem autorizou”, disse o arcebispo, “surpreso”, segundo a Folha de S.Paulo desta quarta-feira. O jornal dis que dom Odilo vai conversar com a direção da catedral paulistana e só depois voltará a falar sobre o assunto.

O Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, mais conhecido como “Cansei”, liderado pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, programou para sexta-feira à tarde um encontro com representantes de várias religiões para lembrar o aniversário de um mês do acidente com o avião da TAM. O encontro na catedral passou a concentrar as atenções do grupo, antes concentrado na convocação do minuto de silêncio em todo o país na mesma sexta-feira.

Para D’Urso, ou “Cansei” ou corrupção

O “Cansei” diz ser apartidário e nega se opor ao governo do presidente Lula. Ontem, D’Urso voltou a rebater as críticas contra o grupo. “O “Cansei” não é um movimento de elite, é um movimento que contempla todas as camadas da sociedade”, disse ele. “Para ser contra o Cansei, só quem for a favor da corrupção, da criminalidade”, acusou.

Sobre o comparecimento na sexta-feira, o advogado do “Cansei” desconversou: “Não se pode medir a força do movimento pelo número de pessoas que estiverem concentradas. Quantas pessoas virão? Pouco importa, nós estaremos lá.” A Catedral da Sé tem capacidade para 8 mil pessoas.

Segundo a assessoria da arquidiocese, a autorização para o uso da catedral foi dada pelo padre Pedro Fenech, responsável pela administração da igreja.

Arregimentação de famosos

O “Cansei” apresentou ontem uma série de adesões de pessoas famosas ao grupo, informa ainda a Folha. O padre-cantor Antonio Maria deve representar a Igreja Católica no ato. A cantora Ivete Sangalo, contratada da Philips, uma das empresas apoiadoras do “Cansei”, já aparece nos novos cartazes da organização. Ela é irmã do empresário Jesus Sangalo, um dos fundadores do movimento. Também aderiu a atriz Regina Duarte, que em 2002 disse no programa eleitoral do PSDB que tinha “medo” do PT. D’Urso nega que a presença de artistas seja uma maneira de aumentar o número de participantes na sexta.

Com informações da Folha de S. Paulo
Site do PC do B

Rizzolo: Em primeiro lugar é bom a elite verificar se poderá usar a igreja ou não, mesmo proque o próprio arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, diz não ter sido consultado pelo movimento direitista “Cansei”, em segundo lugar a afirmativa de D´Urso de que “Para ser contra o Cansei, só quem for a favor da corrupção, da criminalidade” , ou seja , quem é contra os pensamentos da elite é favor da corrupção e da criminalidade, ah! isso é um tapa na cara do povo, ele não devia falar isso. Como diz Mino Carta ” Quem reduziu um País grande e rico por natureza neste Brasil limítrofe, a disputar com Serra Leoa e Nigéria a primazia de pior distribuição de renda do mundo, com todas as conseqüências, de criminalidade a corrupção, são pessoas como estas agora dispostas a rumar para a catedral da Sé”.

Como Advogado, cidadão brasileiro, acho que essa afirmação é típica de quem não sabe mais como voltar atrás, agora tem que arrumar gente pra ir na Igreja, fazer volume, chamar cantor, não dá pra dizer que não vai ter mais o cansei, né ? Tem que ir até o fim. É duro ficar isolado, hein !

Reforma avança e projeto de fidelidade partidária é aprovado

O plenário da Câmara dos Deputados finalmente conseguiu avançar na votação da reforma política. Os deputados aprovaram às 23h45 desta terça-feira (14) um projeto de fidelidade partidária que busca resguardar o mandato daqueles parlamentares que já mudaram ou vierem a mudar de partido até o dia 30 de setembro deste ano. O projeto de lei foi aprovado por 292 votos contra 34, mas pode ser alterado por meio de emendas ainda pendentes de votação. Após isso, segue para o Senado.

O Plenário da Câmara aprovou na noite desta terça-feira, por 292 votos a 34 e 3 abstenções, o Projeto de Lei Complementar 35/07, do deputado Luciano Castro (PR-RR), para tornar inelegíveis por quatro anos os detentores de mandatos que tenham mudado de partido fora de uma “janela” de 30 dias antes de um ano das eleições seguintes. Os destaques para votação em separado (DVS) devem ser analisados em sessão extraordinária convocada para as 19 horas desta quarta-feira.

A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), relator pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). No projeto original, não havia esse período para que os políticos pudessem mudar de legenda sem se tornarem inelegíveis.

A regra atinge eleitos para mandatos tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo (integrantes do Congresso Nacional; das assembléias legislativas; da Câmara Legislativa; das câmaras municipais; o presidente e o vice-presidente da Republica; o governador e o vice-governador de estado e do Distrito Federal; o prefeito e o vice-prefeito).

Exceções

Em contrapartida a essa flexibilização da fidelidade partidária, o substitutivo permite, aos partidos políticos, pedirem à Justiça Eleitoral a cassação do mandato daquele que se desligou da agremiação se eleito por ela. A legenda deve pedir a cassação até 15 dias depois do desligamento, e ao mandatário serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, assim como a produção de provas.

As exceções incluídas no projeto pelo relator, para que o político não sofra as sanções previstas, são: demonstração de descumprimento, pelo partido, do programa ou estatuto registrados na Justiça Eleitoral; prática de atos de perseguição política no âmbito interno do partido contra o ocupante de cargo eletivo; filiação para criar novo partido; renúncia do mandato; e filiação no período de “janela” para concorrer à eleição na mesma circunscrição eleitoral.

Para o relator Mendes Ribeiro Filho, é justo que o deputado mude de partido quando o estatuto da legenda for desrespeitado. “Esse projeto não tem o defeito de ser contrário à voz das ruas e não surge de cima para baixo. Talvez não agrade a todos, mas disciplina questões necessárias”, afirmou.

Sem efeitos retroativos

Outra medida do substitutivo convalida todas as mudanças de filiação partidária ocorridas até 30 de setembro de 2007, não incidindo qualquer restrição de direito ou sanção. Da mesma forma, o texto impede o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de aplicar, retroativamente, interpretações legais feitas pelo TSE em resposta a questionamentos feitos, em tese, por partidos políticos.

Segundo o autor, a fidelidade partidária é um dos temas mais debatidos na reforma política e tem de receber uma solução por parte do Congresso Nacional. “É clara a necessidade de se prever uma fidelização do eleito ao partido pelo qual foi consagrado nas urnas, mas de resguardar o mandato e suas prerrogativas”, afirmou.

Já o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), argumenta que o projeto tem como única finalidade contemplar aqueles que mudaram de partido. “É um projeto de inelegibilidade e não de fidelidade partidária; é mais um projeto de redação dúbia que irá parar no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), um dos autores da proposta, discorda da avaliação de Coruja. Para Flávio Dino, foram resguardadas e convalidadas as mudanças partidárias feitas até setembro “para que os que já mudaram ou desejam mudar tenham seu direito respeitado, que é o direito à boa-fé, à segurança jurídica. Não podemos mudar as regras no meio do jogo”, disse o deputado.

Da redação,
com informações da Agência Câmara
Site do PC do B

Rizzolo: Isso aí não ficou muito bom ao meu ver, resolve em parte, evita a troca de partido, aquela farra que ocorria após eleições, mas não impede a infidelidade programada, já que nos trinta dias do ano anterior às eleições os parlamentares podem mudar de partido . Esse negócio de parlamentar que troca de partido é uma coisa deplorável, e isso tem que acabar mesmo, em última instância usa e abusa da sigla e depois troca a seu bel prazer a seu interesse pessoal. Tem que coibir mesmo, porque se depender do caráter de alguns , isso eles nunca tiveram, e vão continuar trocando de partido compulsivamente.

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Excesso de trabalho sujo na Casa Branca força Karl Rove a renunciar

Excesso de trabalho sujo na Casa Branca força Karl Rove a renunciar

Karl Rove, o principal assessor – e operador para ações não-convencionais e à margem da lei – de George W. Bush, apresentou sua demissão na segunda-feira, 13, em coletiva na Casa Branca. Ao lado de Bush, Rove disse que deixará o cargo no final de agosto para “dedicar mais tempo à família” e que sentirá “muitas saudades do trabalho”.

Amigos há 14 anos, Karl Rove permite-se ser chamado por Bush de “flor do lixo” nas ocasiões em que o presidente pretende elogiá-lo. Na verdade, nos últimos 6 anos e meio em que tem prestado serviços na Casa Branca, o excesso de trabalhos sujos de Rove acabaram por criar dificuldades para ambos.

Os problemas tornaram-se mais graves a partir de abril do ano passado, quando o envolvimento de Rove no escândalo que ficou conhecido como “Plame-gate” – a delação, a partir da Casa Branca, da identidade de uma agente da CIA – tornou insustentável para Bush mantê-lo nos cargos que ocupava: coordenador do conselho de Política Doméstica, do conselho de Economia Nacional e de Segurança Nacional. Na ocasião, Bush afastou-o, mesmo sem demití-lo formalmente, da função de articulador político e o manteve à sombra, como marqueteiro. Na mesma data, Bush foi forçado a demitir o seu porta-mentiras, Scott McClellan, que expusera-se em damasia na operação de encobrimento de Rove durante a armação do “Plamegate”. McClellan tinha sustentado que Rove não tinha nada a ver com o vazamento da identidade Valerie Plame e logo em seguida ficou comprovado que a “flor do lixo” tinha sido a “fonte” de pelo menos dois “jornalistas” que se dispuseram a atuar como informantes de Bush. Plame, esposa do embaixador Joseph Wilson, foi delatada porque seu marido, que havia viajado ao Níger para investigar para a CIA se Sadam havia comprado urânio para fazer bombas nucleares – pretexto usado por Bush para invadir o Iraque, não confirmou a mentira. Uma semana depois que Wilson publicou um artigo expondo a farsa, o nome de Plame foi posto nos principais jornais dos EUA.

PROCURADORES

Mas os problemas da dupla Bush-Rove não pararam com este escândalo. Mesmo atuando ao abrigo dos refletores, a natureza das atividades do marqueteiro não lhe permitiriam vida mansa. Ainda no mês passado, o Senado expediu uma convocação para que Rove prestasse depoimento na investigação em tramitação sobre o escândalo da demissão de oito procuradores federais, tramado por ele para permitir fraude eleitoral. Para evitar sair mais queimado com possíveis declarações do assessor, Bush teve que assumir o desgaste de usar as prerrogativas do Executivo – que nos EUA têm dotado o presidente de poderes que fariam qualquer monarca ficar roxo de inveja – e impedir seu depoimento.

S. SILVA

Hora do Povo

Rizzolo: Esse camarada Karl Rove tem mais é que ” se dedicar à família ” porque de sujeira que prestou juntamente com Bush tornou insustentável a posição de assessor; o sujeito até demitia procurador federal que não se alinhasse nas suas ” safadezas”. Olha, é uma democracia exemplar, viu ! É um país com uma ética inigualável, para se ter uma idéia a Associação dos Clérigos Muçulmanos do Iraque (AMSI, sigla em inglês), denunciou que a ocupação ianque mantém encarcerados 67 mil cidadãos iraquianos no país. Sob custódia direta das tropas americanas são mantidos 36 mil iraquianos. e sob o governo fantoche, são mantidos presos outros 31 mil nas cadeias criadas pela ocupação, totalizando 67.000 iraquianos detidos sob a democracia instaurada por Bush. A AMSI declarou que as informações foram extraídas de uma organização de advogados iraquianos denominada “Fazendo Cumprir a Lei”; e tem gente que é admirador da política Bush, e lutam na América Latina defendendo posições tipicas do republicano, uma deles todos conhecemos, desestabilizar governos de cunho social, através da mídia e de campanhas onde Hugo Chavez, Evo Morales, Lula, Rafaek Correa, e outros são o prato preferido, sem contar com aqueles que embarcam em ” campanha geladas” verdadeiras frias, onde acabam falando sozinho e sendo motivo de chacota como o famoso ” Cansei “, que uma piada, né.

Ditadores decretam que atletas deveriam ter sido mantidos no Brasil contra a vontade deles

Para certos setores da mídia e da oposição, liberdade é sair de Cuba, mas cubano querer voltar para seu próprio país, não. “Meu mundo caiu”, desesperaram-se eles após terem feito uma pândega com as “deserções”. Pela reação dessa gente, quiçá todos os cubanos que querem voltar para lá deveriam ir para a cadeia. Como argumentou o ministro da Justiça, Tarso Genro, a mídia e a oposição queriam “que sequestrássemos os cubanos (Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara) para fazer propaganda política”. “Mas, nós não vamos fazer isso nem com americanos, nem com chineses, nem com cubanos, nem com ninguém”, frisou.

Também o direito cristão ao arrependimento não existe no vocabulário dessa trupe. Provavelmente os lutadores cubanos perceberam a fria que iam entrar nas mãos da máfia alemã e trataram de cair fora bem rápido, arrependeram-se. Acolhidos numa pousada na região dos Lagos, no Rio, os atletas cubanos afirmaram que foram eles que pediram a um pescador para chamar a polícia. Que eles não foram presos, como vem sendo divulgado, mas sim ajudados pela polícia. Disseram nos depoimentos que estavam decididos a voltar para o seu país. Por isso pediram a ajuda.

Campeões em Cuba, eles foram aliciados pela máfia alemã, infiltrada na Vila Olímpica, e caíram no conto do vigário. Mas ao conhecerem de perto a picaretagem e os trambiques do boxe no “submundo capitalista”, rapidamente pediram socorro. “Quando os dois “seguranças” foram almoçar, nós pedimos a ajuda”, explicaram. “A polícia chegou e dissemos a eles que queríamos ir embora”. Na delegacia surgiram dois “advogados” dizendo-se “representar” os cubanos. Os atletas afirmaram que não queriam conversa com eles. Diante da insistência em abordar os boxeadores, o delegado resolveu autuar os “advogados” e colocou os cubanos num hotel, em liberdade vigiada, para protegê-los.

Curioso é que, mesmo diante de todas essas informações dadas pela Polícia Federal, a “Folha de S. Paulo” não aprovou a decisão. Até ali, somente a empresa de fachada alemã, Arena Box Promotions, e seu capo no Brasil, um turco-alemão de nome Ahmet Öner, especialistas em aliciar boxeadores, tinham reclamado da decisão do governo. Os mafiosos queriam impedir a volta dos atletas para Cuba e a mídia saiu em sua ajuda.

O fato é que a decisão dos boxeadores de voltar para Cuba trouxe um problemão para a direita. Fechou o espaço para o seu alarido reacionário. É por isso que eles insistem, mesmo sem nenhuma base na realidade, que houve deportação. Que os cubanos foram expulsos, etc. Essas conclusões são, na opinião do ministro da Justiça, os motivos do porquê “uma parte da mídia e da oposição insiste em tratar o tema como deportação. Porque eles gostariam de usar a retenção dos esportistas no país como propaganda”, disse.

“Não desejamos refúgio”, insistiram os atletas. “Amamos nossos familiares, nosso país e não temos problemas políticos ou religiosos”, acrescentaram. “Somos personalidades em Cuba. Queremos retornar”, argumentaram os atletas nos depoimentos.

Numa última tentativa para sustentar a tese da deportação à força foi lançada a “informação” de que os atletas não receberam nenhum apoio de entidades não-governamentais e que, portanto, ficaram nas mãos apenas da PF.

Mas, esse último argumento também caiu por terra. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, lançou uma nota esclarecedora sobre o assunto: “Na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba”.

SÉRGIO CRUZ
Hora do Povo

Rizzolo: Olha, é impressionante como a direita quer aproveitar qualquer ” brechinha” qualquer oportunidade para levar a cabo uma propaganda reacionária visando desqualificar tudo que não vai de encontro com as ” teorias do livre mercado “. Esse fato mais do que esclarecido ainda rende à mídia que deseja o golpe insistir que ” não é possível que eles queriam voltar !” , na cabeça dessa mídia eles pemsam ” Como vamos perder essa oportunidade de desqualificar Cuba ?” Como diz o artigo do HP ” Para certos setores da mídia e da oposição, liberdade é sair de Cuba, mas cubano querer voltar para seu próprio país, não ” . Ah! Voltar não , imaginem ! Isso eles não divulgam, e daqui a pouco só faltam dizer que essa atitude deles voltarem é porque são doentes mentais, só falta isso. Que pobreza de espírito dessa gente, viu ! Até a OAB federal foi incitada pelos cubanos reacionário de Miami a acompanhar o caso, imaginem , cubanos de Miami, pelo chamado “Comitê Gestor pela Liberdade de Rolando Jiménez Posada”. A “entidade” congrega advogados que divergem do governo de Fidel Castro. O signatário da correspondência é o advogado Luis F. Fernández, que reside em Miami (EUA), e pra fazer uma mídia internacional, fez uso da OAB Federal, que no seu exercício cívico teve que atender o pedido, o que fez muito bem para evitar problemas.

O mesmo acontece na Argentina com o “malandro da mala de dolares” tá na cara que esse dinheiro foi armado via vôo direto de Washington, tudo pra desqualificara integração Latino America, os golpinhos são sempre os mesmos, só muda a mídia.

Fidel Castro se torna colunista da revista ‘Caros Amigos’

O presidente licenciado de Cuba, Fidel Castro, é o mais novo colunista da Caros Amigos. Seu primeiro texto está publicado na edição deste partir deste mês da revista.

Assim como a publicação, a coluna será mensal e vai tratar de assuntos variados. No texto de estréia, Fidel comenta dos atletas cubanos que desertaram de Cuba durante os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro.

Segundo Thiago Domenici, secretário de Redação da revista, os textos – apesar de não serem escritos com exclusividade para a Caros Amigos – serão publicados com a autorização direta do presidente cubano.

“Fidel Castro sempre publica textos em vários jornais cubanos e também na internet. A partir de uma amiga nossa que está em Cuba, recebemos a autorização do próprio Fidel para que reproduzíssemos estes textos e ele passasse a ser nosso colunista”, explicou Domenici ao Portal Imprensa.

Ainda de acordo com o secretário, o presidente cubano conhece bem a revista. “Já entregamos a ele exemplares da Caros Amigos”, disse Domenici. “Ela não é uma publicação desconhecida em Cuba.”

Histórias da pátria

A partir desta quarta-feira (15), segundo o Granma, Fidel também começará a publicar “uma ampla e profunda reflexão” sobre “fatos muito importantes e decisivos” de Cuba. O interesse da iniciativa é que “fatos muito importante e decisivos da História da Pátria sejam conhecidos pelas novas gerações”, destacou o jornal cubano.

O texto se intitulará “O império e a ilha independente” e, dada a extensão das reflexões, será publicado por partes. “A pedido do autor será publicada uma pequena parte inicial em duas colunas da primeira página do Granma e do Juventud Rebelde, como porta-vozes do Partido e da Juventude e o resto em duas páginas interiores, nos dias 15, 16, 17 e possivelmente no 18″ de agosto”, informou o jornal.

A informação foi divulgada um dia depois de Fidel completar 81 anos. Na segunda-feira, o aniversário de Fidel foi comemorado com festas populares e mensagens de organizações de massa, assim como com a exibição de documentários e filmes que recordaram a vida política e a história pessoal do presidente.

Fidel passou por cirurgias no final de julho de 2006 para deter uma hemorragia intestinal – motivo pelo qual transferiu seu cargo ao irmão Raúl Castro, até então vice-presidente.

Site PC do B

Rizzolo: É interessante notar que quando deparamos com um discurso ou reflexão de Fidel Castro , ou qualquer manifestação de idéias vindas da ilha, as pessoas tem uma ” sindrome de resistência” , muito em função da mídia reacionária que nos joga e já jogou toneladas de difamações e injúrias em Fidel Castro, sendo chamado pela mídia golpista de ditador.

Essa visão de rechaçar uma outra idéia é típica daqueles que se dizem ” liberais” ” democratas ” ou ” amantes do mercado ” do lucro e da exploração humana, mas entendo ser interessante a análise do conteúdo do dircurso, aprendi a entender e me desvencilhar da impregnação da mídia , e compreender Fidel e seus pronunciamentos de conteúdo ético, moral, e acima de tudo com sentido de justiça em que se serve muito alem de uma postura de visão de mundo, mas uma visão de vida. Talvez isso que falte nos EUA, um presidente que dê valores a serem transmitidos principalmente aos jovens, ter um ideal na vida, ver e fazer saltar aos olhos a miséria e a injustiça social e indignar-se com ela , e finalizo com as palavras doces de Fidel “para que serve a vida sem idéias?, acaso nascem as idéias com um homem?, acaso morrem com este?”. Vale a pena ler as reflexões de Fidel.

Carregador da mala de dólares vota em Miami e é comparsa de golpistas

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“Financiados pelos Estados Unidos, há setores que mentem deliberadamente contra os governos que não se submetem a seus interesses, como o da Venezuela e da Argentina. Assim, um boato repetido uma e mil vezes vira verdade. É Goebbels”, afirmou Hugo Chávez, se referindo ao caso do elemento que viajava num avião procedente de Caracas, transportando uma maleta que continha 800 mil dólares, na véspera da chegada do presidente venezuelano a Buenos Aires.

A fiscalização argentina encontrou o dinheiro na mala do empresário Guido Antonini, que se infiltrou no avião alugado pela estatal argentina Enarsa, onde viajavam quatro funcionários da Petróleos de Venezuela (PDVSA), e mais três da petroleira argentina, retornando de Caracas.

MÍDIA

“Esse incidente deve ser investigado até o fim para desmascarar como atua a mídia e os agentes imperialistas. Querem afetar politicamente o presidente Kirchner e a candidata a presidente, que é a sua esposa Cristina”, assinalou o presidente da Comissão de Política Exterior da Assembléia Nacional da Venezuela, Saul Ortega.

“É conhecido que esse senhor é um empresário mais americano que venezuelano, que seus negócios estão nos EUA, que tem registro eleitoral em Miami. É provável que esse dinheiro tenha origem em Washington e certamente tem como objetivo armar um escândalo para entorpecer a integração que está marchando a passos agigantados na América Latina”, ressaltou Ortega.

A Agência Bolivariana de Noticias, ABN, informou que os funcionários da Enarsa, voltando à Argentina, depois de concluir uma missão, aceitaram transportar no mesmo avião cinco venezuelanos, sendo quatro funcionários da estatal petroleira da Venezuela, PDVSA, que voltavam a Montevidéu e Buenos Aires: Ruth Berhrrenes, funcionária da empresa no Uruguai; Nelly Cardozo, assessora jurídica, Wilfredo Ávila, funcionário de protocolo, e Daniel Uzcateguy Speech, filho do vice-presidente da estatal. O quinto passageiro, Antonini, teria pedido “carona” para Uzcateguy, que era seu conhecido.

Foi revelado que o empresário é vinculado ao grupo Venoco, cuja direção está integrada por Isaac Pérez Recao, e na qual esteve Pedro Carmona Estanga, dois notórios e fracassados golpistas. O jornal panorama assinala que Antonini é ligado também a um dos donos do canal de televisão Globovisión.

Causou estranheza que o empresário não esperasse que a investigação em curso pela fiscalização do aeroporto Jorge Newbery concluísse, e partisse sem recuperar nenhuma parcela dos recursos para Montevidéu.

O Promotor Geral da República da Venezuela, Isaías Rodríguez, designou na segunda-feira dois promotores com competência nacional para investigar os fatos relacionados com o confisco dos 800 mil dólares.

Hora do Povo

Rizzolo: Isso pra mim parece uma grande ” armação ” não é á toa que estão na Argentina, os golpistas, aproveitando essa encenação imperialista para difamar e desqualificar os acordos entre os dois países, na realidade são ações premeditadas para tentar atrapalhar ou não reconhecer os avanços em termos de integração, cooperação e de segurança energética que se implementa entre a Venezuela e o restante dos países do hemisfério sul, com certeza deve ter a mãozinha da CIA, tudo pra desqualificar a integração latino americana, agora esse cidadão do dinheiro, é um empresário mais americano que venezuelano, e seus negócios estão nos EUA, alem tem registro eleitoral em Miami. Precisa se muito ingênuo pra não perceber pra quem ele trabalha , né ?