Ditadores decretam que atletas deveriam ter sido mantidos no Brasil contra a vontade deles

Para certos setores da mídia e da oposição, liberdade é sair de Cuba, mas cubano querer voltar para seu próprio país, não. “Meu mundo caiu”, desesperaram-se eles após terem feito uma pândega com as “deserções”. Pela reação dessa gente, quiçá todos os cubanos que querem voltar para lá deveriam ir para a cadeia. Como argumentou o ministro da Justiça, Tarso Genro, a mídia e a oposição queriam “que sequestrássemos os cubanos (Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara) para fazer propaganda política”. “Mas, nós não vamos fazer isso nem com americanos, nem com chineses, nem com cubanos, nem com ninguém”, frisou.

Também o direito cristão ao arrependimento não existe no vocabulário dessa trupe. Provavelmente os lutadores cubanos perceberam a fria que iam entrar nas mãos da máfia alemã e trataram de cair fora bem rápido, arrependeram-se. Acolhidos numa pousada na região dos Lagos, no Rio, os atletas cubanos afirmaram que foram eles que pediram a um pescador para chamar a polícia. Que eles não foram presos, como vem sendo divulgado, mas sim ajudados pela polícia. Disseram nos depoimentos que estavam decididos a voltar para o seu país. Por isso pediram a ajuda.

Campeões em Cuba, eles foram aliciados pela máfia alemã, infiltrada na Vila Olímpica, e caíram no conto do vigário. Mas ao conhecerem de perto a picaretagem e os trambiques do boxe no “submundo capitalista”, rapidamente pediram socorro. “Quando os dois “seguranças” foram almoçar, nós pedimos a ajuda”, explicaram. “A polícia chegou e dissemos a eles que queríamos ir embora”. Na delegacia surgiram dois “advogados” dizendo-se “representar” os cubanos. Os atletas afirmaram que não queriam conversa com eles. Diante da insistência em abordar os boxeadores, o delegado resolveu autuar os “advogados” e colocou os cubanos num hotel, em liberdade vigiada, para protegê-los.

Curioso é que, mesmo diante de todas essas informações dadas pela Polícia Federal, a “Folha de S. Paulo” não aprovou a decisão. Até ali, somente a empresa de fachada alemã, Arena Box Promotions, e seu capo no Brasil, um turco-alemão de nome Ahmet Öner, especialistas em aliciar boxeadores, tinham reclamado da decisão do governo. Os mafiosos queriam impedir a volta dos atletas para Cuba e a mídia saiu em sua ajuda.

O fato é que a decisão dos boxeadores de voltar para Cuba trouxe um problemão para a direita. Fechou o espaço para o seu alarido reacionário. É por isso que eles insistem, mesmo sem nenhuma base na realidade, que houve deportação. Que os cubanos foram expulsos, etc. Essas conclusões são, na opinião do ministro da Justiça, os motivos do porquê “uma parte da mídia e da oposição insiste em tratar o tema como deportação. Porque eles gostariam de usar a retenção dos esportistas no país como propaganda”, disse.

“Não desejamos refúgio”, insistiram os atletas. “Amamos nossos familiares, nosso país e não temos problemas políticos ou religiosos”, acrescentaram. “Somos personalidades em Cuba. Queremos retornar”, argumentaram os atletas nos depoimentos.

Numa última tentativa para sustentar a tese da deportação à força foi lançada a “informação” de que os atletas não receberam nenhum apoio de entidades não-governamentais e que, portanto, ficaram nas mãos apenas da PF.

Mas, esse último argumento também caiu por terra. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, lançou uma nota esclarecedora sobre o assunto: “Na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba”.

SÉRGIO CRUZ
Hora do Povo

Rizzolo: Olha, é impressionante como a direita quer aproveitar qualquer ” brechinha” qualquer oportunidade para levar a cabo uma propaganda reacionária visando desqualificar tudo que não vai de encontro com as ” teorias do livre mercado “. Esse fato mais do que esclarecido ainda rende à mídia que deseja o golpe insistir que ” não é possível que eles queriam voltar !” , na cabeça dessa mídia eles pemsam ” Como vamos perder essa oportunidade de desqualificar Cuba ?” Como diz o artigo do HP ” Para certos setores da mídia e da oposição, liberdade é sair de Cuba, mas cubano querer voltar para seu próprio país, não ” . Ah! Voltar não , imaginem ! Isso eles não divulgam, e daqui a pouco só faltam dizer que essa atitude deles voltarem é porque são doentes mentais, só falta isso. Que pobreza de espírito dessa gente, viu ! Até a OAB federal foi incitada pelos cubanos reacionário de Miami a acompanhar o caso, imaginem , cubanos de Miami, pelo chamado “Comitê Gestor pela Liberdade de Rolando Jiménez Posada”. A “entidade” congrega advogados que divergem do governo de Fidel Castro. O signatário da correspondência é o advogado Luis F. Fernández, que reside em Miami (EUA), e pra fazer uma mídia internacional, fez uso da OAB Federal, que no seu exercício cívico teve que atender o pedido, o que fez muito bem para evitar problemas.

O mesmo acontece na Argentina com o “malandro da mala de dolares” tá na cara que esse dinheiro foi armado via vôo direto de Washington, tudo pra desqualificara integração Latino America, os golpinhos são sempre os mesmos, só muda a mídia.

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