Mobilização nacional da CUT em Brasília exige enterro da emenda 3

Com o lema “Garantir direitos, avançar nas conquistas”, a CUT convocou para esta quarta-feira uma grande passeata até o Congresso Nacional. Manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3 é uma das prioridades da manifestação

Milhares voltam a marchar nesta quarta-feira (15), em Brasília, no Dia Nacional de Mobilização da CUT, para exigir do Congresso o enterro da Emenda 3, que assalta os direitos dos trabalhadores e inviabiliza a fiscalização dos abusos nos locais de trabalho.

MÍDIA

“Estamos enfrentando o poderoso lobby das empresas e meios de comunicação junto a deputados s senadores, pela aprovação da emenda 3, que assalta direitos como o 13º, férias e até a aposentadoria. Nada, porém, tem mais força que os trabalhadores organizados realizando protestos, manifestações e paralisações. De mãos dadas, daremos um abraço no Congresso, num gesto simbólico para mostrar a quem, de fato, deve pertencer o poder e a quem deve atender”, afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique.

BANDEIRAS

Com o lema “Garantir direitos, avançar nas conquistas”, a mobilização também tem como bandeiras a defesa do veto presidencial à Emenda 3; redução dos juros e do superávit primário; retirada imediata do Projeto de Lei Complementar (PLP 01); direito irrestrito de greve e contra o Interdito Proibitório; garantia de negociação coletiva no serviço público e respeito total à organização dos trabalhadores; contra o Projeto de Lei das fundações estatais de direito privado; Previdência pública universal com ampliação dos direitos; fim do fator previdenciário; valorização da educação pública; redução de jornada; aumento real de salário; reforma agrária, atualização do Índice de Produtividade e incentivo à agricultura familiar; recuperação das perdas das aposentadorias.

“Vamos cobrar que o governo federal e o Congresso Nacional abandonem projetos contrários aos interesses da classe trabalhadora e aceitem propostas preparadas e defendidas pela CUT e seus sindicatos filiados. Além da mobilização de rua, com manifestantes de todas as regiões do Brasil, vamos realizar audiências com ministros e parlamentares para tentar mais uma vez abrir negociação em torno dos pontos da pauta”, ressaltou o líder cutista. “Nossa atividade será a quarta rodada de mobilizações nacionais nos últimos seis meses. É um processo de luta que vai crescendo e não deve se encerrar. Acreditamos que nosso engajamento serve para lembrar aos brasileiros que vale a pena se envolver em manifestações populares. O Brasil precisa mudar – e pode mudar. Desde que os movimentos sociais fiquem em cima. Incansáveis”, sublinhou.

RESPOSTAS

No nosso entender, acrescentou o secretário geral da CUT, Quintino Severo, “tanto a armação em prol da emenda 3, como a pressão em defesa da Reforma da Previdência, da regulamentação do direito de greve e da aprovação do limitador da inflação mais 1,5% anuais nos salários dos servidores por dez anos (PLP 01), são expressões da rearticulação das forças reacionárias, que querem impor sua pauta derrotada nas ruas e nas urnas à sociedade. Daí a importância da nossa resposta, da ação unificada do movimento sindical e social”.

Para Lucilene Binsfeld (Tudi), presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), “a mobilização é essencial para mostrarmos a deputados e senadores a real vontade do povo brasileiro, pois a mídia golpista divulga o tempo todo uma agenda contrária a dos trabalhadores, focada na retirada e flexibilização de direitos”.

APOSENTADOS

O secretário de Comunicação do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Sintap), Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), destacou que a terceira idade levantará bem alto “a bandeira da defesa da Previdência Pública universal com ampliação de direitos e o fim do Fator Previdenciário”. “O Fator Previdenciário é um mecanismo de arrocho imposto pelos tucanos e mantido de forma absurda, pois dificulta as aposentadorias. Da mesma forma, repudiamos a campanha dos privatistas e neoliberais de que a Previdência é deficitária. O que precisamos é estancar a sangria de recursos públicos via superávit primário, para garantir que sejam ampliados os investimentos na produção, com carteira assinada, pois é isso o que vai vitaminar a Previdência”, concluiu.

A concentração acontece a partir das 9 horas, no canteiro central em frente ao Museu Nacional, de onde os manifestantes sairão em passeata até o Congresso.
Hora do Povo

Rizzolo: Vamos dar um basta a essa emenda safada ela agride o mais elementar, o mais primário, o mais primitivo direito que um trabalhador pode ter: simplesmente, o de ser reconhecido como trabalhador , como bem lembra o Presidente da Cut “os parlamentares e as empresas que defendem essa emenda safada querem mesmo é jogar no lixo todos os direitos básicos dos trabalhadores”, alem disso essa emenda representa uma grave violação à legislação trabalhista brasileira, que estabelece que o vínculo empregatício é estabelecido ao serem preenchidos os requisitos de “pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade”.

Agora é uma pena ver a OAB-SP que um dia foi a trincheira da defesa dos trabalhadores e dos perseguidos pela ditatura militar se aliançar com a Fiesp defendendo interesses patronais na destruição daquilo que e´o único patrimônio do trabalhador que são seus direitos básicos assegurados por lei. Pessoalmente como advogado, como membro da OAB, e com todo respeito que tenho pelo D´Urso, não sei como ele foi entrar nessa, realmente não sei. A manifestação do dia 15, vai ser um corpo-a-corpo no Congresso Nacional pela manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda 3, que escraviza e retira direitos constitucionais dos trabalhadores brasileiros.