“Máfia dos laboratórios multinacionais impõe preços absurdos para remédios excepcionais”

O governador do Paraná, Roberto Requião, afirmou, no dia 7, que o procedimento aplicado na compra de medicamentos excepcionais (de alto custo) permite o abuso nos preços cobrados por laboratórios estrangeiros.

Requião destacou que, em 2005, o Governo do Paraná gastou R$100 mil com remédios excepcionais, e que em 2006, o gasto subiu para R$12 milhões. “Este tipo de procedimento não ocorreu só aqui no Paraná, mas em todos os Estados brasileiros. Não existe dinheiro no SUS (Sistema Único de Saúde) para bancar experiências absolutamente irresponsáveis”, denunciou o governador.

Medicamentos excepcionais, padronizados pelo Ministério da Saúde e que são inseridos em uma lista determinada pelo SUS, são oferecidos gratuitamente à população. Porém, de acordo com Requião, “temos um problema nacional, que é a máfia dos laboratórios multinacionais para a compra de medicamentos excepcionais, que impõem preços absurdos e arbitrários”.

Remédios não padronizados pelo governo, e que são lançados pela indústria farmacêutica, vêm sendo conseguidos através de decisões judiciais. “Precisamos regulamentar esta questão dos medicamentos com urgência”, afirmou Claúdio Xavier, secretário de Saúde do Paraná e vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). “Muitas vezes é receitado e ordenado pela Justiça que o Estado forneça medicamentos sem eficácia comprovada, e que sequer têm registro para venda no Brasil”, afirmou Xavier.

“Alguns laboratórios farmacêuticos estão aproveitando esta porteira aberta para obterem lucros aviltantes”, denunciou o presidente do CONASS e secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra. “De cada 100 medicamentos experimentais, apenas dois apresentam resultado, só que o laboratório cobra, no preço final, os investimentos feitos sobre os outros 98. Estamos trabalhando numa área muitas vezes sem concorrência”, disse.

Hora do Povo

Rizzolo: Isso é um desrespeito a mais que essas transnacionais promovem na população brasileira, obter lucros exorbitantes em medicamentos exepcionais. Quando o secretário de Saúde do paraná, diz que ” precisamos regulamentar aquestão dos medicamentos ” na verdade o que deveriamos fazer é regulamentar o papel desas multinacionais no Brasil. Isso sim, o resto é balela. E olha, pode regulamentar muito bem, porque naõ pensem que elas não vão embora assim tão fácil, somos um mercado de 190.000.000 de pessoas, isso aqui é um ” filé para elas “. Agora se quiserem ir , fiquem à vontade, não há nada que a indústria nacional uma vez prestigiada, incentivada com recursos abundantes, com tecnologia nossa ou adquirida no exterior, não saiba fabricar ou desenvolver. O que não podemos é ficar refem dessa gente .

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