Lula esclarece a crise dos EUA: “Quem acha que a economia é um cassino pode perder”

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Lula: “essa crise é americana, tentaram ganhar dinheiro fácil”

“Parece que tem pessoas que torcem para que a desgraça aconteça neste país. O Brasil não está com medo dessa crise”, completou o presidente

Ao comentar a crise da especulação internacional, o presidente Lula frisou que trata-se de uma crise “eminentemente americana”. Ou seja, “é uma crise do setor imobiliário americano, de alguns fundos que compraram títulos pensando em ganhar muito dinheiro nos Estados Unidos. Então, na hora em que os Estados Unidos resolverem o seu problema, não haverá problema no mundo”.

“A crise está afetando os que tentaram ganhar dinheiro muito fácil, e, quem tenta ganhar dinheiro muito fácil, é como se estivesse em um cassino, pode ganhar e pode perder”, disse o presidente.

É interessante observar que aqueles que lêem os jornais reacionários (há cada vez menos, mas os há) nos últimos dias foram quase sepultados por uma torrente emitida por cassandras acadêmicas e jornalísticas com as interpretações mais estapafúrdias – ou mais incompreensíveis, até para eles – da crise. Lula, sempre subestimado por essa aliança de tolos e patifes, foi ao ponto.

Trata-se de uma crise da especulação americana, da imensa bolha especulativa que a casta dominante nos EUA inflou irracionalmente durante os últimos anos, onde papéis em cima de papéis transformaram a economia norte-americana num apêndice de um cassino (os próprios economistas dos EUA favoráveis a essa aberração chamam isso de “gambling”, isto é, “jogo de azar”, onde a economia real, isto é, a produção, é soterrada por títulos que têm como lastro outros títulos, numa pirâmide infinita até a explosão).

MAU AGOURO

As cassandras que mencionamos têm, no momento, uma coisa em comum, além de serem tolos, ou serem patifes, ou serem os dois. Todas elas prevêem que o Brasil será terrivelmente abalado pela crise. Aliás, dizem, já deveria estar sendo. Se dependesse deles, nosso país já teria ido a nocaute no primeiro round, e se não foi é porque esse Lula é terrível. Essa parece ser a única explicação que eles encontraram para explicar porque seus agouros não tiveram sucesso.

Não deixam de ter uma certa razão. Não porque Lula seja terrível. Mas porque Lula não é Fernando Henrique. Se fosse, aliás, eles o estariam apoiando. Sua oposição histérica, com seus pios de aves pouco providenciais, são a melhor prova de que, acima de tal ou qual insuficiência, há algo de profundamente positivo no governo Lula. Talvez o próprio presidente haja resumido esse algo em seu discurso aos atletas brasileiros no Para-pan: “O que faz a diferença é o caráter, é a alma, é o coração, é a consciência política de cada um de nós”.

Porém, há quem tenha alma de escravo, de capacho. Não são muitos, mas veja só, leitor: é fato que o país não foi vítima de um terremoto econômico ou financeiro, apesar da crise especulativa americana ser muito mais grave do que a crise da Rússia ou a da Ásia. No entanto, é exatamente com esse fato que as aves de mau agouro estão brigando. Como era de se esperar, eles não conseguem admitir que os EUA sejam abalados, e o Brasil não. Seria preciso alguma independência ideológica – ou, melhor dizendo, mental – para admiti-lo, e isso é exatamente o que eles não possuem. Simplesmente, mesmo que o fato esteja diante de seus narizes, não conseguem conceber que o seu farol leve uma pedrada (para ser moderado nas previsões) e o Brasil escape ileso. Preferem ficar com sua subserviente fantasia. Afinal, durante décadas, essa gente, sequazes tardios do já em vida carcomido Eugenio Gudin, defendeu que o Brasil só poderia crescer como uma repartição econômica, política e ideológica dos EUA – mais precisamente, do que há de mais podre nos EUA, a ganga de monopólios financeiros e cartéis imperialistas.

No entanto, toda a História mostra o contrário. Toda vez que o centro imperialista entrou em crise, o Brasil cresceu, desde que houvesse alguma independência, alguma proteção à nossa economia, alguma consideração para com o interesse nacional. Para não irmos mais longe, foi assim durante a I Guerra, foi assim durante a crise iniciada em 1929, após a Revolução de 30. E foi assim durante a crise dos anos 70, quando o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) impulsionou o nosso setor de máquinas e equipamentos, até então mais do que débil, a um acelerado crescimento. E reparemos que nem o governo Wenceslau Braz, na época da I Guerra, nem a ditadura, na época do II PND, eram especialmente nacionalistas ou progressistas. Apenas, colocados diante da necessidade, não agiram como meros fantoches de potências ou potentados econômicos externos.

VULNERABILIDADE

Somente não foi assim durante o governo de Fernando Henrique, quando a crise da Ásia e a da Rússia quase devastam o país, só não o fazendo porque este é um país realmente muito sólido, assentado nos fundamentos construídos a partir de 1930 – que nem os tucanos, apesar de sua sanha declarada de arrasá-los, conseguiram destruir, ainda que os tenham prejudicado bastante. A razão pela qual nessa época, ao contrário das outras, qualquer ressaca externa nos balançava, levando-nos à beira do cataclismo, é evidente: a política de Fernando Henrique era a de tornar o Brasil um apêndice do capitalismo monopolista dos países centrais. Em síntese, era privar o país de independência econômica – e, aliás, de qualquer independência, exceto a meramente formal. Portanto, qualquer crise especulativa, mesmo que acontecida em Pago Pago ou Bora Bora, atingia-nos como se tivesse acontecido em São Paulo, e isso era considerado uma virtude, não uma vulnerabilidade, já que o negócio era se “integrar”, o que significava, no curioso dialeto daquele governo, se submeter ao esgoto externo, e às suas turbulências pouco agradáveis e pouco propícias à saúde do país.

Mas isso acabou depois da posse do atual governo. Não que tenhamos resolvido todos os problemas que dizem respeito à nossa independência econômica. É evidente, por exemplo, que o Banco Central ainda é um foco de resistência à política de crescimento implementada pelo presidente. Mas o Brasil é um país gigantesco, com uma economia forte – e, às vezes, nós, brasileiros, devido a convivermos com isso em nosso cotidiano desde o nascimento, não percebemos em toda a dimensão o que isso significa.

O que foi feito por Lula é suficiente para que possamos enfrentar essa crise. Digamos assim: dá para o gasto – pelo menos no início, pois não é ainda possível saber até onde a crise vai. E, se daqui a pouco forem necessárias outras medidas para que a crise não nos atinja, que sejam tomadas, e serão muito bem-vindas. A crise no centro do sistema imperialista é sempre a melhor oportunidade que os países da periferia têm para se libertar.

Entretanto, é exatamente isso com que não se conforma a confraria dos tolos e/ou canalhas. Daí as previsões diárias das miriams-leitão e outros idiotas.

“Parece que tem pessoas que torcem para que a desgraça aconteça neste país. Torcem para que as coisas não dêem certo no Brasil”, observou o presidente. Realmente. “A crise que está acontecendo não vai afetar o Brasil. O dado concreto é o seguinte: o Brasil não está com medo dessa crise”.

Com efeito, somente aqueles que só conseguem enxergar o país como uma neo-colônia é que têm razão para medo. As pessoas normais, não, mesmo que a crise nos afetasse. Pois, se acontecesse, seria razão para conjurá-la sendo mais independentes – e não menos.

CARLOS LOPES

Hora do Povo

Rizzolo:Aquele velho ditado que diz “Se os EUA espirram, o Brasil fica resfriado” já era desde que fora criado, uma subserviência a que tudo o que acontece no império nos abala. Os reacionários não se conformam, e o pior, torcem para que a crise ocorrida nos EUA, elaborada pelos agiotas e especuladores americanos, chegue no Brasil com força. No governo FHC isso ocorreu, e na cabeça do golpista agora isso deveria ocorrer até porque seria “mais um golpe” seria um “cansei financeiro”. A nossa economia, muito embora ainda dominada por uma política perversa, como diz o artigo “dá para o gasto”.

Quanto mais nos protegermos, e nos distanciarmos do cassino americano, desenvolvendo blindagens, o mercado interno, e olhando e construindo o Brasil de dentro pra fora, menos exposto estaremos.
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Eficiência do Bolsa Família inspira República Dominicana

A República Dominicana deve incorporar um sistema de comunicação que usa satélites e internet via rádio similar ao usado no Bolsa-Família brasileiro. O dispositivo possibilita o débito de cartões magnéticos de programas de transferência de renda em regiões em que não há energia elétrica ou telefone, como o que funciona em municípios isolados do Norte e Nordeste do Brasil. Com a tecnologia, o governo dominicano planeja dobrar até o ano que vem o número de pessoas atendidas pelo principal programa do tipo no país, chamado Solidariedade.

“Quando se usa um cartão de crédito, a empresa responsável é comunicada sobre o quanto deve pagar ao comércio por um sistema que utiliza linha telefônica. Em locais sem essa estrutura, a comunicação pode ser feita via satélite ou rádio”, afirma Nina Farnese, técnica do projeto pela Caixa Econômica Federal, uma das entidades que faz parte do acordo de cooperação técnica assinado entre os dois países. Participam também, além do governo federal dominicano, o Ministério das Relações Exteriores e o PNUD.

Com o sistema, o programa dominicano, que hoje atende cerca de 200 mil famílias, poderá aumentar seu alcance justamente entre os que mais precisam. “As cidades mais distantes têm um percentual maior de pessoas dentro do perfil de beneficiários”, ressalta a técnica. Em 2004, 107 em cada mil dominicanos possuíam linha telefônica, segundo o RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) 2006, publicado pelo PNUD. No Brasil, essa proporção era, no mesmo ano, de 230 por mil, enquanto na Suíça era de 708 por mil.

A parceria compreende ainda o auxílio brasileiro na modernização do sistema de cadastros das famílias e na troca de informações entre instâncias governamentais. A distribuição do benefício na República Dominicana é feita por três órgãos diferentes: um responsável por inscrever as famílias, outro pela seleção dos beneficiários e outro pela distribuição. “Nossa sugestão foi criar uma espécie de rede que interligue os dados, permita atualização constante e preserve a segurança das informações, semelhante a utilizada no Brasil”, diz Nina.

O programa dominicano é composto por duas iniciativas: o Comer é Primeiro, que transfere o equivalente a R$ 250 mensais para a compra exclusiva de alimentos; e o Incentivo a Assistência Escolar, que repassa cerca de R$ 300 bimestrais para compra de materiais para escola. Têm direito ao benefício as famílias consideradas pobres pelo governo ¿ cerca de um milhão, segundo a Caixa Econômica Federal. Para receber a verba, elas precisam cumprir algumas exigências: o titular do benefício deve participar de atividades de capacitação oferecidas pelo governo sobre economia doméstica, nutrição, higiene, saneamento, entre outros temas; as crianças com idades entre 6 e 16 anos devem estar matriculadas na escola; e o calendário de vacinação dos menores de cinco anos deve ser cumprido.
Além disso, todos os membros da família devem ter documentos de registro civil.

Uma missão do Brasil visitou a República Dominicana duas vezes para firmar o acordo de cooperação técnica, conhecer o projeto e propor sugestões. No começo de setembro, membros do governo dominicano devem visitar o país para conhecer as propostas e as atividades dos programas de transferência de renda brasileiros.

Fonte: Terra Magazine

Rizzolo: Sempre defendo que a Bolsa Família, ao contrário do que a elite e os neoliberais gostam de dizer, é em situações econômicas em que ainda não se erradicou a miséria, o melhor sistema de transferência de renda, até porque vincula o participante a outros programas de inclusão familiar. Não há dúvida que num primeiro passo para se vencer a miséria é necessário implementar o que os neoliberais gostam de dizer o “assistencialismo”, não há como oferecer emprego a quem está subnutrido, exposto à falta de saneamento básico, com fome, e sem perspectiva, como sempre digo, a fome é frustrante, não é revolucionária, por isso precisamos como num pronto socorro de urgência, alimentarmos o pobre até para que ele tenha sim, num segundo momento a oportunidade de obter pelos empregos que o poder público através da iniciativa privada possa oferecer.

Evidentemente que esse segundo momento depende da política econômica que deve ser desenvolvimentista e não alimentadora da ciranda financeira, que transformou atualmente o Brasil num grande cassino, com juros num patamar estratosférico. Se hoje não conseguimos em face à política econômica criar 4 milhões de empregos, melhor alimentarmos por hora pessoas pobres, famintas, desesperadas, em locais aonde a cidadania o emprego não existem.

Para os que se dizem cristãos, para os que se dizem democratas, para os que adoram o neoliberalismo, mas que não tem coração, continuarão a chamar a Bolsa Família de “assistencialismo” talvez por que nunca passaram fome, não sabem o que é um corpo debilitado, e não conseguem na frieza do olhar sentir a miséria que ronda seu semelhante.

FHC PRESSIONA O SUPREMO

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 626

. “Basta algum indício para se ter inquérito”, disse o Farol de Alexandria, na 49ª entrevista que deu ontem, e publicada na Folha desta terça, dia 21, na pág. A10.

. Trata-se de uma afirmação histórica: basta um indício para abrir inquérito.

. Estamos diante de uma combinação de Ruy Barbosa com Clóvis Bevilacqua !

. É o que fazia o Engavetador Geral da República, por exemplo: a cada indício, abafava !

. O Farol de Alexandria se refere, agora à necessidade imperiosa de o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia do Ministério Público Federal contra os acusados de participar do – ainda não provado – “mensalão”.

. Diz a Folha: “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem (segunda, dia 20) o julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão”. Para FHC, “tem que haver justiça, tem que se chegar ao final”.

. Prossegue o Farol de Alexandria: “Diante de tudo o que vimos no Brasil tem que haver aceitação (da denúncia). Tem que passar a limpo”.

. (Registre-se aqui a homenagem que o Farol presta a Boris Casoy, que dirigia um programa na Record de nome “Passando a Limpo”.)

. Registre-se também que o legislador Fernando Henrique Cardoso foi quem (clique aqui para ler “FHC, o legislador da impunidade”) estendeu o foro privilegiado a EX-ocupantes da Presidência, como ele.

. Tratava-se de uma aberração tal que o STF manteve o que diz a Constituição e preserva (o que, por si só, já é um absurdo !) o foro privilegiado para os atuais ocupantes de cargos públicos.

. Na mesma Folha, na pág. A15, lê-se que o ex-presidente da Argentina, Carlos Menem (que vai entrar para a História na mesma gaveta de FHC – a dos presidentes do “Consenso de Washington”) foi o terceiro colocado nas eleições para governador da província de La Rioja, com 22% dos votos.

. Por que será que, ao contrário de Sarney, Itamar e Collor, FHC não se candidata a nada ?

do site Coversa Afiada

Rizzolo: O homem que tem o seu santo padroeiro como Adam Smith, que reza e rezou na cartilha neoliberal implementando-a no Brasil no seu governo de pilhagem do patrimônio Público, está sedento de vingança, não pode conceber um governo como o do Presidente Lula, que é voltado para a inclusão social, com políticas claras de desenvolvimento. O desmantelamento do Estado no governo FHC foi imperdoável, e a doutrina do Consenso de Washington ainda faz bater corações no Tucanado que não se conforma que o neoliberalismo foi pro “vinagre”; resta então a vingança resta então usar o Judiciário como instrumento de vingança política da pior espécie, e olha, na opinião dele, “democrata” que é, basta indício, sem provas, vai assim mesmo, visões do jurista FHC.

Ou, seja, quer influenciar o STF a fazer com que aceitem a denúncia, que recebam a denúncia, que é o início da Ação Penal, para que os amantes de Adam Smith possam enfim através do poder jurisdicional se vingarem. Coisas do “legislador da impunidade” que estendeu o foro privilegiado a EX-ocupantes da Presidência, como ele, por sinal.

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Para Putin a Rússia deve manter sua condição de potência aeronáutica militar

JUKOVSKI, Rússia, 21 Ago 2007 (AFP) – O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira que a Rússia deve manter seu domínio no setor da aeronáutica militar.

“Devemos ter por objetivo conservar nossa posição dominante na produção de tecnologia aeronáutica militar. A Rússia, que dispõe de novas capacidades econômicas, dará uma atenção extra ao desenvolvimento de tecnologias modernas”, declarou Putin ao inaugurar o salão aeronáutico Maks em Jukovski, sudeste de Moscou.

A indústria aeronáutica russa, desmembrada depois da queda da URSS, quer recobrar sua posição entre os primeiros construtores mundiais.

Para isso, os principais construtores do setor (Sukhoi, Irkut, Iliuchin e Tupolev) se uniram no ano passado sob a tutela do holding público russo UAC (Companhia Aeronáutica Unificada Russa).

Moscou tenta voltar a construir aparelhos civis que possam ser exportados, como seu projeto de avião regional Superjet, que lhe facilitará entrar para o clube em pleno desenvolvimento da aviação regional, dominado agora pela brasileira Embraer e a canadense Bombardier.

A Rússia dispõe de uma importante frota de aviões de assalto e helicópteros e na semana passada anunciou o reinício das patrulhas de seus bombardeiros estratégicos de amplo campo de ação, com uma base permanente, como na época da ex-URSS.

Agencia Folha

Rizzolo: Se os EUA achavam que após o desmantelamento do socialismo na URSS, o povo russo ira ficar à mercê de seus desígnios , se enganou. A Rússia possui uma indústria bélica forte e como disse Putin irá incrementá-la. Aquela conserva dos EUA da instalação dos antimísseis provocou um efeito ao contrário, o povo russo não é imbecil, e daqui pra frente os EUA terão uma corrida armamentista. No Brasil, como já disse precisamos implementar nossa indústria bélica, temos tudo para isso, a construção do submarino nuclear é um exemplo.

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Ministro informa que jovens em situação de risco serão o principal alvo do Pronasci

Brasília – Jovens entre 15 e 29 anos que já cometeram algum crime ou estão à beira da criminalidade são o principal alvo do Programa Nacional de Segurança e Cidadania (Pronasci).

“A juventude que é cliente deste programa é a juventude que não quer ir para os programas sociais porque está ganha culturalmente para o caminho da infração e da criminalidade. É uma pequena parcela da juventude que está sendo instrumentalizada pelo crime organizado ou pela própria família já em situação de criminalidade”, afirmou o ministro da Justiça,
Tarso Genro, na cerimônia de lançamento do programa.

Entre as ações previstas está a construção de 93 novos presídios, até 2012 para jovens entre 18 e 24 anos – 33.040 vagas para homens e 4,4 mil para mulheres. Apenas no ano que vem deve entrar em operação pelo menos um novo presídio qualificado em cada uma das 11 regiões metropolitanas beneficiadas pelo Pronasci. O objetivo da medida é separar os presos por faixa etária e por tipo de crime, para evitar que jovens que cometeram pequenos delitos sofram influência do crime organizado.

Outra frente de atuação do programa, no combate à violência, é a formação e valorização dos profissionais da área de segurança pública. Para isso, o Pronasci cria uma bolsa-formação de R$ 180 a R$ 400 mensais a policiais civis, militares, bombeiros, peritos e agentes penitenciários de baixa renda.

A meta é que nenhum policial das áreas abrangidas pelo programa ganhe menos do que R$ 1,1 mil a partir de 2008, mas para ter acesso ao benefício o policial terá que participar e ser aprovado em cursos de capacitação reconhecidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. O bolsa-formação está previsto em projeto de lei encaminhado hoje (20) ao Congresso, pelo governo federal, e ainda depende de aprovação.

Outra medida de valorização dos policiais é a criação de um plano habitacional em convênio com a Caixa Econômica Federal. Serão oferecidas 19 mil unidades populares. Outros 41 mil servidores terão acesso a carta de crédito de até R$ 50 mil para compra da casa própria. Atendendo a reivindicação antiga dos policiais, está prevista a criação da Lei Orgânica das Polícias Civis, a fim de unificar estruturas, funções e procedimentos dessas polícias em todo o país.

Entre as iniciativas de envolvimento da comunidade está o projeto Mães da Paz, que oferecerá uma bolsa de R$ 100 para mulheres, em comunidades dominadas pelo tráfico e pela violência, que queiram se engajar no Pronasci. Elas receberão capacitação em temas como direitos humanos, cidadania e mediação de conflitos e se tornarão, com isso, Promotoras Legais Populares. Essas mães terão a incumbência de se aproximar de jovens em situação de risco e de encaminhá-los aos programas sociais educacionais do Pronasci.

Agência Brasil

Rizzolo:A característica do jovem na faixa etária de 15 e 29 anos é completamente diferente daquele que já se marginalizou de caráter quase irrecuperável, é exatamente com esse intuito que o Pranasci pretende atuar criando condição para esse jovem participe de programas de inclusão social, é a presença do Estado na formação do jovem , não mais dando espaço para que o crime organizado o coopte. É evidente que alem da política de segurança é necessário investimentos pesados em saneamento básico e urbanização das favelas, até para que o jovem sinta-se integrado no espaço que vive, sinta que existe cidadania e que tenha a percepção que não há abandono do Poder Público na área. A diferenciação que o Pronasci faz em relação ao jovem, construindo presídios com o perfil e com uma abordagem diferente é extremamente importante, vez que leva à oportunidade do jovem não conviver com criminosos de maior periculosidade.

Talvez uma ação das mais importantes é o Projeto ” Mães da Paz” que incentiva através de uma bolsa com que mães participem de programas de inclusão em diversas áreas , principalmente aquelas de abordagem aos jovens, tentando livra-los do crime, isso é importante porque a miséria muitas vezes faz com que famílias sejam coniventes com atuação de filhos no crime organizado por falta de perspectiva, por abandono do Poder Público, havendo programa de inclusão, aumento o poder conscientização das mães, essa aproximação das chamadas ” Mães da Paz” junto aos jovens em situação de risco poderá ser eficaz.

Já estou vendo, que os amantes de Adam Smith, não vão apreciar o projeto “Mães da Paz” por que oferece uma Bolsa mínima, e o reacionário chama isso de “assistencialismo” palavra que eles adoram, mas o que eles adoram mesmo, é torcer para tudo que o governo federal faça fracasse, aí sim é o deleite.
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Lula pede corrente positiva para que Pronasci dê certo

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Brasília – Ao participar, hoje (20), no Palácio do Planalto, da cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de os governos federal, estaduais e municipais, em parceria com a sociedade, se empenharem para o programa dar certo.

“Estou convencido de que, se todos nós, governadores de estados, prefeitos, gente especializada em segurança pública, em direitos humanos, gente do conselho tutelar, ou seja, tem muita gente no Brasil preocupada com isso. Se nós criarmos em torno do programa uma corrente positiva, não há por que não dar certo”, afirmou o presidente.

Segundo ele, no que depender do governo federal, o Brasil vai conseguir vencer a violência e a criminalidade. “Nos anos 40, o Brasil descobriu a Geografia da fome [livro em que o médico Josué de Castro identificou as áreas de fome endêmica e epidêmica no Brasil], que conseguimos equacionar e vencer em nosso governo, libertando mais de 11 milhões de lares da rotina perversa da fome e da insegurança alimentar. Faremos o mesmo agora para enfrentar e vencer a geografia da violência e da criminalidade, que ameaça dividir o território nacional como um afronta ao estado, à democracia e ao cidadão”.

Lula disse que o Pronasci tem como alvo o enfrentamento do banditismo, o estreitamento dos laços de cidadania com a população nos lugares mais vulneráveis e tradicionalmente “esquecidos” pelo poder público brasileiro. “Essa é a essência do Pronasci, que começa a ser implantado hoje com investimentos de R$ 6,7 bilhões nos próximos cinco anos”.

Ao destacar a importância do Pronasci (também conhecido como PAC da Segurança) para alcançar tal desafio, o presidente lembrou que alguns dos programas lançados em seu governo foram marcados pelo “ceticismo”, como o Fome Zero e o Luz para Todos, e disse que isso não pode acontecer com o programa lançado hoje.

“É só vocês recorrerem há quatro anos e meio atrás que vocês vão ver o ceticismo com o lançamento do programa Fome Zero, que não ia dar certo, do Programa Luz para Todos, que não ia dar certo, que a nossa política econômica não ia dar certo. Como todos nós fizemos curso de perseverança, está dando tudo certo. E esse aqui [Pronasci] vai dar certo. Ele vai dar certo porque o Brasil precisa disso, os governadores são parceiros disso, os prefeitos são parceiros disso”, acrescentou.

O presidente afirmou que o Pronasci vai tratar a violência “com a mão firme do Estado e a convicção democrática” de que é preciso reverter a exclusão de muitos para que o país seja de todos. “Eu, por muito e muito tempo, aprendi que determinado tipo de comportamento do ser humano a gente não resolve mais com pancadaria, com cassetete, com celas cada vez mais apertadas. Grande parte dos problemas que temos no Brasil iremos resolvendo na medida em que aumente, sobretudo, a oferta de oportunidade pelas prefeituras, pelos estados e pelo governo federal”.

O Pronasci vai investir R$ 6,7 bilhões até 2012 para estados e municípios solucionarem os seus principais problemas na área de segurança pública. Desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o programa tem como eixo a articulação de políticas de segurança pública com atividades sociais e será implementado por meio de ações conjuntas do governo federal e dos governos dos estados e municípios.

Do total de recursos previstos para o programa, R$ 483 milhões serão aplicados já neste ano. Inicialmente, serão atendidas as 11 regiões metropolitanas que têm os mais altos índices de violência do país: Belém; Belo Horizonte; Brasília; Curitiba;Maceió; Porto Alegre; Recife; Rio de Janeiro; Salvador; São Paulo e Vitória.

Entre as ações previstas no programa estão a melhoria do sistema de segurança público e prisional; o desenvolvimento de projetos educativos e profissionalizantes para ressocialização; e a intensificação de medidas contra o crime organizado e a corrupção policial. O Pronasci também prevê a fixação do piso salarial dos policiais militares em R$ 1.400 e a implementação de bolsas para cursos de capacitação de policiais.

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

Rizzolo: O PAC da Segurança vai investir R$ 6,7 bilhões até 2012 para estados e municípios solucionarem os seus principais problemas na área de segurança pública. Composto por 72 ações, o Pronasci tem como eixo principal a integração de ações de segurança pública e políticas sociais para o enfrentamento da criminalidade. O objetivo do programa é enfrentar as causas sociais e culturais do crime, por meio de ações de prevenção, controle e repressão da violência. Uma das metas do programa é inserir os jovens que estão em região e situação de risco em programas de inclusão. A idéia de “vascularizar ” áreas onde o Estado jamais atuou como nas grandes favelas é de suma importância. De nada adianta a truculência policial , como a que ocorreu no morro do alemão , se depois, o Estado não surge como integrador e gerador de desenvolvimento.

Também no campo da valorização policial, o governo federal criará um financiamento habitacional para os policiais de baixa renda. O acordo fechado com a Caixa Econômica Federal prevê a venda de 17 mil unidades habitacionais, com preços que variam entre R$ 40 mil e R$ 60 mil. O Programa prevê ainda a construção de 187 prisões. Serão 160 para jovens e 27 para mulheres. Cada uma terá um custo de R$ 6,2 milhões e vão gerar 46 mil novas vagas no sistema prisional. Agora não podemos aceitar que os céticos , como diz Lula, desqualifiquem o Programa , nem podemos aceitar que aqueles que torcem para que tudo de errado prosperem , não pensando no bem estar do povo brasileiro, porque lembre-se, a idéia de desqualificar é a principal e a preferida dos golpistas.
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Petrobras investirá US$ 112 bi em sua expansão até 2020

A Petrobras, a companhia estatal de petróleo brasileira, gastará mais de US$ 100 bilhões em uma tentativa de se tornar uma das maiores companhias integradas de energia do mundo até 2020.
Ed Crooks, do Financial Times

O executivo-chefe José Sergio Gabrielli de Azevedo espera gastar US$ 112 bilhões ampliando a exploração e produção de petróleo e gás, assim como no desenvolvimento do setor “downstream” (refino, transporte e comercialização) e capacidade petroquímica e de biocombustíveis nos próximos cinco anos.
Para financiar este investimento, a Petrobras usará mais de US$ 140 bilhões de seu caixa livre de dividendos e gerará receita adicional com a produção de mais gás e petróleo de suas próprias reservas comprovadas.

Segundo Gabrielli, a Petrobras investirá US$ 25 bilhões até o final deste ano. “Nós encontramos uma base para o crescimento orgânico”, afirmou Gabrielli. “Nós somos uma das poucas grandes companhias de petróleo do mundo que geram grande parte da receita no mercado doméstico.” A empresa obtém cerca de 85% de sua receita das atividades no Brasil.

A Petrobras, uma empresa controlada pelo Estado com a maioria das ações de propriedade de investidores, tem visto o preço de suas ações aumentar significativamente nos últimos cinco anos, se tornando a sétima maior produtora de petróleo listada pelo mercado de capitalização.

Ela aprendeu a competir com grandes empresas independentes e é uma líder no setor na exploração em águas profundas. A empresa também aumentou suas atividades internacionais em áreas como a Nigéria e o Golfo do México.

Gabrielli disse que a Petrobras prefere explorar novas reservas em vez de adquiri-las comercialmente. A empresa aumentou suas reservas de gás e petróleo nos últimos cinco anos, de 12,1 bilhões de barris de petróleo em 2002 para o equivalente a 15 bilhões de barris de petróleo em 2006. Ela também ainda não utiliza cerca de 45% de suas reservas comprovadas de petróleo e gás.

Perspectivas

Mas Gabrielli reconheceu que grandes gargalos industriais na oferta de equipamento vital para exploração, desenvolvimento e refino impuseram restrições “estressantes” aos prazos de conclusão dos projetos. “As cadeias de suprimentos estão sob tensão. A administração destes projetos complexos será um verdadeiro desafio.”

Gabrielli disse que US$ 10,9 bilhões adicionais foram somados ao novo plano de cinco anos da empresa, em parte devido a estas questões da cadeia de suprimentos. Também há sinais de que os custos podem se estabilizar após dois anos, quando novas tecnologias, novas plataformas e nova produção entrarem em operação.

“Na primeira metade do ano nós contávamos com cerca de 200 mil barris por dia de capacidade adicional, mas não tínhamos uma produção de 200 mil barris adicionais. Os custos cairão à medida que a produção melhorar”, ele disse.

A Petrobras estima os futuros preços do petróleo caindo para US$ 35 o barril, enquanto os custos são calculados com base nos preços atuais do petróleo. A empresa arrecadará US$ 500 milhões adicionais para cada dólar adicional no preço do petróleo acima de US$ 35, disse Gabrielli.

Na semana passada, a empresa informou que o lucro líquido no segundo trimestre caiu 2% na comparação ano a ano, para R$ 6,8 bilhões (US$ 3,4 bi), atingida pelos custos mais altos, preço mais baixo do petróleo no início do ano e valorização da moeda local.

Site do PC do B

Rizzolo: A Petrobrás é um dos melhores exemplos de que uma boa empresa Estatal com uma boa administração funciona, a notícia que a empresa investirá US$112 bi em sua exploração até 2020 mostra o potencial da empresa, alem da exploração de petroleo investirá também no refino. Triste notícia para aqueles que acham que tudo que é do Estado não funciona.
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