Lula fala sobre a campanha da mídia contra o seu governo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira (24), no Paraná, que sofre uma ”campanha da imprensa” contra ele e seu governo. ”Tem gente que fica o tempo inteiro torcendo para a coisa não dar certo”, disse Lula. ”A inveja e o preconceito são duas doenças malignas que nascem na cabeça de algumas pessoas”, completou.

O presidente afirmou identificar esse comportamento em ”determinados setores da imprensa […] que pensam que, por falar na televisão ou escrever, são donos da verdade”. Ele se valeu da deixa do governador Roberto Requião (PMDB), que, em discurso antes de Lula, falou em ”mídia deletéria” e ”mídia desacreditada”.

”Certamente, as críticas que o companheiro Requião fez ao comportamento de determinados setores da imprensa brasileira não atinge os profissionais da imprensa, os jornalistas, aqueles que vivem de salário. Atinge, na verdade, aqueles que pensam que por falar na televisão ou escrever são os donos da verdade. Então, eu acho que nós estamos vivendo um momento importante”, disse Lula, para cerca de 3 mil pessoas.

Ainda na sexta, Lula viajou para Porto Alegre (RS). Nos dois Estados, participou de

eventos do PAC. No Rio Grande do Sul, partidos da base aliada e movimentos sociais simpatizantes ao governo fizeram uma manifestação pró-Lula. Mas um grupo de dez integrantes do movimento Luto Brasil -criado a partir do acidente com o vôo da TAM- tentou fazer uma manifestação contra o presidente.

O protesto terminou com um princípio de tumulto e cartazes do movimento rasgados pelos manifestantes favoráveis ao governo, o que fez os integrantes do Luto Brasil desistir da manifestação e ir embora.

Em outubro o Governo Federal deverá decidir sobre a renovação ou não da concessão de canais de rádio e TV no País. Movimentos sociais estão se articulando para fazer uma ampla discussão sobre o que é uma concessão pública de comunicação e deverão apresentar propostas para que as concessões sejam feitas sobre outras bases.

A expectativa é de que diante da campanha na mídia contra as ações do governo Lula, o presidente seja sensível as reivindicações.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: Está na hora de travarmos uma discussão séria com a postura dessa” mídia deletéria “ como assim classificou Requião que é sim um Governador comprometido com o social. Não podemos conceber que concessões públicas de TV se tornem e se portem com se fossem partidos políticos tentando de toda forma influenciar a população e o povo brasileiro com discurso oposicionista fabricado em Washington. Não podemos aceitar, que a receita do preparo da “democracia relativa” como diz Noam Chomsky se instale no Brasil. Para os reacionários americanos que descobriram que a democracia poderia ser um ótimo negócio para a exploração humana desde que, é lógico, ela fosse “relativa”, a receita é como um protocolo, e é exatamente esse conceito que querem impor ao Brasil, e para ser relativa, o braço principal é a mídia controlada. Ora, jamais poderemos aceitar mídia como partido político de direita. Temos sim que rever essas concessões, essa familiocracia da mídia brasileira, essa direita que domina o povo brasileiro, com uma dose de novela, e de forma insidiosa incutem uma dose de golpe, difamam um presidente que foi eleito com 58 milhões de votos, propagam movimentos golpistas, propõe a desintegração da América Latina, junto, tudo articulado com o Tucanato, que representam o capital internacional. Vamos dar um basta ! Vamos ao embate !

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to “Lula fala sobre a campanha da mídia contra o seu governo”

  1. italo Says:

    Deveria discutir, já virou hino. Na tv aberta vc não encontra espaço para discussão, mas encontra ‘campanha da foto do dinheiro’ e a tv aberta é aquela que alcança 95% da população. Acredito em leis, mas até elas podem se deformar, por exemplo, os gastos da Presidência da República hoje é o debate da vez, segundo a pauta da Imprensa o foco principal das discussões à bem do interesse público, sabidamente protegida por leis que valem, se não deformadas, para qualquer governo. Essa sensação de que falta verdade na história, não recaiu sobre a transparência que deveria ter o processo de concessões de rádio e tv que supostamente ocorreria em outubro de 2007. A campanha da Associação brasileiras de tv por assinatura tem mais evidência, é mais vista pela maioria da população do que o projeto que pode levar tv por assinatura e acesso à informação à milhões de brasileiros, e ainda não se encontrou ação do Judiciário, para regular campanhas de medo e perda irreparável para consolidar posições políticas e empresariais. Não faltará um deputado votando confortávelmente contra o projeto que beneficia maiorias, atendendo ao medo da população que teve acesso à conteúdo que interessa à quem?


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